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Negócios

Burnout leva executivos a buscar retiros de bem-estar

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O novo luxo das férias já não é conhecer mais destinos, mas voltar para casa realmente descansado. Em meio ao avanço do burnout, distúrbio de esgotamento físico e emocional causado por estresse crônico no trabalho, cresce a busca por viagens que priorizam bem-estar, silêncio, natureza e recuperação física e mental.

O setor de hospitalidade percebeu essa mudança antes da maioria das empresas. “Os profissionais já não buscam apenas um lugar bonito para escapar”, diz Heike Pacchetti, gerente-geral do Farmhouse Inn e do Liora Estate, na região vinícola de Sonoma, nos Estados Unidos. “Eles buscam um lugar que os ajude a recuperar o próprio ritmo.”

Segundo Pacchetti, a demanda evoluiu das viagens focadas em roteiros intensos para experiências planejadas com um objetivo claro: descansar. Em vez de agendas lotadas, os hóspedes procuram contato com a natureza, noites de sono de qualidade e atividades voltadas a recompor as energias.

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Como o burnout impulsiona a economia do descanso

O crescimento das viagens de bem-estar acompanha um cenário de esgotamento cada vez mais evidente entre os profissionais no Brasil e no mundo.

Pesquisas recentes mostram que 82% dos funcionários estão atualmente em risco de burnout. Os impactos vão além do bem-estar individual: profissionais esgotados têm 63% mais probabilidade de tirar licença médica e são 13% menos confiantes em relação ao próprio desempenho. Nesse cenário, quase 34% dos funcionários nos EUA aceitaram empregos com salários menores para preservar a saúde mental, enquanto outros 22% pediram demissão mesmo sem outra oportunidade garantida.

O setor de turismo responde diretamente a essa demanda. O mercado global de turismo de bem-estar atingiu US$ 1 trilhão (R$ 5,16 trilhões) em 2024 e a projeção é que chegue a US$ 1,68 trilhão (R$ 8,66 trilhões) até 2033. O Global Wellness Summit prevê que os gastos com esse nicho de turismo dispararão de US$ 830 bilhões (R$ 4,28 trilhões) em 2023 para mais de US$ 1,3 trilhão (R$ 6,70 trilhões) até 2028.

O esgotamento tornou-se um dos principais motores desse crescimento — e vai muito além das reservas em spas. “As pessoas buscam alívio para o sistema nervoso, clareza mental e uma pausa das demandas constantes do trabalho”, explica Pacchetti. “Por trás da tendência, estão profissionais de alto desempenho superestimulados, sempre disponíveis e sedentos por um ambiente que lhes dê permissão para desacelerar sem ter que explicar o porquê.”

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O que os hotéis entenderam antes das empresas

Enquanto muitas organizações ainda concentram seus programas de bem-estar em benefícios pontuais, o setor de hospitalidade passou a investir em experiências capazes de promover uma recuperação mais profunda.

Hoje, empregadores destinam, em média, US$ 275 (R$ 1.417,68) por funcionário ao ano para iniciativas de bem-estar, geralmente aplicativos de meditação ou dias dedicados à saúde mental. Ainda assim, apenas 21% dos profissionais dos Estados Unidos e do Canadá afirmam acreditar que seus empregadores realmente se preocupam com sua saúde mental.

Na avaliação de Pacchetti, profissionais exaustos precisam de uma mudança real de ambiente, de expectativas e de ritmo. “Os retiros mais eficazes não servem apenas para entreter. Eles ajudam as pessoas a se sentirem humanas novamente.”

O retiro corporativo mudou

A transformação também aparece na maneira como as empresas organizam encontros presenciais. O mercado global de retiros corporativos foi avaliado em US$ 31,8 bilhões (R$ 163,94 bilhões) em 2024 e deve mais do que dobrar até 2034, alcançando US$ 73,7 bilhões (R$ 379,94 bilhões). Ao mesmo tempo, locais de retiro em áreas rurais registraram um aumento de 308% na popularidade entre 2023 e 2024.

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Segundo Pacchetti, esse novo modelo substitui os tradicionais eventos corporativos. Agendas lotadas, grandes salões de convenções e dinâmicas de integração dão lugar a encontros menores, mais curtos e planejados para equilibrar produtividade e descanso. “As equipes ainda precisam de momentos produtivos de trabalho, mas querem que a experiência também inclua descanso e conexão.”

Na prática, isso significa grupos menores, reuniões mais curtas e tempo reservado para caminhadas, contato com a natureza, reflexão e conversas espontâneas, em vez de uma programação totalmente preenchida.

