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Quais as estreias do cinema mais aguardadas de 2026?

Redação Informe ES

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O ano de 2026 promete grandes lançamentos para o cinema, que misturam ação, fantasia, super-heróis e nostalgia. Estúdios de peso já revelaram produções ambiciosas que devem movimentar as bilheterias de forma impressionante.

A expectativa cresce porque muitos desses lançamentos foram anunciados há anos e agora finalmente ganham data para chegar às telonas, com campanhas de marketing pensadas para transformar trailers em eventos virais.

Será uma fase em que franquias clássicas retornam com nova cara, enquanto histórias inéditas buscam conquistar público com temas atuais e visuais sofisticados. O equilíbrio entre produções de grande orçamento e projetos autorais dá ao calendário cinematográfico um tom variado, e essa mescla amplia o apelo, fazendo com que tanto fãs de franquia quanto cinéfilos de nicho tenham lançamentos para aguardar.

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Se você quer ficar por dentro do que está por vir e não quer perder nenhum lançamento, veja a lista abaixo com 8 dos filmes mais aguardados de 2026. Confira!

8 filmes mais aguardados de 2026

Vingadores: Doomsday

foto promocional do filme vingadores doomsday
(Imagem: Divulgação/Marvel Studios)

“Vingadores: Doomsday” está programado para estrear em 18 de dezembro de 2026. O longa será dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo, veteranos de grandes produções dos Vingadores, e promete reunir um grande elenco.

Entre os nomes confirmados, está Robert Downey Jr., que interpretará Victor von Doom/Doutor Destino, reforçando o aspecto épico da trama. Há ainda rumores sobre a participação de Ryan Reynolds como Deadpool, o que adicionaria um tom irreverente.

A história traz uma guerra multiversal: após grandes eventos anteriores, várias facções dos heróis da Marvel, incluindo os Vingadores clássicos, os Novos Vingadores, o Quarteto Fantástico, os X-Men originais e os “Thunderbolts”, se unem para enfrentar o Doutor Destino, que planeja dominar ou destruir realidades paralelas.

A produção já é vista como um ponto de virada para a Fase Seis do MCU, com produção gigantesca, efeitos visuais ambiciosos e trilha sonora composta por Alan Silvestri, que retorna para este projeto.

Homem-Aranha: Um Novo Dia

Ator Tom Holland vestido de Homem-Aranha no set do novo filme do super-herói da Marvel
(Imagem: Reprodução/Redes sociais)

“Homem-Aranha: Um Novo Dia” tem estreia marcada para 31 de julho de 2026. A direção ficará a cargo de Destin Daniel Cretton, conhecido por “Shang-Chi”, e Tom Holland retorna como Peter Parker/Homem-Aranha, em uma fase que promete ser um recomeço emocional para o personagem.

A trama deve abordar as consequências do final de “No Way Home”, com Peter Parker tentando reconstruir sua vida enquanto lida com novas ameaças e relacionamentos antigos.

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Zendaya retorna como MJ, Jacob Batalon como Ned Leeds, e há rumores da participação de Sadie Sink (a Max de “Stranger Things”) em um papel misterioso, que pode haver ligação com o universo dos X-Men.

A produção começou a ser filmada em Glasgow e Pinewood Studios em 2025, e o filme aposta em uma mistura de ação acrobática, drama de identidade e multiverso, prometendo tanto cenas emocionais quanto sequências grandiosas.

Mestres do Universo

(Imagem: Divulgação/IMDb)

“Mestres do Universo”, previsto para 5 de junho de 2026, promete revitalizar a clássica franquia de fantasia. Sob direção de Travis Knight, o longa acompanhará Adam em sua transformação em He-Man conforme ele descobre seu destino como protetor de Eternia.

A produção vem chamando atenção pela ambição visual e pela tentativa de construir um universo cinematográfico consistente, com cenários que combinam tecnologia antiga, magia e grandes batalhas.

No elenco, há nomes como Nicholas Galitzine no papel de Adam/He-Man e Jared Leto como Skeletor. A história deve explorar a luta pela Espada do Poder, conflitos entre facções e ameaças místicas que colocam Eternia à beira do colapso.

