Eleições 2026
Quaest: Flávio tem 45%, e Lula marca 44%; distância diminui a quatro dias da eleição

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, a quatro dias do segundo turno, mostra distância de apenas um ponto percentual entre Flávio Bolsonaro (PL), que tem 45% das intenções de voto, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44%. O levantamento foi contratado pelo GLOBO e pela TV Globo. Considerando a margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos, os candidatos seguem em empate técnico.
Em comparação com a sondagem da última semana, Flávio oscilou um ponto para baixo, enquanto Lula permaneceu com o mesmo percentual. Os eleitores que dizem que vão votar em branco ou nulo se mantêm em 9%, e os indecisos são 2%, ante 1% na semana passada.
Na modalidade espontânea, aquela em que o entrevistado não é apresentado previamente aos nomes dos candidatos, os dois aparecem em empate numérico, com 40% cada. Esse formato é importante para medir quão convicto está o eleitor. O dado mais relevante da espontânea na nova rodada, inclusive, é o número de indecisos, que dobrou em uma semana e chegou a 14%.
A alta dos indecisos ocorreu em diferentes segmentos do eleitorado. Entre as mulheres, o posicionamento subiu de 8% para 17% Também cresceu na parcela de eleitores independentes, passando de 13% para 31%. Já entre beneficiários do Bolsa Família, houve aumento de 7% para 19%.
Movimentos das campanhas
A nova pesquisa é a primeira do instituto depois de momentos importantes da campanha. Na semana passada, foi promulgado o fim da escala 6×1, bandeira eleitoral de Lula. Depois, os candidatos participaram das entrevistas da Globo e do debate da Band. Também cresceram, desde então, as mobilizações nas ruas e nas redes em prol dos candidatos.
Nos últimos dias, outra tendência que se acentuou foi o duelo de narrativas sobre o Bolsa Família. Baseada em declarações da coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, a campanha de Lula passou a alegar que a vitória do filho de Jair Bolsonaro colocaria em risco o programa. O período de entrevistas do instituto, no entanto, não pegou tanto o auge dessas afirmações, que cresceram ontem.
O debate da Band foi considerado de péssimo nível pelas campanhas, que tentam agora modular a postura de Lula e Flávio para o encontro da Globo, na sexta. Pesquisas qualitativas também diagnosticaram que os eleitores não gostaram do primeiro embate.
Aprovação do governo
A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores brasileiros em relação ao governo Lula. Segundo o levantamento, 47% desaprovam a atual gestão, enquanto 46% a aprovam. O cenário é de empate técnico, considerando a margem de erro.
O Globo
Eleições 2026
Nova pesquisa: diferença entre Pazolini e Ricardo diminui para o Governo do ES

Real Time Big Data aponta 52% para o candidato do Republicanos e 48% para o governador do MDB nos votos válidos; disputa chega à reta final mais equilibrada
A disputa pelo Governo do Espírito Santo ganhou novos contornos com a divulgação de uma pesquisa Real Time Big Data nesta terça-feira (20). O levantamento aponta uma distância menor entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) na corrida pelo segundo turno.
De acordo com a pesquisa, Pazolini aparece com 52% das intenções de voto válidas, enquanto Ferraço registra 48%. A diferença entre os dois candidatos é de quatro pontos percentuais.
O resultado indica uma disputa mais apertada em comparação com a pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro. Naquele levantamento, Pazolini tinha 47% das intenções de voto, contra 38% de Ferraço, uma diferença de nove pontos percentuais.
Confira os números da pesquisa Real Time Big Data
– Cenário espontâneo–
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 45%
Ricardo Ferraço (MDB): 42%
Branco/Nulo: 8%
Não sabe/Não respondeu: 5%
–Cenário estimulado — votos totais–
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 46%
Ricardo Ferraço (MDB): 43%
Branco/Nulo: 8%
Não sabe/Não respondeu: 3%
–Cenário estimulado — votos válidos–
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 52%
Ricardo Ferraço (MDB): 48%
Nos três cenários, a diferença entre os candidatos está dentro do intervalo de quatro pontos percentuais resultante da aplicação da margem de erro de dois pontos para cada candidato.
Disputa pelo Palácio Anchieta segue aberta
Os números divulgados nesta terça-feira demonstram que, embora Pazolini apareça numericamente à frente, não é possível apontar uma liderança estatisticamente conclusiva apenas com base nas margens de erro informadas.
Ricardo Ferraço permanece competitivo na disputa pela reeleição, com percentuais próximos aos do adversário nos três cenários pesquisados.
O resultado indica uma eleição disputada, na qual a mobilização dos eleitores e a conquista dos votos ainda indefinidos poderão ter papel importante até o segundo turno.
Cenário mudou após o primeiro turno
No primeiro turno das eleições estaduais, Lorenzo Pazolini recebeu 49,65% dos votos válidos, enquanto Ricardo Ferraço obteve 34,06%. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 15,6 pontos percentuais.
O cenário das pesquisas para o segundo turno, porém, apresenta uma disputa mais equilibrada. A distância registrada pela Real Time Big Data é inferior à diferença observada no resultado das urnas no primeiro turno.
A comparação exige cautela, uma vez que o resultado eleitoral e as pesquisas posteriores representam momentos e bases de comparação diferentes. Ainda assim, os números recentes mostram que a disputa permanece competitiva.
Metodologia
A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro de 2026. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número ES-06599/2026.
A pesquisa foi contratada pela TV 3 Poderes Mídia e Comunicação Ltda./3 Poderes.
Com a eleição na reta final, a disputa pelo Governo do Espírito Santo segue em aberto. Os números representam o cenário identificado no período das entrevistas e não constituem garantia do resultado eleitoral.
Eleições 2026
Ato de campanha de Flávio em Vitória reúne apoiadores e as presenças de Tarcício, Pazolini e Magno Malta

