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IRPF 2025: quais documentos separar agora para agilizar a declaração?

O prazo para a entrega da declaração anual do Imposto de Renda é do dia 15 de março até o dia 31 de maio, totalizando quase 75 dias. Embora esse período possa parecer longo, é essencial estar atento aos documentos necessários para a declaração de Imposto de Renda em 2025.
Dessa forma, se faltar algum item ou for necessário regularizar algum documento, você poderá fazer os ajustes antes do prazo final, evitando complicações com a Receita Federal (RF). Além disso, antecipar a entrega também tem os seus benefícios, como maior prioridade na restituição e evitar os congestionamentos do sistema da Receita Federal próximo ao prazo final.
Quais documentos separar agora para agilizar a declaração de imposto de renda para 2025?

Antes de reunir os documentos para a declaração do Imposto de Renda de 2025, você deve saber se está entre os grupos que tem obrigatoriedade de fazer a entrega, ou mesmo se não estiver nessa categoria, também pode verificar se tem direito a restituição e, portanto, também precisará fazer a declaração. Confira a seguir.
Leia mais
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Quem deve entregar o IRPF em 2025?
Os contribuintes que precisam declarar o Imposto de Renda em 2025 para receber a restituição incluem todos os residentes no Brasil que, em 2024, atendam a um dos seguintes critérios:
- Novo residente no Brasil;
- Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, superiores a R$ 200 mil;
- Recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 33.704,00;
- Obteve ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito ao imposto;
- Realizou operações em bolsas de valores;
- Obteve ganho de capital na venda de imóveis residenciais;
- Possui bens e direitos no exterior;
- Possui bens ou direitos (verificar valores mínimos e condições);
- Na atividade rural, obteve receita bruta superior a R$ 153.199,50 ou pretende compensar prejuízos de anos anteriores.
Como consultar se tenho valores a restituir em 2025?

Para consultar o valor, o contribuinte precisa acessar o site da Receita Federal e selecionar a opção “Meu Imposto de Renda”. Em seguida, deve clicar em “Consultar a Restituição”. Será necessário fornecer o CPF e a data de nascimento.
A página fornece orientações e canais de atendimento, permitindo tanto uma consulta simplificada quanto uma consulta completa da situação da declaração através do extrato de processamento no e-CAC.
Confira os documentos necessários para a declaração do Imposto de Renda em 2025
Para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2025, é importante reunir os seguintes documentos:
1 – Documentos Pessoais:
- CPF e RG;
- Título de eleitor;
- Comprovante de endereço;
- CPF dos dependentes.
2 – Comprovantes de Rendimentos:
- Informe de Rendimentos fornecido por todas as fontes pagadoras (empregadores, instituições financeiras, etc.);
- Comprovantes de rendimentos de investimentos em ações ou outros ativos financeiros;
- Extratos bancários e de aplicações financeiras.
3 – Comprovantes de pagamentos e despesas dedutíveis:
- Despesas médicas e odontológicas;
- Despesas com educação;
- Contribuições para previdência privada;
- Pagamentos de pensão alimentícia;
- Recibos de doações a candidatos políticos.
4 – Comprovantes de Bens e Direitos:
- Documentos de compra e venda de imóveis, automóveis, embarcações, etc.;
- Informações sobre empréstimos e dívidas acima de R$ 5 mil.
5 – Outros documentos:
- Recibo da última declaração de Imposto de Renda;
- Informações sobre atividade rural, se aplicável.
Aproveite o Carnaval ou os fins de semana que antecedem a abertura do período de entrega do imposto de renda para separar todos os seus documentos com antecedência.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (16/06/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta terça-feira:
NASA revela módulo lunar que ajudará a construir base permanente na Lua
O próximo módulo lunar robótico a ser lançado em direção à Lua foi apresentado oficialmente pela empresa Astrobotic, sediada em Pittsburgh, nos Estados Unidos. A NASA escolheu o veículo Griffin para ser o módulo de pouso de sua missão Moon Base 2, parte da primeira fase dos esforços para estabelecer um posto avançado lunar permanente.
SpaceX fecha acordo de US$ 60 bilhões para adquirir empresa de IA
A SpaceX anunciou nesta terça-feira a compra da Cursor por US$ 60 bilhões em ações da própria companhia de Elon Musk, em uma das maiores transações recentes envolvendo ferramentas de inteligência artificial voltadas ao desenvolvimento de software.
Threads alcança 500 milhões de usuários
A plataforma Threads, controlada pela Meta, alcançou a marca de 500 milhões de usuários ativos mensais. O dado foi divulgado nesta terça-feira e indica um crescimento contínuo desde o lançamento do serviço em julho de 2023. Em menos de um ano, a base de usuários subiu de 400 milhões, registrada em agosto de 2025, para o patamar atual.
Fim de uma era: redes sociais já são a principal fonte de notícias
Pela primeira vez, redes sociais e plataformas de vídeo passaram a ocupar o topo entre as formas de consumo de notícias no mundo, deixando para trás televisão, rádio e sites jornalísticos tradicionais. O dado faz parte de um novo relatório do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, ligado à Universidade de Oxford.
O Olhar Digital News vai ao ar de segunda a sexta-feira no nosso YouTube e nossas redes sociais!
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Google contesta decisão histórica sobre responsabilidade por conteúdo de IA