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A produção também aposta em criaturas fantásticas, reinos variados e efeitos de ponta para resgatar o espírito grandioso da animação original, mas com abordagem moderna. Tudo indica que “Mestres do Universo” pode se tornar um dos grandes blockbusters de fantasia de 2026.

Hexed

(Imagem: Divulgação/Disney)

“Hexed”, a nova animação da Walt Disney Animation Studios, tem lançamento estimado para novembro de 2026 e vem sendo descrita como a nova grande aposta de fantasia do estúdio.

A trama acompanha uma jovem que descobre uma ligação ancestral com uma magia instável, desencadeando uma jornada cheia de riscos, autodescoberta e criaturas encantadas. Dirigido por Josie Trinidad e Jason Hand, o filme aposta em um estilo visual vibrante e em mundos mágicos detalhados, seguindo a tradição da Disney de criar cenários ricos que apoiam emocionalmente a narrativa.

Além da estética marcante, Hexed deve trazer personagens cativantes, humor característico e momentos emocionalmente intensos, como já é esperado de histórias originais do estúdio. A direção tem destacado que a animação deve unir magia caótica com questões humanas profundas, criando um equilíbrio entre aventura e sentimento.

Super Mario Galaxy – O Filme

(Imagem: Divulgação/Nintendo)

Com lançamento previsto para 3 de abril de 2026, “Super Mario Galaxy – O Filme” adaptará um dos jogos mais queridos da Nintendo para os cinemas, explorando cenários interplanetários e personagens clássicos.

Dirigido pela dupla Aaron Horvath e Michael Jelenic, os mesmos de “Super Mario Bros. – O Filme”, o longa promete expandir o universo apresentado anteriormente, levando Mario e seus aliados a novas galáxias, planetas e ameaças.

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A história deve acompanhar Mario em uma missão cósmica para salvar Peach das garras de Bowser, utilizando habilidades especiais e itens icônicos que sempre encantaram o público.

A animação pretende combinar humor leve, ação divertida e visuais que simulam a sensação de exploração presente no jogo original. O estúdio responsável já revelou que o filme terá grande foco em novas criaturas e ambientes variados, trazendo de volta a sensação de descoberta constante.

A mistura de nostalgia, aventura e inovação coloca “Super Mario Galaxy – O Filme” entre as animações mais esperadas do ano, especialmente após o enorme sucesso global do primeiro filme do encanador.

O Gatola da Cartola

(Imagem: Divulgação/Warner Bros)

A nova adaptação animada de “The Cat in the Hat”, prevista para 5 de novembro de 2026, marca o retorno de um dos personagens infantis mais queridos de Dr. Seuss ao cinema.

A produção, comandada por Alessandro Carloni e Erica Rivinoja, promete uma releitura moderna do clássico, unindo humor caótico, estética vibrante e mensagens positivas para crianças e adultos. No elenco de vozes, Bill Hader assume o papel do famoso Gato, trazendo irreverência e carisma ao protagonista, enquanto Xochitl Gómez e Quinta Brunson completam o elenco com personagens novos e reinterpretados.

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A história deve combinar fantasia, comédia e momentos sentimentais, retratando um dia comum que se transforma em caos divertido quando o Gato aparece e introduz objetos vivos, regras que se desfazem e desafios absurdos. O objetivo é respeitar a essência do texto original de Dr. Seuss, mas atualizando temas e lições para o público moderno.

Archangel

(Imagem: Divulgação/IMDb)

Com estreia marcada para 6 de novembro de 2026, “Archangel” é um thriller de ação dramática dirigido por William Eubank, conhecido por criar atmosferas tensas e cheias de suspense. O filme acompanha Henry “Fitz” Fitzgerald, interpretado por Jim Caviezel, um ex-soldado das Forças Especiais que se vê obrigado a enfrentar uma corporação poderosa para proteger sua comunidade.

A trama mistura elementos políticos, conflitos morais e ação estratégica, mostrando um protagonista que precisa usar habilidades adquiridas no passado para lutar contra forças muito maiores do que ele.

Além do foco em cenas de ação realistas e bem coreografadas, o filme promete explorar temas como justiça, corrupção e os limites da lealdade. A combinação de um elenco experiente com uma narrativa de tensão coloca Arcanjo entre os thrillers mais aguardados do ano.

Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita

(Imagem: Divulgação/Lionsgate)

Previsto para 20 de novembro de 2026, “Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita” retorna ao universo distópico de Panem sob direção de Francis Lawrence, responsável pelos maiores sucessos anteriores da franquia. O filme deve explorar a história do 50º Jogos Vorazes, também conhecido como Segundo Quarter Quell, revelando o passado de Haymitch Abernathy e os eventos traumáticos que moldaram seu cinismo e inteligência estratégica. O elenco conta com nomes como Ralph Fiennes, Elle Fanning e Jesse Plemons.

A narrativa deve combinar conflitos políticos, manipulação midiática e batalhas emocionais intensas, aprofundando o funcionamento interno da Capital e a rebeldia latente dos Distritos. O filme promete expandir o universo da franquia com novos personagens, arenas ainda mais mortais e reflexões sobre poder, desigualdade e resistência.

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Pastor processa OpenAI após conselho do ChatGPT quase custar sua vida

Redação Informe ES

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Um pastor entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, alegando que o ChatGPT forneceu recomendações médicas “extremamente perigosas”, o que teria atrasado o tratamento de uma embolia pulmonar grave e colocado sua vida em risco. O caso foi revelado pelo The New York Times.

Segundo o processo, Scott Winters procurou o chatbot para relatar sintomas relacionados ao seu estado de saúde. A ação afirma que o ChatGPT respondeu que os sinais descritos por ele “não eram algo perigoso”, o que teria contribuído para o adiamento da busca por atendimento médico.

Ainda de acordo com a acusação, o chatbot também recorreu às crenças religiosas do pastor durante a conversa, afirmando que “Deus não projetou seu corpo para falhar indefinidamente”.

Processo acusa OpenAI de negligência

  • A ação judicial acusa a OpenAI e seu diretor-presidente, Sam Altman, de negligência e de exercer ilegalmente a medicina;
  • Segundo o processo, o chatbot apresentou diagnósticos e planos de tratamento próprios em diversas ocasiões;
  • A acusação afirma ainda que o ChatGPT orientou Winters a ignorar os pedidos de familiares e amigos para procurar atendimento médico;
  • De acordo com a ação, o pastor informou ao chatbot que “as pessoas da minha igreja acham que estou louco por não ir ao hospital”;
  • Em resposta, o ChatGPT teria afirmado que “a maioria das pessoas (incluindo membros bem-intencionados da igreja) simplesmente não entende”.

Meetali Jain, advogada da ação e diretora-executiva da organização Tech Justice Law, afirmou ao Times que o chatbot acaba interferindo na relação entre usuários e as pessoas ao seu redor. “Ele se coloca como uma barreira entre o usuário e sua rede de apoio na vida real”, disse.

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Logo do ChatGPT em na tela de um notebook e na tela de um smartphone
Chatbot teria considerado que os sintomas do usuário não eram urgentes, além de questionar a intervenção de sua família e amigos – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

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Pedido inclui suspensão do ChatGPT Health

Além de solicitar indenização financeira, Winters pede que a Justiça determine a suspensão do funcionamento do ChatGPT Health até que avaliadores independentes concluam que a plataforma é segura.

Segundo o texto, o ChatGPT Health incentiva usuários a enviarem documentos médicos para que o chatbot participe de discussões relacionadas à saúde.

A ação também solicita que a OpenAI implemente mecanismos de proteção mais rígidos para impedir que o ChatGPT forneça respostas envolvendo diagnósticos médicos específicos e tratamentos.

Embora o chatbot já conte com salvaguardas destinadas a limitar esse tipo de orientação, o processo afirma que elas não funcionaram de forma confiável neste caso.

OpenAI afirma que serviço não substitui atendimento médico

A OpenAI sustenta que os termos de uso do ChatGPT deixam claro que a ferramenta não foi desenvolvida para realizar diagnósticos ou oferecer tratamentos médicos.

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Ao mesmo tempo, a empresa incentiva usuários a enviarem seus registros de saúde ao ChatGPT Health para promover discussões com o chatbot.

Segundo o texto, a companhia também destaca com frequência o uso da plataforma para questões relacionadas à saúde. Recentemente, informou que cerca de 230 milhões de pessoas utilizam semanalmente o ChatGPT para consultas sobre esse tema.

Scott Winters sobreviveu ao episódio, porém, segundo o processo, deverá enfrentar “anos de intensa recuperação física e psicológica”.

