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Política

Governo do Estado entrega obras e serviços na área de saneamento e saúde, em Guarapari

Redação Informe ES

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O governador do Estado, Renato Casagrande, esteve no município de Guarapari, na tarde desta sexta-feira (10) para a entrega de obras e serviços que vão melhorar a vida de moradores e turistas de um dos mais importantes balneários do Estado. Foram entregues à população da “Cidade Saúde” a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Meaípe, o Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Nova Guarapari e a Estação de Tratamento de Água (ETA) Modular de ultrafiltração. E por falar em saúde, o governador oficializou os serviços do Hospital Infantil Francisco de Assis (HIFA), gestor do Hospital “Cidade Saúde Dr. Luiz Buaiz”.

“Estamos inaugurando a estação de tratamento de esgoto em Guarapari, na região de Meaípe, e anunciamos as estações modulares de tratamento de água para fortalecer a capacidade de ofertar água principalmente nos períodos em que a cidade fica mais cheia. Também estamos abrindo 150 leitos no Hospital Geral de Guarapari, então é investimentos em saúde para melhorar a vida de quem vive na cidade e quem vem nos visitar”, disse Casagrande.

As entregas da Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan) em Guarapari somam R$ 48,6 milhões em obras. Os recursos foram aplicados em novas estações de tratamento de água com tecnologia inovadora e na ampliação dos serviços de coleta e tratamento do esgoto.

Foram entregues duas novas estações de tratamento de água com tecnologia inovadora de ultrafiltração. Essa nova tecnologia permite estações mais compactas e de tratamento mais eficaz. Também foi inaugurado o novo sistema de tratamento de esgoto para atender as regiões de Meaípe e Nova Guarapari.

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As duas novas estações de tratamento de água vão ampliar a capacidade de produção da Cesan para Guarapari dos atuais 440 l/s (litros por segundo), para 570 l/s. Isso significa que a empresa será capaz de entregar cerca de 50 milhões de litros de água por dia, o que equivale a 50 mil caixas d´água de mil litros. O investimento garante segurança hídrica para a população da cidade que, nos períodos de alta temporada, salta de 120 mil para mais de um milhão de habitantes.

Toda essa água, é claro, vira esgoto e a Cesan também investe continuamente na ampliação do serviço de coleta e tratamento para garantir que o resíduo não polua o ambiente. Nesse contexto a empresa entrega à população do município um novo sistema de esgotamento sanitário com capacidade para coletar, tratar e devolver limpo à natureza 7 milhões de litros de esgoto por dia. Serão beneficiados mais de 38 mil moradores dos bairros Meaípe, Enseada Azul e Nova Guarapari.

O abastecimento com água tratada é universalizado e está disponível para todos os moradores de Guarapari. A coleta e o tratamento de esgoto estão disponíveis para 70,6% da população. Anualmente, somente no município, a Cesan produz 13,2 bilhões de litros de água tratada para a população. A empresa ainda coleta, trata e devolve limpo ao meio ambiente 6,4 bilhões de litros de esgoto, configurando-se na contribuição mais significativa para a despoluição das praias e mananciais do município. Confira outros investimentos da Cesan em andamento na região:

Ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Anchieta
– Investimento de R$ 13 milhões
– 9.114 habitantes beneficiados
– Bairros atendidos: Ponta dos Castelhanos, Vila, Oliveira, Justiça II, Anchieta e Portal de Anchieta.

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Ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Anchieta
– Investimento de R$ 9,3 milhões
– 16.270 mil habitantes beneficiados
– Bairros atendidos: Alvorada, Anchieta, Antônio Pedro Tavares, Cantagalo, Centro, Dom Helvécio, Jardim das Oliveiras, João XXIII, Justiça, Justiça II, Morro da Penha, Oliveira, Otávio Manoel de Oliveira, Ponta dos Castelhanos, Portal de Anchieta, Porto de Cima, Praia do Coqueiro e Vila Residencial Anchieta.

