Negócios
4 Passos para Negociar um Aumento Salarial para 2026

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Este é o momento ideal para avaliar sua remuneração e garantir que ela reflita o seu valor para a empresa onde você trabalha. Negociar um aumento salarial pode ser intimidante, mas com preparação, confiança e justificativas claras, a conversa deixa de ser um confronto e se torna uma discussão profissional.
4 estratégias para negociar um aumento salarial para 2026
1. Mostre que seu desempenho merece um aumento
Antes de entrar em qualquer negociação, é essencial construir um argumento sólido baseado em evidências. Comece avaliando objetivamente seu desempenho no último ano. Você cumpriu ou superou expectativas de forma consistente? Assumiu responsabilidades adicionais, liderou projetos ou resolveu problemas críticos para sua equipe? Esses fatores formam a base para justificar por que você merece um aumento salarial.
Os empregadores têm mais chances de aprovar um aumento quando veem contribuições mensuráveis que estejam alinhadas aos objetivos da empresa. Se você aumentou a receita de vendas, melhorou a eficiência operacional ou ajudou a reter clientes, destaque esses resultados específicos. Ajuda muito apresentar resultados quantificáveis do seu desempenho; por exemplo, ter impulsionado a produtividade da equipe em 15% ou liderado a redução dos custos de produção em 10% por meio de melhorias de processos.
Também é importante demonstrar crescimento nas suas capacidades profissionais. Talvez você tenha concluído uma certificação, aprendido a usar um novo software ou orientado novos funcionários. Esses são exemplos de valor agregado que fortalecem seu argumento. Quando você justifica seu desempenho, mostra que seus esforços contribuíram diretamente para o sucesso da empresa.
2. Apresente suas conquistas deste ano
Depois de justificar seu desempenho, apresente um resumo claro das suas conquistas no último ano. É aqui que a documentação se torna essencial. Mantenha um registro de suas realizações e dos feedbacks de líderes, colegas e clientes. Certifique-se de ter sua própria cópia dos principais indicadores ao longo do ano, para que, quando surgirem discussões sobre um eventual aumento salarial, você possa citar exemplos concretos com confiança.
Suas conquistas devem ser organizadas e específicas. Classifique-as em três categorias:
- Conquistas individuais, que podem incluir projetos concluídos, aquisição de novos clientes ou prêmios recebidos;
- Contribuições para a equipe, como esforços de colaboração, papéis de liderança ou atividades de mentoria;
- Desenvolvimento profissional, incluindo workshops frequentados ou certificações obtidas. Mostre seu compromisso com o crescimento e com a visão de longo prazo da organização.
3. Pesquise os salários praticados no mercado
A negociação deve ser baseada em fatos. Antes de pedir um aumento de salário, faça uma pesquisa aprofundada sobre os salários praticados no mercado para o seu cargo, na sua indústria e região. Sites como Glassdoor, Payscale e LinkedIn Salary podem oferecer informações sobre as faixas salariais médias para profissionais com experiências e responsabilidades semelhantes.
Ao compreender seu valor no mercado, você pode propor um aumento que seja justo e realista. Por exemplo, se sua pesquisa mostrar que profissionais em funções semelhantes ganham 15% a mais do que você recebe atualmente, é razoável pedir um ajuste proporcional. Ter dados concretos fortalece sua posição e evita que seu pedido pareça arbitrário.
Essa etapa demonstra profissionalismo e consciência das realidades econômicas. Mostra que sua solicitação não se baseia apenas em desejo pessoal, mas em evidências objetivas sobre seu valor no mercado de trabalho. Os empregadores apreciam quando os funcionários abordam discussões salariais com argumentos fundamentados, e não com apelos emocionais. Uma proposta bem pesquisada indica que você tem consciência de si mesmo e mentalidade estratégica.
4. Defenda o seu valor
A etapa mais importante na negociação de um aumento é a autodefesa. Muitos profissionais evitam essa conversa por medo de rejeição ou por desconforto em falar sobre dinheiro. No entanto, defender a si mesmo não é arrogância; é profissionalismo. Você é seu melhor representante — e, se não defender seu valor, ninguém fará isso por você.