Outros processos similares

A OpenAI também enfrenta outros processos relacionados ao uso do ChatGPT em questões de saúde.

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Um deles é uma ação por morte injusta envolvendo um jovem de 19 anos que morreu por overdose após supostamente seguir um plano de tratamento elaborado pelo chatbot. Segundo a acusação, esse plano incluía orientações sobre o uso de drogas ilícitas. Assim como no caso de Winters, os autores também pedem a suspensão do ChatGPT Health.

A empresa ainda responde a outro processo por morte injusta, no qual o ChatGPT é acusado de ter contribuído para o suicídio de um adolescente.

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Terra pode ganhar um anel como o de Saturno — mas ele não será natural

Redação Informe ES

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Os planos para colocar em órbita mais de um milhão de satélites destinados a data centers espaciais, além de dezenas de milhares de espelhos orbitais, podem transformar permanentemente a aparência do céu noturno.

Segundo pesquisadores ouvidos pelo Space.com, caso esses projetos avancem, a Terra poderá ganhar um brilhante “anel de Saturno” artificial, visível de qualquer ponto do planeta durante horas após o pôr do sol e antes do amanhecer.

A estrutura seria formada por satélites alinhados em uma mesma órbita e apareceria como uma faixa luminosa que atravessaria o céu. De acordo com os especialistas, o brilho desse anel seria superior ao de qualquer estrela ou planeta e poderia até superar o da Lua cheia.

Hugh Lewis, professor de astronáutica da Universidade de Birmingham (Reino Unido), afirmou que a única forma de acomodar o enorme número de constelações de data centers atualmente propostas é empilhá-las em uma órbita específica, localizada ao longo da fronteira entre o dia e a noite.

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“Se você olhasse para o céu à noite, eles estariam todos em um único plano, muito próximos uns dos outros, indo na mesma direção”, disse Lewis. “O impacto sobre o céu noturno seria absolutamente catastrófico.”

Corrida por data centers espaciais amplia preocupações

  • Segundo a reportagem, a ideia de um “anel de Saturno” artificial pareceria ficção científica até pouco tempo atrás;
  • No entanto, desde que a corrida pelo desenvolvimento de data centers orbitais ganhou força no ano passado, esse cenário passou a ser considerado uma possibilidade concreta;
  • Diversas empresas já solicitaram à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) autorização para lançar grandes constelações de satélites. Entre elas estão SpaceX, Starcloud, Cowboy Space, Orbital e Blue Origin;
  • Somados, os projetos ultrapassam a marca de um milhão de satélites destinados à operação de data centers no espaço.

A China também entrou nessa disputa e pretende desenvolver sua própria rede de data centers orbitais nos próximos cinco anos. Além disso, a empresa californiana Reflect Orbital planeja lançar 50 mil espelhos espaciais para refletir luz solar em usinas de energia solar na Terra durante a noite.

Em 10 de julho, a companhia recebeu autorização da FCC para operar seu primeiro espelho orbital, um satélite demonstrador de 18 metros por 18 metros denominado Eärendil-1, cujo lançamento está previsto para ocorrer até o fim deste ano.

Satélites precisariam permanecer na mesma órbita

Lewis explicou que tanto os data centers orbitais quanto os espelhos espaciais dependem de iluminação solar contínua para funcionar. Para isso, os equipamentos precisam permanecer em uma órbita que acompanha a linha do terminador — a fronteira entre as regiões iluminadas e escuras da Terra — passando sobre os polos Norte e Sul.

“Os data centers orbitais e a Reflect Orbital dependem daquilo que esses operadores chamam de 24 horas de luz solar no espaço”, afirmou Lewis. “Para ter isso, você precisa estar em uma órbita específica, que segue a linha do amanhecer-anoitecer. Não é como a megaconstelação Starlink, que é distribuída ao redor da Terra.”

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Saturno
Terra pode ficar parecida com Saturno – Imagem: Sebastian Voltmer/Spaceweather

Simulações indicam céu dominado por satélites

A astrônoma Samantha Lawler, da Universidade de Regina (Canadá), concorda com a avaliação de Lewis. Ela e outros pesquisadores utilizaram modelagem computacional para simular o impacto visual de diversas constelações propostas, incluindo a Starmind, da SpaceX, o Project Sunrise, da Blue Origin, e a constelação Stampede, da Cowboy Space.

