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Dia do Backup: confira dicas de como (e onde) proteger seus arquivos

Nesta terça-feira (31), é lembrado o Dia do Backup, para conscientizar as pessoas dos acidentes que podem acontecer com dados gravados em dispositivos e do cuidado que se deve ter com eles.
Furtos, roubos, problemas no dispositivo de armazenamento e vírus são alguns dos exemplos de coisas que podem fazer você perder seus dados guardados. Por conta disso, é importante e essencial que você mantenha cópias de segurança desses dados rotineiramente, preferencialmente em mais de um lugar.
“No Dia Mundial do Backup, lembramos que proteger dados é proteger o futuro“, afirma Marcelo Rodrigues, country manager da Commvault.
Preços para fazer backup aumentaram
- Em 2026, os usuários enfrentam uma dificuldade a mais para manter suas informações seguras: o aumento dos preços de dispositivos de armazenamento por conta da crise das memórias RAM, escancarada com a maior demanda advinda das empresas de inteligência artificial (IA);
- Com essa maior demanda, as fabricantes visam, agora, investimentos e produção voltados para chips avançados e específicos para IA, usados em data centers, diminuindo a oferta de memórias tradicionais, encarecendo absolutamente tudo;
- Há relatos de SSDs portáteis saindo de cerca de R$ 700 há alguns meses para R$ 2,4 mil, gerando aumento no preço de 238%.
Dicas para fazer um bom backup (e onde fazer)
Hoje em dia, a opção supostamente mais segura, barata e acessível é a nuvem. E, nela, são várias as opções: Google One, Apple iCloud e Microsoft OneDrive são só alguns exemplos para se ter uma ideia.
Para se ter uma ideia, um plano de 2 TB do Google One sai por R$ 49,99 ao mês, ou cerca de R$ 430 ao ano. Já o OneDrive possui planos que chegam a até 6 TB de armazenamento e custam, mensalmente, entre R$ 12 e R$ 60 por mês e entre R$ 119 e R$ 599. Sem contar que outros serviços são disponibilizados, como IAs e o Microsoft Office 365 (no caso do OneDrive).
Os valores anuais chegam próximos de um HD externo mais simples. Além disso, os serviços de armazenamento em nuvem oferecem opções gratuitas, mas com armazenamento inferior (média de 15 GB).
As características do armazenamento em nuvem são a criptografia de ponta a ponta, a imutabilidade dos dados (backups não podem ser alterados ou deletados por agentes maliciosos) e a restauração granular (possibilidade de recuperar certos arquivos ou sistemas inteiros em minutos).
Mas esse serviço também possui seus problemas, pois depende de conexão firme com a internet para garantir o backup completo. Além disso, a depender da quantidade de dados, o tempo para backup pode ser maior, ou, em alguns casos, até dar erro de carregamento.
Um complemento ao backup em nuvem são os discos externos, sendo um SSD, HD e cartões de memória microSD, com opções de armazenamento entre 64 GB a 16 TB.
A título de conhecimento e comparação, com 1 TB (que equivale a 1.000 GB) de armazenamento, é possível salvar cerca de 250 mil músicas, até 60 horas de vídeo e 160 mil fotos, conforme informações das fabricantes.
Windows e macOS, os dois sistemas operacionais mais utilizados em computadores, oferecem ferramentas próprias para realização de backups automáticos, sendo desnecessário o uso de outros recursos que não os dos SOs.