Ao iniciar a conversa, seja confiante, respeitoso e esteja preparado. Escolha um momento apropriado, como durante uma avaliação de desempenho ou após concluir um grande projeto. Expresse gratidão pelas oportunidades que teve no cargo. Em seguida, apresente seu caso de forma clara e calma, combinando sua justificativa de desempenho, suas conquistas documentadas e os dados de mercado.
Lembre-se: negociação é um diálogo, não uma exigência. Esteja aberto à conversa, ouça o feedback do seu gestor e explore possíveis alternativas, como aumentos escalonados, bônus ou benefícios adicionais. Mesmo que você não receba o valor total solicitado, terá demonstrado iniciativa, profissionalismo e confiança.
Negociar um aumento de salário para 2026 exige preparação, evidências e segurança. Ao justificar seu desempenho, destacar suas conquistas, pesquisar padrões de mercado e defender seu próprio valor, você transforma uma conversa potencialmente desconfortável em um movimento estratégico de carreira.
O objetivo não é apenas ganhar mais dinheiro, mas garantir que sua remuneração reflita seu crescimento, suas contribuições e seu valor dentro da organização. Agora é o momento de assumir o protagonismo sobre seu próprio valor, porque ninguém está mais preparado para representar suas conquistas do que você.
*Sho Dewan é colaborador da Forbes US. Ele é fundador e CEO da Workhap, de consultoria de carreira, além de ser criador de conteúdo e LinkedIn Top Voice.
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Negócios
Tá com Pressa? Vá com Calma

Hoje à tarde percebi que não havia nada urgente na minha agenda. Eu podia escolher no que focar. A sensação é rara – não me lembro da última vez que a tive –, e foi justamente por ser rara que ela me fez voltar a algumas decisões que tomei para chegar até aqui.
A calma vem primeiro, como objetivo inegociável de vida, porque a ansiedade atrasa. A pressa faz esbarrar, distrair, atropelar. Quem corre refaz mil vezes a mesma tarefa e ainda arrisca derrubar um pote de azeitonas no chão bem na hora de sair de casa, espalhando óleo e aquele cheiro peculiar pelo ambiente. Falo com conhecimento de causa. Não só azeitona, mas também mel e azeite.
O antídoto é exercitar a presença: a concentração no que está nas mãos, seja a xícara que você pega, seja o texto que escreve. Uma coisa por vez, ainda que alterne entre elas a cada porção de minutos. Quando percebo que começo a me agitar, ou que parece ter muita coisa acontecendo ao mesmo tempo ao meu redor, respiro e olho onde estou, onde estão meus pés, minhas mãos. Bem básico mesmo. Lição um da aula de meditação.
A atenção precisa ser liderada – e sugiro que seja por você. Desligue as notificações, se for o caso, mas decida quem pode interromper e em que momento. Reagir a cada mensagem do WhatsApp e a cada alerta das redes sociais como se fossem ordens de um chefe enlouquece qualquer pessoa. Ou você controla seus dispositivos, ou eles controlam você e te deixam, no fim do dia, à beira de um ataque de nervos, com o cansaço de quem fez tudo e a sensação de não ter feito nada.
Eu não tenho notificações de WhatsApp nem de redes sociais. Só vejo quem me mandou mensagem ou curtiu um post quando entro nos aplicativos de propósito. As pessoas próximas, que podem precisar falar comigo com mais frequência, sabem que, se for urgente, a melhor forma de me encontrar é ligando.
Raramente desligo o celular, mas não me distraio de uma conversa olho no olho nem do que estou fazendo porque uma mensagem apareceu na tela bloqueada. A tela bloqueada só me lembra que tenho um filho fofo que enche meu coração de alegria. Em momentos de silêncio e disponibilidade acima da média, como nesta tarde, uso o clássico método Pomodoro: escolho no que me concentrar por 25 minutos, depois me distraio por 5. Já aprendi que, se não aproveitar bem o tempo, ele se esvai e leva junto a sensação boa de conquista que me acompanhava algumas horas antes.