A Alphabet, empresa-mãe do Google, anunciou, nesta sexta-feira (12), que irá recorrer de uma decisão judicial alemã que considerou a empresa legalmente responsável por alegações falsas que aparecem nos Resumos de IA (AI Overviews), uma funcionalidade que exibe sumários gerados por inteligência artificial (IA) acima dos resultados tradicionais de busca.
Decisão judicial contra o Google marca precedente importante
- O tribunal de Munique (Alemanha) emitiu uma decisão histórica contra os resumos gerados por IA do Google, determinando que o AI Overviews constitui conteúdo próprio da empresa;
- Esta decisão pode impactar significativamente outros desenvolvedores de inteligência artificial;
- “Este caso foca em erros específicos e pontuais, não na forma fundamental como o AI Overviews exibe conteúdo da web. Discordamos da decisão e planejamos recorrer”, disse um porta-voz do Google por e-mail à Reuters;
- O processo foi movido por duas editoras alemãs que alegaram que os Resumos de IA falsamente as vincularam a golpes e práticas comerciais duvidosas;
- A empresa reconhece que, embora a grande maioria dos AI Overviews seja precisa, podem ocorrer casos em que os resumos perdem contexto ou interpretam mal o conteúdo da web.

Leia mais:
- Google permitirá que sites parem de aparecer nos resultados de busca com IA
- 6 funções do Google que todo mundo precisa testar
- Sua pesquisa no Google pode ter como resposta comentários em rede social
Impactos na indústria de conteúdo
A integração de IA nos resultados de busca online do Google tem gerado críticas de editores e provedores de conteúdo, que afirmam que isso afetou negativamente seu tráfego, audiência e receita. Reguladores antitruste também estão investigando a questão.
O Google afirmou que toma ações rápidas contra violações de suas políticas para AI Overviews e que está comprometido em melhorar continuamente a precisão da tecnologia.
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Astrônomos descobrem ventos de buraco negro rápidos como forte furacão