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Preparando o backup
A dica aqui é configurar o backup automático de suas pastas mais utilizadas, como, por exemplo, a área de trabalho, documentos e fotos. Depois, é preciso criar uma rotina para salvamento dos dados tanto no disco externo como na nuvem.
Especialistas recomendam que você tenha ao menos três cópias de seus dados e em dois tipos diferentes de mídia. Uma delas fora do seu dispositivo. Isso reduz os riscos.
Na hora de configurar o backup, prefira a rotina automatizada, que diminui as chances de erro se comparada com a técnica manual.
“A eficiência do backup é definida pela combinação de frequência, tecnologia e relevância dos dados. Empresas e usuários precisam entender o que realmente não pode ser perdido e estruturar a proteção a partir disso”, afirma Everton Freire, Arquiteto de soluções da DMK3.
“Backup bem estruturado não é custo, é garantia. Quando há constância, é possível reduzir significativamente o tempo de indisponibilidade e evitar prejuízos maiores em caso de incidentes”, diz Manoel Neto, analista de suporte da DMK3.
“Mais do que armazenar dados, é preciso adotar uma estratégia contínua de proteção, que envolva boas práticas, monitoramento e testes regulares. Só assim o backup cumpre seu papel em momentos críticos”, ressalta Gilberto Reis, COO da Runtalent.
Opções de armazenamento disponíveis
Para computadores e Macs, são duas as opções de armazenamento: os discos SSD e HD.
A tecnologia SSD é mais recente e se caracteriza por oferecer maior velocidade na transferência de dados (conectam-se ao PC geralmente pela porta USB-C) e menor risco de dano em caso de queda por não ter partes móveis. Em contrapartida, possuem menos capacidade de armazenamento (normalmente, até 4 TB) e são mais caros que os HDs.
Por sua vez, os HDs são uma tecnologia mais antiga e se caracterizam por ter maior capacidade de armazenamento (chegando a até 16 TB, em média), além de serem mais baratos. A contrapartida é a demora maior na transferência de dados (eles costumam utilizar a porta USB 3.0 do PC, mais antiga que a USB-C) e alguns modelos não são portáteis, pois dependem de fonte de alimentação externa.
Para os celulares Android de entrada e intermediários em geral, a opção é o cartão microSD, que possui capacidades entre 16 GB e 512 GB. Vale sempre checar se seu aparelho tem uma entrada para esse tipo de armazenamento e a capacidade máxima de armazenamento permitida.
Lembre-se sempre também de manter seu microSD em um só aparelho para evitar o corrompimento de dados.
Se você tem um Android topo de linha ou um iPhone, a opção pode ser um SSD externo, pois possui a porta USB-C, padrão nos dispositivos atuais. O iPhone permite o backup via computador e possui total integração com o iCloud, que, assim como o Google One e o OneDrive, possui planos de armazenamento gratuitos e pagos.
Abaixo, o Olhar Digital traz algumas das melhores ofertas para SSDs, HDs e cartões microSD.
SSDs

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Artemis 2: comandante relata momento de medo durante viagem à Lua

O comandante da Artemis 2, Reid Wiseman, viveu alguns minutos de medo real durante a histórica viagem tripulada ao redor da Lua. No sexto dia da missão, o astronauta percebeu que a cápsula Orion continuava se afastando da Terra, mesmo depois de atingir a distância máxima prevista. Por um momento, ele pensou que a tripulação talvez nunca conseguisse voltar para casa.
Wiseman contou o episódio durante o festival Starmus VIII, realizado nesta semana em Tenerife (Espanha). Segundo o astronauta, a equipe havia sido informada de que a distância máxima em relação à Terra seria de 219.667 milhas náuticas, o equivalente a aproximadamente 406.823 quilômetros.
O comandante acompanhava o indicador de distância da espaçonave, chamada Integrity. Quando o número chegou ao limite previsto, ele esperava que o valor começasse a diminuir, sinalizando o retorno. Mas o contador subiu novamente. “Eu estava olhando para esse número e vi chegar a 219.667. Pensei: ‘Ótimo, esta será a maior distância que ficaremos da Terra, e o próximo número que vou ver será 219.666 — estaremos voltando para casa’”, relatou Wiseman.
Cerca de três minutos depois, porém, o indicador mostrou 219.668 milhas náuticas. O astronauta achou a situação estranha, mas o número continuou aumentando. “Mais ou menos três minutos depois, chegou a 219.669. Foi naquele momento que senti medo de verdade, porque pensei que tínhamos ido longe demais — nunca vamos voltar para casa. Fiquei muito assustado”, contou.
O alívio quando a cápsula começou a voltar
O medo durou pouco, mas foi intenso. Finalmente, Wiseman percebeu que o contador começava a diminuir. Quando o indicador voltou a marcar 219.668 milhas náuticas, ele anunciou aos colegas: “Estamos voltando para casa”.
A tripulação comemorou a mudança. “Eu sabia que havia uma boa chance de conseguirmos”, acrescentou o comandante.
Enquanto Wiseman acompanhava o indicador, os outros astronautas estavam concentrados em suas próprias tarefas. Victor Glover e Christina Koch observavam a Lua pela janela da cápsula, enquanto o canadense Jeremy Hansen enviava informações à equipe de controle da missão. Por isso, o momento de apreensão do comandante passou despercebido pelos colegas.