Eleger prioridades é diferente de enxugar a lista. Cortar de dez para seis tarefas parece um avanço, mas não resolve quando o tempo disponível comporta duas. Pense numa mudança de uma casa de seis quartos para outra de um único dormitório. Ali, a pergunta que importa é do que você precisa essencialmente. O essencial vai. O resto fica.
Há momentos em que a vida pede uma troca de ângulo, e teimar que tudo é importante não aumenta o tamanho da casa nova. Quem se adapta à realidade mais cedo vive melhor – este é o prêmio, pessoal e intransferível. Hoje tenho tempo para cozinhar e cuidar da casa, e praticamente não trabalho no fim de semana, só quando é realmente necessário. Continuo trabalhando 14, 16 horas quando preciso, mas sei por que e para que faço, quando faço. Não é inércia, reflexo da agenda alheia nem falta de organização.
Por fim, vale criar um sistema para separar o urgente do que é apenas importante: pode esperar, mas não pode ser esquecido. O meu é simples. Faço listas e deixo mensagens não lidas no WhatsApp. Funciona porque volto a elas algumas vezes por dia, principalmente ao começar e antes de encerrar o trabalho, para ver se alguma pendência subiu para a lista de urgências. Ser uma pessoa confiável para si é gerenciar as pendências em vez de abandoná-las, decidindo a urgência de cada uma e o momento em que ela entra na sua vida sem atropelar o resto.
Algumas pendências acabarão esquecidas, inevitavelmente. Quando ressurgirem, o jeito é pedir desculpas a quem foi afetado, assumir a responsabilidade e seguir em frente, com novos combinados e atenção redobrada sobre o assunto. Vira e mexe esqueço de responder alguém que me procurou no WhatsApp. Já esqueci de mandar proposta. Mas não sou do tipo que esquece de ligar no dia do aniversário, depois lembra e, de vergonha, não liga nunca mais. Retomo e digo: desculpe, esqueci.
Já aceitei que sou humana, já entendi que não preciso me provar a cada interação e tenho lidado melhor com minhas imperfeições – o que, ironicamente, tem me dado a sensação de evoluir em menos tempo. É como dizer que tenho tido menos pressa e, por isso, tenho avançado mais rápido.
Escrevi esta coluna para me lembrar do que já decidi. Do que já pratico há muitos anos. Prática à qual atribuo a paz que tem me acompanhado na vida. Para me lembrar de que lembrar é sempre necessário, porque o jogo da disciplina nunca está ganho – e disciplina nada mais é do que falhar, oscilar e ter para onde voltar.
Faz tempo que desisti de desistir. A única opção é seguir em frente. Com a menor quantidade possível de vidros de azeitonas, mel ou azeite quebrados pelo caminho.
Ariane Abdallah é jornalista, autora do livro “De um gole só – a história da Ambev e a criação da maior cervejaria do mundo” e fundadora do Atelier de Conteúdo, empresa especializada na produção de livros, artigos e estudos de cultura organizacional.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.
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O Que É a Empresa do Século 21?

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.
Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.
O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.
Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?
Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?
Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.
*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.
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Amazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O Amazon MGM Studios anunciou Roberta Fraissat como Head de Theatrical Marketing, responsável por liderar as estratégias de marketing dos lançamentos da companhia nos cinemas brasileiros.
Mais recentemente, Roberta atuou como diretora de marketing para a América Latina e Head de Marketing para o Brasil na Crunchyroll.
A executiva passou a maior parte da carreira na The Walt Disney Company, onde ingressou como coordenadora de desenvolvimento de produto em 1999. Saiu de lá em 2023 como diretora de marketing. Nesse período, esteve envolvida em campanhas de produções como “Vingadores”, “Star Wars”, “Toy Story”, “O Rei Leão”, “Carros” e “Alice no País das Maravilhas”.
É formada em negócios pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e tem MBA pela FIA Business School.
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