Tecnologia
Brasil é o 3º país mais atacado por ransomware; especialistas explicam o motivo

O Brasil registrou, em junho, o terceiro maior número de ataques de ransomware do mundo, segundo dados da plataforma Ransomware.live, iniciativa criada por Julien Mousqueton, CISO da Cohesity, empresa especializada em segurança de dados com inteligência artificial (IA).
Foram contabilizados 23 casos no país durante o mês, colocando o Brasil atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha. É a primeira vez que o país aparece entre os dez mais afetados desde o início da divulgação dos dados da plataforma, em janeiro.
O Ransomware.live acompanha continuamente sites de vazamento mantidos por grupos de ransomware para identificar e registrar novas vítimas.
Os ataques de ransomware consistem no uso de softwares maliciosos capazes de bloquear o acesso de usuários ou organizações aos seus sistemas. Em seguida, os criminosos exigem o pagamento de um resgate para restaurar o acesso, normalmente sob ameaça de vazar ou excluir permanentemente os dados.
Brasil fica atrás apenas de Estados Unidos e Alemanha
Segundo o levantamento, os Estados Unidos lideraram o ranking de junho, com 199 casos, seguidos pela Alemanha, com 49.
O Brasil aparece na terceira posição, com 23 ataques, à frente do Reino Unido, que registrou 21 ocorrências. Índia e Canadá aparecem empatados, com 20 casos cada.
Completam a lista dos dez países mais afetados:
- França: 15 casos;
- Itália: 15;
- México: 14;
- Tailândia: 13.
Para Gustavo Leite, vice-presidente da Cohesity para a América Latina, a presença de Brasil, Índia e Tailândia entre os principais alvos pode refletir uma mudança na estratégia dos grupos criminosos.
“A emergência do Brasil, Índia e Tailândia como alvos recém-identificados pode ser reflexo de uma estratégia deliberada de focar em jurisdições com menor maturidade na resposta a incidentes e na coordenação com forças de segurança”, avalia.

Leia mais:
- O que é ransomware e como se proteger
- Foi hackeado? Confira 8 dicas para aprender a se prevenir contra cibercriminosos
- Cibersegurança em alerta: a nova era dos ataques digitais em 2026
Total de vítimas caiu em junho, mas continua elevado
O levantamento aponta que foram registradas 708 vítimas de ransomware em junho no mundo.
Embora o número represente uma redução de 10,5% em relação às 791 vítimas contabilizadas em maio, a Cohesity destaca que o volume permanece elevado quando comparado aos últimos 12 meses.
“Apesar dessa diminuição mensal, o volume permanece historicamente elevado quando comparado aos 12 meses anteriores, deixando claro o quão intenso e consistente é o atual cenário de ameaças”, afirma Leite.
Nos últimos 12 meses, o número de vítimas registradas pelo Ransomware.live foi:
- Julho de 2025: 547;
- Agosto de 2025: 530;
- Setembro de 2025: 598;
- Outubro de 2025: 839;
- Novembro de 2025: 717;
- Dezembro de 2025: 882;
- Janeiro: 702;
- Fevereiro: 784;
- Março: 844;
- Abril: 870;
- Maio: 791;
- Junho: 708.
Mercado B2B segue como principal alvo
Entre os setores econômicos, o mercado B2B permaneceu como o mais afetado pelos ataques de ransomware em junho, somando 123 vítimas, uma queda de 23,1% em relação às 160 registradas em maio.
Na sequência aparecem:
- Manufatura: 83 vítimas (queda de 19,4%);
- Tecnologia: 56 (queda de 21,1%);
- Serviços ao consumidor: 53 (alta de 1,9%);
- Saúde: 52 (queda de 23,5%);
- Agricultura e produção de alimentos: 36 (queda de 7,7%);
- Construção: 27 (queda de 15,6%);
- Transporte e logística: 26 (queda de 25,7%);
- Serviços financeiros: 25 (queda de 26,5%);
- Educação: 24 (queda de 14,3%).
Entre todos os segmentos analisados, serviços ao consumidor foi o único que apresentou crescimento em relação ao mês anterior, passando de 52 para 53 vítimas, um aumento de 1,9%.
Dados são divulgados mensalmente
Os números do Ransomware.live são publicados todos os meses pela Cohesity. Segundo a empresa, seus serviços são utilizados por clientes em mais de 140 países, incluindo 70% das empresas que integram a lista Fortune Global 500.
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (21/10/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quarta-feira (21/10).
ONU pede investigação sobre atuação da Meta nas eleições brasileiras
Especialistas independentes da ONU pediram, nesta quarta-feira (21), que a Meta investigue se seus sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial restringiram de forma desproporcional conteúdos de um dos lados da disputa eleitoral brasileira. Os peritos querem explicações sobre os critérios usados pela empresa, as restrições relatadas e os mecanismos de contestação disponíveis.
Agentes de IA da OpenAI conseguiram desativar mecanismos de segurança da empresa
Dois agentes de inteligência artificial da OpenAI enfraqueceram sistemas de segurança usados pela empresa para monitorar as ações dos próprios modelos. O primeiro caso aconteceu em 3 de outubro, quando um agente da versão GPT-6.1 Sol desativou alertas automáticos de segurança sem ter recebido autorização para isso. Três dias depois, um agente GPT-6 Astra removeu um mecanismo de monitoramento de segurança enquanto copiava um código existente.
Próximo voo da Starship pode inaugurar uma nova era na exploração espacial
A SpaceX tentará capturar a nave Starship e seu propulsor Super Heavy durante o próximo voo de teste do megafoguete, previsto para o mês de novembro. O plano foi anunciado por Elon Musk e, se bem-sucedido, representará a primeira recuperação completa de um veículo lançador orbital da história.
Missão tripulada à Lua pode atrasar por conta de projetos da SpaceX e da Blue Origin
A NASA detalhou os cronogramas da SpaceX e da Blue Origin para preparar seus módulos lunares. As duas empresas travam uma verdadeira disputa para participar da histórica missão que levará astronautas de volta à superfície da Lua, prevista para 2028. Antes disso, a Artemis 3, planejada para o terceiro trimestre de 2027, testará o acoplamento dos veículos de cada uma das companhias com a nave Orion.
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“Grampo” na OpenAI: juiz vê risco de fuga e nega liberdade a ex-engenheiro da empresa

Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, permaneça preso sem direito a fiança enquanto aguarda o andamento do processo criminal em que é acusado de instalar um dispositivo de gravação clandestino em um escritório da empresa em São Francisco, na Califórnia (EUA).
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), após o magistrado Alex Tse considerar que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça. Durante a audiência, o juiz também questionou a proposta do consulado saudita de assumir integralmente o pagamento de uma eventual fiança, classificando a oferta como problemática.
Alfozan, de 35 anos, foi preso em 9 de outubro. Ele é acusado de interceptar comunicações orais por meio de dispositivo eletrônico e pode enfrentar até cinco anos de prisão se for condenado.
Promotores apontam contatos com a família real saudita
- Em documentos judiciais, os promotores afirmaram que Alfozan mantinha contato frequente com um integrante não identificado da família real da Arábia Saudita. Segundo a acusação, essa pessoa teria tentado recrutá-lo em diversas ocasiões para participar de uma iniciativa de inteligência artificial (IA) no país;
- Uma das mensagens trocadas pelo WhatsApp, reproduzida no processo, trazia a frase: “A Arábia Saudita precisa mais de você do que os Estados Unidos”. De acordo com os promotores, Alfozan respondeu com “100”, expressão usada para indicar concordância;
- Os procuradores também apontaram que o engenheiro havia comprado uma passagem aérea só de ida para Riade, capital saudita, com embarque previsto para 12 de outubro. Para a acusação, a compra reforça o risco de fuga;
- O advogado de defesa, William Pernik, contestou essa interpretação. Ele afirmou que Alfozan tinha uma entrevista para obter a cidadania estadunidense marcada para 6 de novembro;
- A esposa do engenheiro e o bebê do casal deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, um dia após a prisão. Segundo os promotores, as passagens foram pagas por um oficial militar saudita.

Leia mais:
- 8 estados dos EUA processam OpenAI e acusam ChatGPT de colocar jovens em risco
- OpenAI alerta Polícia Federal sobre ameaças contra Lula feitas no ChatGPT
- Deepfakes podem dificultar análise de provas, alertam OpenAI e Meta
Dispositivo foi encontrado em sala de reuniões
Alfozan trabalhava na OpenAI desde 2025. A empresa descobriu um dispositivo de gravação escondido atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executiva, em setembro. O equipamento estava envolto em papel higiênico e conectado a uma porta USB.
De acordo com a acusação, as reuniões realizadas no local frequentemente envolviam informações confidenciais sobre pesquisas, produtos, estratégias comerciais e decisões da companhia.
Embora o caso tenha levantado preocupações sobre segurança nacional entre autoridades estadunidenses, Alfozan não foi formalmente acusado de espionagem. Os promotores afirmam que a investigação continua e que ela pode resultar em acusações adicionais.
A próxima audiência está prevista para 6 de novembro.
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Som que envolve: headsets 7.1 surround em promoção na Amazon

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