Um ato de campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro reuniu centenas de apoiadores na manhã deste sábado (17), na Praia de Camburi, em Vitória. A mobilização percorreu um trecho da Avenida Dante Michelini, no sentido Camburi, e contou com a participação de lideranças políticas e representantes da direita no Espírito Santo e em outros estados.
Entre as autoridades presentes estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; o candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini; o senador Magno Malta; o deputado federal Nikolas Ferreira; e Lucas Polese, deputado estadual eleito para a Câmara dos Deputados, apontado como o mais votado do Espírito Santo na disputa para deputado federal.
Realizado em cima de um trio elétrico, o ato percorreu aproximadamente 2,5 quilômetros da avenida e marcou a primeira passagem de Flávio Bolsonaro em carro aberto pelas ruas de Vitória durante a campanha eleitoral no estado.
Durante o discurso, o candidato afirmou que seria o fim da era do Partido dos Trabalhadores (PT). Ao mesmo tempo, buscou ampliar o alcance de sua mensagem ao declarar que pretende governar para todos, inclusive para pessoas que demonstraram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fazendo o gesto da letra “L” nas janelas durante a passagem da comitiva.
A mobilização ocorre a oito dias do segundo turno das eleições presidenciais e teve como objetivo reforçar o pedido de votos aos eleitores capixabas. Flávio Bolsonaro obteve votação expressiva no Espírito Santo no primeiro turno, resultado que torna o estado um dos pontos de mobilização de sua campanha nesta etapa da disputa.
O evento evidenciou a presença de apoiadores e de lideranças políticas alinhadas ao candidato no estado, em um momento decisivo da corrida eleitoral.
Eleições 2026
Lula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos

Candidato à reeleição, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de sabatina no Jornal Nacional (TV Globo) nesta quinta-feira (15) e defendeu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos.
Lula disse ser favorável à discussão sobre o assunto no Congresso Nacional após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
“Meu pensamento, enquanto cidadão, eu sou a favor de reduzir a maioridade penal para todo e qualquer crime hediondo. Mas a PEC não estava discutindo isso. Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso”, afirmou o candidato, em resposta à jornalista Renata Lo Prete.
O texto da PEC, que passou pela Câmara dos Deputados, ganhou celeridade no Senado após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem alterações, e está pronto para ser votado em plenário em dois turnos. Não há, no entanto, previsão para que isso ocorra. A oposição tenta incluir uma emenda reduzindo para 14 anos a maioridade penal para crimes hediondos.
Segurança pública
Lula defendeu a aprovação da PEC para garantir a participação da União na segurança dos estados. Segundo o candidato à reeleição, os estados “não tiveram competência” para entregar segurança ao cidadão.
Ele afirmou que, após a aprovação da PEC, poderá criar o Ministério da Segurança Pública, definir o papel das polícias e evitar a ação dos bandidos de dentro da cadeia.
“Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”.
Economia
Perguntado sobre a dívida pública, dívida contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do Governo Federal, Lula defendeu o crescimento do país através do investimento na renda dos mais pobres.
“Eu tenho uma tese: muito dinheiro na mão de poucos, é pobreza, e pouco na mão de muitos, é riqueza. O que faz a economia do Brasil crescer é a microeconomia, é fazer o dinheiro rodar na mão do povo, disse.
Lula afirmou ainda que neste último governo o Brasil passou de 12ª economia do mundo para a décima, investindo em políticas para população mais humilde.
“Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga. E eu não quero que o povo pobre pague. A forma de fazer crescer a economia não é cortar do pobre”.
Ele ainda defendeu o reajuste em 15% no Bolsa Família. Segundo ele, o reajuste não foi feito antes porque ele não sabia do problema.
“Eu fiquei sabendo que não tinha sido aumentado. E tomei a decisão de aumentar o valor para as pessoas porque tinha espaço fiscal”.
O candidato do PT também lembrou da aprovação do fim da jornada 6×1 de trabalho, ocorrida ontem (14) no Senado, em uma pauta defendida pelo seu governo.
Mencionou a medida do governo anunciada esta semana para perdoar dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs), entre outras providências, e prometeu tarifa zero no transporte público nos fins de semana.
EUA e Tarifaço
Questionado sobre as perdas econômicas com o tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil tem se saído bem na procura por outros mercados para compensar a redução no comércio com o país norte americano.
“O que me deixa tranquilo é que embora tenhamos tido queda de 9% na relação com os Estados Unidos, crescemos 20% com a China, 15% com a indonésia, 16% com a Alemanha. E batemos recordes de superávit comercial”, disse Lula.
Ele afirmou ainda que prefere negociar uma solução com o governo de Donald Trump, mas aplicar o princípio da reciprocidade não está descartado.
“Quem deve estar preocupado conosco são os Estados Unidos. Eu não quero aplicar a Lei da Reciprocidade, mas se tiver que fazer nós vamos. Eles têm mais a perder que a gente”.
Edição:
Fonte: Agencia Brasil – Por: Maiana Diniz
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