Segundo Lawler, as simulações mostram que os satélites visíveis da superfície terrestre não apenas esconderiam parte das estrelas, como também passariam a superá-las em quantidade.

À medida que a Terra gira sob essa órbita, o anel cruzaria o céu duas vezes por dia: entre o fim e o início da noite e novamente pouco antes do amanhecer. “[O anel] passaria por cima no mesmo horário todas as noites”, disse a pesquisadora. “Isso significa que seu efeito seria pior durante o inverno do que no verão.”

Efeitos podem comprometer observações astronômicas

Lawler ressalta que as simulações foram produzidas com base em informações públicas sobre os projetos e que o estudo ainda não passou pelo processo de revisão por pares.

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Mesmo assim, ela afirma que a luz espalhada pelo anel permaneceria iluminando o céu por até duas horas após os satélites desaparecerem abaixo do horizonte, de maneira semelhante ao brilho residual do Sol após o pôr do sol.

“Isso tornaria o tempo de nossos telescópios, financiados pelos contribuintes, muito menos eficaz”, afirmou. “Poderíamos fazer muito menos ciência pelo mesmo custo, e muitos casos científicos, incluindo a busca por asteroides perigosos próximos à Terra, ficariam seriamente comprometidos.” Segundo a pesquisadora, não haveria regiões do planeta livres desse fenômeno.

As simulações indicam ainda que algumas constelações, especialmente o Project Sunrise, da Blue Origin, utilizariam uma inclinação orbital diferente, formando um desenho semelhante à letra X sobre o anel principal.

“Se você estivesse perto do equador, veria virtualmente esse formato de X de satélites rastejando, surgindo no céu no início da manhã e após o pôr do sol”, explicou Lawler. “Mais ao norte, você veria isso como duas faixas separadas. Uma faixa surgiria de manhã e a outra apareceria conforme o sol se pusesse.”

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Brilho pode superar o de Vênus e afetar telescópios

Os pesquisadores afirmam que a intensidade luminosa do anel dependerá da quantidade efetiva de satélites colocados em órbita. Entretanto, destacam que cada espelho espacial da Reflect Orbital deverá apresentar brilho comparável ao de Vênus, considerado o objeto mais brilhante do céu noturno depois da Lua.

Um estudo anterior do Observatório Europeu do Sul concluiu que uma constelação com 50 mil espelhos espaciais da empresa poderia aumentar em até 300% o brilho do céu noturno, tornando praticamente inutilizáveis alguns dos telescópios mais sofisticados do mundo.

Para o astrônomo e defensor do céu escuro John Barentine, a humanidade já modificou significativamente o ambiente espacial ao redor da Terra.

“A humanidade já alterou fundamentalmente o cosmos a ponto de a Terra ser agora um ‘planeta anelado’ artificial, sufocado por satélites e detritos espaciais”, afirmou ao Space.com. “Mas projetos, como o da Reflect Orbital, transformarão esses anéis, hoje quase invisíveis, em faixas reflexivas brilhantes. Não estamos mais falando apenas de um campo disperso de pontos brilhantes em movimento.”

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Segundo Barentine, o resultado seria um fenômeno permanente capaz de alterar profundamente as condições de observação astronômica. “Em vez disso, trata-se de um efeito permanente e artificial de ‘anel de Saturno’ cortando bem no meio das janelas de observação crepuscular mais críticas para a astronomia global.”

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BlackRock usa aquisições de R$ 127,6 bilhões para financiar data center da Meta

Redação Informe ES

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A BlackRock está estruturando uma emissão de dívida superior a US$ 12 bilhões (R$ 61,2 bilhões) para financiar um novo campus de data centers da Meta, em uma operação que marca a integração prática de duas das maiores aquisições realizadas recentemente pela gestora e amplia sua atuação no financiamento da expansão da inteligência artificial (IA).

Segundo a Bloomberg, a operação representa o resultado de anos de estratégia do CEO Larry Fink para transformar a BlackRock, tradicionalmente conhecida pelos investimentos em mercados públicos, em uma das principais participantes também do mercado de ativos privados.