Ampliação do Sistema de Abastecimento de Água de Iriri – 1ª etapa
– Investimento de R$ 7,6 milhões
– 58 mil habitantes beneficiados
– Bairros atendidos: Sede de Anchieta

Ampliação do Sistema de Abastecimento de Água de Iriri – 2ª etapa
– Investimento de R$ 23,3 milhões
– 56 mil habitantes beneficiados
– Bairros atendidos: Iriri e Sede de Anchieta

Melhorias no Sistema de Abastecimento de Água de  Meaípe – Guarapari
– Investimento de R$ 4,7 milhões
– 28.282 habitantes beneficiados
– Bairros atendidos: Meaípe e Enseada
– 20 empregos diretos gerados 

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Ampliação do Sistema de Abastecimento de Água Morro Alto e Morrinhos
– Investimento de R$ 8,4 milhões
– 19.4 mil habitantes beneficiados
– Bairros atendidos: Meaípe, Condados, Porto Grande, Maembá, Morro Alto e Morrinhos

Saúde

As agendas desta sexta-feira (10), em Guarapari, incluíram ainda a entrega de R$ 11.762.206,69 em recursos para a aquisição de equipamentos para o Hospital Infantil Francisco de Assis (HIFA), gestor do Hospital “Cidade Saúde Dr. Luiz Buaiz”, localizado no município. Também foi formalizado o repasse mensal de R$ 4,9 milhões para custeio de maternidade de risco habitual, pediatria e clínica médica adulto.

Com o investimento de peso em equipamentos de ponta e na maternidade, a Secretaria da Saúde (Sesa) vai promover, junto com a Prefeitura de Guarapari, um atendimento mais moderno, rápido e humano no Hifa, que foi inaugurado em agosto de 2024. Ele é um hospital geral filantrópico, sendo referência em Pediatria e Maternidade na cidade e na Região Sul.

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Segundo o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, o investimento demonstra o compromisso do Governo do Estado com a saúde pública. “Essa ação é um marco para a saúde em Guarapari, oferecendo uma estrutura hospitalar que atenderá às demandas da cidade e da região, garantindo a universalidade, a equidade e a integralidade na atenção hospitalar”.

Com o repasse de R$ 11.762.206,69 de recursos estaduais (Termo de Fomento Nº 039/2024), o Hifa vai equipar a nova estrutura do hospital e contará com 322 novos itens como berços, camas hospitalares, gerador, incubadora, ultrassom, raio-x, ventilador pulmonar, entre outros equipamentos.

A Sesa também fortalece o atendimento obstétrico em toda região com o Convênio de Contratualização nº 014/2022, que garante a prestação de serviços essenciais como obstetrícia para gestantes de risco habitual; enfermaria adulto e pediátrica; cirurgias adulto e pediátrica; Unidades de Terapia Intensiva (UTI, UTIP, UTIN, UCINCO); e salas vermelhas para casos graves.

Em três meses, a Sesa ampliou duas vezes a quantidade de leitos contratados no Hifa. O Hospital possuía 98 leitos contratados na unidade hospitalar. Em outubro, foram ampliados 52 leitos, sendo 30 de enfermaria adulto, dez de salas vermelhas, 2 leitos de UCINCO e dez leitos de UTI adulto, totalizando 150 leitos. Em dezembro do ano passado, a Sesa fez nova ampliação com a oferta de mais 11 leitos, sendo eles 10 leitos de UTI e um de sala vermelha pediátrica. Atualmente o Hifa está com 161 leitos.

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Informações à Imprensa:
Coordenadoria de Comunicação Empresarial Cesan
Desiery Marchini / Charley Fernandes / Mirela Marcarini
comunica@cesan.com.br

Assessoria de Comunicação da Sesa
Syria Luppi / Luciana Almeida / Danielly Campos / Thaísa Côrtes / Ana Cláudia dos Santos
asscom@saude.es.gov.br

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Economia

Ricardo Ferraço afirma que Espírito Santo não terá perdas com a reforma tributária

Redação Informe ES

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Candidato à reeleição diz que estudos do governo apontam cenário favorável para o estado; mudanças no sistema tributário nacional podem alterar a arrecadação e a distribuição de receitas entre as unidades da Federação.

A reforma tributária foi um dos temas abordados no debate entre os candidatos ao Governo do Espírito Santo, realizado na quinta-feira (22). Durante o encontro, o atual governador e candidato à reeleição, Ricardo Ferraço, afirmou que os estudos conduzidos pelo governo estadual indicam que o Espírito Santo não terá perdas com as mudanças no sistema tributário brasileiro.

Em sua declaração, Ferraço defendeu que o estado está preparado para enfrentar o período de transição e manter o ritmo de desenvolvimento econômico. O candidato também criticou os adversários que, segundo ele, não teriam conhecimento ou experiência suficientes para avaliar a realidade capixaba diante da reforma.

“Os estudos que nósestamos fazendo indicam que o Espírito Santo não terá perdas na reforma tributária”, declarou.

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Na sequência, o governador afirmou que o estado reúne condições para enfrentar as mudanças e continuar crescendo. “Se tem um estado preparado nesse país para fazer o enfrentamento da reforma tributária, esse estado chama-se Espírito Santo”, acrescentou.