Para hotéis como o Farmhouse Inn, essa tendência significa desenvolver experiências que, há uma década, talvez fossem vistas como excessivamente contemplativas para o ambiente corporativo: meditação, banhos de floresta, leituras florais, atividades guiadas na natureza e terapias corporais restaurativas.

Antes vistas como luxo, essas experiências passaram a ser encaradas como ferramentas de recuperação física e mental. Não por acaso, segundo uma pesquisa da consultoria McKinsey, quase 60% dos consumidores que viajaram em busca de tratamentos de saúde e bem-estar em 2024 afirmaram que pretendiam repetir esse tipo de viagem no ano seguinte, um indicativo de que se trata de uma mudança de comportamento, e não de uma moda passageira.

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A cultura “anti-excesso” de trabalho

Por que esse movimento acontece agora? Para Pacchetti, a resposta passa por uma transformação geracional que já vinha sendo construída há anos.

Os Millennials, que hoje ocupam cargos de liderança, começaram a carreira em uma cultura que valorizava disponibilidade constante e produtividade acima de tudo. Agora, muitos reavaliam o preço desse modelo. “A cultura anti-excesso de trabalho não é preguiça. É uma correção. A ambição não precisa exigir esgotamento.”

Essa mudança também aparece na forma como os viajantes descrevem o que procuram durante as férias. Entre as tendências em alta estão a soft travel (que privilegia roteiros mais leves e menos corridos), experiências voltadas à saúde mental, programas de detox digital e o chamado “turismo do sono“, que reúne hotéis e destinos desenvolvidos para favorecer um descanso de qualidade.

A própria ideia de luxo também mudou. Se antes estava associada à ostentação, ao requinte e à abundância, hoje passa por atributos mais subjetivos: privacidade, tranquilidade, autenticidade e atendimento personalizado.

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“O luxo moderno é ser chamado pelo nome. É receber uma recomendação atenciosa em vez de uma lista genérica. É um quarto silencioso, uma boa refeição, uma caminhada entre as árvores e um serviço que antecipa necessidades sem ser invasivo.”

O que as empresas podem aprender

A expansão da economia dos retiros também revela uma questão para os empregadores: se cada vez mais profissionais precisam recorrer a hotéis especializados para recuperar as energias, talvez as empresas ainda não tenham encontrado formas eficazes de promover esse descanso dentro da própria cultura de trabalho.

O relatório State of the Global Workplace 2024, da Gallup, mostra que 41% dos profissionais em todo o mundo sentem muito estresse diariamente. Esse cenário ajuda a explicar por que tantos colaboradores passaram a buscar, nas férias, aquilo que não encontram na rotina profissional.

Nem mesmo o avanço do trabalho remoto resolveu esse problema. Embora tenha ampliado a flexibilidade, em muitos casos ele também eliminou as fronteiras entre vida pessoal e trabalho. “Muitos hóspedes continuam carregando o trabalho consigo, mesmo quando estão oficialmente de férias”, observa Pacchetti.

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O resultado é que um número crescente de profissionais chega ao período de descanso já em modo de recuperação. Em vez de aproveitar as férias para lazer, precisam usá-las para recompor a energia física e mental.

Foi justamente para atender esse público que parte do setor de hospitalidade passou a desenhar experiências baseadas em silêncio, contato com a natureza, refeições sem pressa e atividades voltadas ao descanso. Esses hotéis e retiros prosperam porque respondem a uma necessidade real e cada vez mais comum entre profissionais. “As pessoas têm um desempenho melhor quando contam com descanso, conexão e bons cuidados.”

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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Bauducco Anuncia Novo CEO

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O Grupo Pandurata — holding que detém as marcas Bauducco, Casa Bauducco, Visconti, Tommy e Ellece Logística — anunciou Stefano Mozzi como seu novo CEO.

Na companhia há 16 anos, o executivo liderava até então a unidade internacional Bauducco Foods. Com mais de três décadas de experiência no mercado, ele soma passagens por empresas como Kraft e GranFood.

Mozzi assume a cadeira de Andrea Martini, que liderava a operação desde 2021 e passa agora a integrar o conselho de administração do grupo.

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A movimentação também gerou mudanças na operação internacional. Com a promoção de Mozzi, Jean-Pierre Comte assume como CEO da marca na América do Norte.

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Tim Cook Deixa Liderança da Apple após 15 Anos

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Tim Cook encerra seu ciclo como CEO da Apple nesta segunda-feira (31), após quase 15 anos à frente da companhia. A partir de 1º de setembro, John Ternus, responsável pela área de engenharia de hardware, assumirá a liderança.