Operação reúne empresas adquiridas por mais de R$ 122,5 bilhões

A emissão de dívida reúne duas empresas adquiridas pela BlackRock nos últimos anos: a Global Infrastructure Partners (GIP), comprada por US$ 12,5 bilhões (R$ 63,8 bilhões), e a HPS Investment Partners, adquirida por US$ 12 bilhões.

De acordo com pessoas familiarizadas com a operação, a transação também demonstra como a BlackRock pretende combinar as capacidades das duas unidades em futuros negócios.

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Historicamente, a GIP concentra suas atividades em investimentos em projetos de infraestrutura, enquanto a HPS desenvolveu experiência em operações de crédito estruturado e financiamentos complexos.

Segundo Larry Fink, as duas divisões já começaram a atuar de forma integrada na originação de novos negócios.

Após a divulgação dos resultados trimestrais da BlackRock na semana passada, o executivo afirmou a analistas que o pipeline conjunto das duas empresas está crescendo.

Segundo Fink, os novos projetos estão sendo desenvolvidos “de maneiras que reforçam nossa convicção na plataforma combinada, particularmente em infraestrutura digital”.

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BlackRock terá participação majoritária no empreendimento

  • O acordo firmado com a Meta prevê que fundos administrados pela GIP e pela HPS detenham 80% da participação na Project Sopaipilla Holdings, nome oficial da joint venture criada para desenvolver o projeto;
  • Essa empresa é a responsável pela captação dos recursos por meio da emissão de títulos de dívida;
  • Os 20% restantes da joint venture pertencem à Meta, que será responsável pela construção do campus de data centers e continuará administrando as operações do empreendimento;
  • Segundo pessoas envolvidas nas negociações, além da emissão de dívida, GIP e HPS também possuem participação acionária no projeto;
  • O novo complexo de data centers terá capacidade da ordem de um gigawatt e deverá entrar em operação em 2028;
  • Quando estiver concluído, o empreendimento deverá gerar mais de 300 empregos permanentes no local.

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20% restantes da joint venture pertencem à Meta, que será responsável pela construção do campus de data centers e continuará administrando as operações do empreendimento – Imagem: jackpress/Shutterstock

Venda dos títulos já começou

A comercialização dos mais de US$ 12 bilhões em títulos começou nesta segunda-feira (20), conduzida pelos bancos JPMorgan Chase e Morgan Stanley.

Durante as apresentações aos investidores, a BlackRock será representada pelos diretores Wes Altman, da GIP, e Garrett Cockren, da HPS, segundo pessoas com conhecimento do processo.

Meta repete modelo utilizado em outro projeto

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a Meta considera a entrada da BlackRock como parceira um importante avanço para o projeto.

A estrutura da operação é semelhante à utilizada anteriormente pela empresa em parceria com a Blue Owl Capital no projeto Hyperion, localizado em uma área rural do Estado estadunidense da Louisiana.

Naquele empreendimento, a Blue Owl também ficou com 80% da joint venture, enquanto a Meta manteve os 20% restantes.

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Esse modelo permite que a empresa de tecnologia mantenha a dívida fora de seu balanço patrimonial, ao mesmo tempo em que preserva o controle sobre a administração cotidiana do data center.

Neste mês, a Meta anunciou a expansão do projeto Hyperion além da área inicialmente contemplada pela joint venture.

BlackRock amplia investimentos em inteligência artificial

A operação reforça a estratégia da BlackRock de ampliar seus investimentos em infraestrutura voltada à inteligência artificial e ao setor de data centers. Em outubro, a gestora anunciou um acordo de US$ 40 bilhões (R$ 204,2 bilhões) para adquirir a Aligned Data Centers.

Essa operação, cuja conclusão é esperada para breve, reúne a GIP, a BlackRock, além de parceiros, como Microsoft, Nvidia e a MGX, plataforma de investimentos em tecnologia criada pelo fundo soberano Mubadala Investment Company, de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), em conjunto com a empresa de IA G42.

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Segundo a Bloomberg, a BlackRock também passa a disputar um mercado cada vez mais competitivo de financiamento da infraestrutura necessária para sustentar o crescimento da IA, segmento no qual concorrentes como Blue Owl Capital e Blackstone vêm liderando algumas das maiores operações de financiamento de data centers.

Nem a BlackRock nem a Meta comentaram oficialmente a operação.

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