Mudanças podem afetar a arrecadação dos estados

A reforma tributária brasileira prevê uma reestruturação da tributação sobre o consumo, com a substituição gradual de tributos atuais por novos impostos e alterações nos critérios de distribuição das receitas.

As mudanças incluem um período de transição, durante o qual os efeitos sobre a arrecadação dos estados dependerão das regras de implementação, dos mecanismos de compensação e da evolução da atividade econômica.

Nesse contexto, a avaliação de que o Espírito Santo não sofrerá perdas foi apresentada por Ferraço com base nos estudos mencionados durante o debate. Para dimensionar os possíveis impactos, é necessário conhecer as projeções utilizadas pelo governo, os períodos considerados e os critérios adotados nos cálculos.

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Impactos para a economia capixaba

O tema tem relevância para o Espírito Santo porque a arrecadação estadual influencia a capacidade de financiamento de políticas públicas e investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança.

A afirmação do candidato coloca em discussão a preparação do estado para a nova realidade tributária e os efeitos que a reforma poderá produzir sobre as receitas públicas e o ambiente de negócios.

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Política

Pai de Ricardo, Theodorico Ferraço, acusa Pazolini de desrespeito durante visita a Cachoeiro

Redação Informe ES

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O prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Theodorico Ferraço, de 88 anos, divulgou um desabafo, em sua rede social, após a visita do candidato ao Governo do Espírito Santo Lorenzo Pazolini ao município, na terça-feira (13). Na declaração, o prefeito acusa o adversário político de desrespeito durante uma manifestação realizada nas proximidades do comitê eleitoral de Ricardo Ferraço, atual governador e candidato à reeleição.

Segundo Theodorico, Pazolini, com quem afirmou ter mantido uma relação de respeito durante o período em que ambos atuaram como deputados estaduais, teria feito declarações pelo microfone direcionadas a ele, afirmando que seu tempo político havia acabado e fazendo referência à figura de um “coronel”.

No pronunciamento, o prefeito classificou a situação como uma agressão verbal e questionou a postura do candidato durante a passagem pela cidade. Theodorico também afirmou que continuará se manifestando publicamente e declarou apoio à candidatura de Ricardo Ferraço.

Ao encerrar o desabafo, o prefeito disse que caberá à população de Cachoeiro de Itapemirim e a Deus decidir sobre o seu futuro político.

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Theodorico Ferraço é pai do governador Ricardo Ferraço, o que também situa a declaração no contexto da disputa eleitoral estadual.

Direito ao contraditório

O InformeES reforça seu compromisso com a imparcialidade jornalística e o direito ao contraditório. As declarações do prefeito Teodorico Ferraço foram registradas com base em seu pronunciamento, e o espaço permanece aberto para que Lorenzo Pazolini apresente sua versão dos fatos e se manifeste sobre as críticas. Eventual posicionamento será divulgado para garantir aos leitores acesso às diferentes versões do episódio.

E-mail: contato@informees.com.br

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Política

Em decisão história, Senado aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho

Redação Informe ES

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Em uma decisão histórica, o plenário do Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe fim à escala 6×1 de trabalho, aquela em que o empregado trabalha seis dias por um de folga na semana.

Foram 75 votos a favor da PEC e apenas um contrário, em ambos os turnos.

O quórum exigido para uma emenda constitucional era de pelo menos 49 votos favoráveis. O número de parlamentares com presença registrada em plenário chegou a  77 dos 81 senadores, segundo o painel de votação.  

O texto prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5×2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

A mudança representa um marco na luta por direitos trabalhistas desde a Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais, e concede um dia a mais de descanso para que trabalhadores com carteira assinada possam descansar, ampliar o convívio com a família e ter mais tempo de lazer e estudos.

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Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas deverão adotar a escala 5×2 e reduzir a jornada máxima para o máximo de 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

“Eu tenho certeza que, desde a Constituinte de 1988, esta é a maior conquista dos trabalhadores brasileiros”, afirmou o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da matéria na Casa legislativa.

Ele manteve o mesmo texto aprovado pelos deputados há cinco meses, de forma que a proposta não precisará retornar à Câmara e poderá seguir diretamente para a promulgação.

A votação em primeiro e segundo turnos na mesma noite foi possível após a aprovação, em votação simbólica, de um requerimento de calendário especial, feito por líderes partidários, que dispensou a exigência de novas sessões deliberativas para análise da proposta.    

Aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, a PEC chegou em agosto ao Senado, onde passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi levada à discussão em plenário na semana passada, após compromisso firmado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Brasília-DF – 14/10/2026 – Sessão do Senado que votou o fim da escala 6X1. Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

Debate em plenário

A sessão deliberativa começou pouco depois das 14h e se estendeu até por volta das 22h, quando o resultado da votação foi revelado. Praticamente todos os senadores que subiram à tribuna se declararam favoráveis à proposta, mesmo com críticas pontuais.

“Estamos escrevendo este capítulo ao lado de cada trabalhador que acorda antes do sol nascer, de cada mãe e cada pai que querem acompanhar o crescimento de seus filhos, de quem deseja estudar, cuidar da saúde, encontrar os amigos, estar com a família ou descansar”, afirmou a senadora Tereza Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado.

“A jornada de 44 horas semanais vigora desde a Constituição de 1988 e não reflete mais a realidade do mundo do trabalho, profundamente transformado pela tecnologia, pela automação, por novas normas e formas de organização produtiva”, comentou o senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Citando dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a senadora Leany Lemos (PSD-DF) destacou que 36,2 milhões de vínculos de trabalho com carteira assinada possuem jornada contratada superior a 40 horas semanais no Brasil, o que equivale a praticamente 80% dos vínculos celetistas analisados.

“Ou seja, somente 20% dos trabalhadores formalizados no país não trabalham na jornada 6×1. Esses dados permitem dimensionar o alcance da redução da jornada e identificar os setores mais afetados”, pontuou.

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Em seu pronunciamento em plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) disse que não tinha como conter a emoção.

“Quando eu olho para trás, para 30, 40, 50 anos, eu me sinto aqui, agora, um menino negro e pobre que esperou 50 anos para este momento acontecer. Quem operou, trabalhou, em fundições, em fábricas, em marcenarias, em fábricas de barro e de vasos, como eu e tantos trabalhadores, sabe que este momento é especial”, afirmou.

Mesmo favorável à PEC, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) alertou sobre os riscos de a medida aumentar o custo do trabalho e causar impactos a micro e pequenas empresas, que contratam boa parte da força de trabalho que atua na escala 6×1.

“Não podemos permitir que essa conquista se torne, a médio e longo prazos, em prejuízo para quem queremos proteger”, observou. Apesar de, ao longo do debate, ter sido contrário à proposta, o Partido Liberal (PL) liberou a bancada para a votação. 

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Empresário, o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) informou já ter eliminado a escala 6×1 em suas empresas, o que ampliou a oferta de mão-de-obra e aumento da produtividade.

“A única maneira que nós encontramos de resolver a falta de mão-de-obra, que há muitos anos assola esse país, não é de agora, foi flexibilizar o fim dessa jornada, que nas nossas empresas acontece há mais de 5 anos”, disse o parlamentar. 

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra a proposta. 

Durante discurso na tribuna do Senado, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, criticou a ausência dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) na sessão destinada à votação da proposta. 

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“Eu olho para o painel do Senado e ainda não vejo a presença do senador Flávio Bolsonaro, nem do coordenador de campanha dele, o senador Rogério Marinho. Eles haviam dito primeiro que eram contra [o projeto]. Diziam eles que era eleitoreiro, mas mudaram de posição”, afirmou.  

Flávio cumpriu agenda de campanha no Rio Grande do Sul ao longo do dia, mas registrou a presença em plenário para votar a matéria de forma remota. No painel de votação, Flávio Bolsonaro registrou voto favorável à PEC. Marinho não registrou presença na votação, constando como ausente.

Milhões de beneficiados

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), elaborada com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), apontou que 80% dos vínculos com jornadas superiores a 40 horas semanais tinham salários contratuais de até dois salários mínimos (atualmente em R$ 3.242). O percentual chegava a 90% quando considerado o limite de três salários mínimos (R$ 4.863).

Os vínculos com contratos de até 40 horas semanais registravam remuneração mensal média de R$ 6.211,16. Já os trabalhadores contratados para jornadas de 44 horas recebiam, em média, cerca de 42,3% desse valor, ou seja, cerca de R$ 2.627,32.

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A escolaridade também aparece associada à duração da jornada. Mais de 83% dos vínculos de trabalhadores com ensino médio completo ou escolaridade inferior tinham jornadas superiores a 40 horas semanais. Entre aqueles com ensino superior completo, a proporção era de 53%.

Uma outra pesquisa apontou que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais deve beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores. O número reúne 22 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas por semana.

Os dados são de um levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, referente a 2025. Segundo o estudo, mais da metade dos trabalhadores formais brasileiros ainda trabalham acima da jornada de 40 horas semanais.

Fonte: Agencia Brasil

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