Cook, no entanto, seguirá na Apple, presidindo o conselho de administração da empresa. Já Ternus, além de ocupar a cadeira de CEO, será nomeado para o conselho da companhia. O executivo assume às vésperas do evento da Apple, em 9 de setembro, quando a companhia deve apresentar o iPhone 18, além de possivelmente revelar seu primeiro iPhone dobrável.

john ternus e tim cook
AppleJohn Ternus sucederá a Tim Cook à frente da Apple

O legado de Tim Cook na Apple

Cook entrou na Apple em 1998, recrutado por Steve Jobs numa época em que muitos achavam que a empresa estava à beira da falência. Na época, muitos o aconselharam a não aceitar o emprego na empresa, mas o fundador disse coisas que Cook considerou persuasivas.

tim cook, ceo da apple
Tommaso Boddi/Getty ImagesHá 15 anos como CEO da Apple, Tim Cook ajudou a transformar a empresa em uma marca global que vende centenas de milhões de unidades por ano

Ele assumiu o cargo de CEO em 2011, quando Jobs deixou a função. Entre suas conquistas, estão o lançamento do Apple Watch, dos AirPods e do Apple Vision Pro. Ele redefiniu o foco da Apple para incluir serviços como Apple Pay, Apple TV e Apple Music, que provaram ser um grande sucesso.

A nova gestão deve ser de continuidade com o legado de Cook, que John Ternus descreve como seu mentor. “Sinto-me honrado em assumir este cargo e prometo liderar com os valores e a visão que definiram este lugar especial por meio século”, disse o novo CEO.

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Quem é o novo CEO da Apple?

Ternus ingressou na Apple em 2001 e desempenhou um papel fundamental na retomada das vendas de produtos como os computadores Mac, que ganharam participação de mercado nos últimos anos. Recentemente, o executivo trabalhou no desenvolvimento e lançamento do MacBook Neo, a nova opção de laptop econômico da Apple, bem como no iPhone 17, iPhone Air e AirPods.

john ternus, novo CEO da Apple
Adam Gray/Bloomberg/Getty ImagesJohn Ternus assumirá como CEO em setembro de 2026

Ao nomeá-lo como CEO, a Apple promove uma transição de Cook — um especialista em cadeia de suprimentos que ajudou a transformar a empresa em uma marca global que vende centenas de milhões de unidades por ano — para um líder que há anos está focado em design e produtos.

Ben Bajarin, CEO da consultoria de tecnologia Creative Strategies, afirmou que Ternus é bem visto dentro da Apple “e trará uma nova energia” para a companhia.

Separadamente, a Apple informou que Johny Srouji, responsável pelo desenvolvimento dos chips proprietários e sensores da companhia, foi nomeado diretor de hardware.

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Negócios

Brasil Cria 58,6 Mil Empregos Formais em Julho, Pior Resultado para o Mês desde 2020

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O Brasil abriu 58.568 vagas formais de trabalho em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego, no pior resultado para o mês da série iniciada em 2020.

O resultado do mês passado foi fruto de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos e ficou bem abaixo da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 112.000 vagas.

O saldo de julho foi o mais baixo do ano até agora e o menor para o mês em toda a série histórica do Novo Caged, que contabiliza dados a partir de 2020. No mesmo mês em 2025, foram criadas 133.932 vagas de trabalho.

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No acumulado do ano até o mês passado, foi registrado saldo positivo de 972.203 postos, o pior para o período desde 2020, quando houve fechamento de 1.398.484 vagas em meio à pandemia da Covid-19.

Para o economista do ASA, Leonardo Costa, os resultados reforçam que o mercado de trabalho está em um processo gradual de arrefecimento, apesar de ainda resiliente. Segundo ele, a avaliação da instituição é de que a atividade econômica seguirá em desaceleração ao longo de 2026.

“A desaceleração tem sido mais visível em setores tradicionalmente mais sensíveis ao ciclo econômico, como indústria, comércio e construção civil, enquanto o setor de serviços segue sustentando a geração de empregos”, afirmou.

Quatro dos cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos de vagas no mês passado. O setor de serviços liderou a abertura, como de costume, com 24.098 postos, seguido por construção (12.691 postos), agropecuária (12.523 postos) e indústria (11.315). O comércio foi o único setor a registrar saldo negativo, com fechamento de 2.056 vagas.

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O ministro do Trabalho em exercício, Chico Mecena, atribuiu as sucessivas baixas dos números do comércio aos efeitos de juros altos, que, segundo ele, inibem o crédito a consumidores e o investimento de lojistas.

Ele também destacou a migração da atividade do setor para os mercados virtuais.

“Você tem um direcionamento cada vez mais (para) o crescimento das lojas online”, afirmou. “É um reposicionamento momentâneo que o varejo vai ter que passar e não acredito que isso seja uma crise mais estrutural.”

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