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Missão histórica ao redor da Lua
- A Artemis 2 foi lançada em 1º de abril a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA). A missão durou quase dez dias e levou quatro astronautas ao redor do lado distante da Lua antes de retornar à Terra;
- Foi o primeiro voo tripulado da cápsula Orion e a primeira missão com astronautas a viajar até a Lua desde a Apollo 17, em 1972. Durante a viagem, a tripulação também superou o recorde de distância da Terra alcançado por seres humanos;
- Ao comentar o retorno seguro, Wiseman fez questão de destacar o trabalho das equipes em solo. Para ele, o sucesso da missão foi resultado do rigor da engenharia e da atuação dos profissionais responsáveis pelo controle do voo;
- “Voltar para casa em segurança é um testemunho do rigor da engenharia e das equipes de controle de voo aqui no planeta Terra, que construíram esse foguete e depois o controlaram enquanto fomos até a Lua e voltamos. Esses são os verdadeiros heróis desta missão. Eles têm coragem de verdade”, afirmou;
- Os quatro integrantes da Artemis 2 receberam a Medalha Stephen Hawking de Comunicação Científica durante o festival Starmus VIII.
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“Grampo” na OpenAI: juiz vê risco de fuga e nega liberdade a ex-engenheiro da empresa

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, permaneça preso sem direito a fiança enquanto aguarda o andamento do processo criminal em que é acusado de instalar um dispositivo de gravação clandestino em um escritório da empresa em São Francisco, na Califórnia (EUA).
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), após o magistrado Alex Tse considerar que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça. Durante a audiência, o juiz também questionou a proposta do consulado saudita de assumir integralmente o pagamento de uma eventual fiança, classificando a oferta como problemática.
Alfozan, de 35 anos, foi preso em 9 de outubro. Ele é acusado de interceptar comunicações orais por meio de dispositivo eletrônico e pode enfrentar até cinco anos de prisão se for condenado.
Promotores apontam contatos com a família real saudita
- Em documentos judiciais, os promotores afirmaram que Alfozan mantinha contato frequente com um integrante não identificado da família real da Arábia Saudita. Segundo a acusação, essa pessoa teria tentado recrutá-lo em diversas ocasiões para participar de uma iniciativa de inteligência artificial (IA) no país;
- Uma das mensagens trocadas pelo WhatsApp, reproduzida no processo, trazia a frase: “A Arábia Saudita precisa mais de você do que os Estados Unidos”. De acordo com os promotores, Alfozan respondeu com “100”, expressão usada para indicar concordância;
- Os procuradores também apontaram que o engenheiro havia comprado uma passagem aérea só de ida para Riade, capital saudita, com embarque previsto para 12 de outubro. Para a acusação, a compra reforça o risco de fuga;
- O advogado de defesa, William Pernik, contestou essa interpretação. Ele afirmou que Alfozan tinha uma entrevista para obter a cidadania estadunidense marcada para 6 de novembro;
- A esposa do engenheiro e o bebê do casal deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, um dia após a prisão. Segundo os promotores, as passagens foram pagas por um oficial militar saudita.

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Dispositivo foi encontrado em sala de reuniões
Alfozan trabalhava na OpenAI desde 2025. A empresa descobriu um dispositivo de gravação escondido atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executiva, em setembro. O equipamento estava envolto em papel higiênico e conectado a uma porta USB.
De acordo com a acusação, as reuniões realizadas no local frequentemente envolviam informações confidenciais sobre pesquisas, produtos, estratégias comerciais e decisões da companhia.
Embora o caso tenha levantado preocupações sobre segurança nacional entre autoridades estadunidenses, Alfozan não foi formalmente acusado de espionagem. Os promotores afirmam que a investigação continua e que ela pode resultar em acusações adicionais.
A próxima audiência está prevista para 6 de novembro.
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Som que envolve: headsets 7.1 surround em promoção na Amazon

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