Astrônomos identificaram um quasar distante — ou núcleo ativo de uma galáxia — alimentado por um buraco negro supermassivo que lança ventos em uma velocidade recorde de 30% da velocidade da luz, o equivalente a cerca de 323 milhões km/h. Segundo os pesquisadores, trata-se do vento de buraco negro mais rápido já observado especificamente em comprimentos de onda ultravioleta.
O objeto, chamado J2318, abriga um buraco negro com massa estimada em 1,7 bilhão de vezes a massa do Sol e está localizado a cerca de três bilhões de anos-luz da Terra. Embora essa seja uma massa considerada bastante típica para um buraco negro supermassivo, a velocidade dos ventos observados está longe de ser comum, afirmou Patrick Hall, pesquisador da Universidade de York (Canadá) e integrante da equipe.
“Em termos de velocidade, o vento deste quasar poderia ser chamado de um furacão categoria 79”, disse Lucas Seaton, líder do estudo e pesquisador da Universidade de York, em comunicado. “Cada categoria de furacão é cerca de 20% mais rápida do que a categoria abaixo. Chamar isso de categoria 79 dá uma ideia de quão rápido ele é, mas, é claro, esse vento é diferente de tudo o que existe na Terra.”
A origem desses ventos está no comportamento dos quasares. As galáxias grandes são consideradas lar de um buraco negro supermassivo em seus centros, com massas de milhões ou até bilhões de vezes a do Sol.
Mas nem todos esses gigantes cósmicos alimentam quasares ou emitem ventos tão potentes. Os quasares surgem quando esses buracos negros centrais são cercados por enormes quantidades de gás e poeira, chamadas de discos de acreção, que os alimentam gradualmente.
Leia mais:
- O que é um buraco negro?
- Buracos negros estão por trás de tecnologias essenciais do mundo moderno
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“Ventos” de buraco negro?
- Como essas massas colossais geram forças gravitacionais intensas, os discos de acreção também sofrem fortes forças de maré, que produzem atrito e fazem o sistema brilhar intensamente em todo o espectro eletromagnético. Essa radiação também empurra matéria para longe dos discos, sob a forma de intensos “ventos” de buraco negro.
- “Nos quasares, muitas vezes vemos ventos de gás empurrados para longe do buraco negro pela luz do quasar”, disse Seaton. “O vento em J2318 pode ser visto em comprimentos de onda ultravioleta, com velocidades de até 30% da velocidade da luz. Ventos ainda mais rápidos podem ser vistos em comprimentos de onda de raios X, mas J2318 é o mais rápido já descoberto em comprimentos de onda ultravioleta”;
- A principal diferença em relação aos ventos terrestres está no fato de que os ventos de buracos negros são impulsionados pela radiação, por partículas de luz chamadas fótons que colidem com os átomos, e não pela pressão do ar.
“Os quasares emitem tantos fótons que esses pequenos impulsos se somam e geram velocidades extremas”, disse Seaton. “O problema é que os fótons também podem remover todos os elétrons dos átomos, tornando-os invisíveis. Como empurrar o gás até as velocidades que vemos enquanto mantemos intactos os íons de carbono e silício que observamos… é um verdadeiro quebra-cabeça!”
Para tentar resolver essa questão, a equipe recorreu a dados observacionais do SDSS-IV Time-Domain Spectroscopic Survey e do SDSS-V Black Hole Mapper, ambos parte do Sloan Digital Sky Survey (SDSS).
Seaton explicou que o sistema funciona como um prisma: “Assim como um arco-íris espalha a luz do Sol em diferentes comprimentos de onda, cores, o SDSS espalha a luz de certas estrelas, galáxias e quasares no que chamamos de seus espectros. A partir desses espectros, com prática, os estudantes aprendem a identificar quasares incomuns.”
Esses espectros detalhados de J2318 revelaram os ventos em alta velocidade do quasar no ultravioleta. O estudo de ventos de buracos negros como esse é considerado importante para entender como as galáxias evoluem, já que esses ventos são a forma como buracos negros supermassivos trocam energia com suas galáxias hospedeiras. Em especial, essa energia pode expulsar gás e poeira, matéria-prima para a formação de estrelas, sufocando o nascimento estelar nas galáxias.
“Esses fluxos extremos carregam quantidades incríveis de energia que podem afetar as galáxias ao redor. Eles funcionam como uma espécie de elo perdido: o feedback elusivo entre a região central ativa de uma galáxia e o restante da galáxia”, disse Paola Rodríguez Hidalgo, professora associada da Universidade de Washington em Bothell.
“Embora esse processo tenha sido incluído em simulações de formação de galáxias por décadas, ainda há muito trabalho a ser feito para entendê-lo por meio de observações e garantir que as simulações o tratem corretamente.”
A equipe e outros astrônomos devem continuar buscando ventos de buracos negros de alta velocidade na radiação ultravioleta, mas não estão confiantes de que encontrarão algo tão rápido quanto o de J2318.
“Não será fácil encontrar um outflow ultravioleta mais rápido do que o de J2318, mas estamos continuando essa busca do Universo próximo até os confins mais distantes do Universo que podemos ver”, concluiu Flores.
A pesquisa da equipe foi publicada na quinta-feira (4) no The Astrophysical Journal.
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