Economia
Turismo capixaba: economia no Espírito Santo cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026 e mantém trajetória positiva

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e a Secretaria do Turismo (Setur) apresentaram, nessa quarta-feira (10), os resultados do Boletim Economia do Turismo – 1º Trimestre de 2026, elaborado pela Coordenação de Estudos Econômicos durante coletiva de imprensa realizada no IJSN. O evento também foi transmitido ao vivo pelo YouTube.
O estudo revela que a atividade turística no Espírito Santo registrou crescimento de 1,1% na comparação com o mesmo período de 2025, mantendo uma sequência de resultados positivos para o setor. O desempenho acompanha a trajetória observada no Sudeste (+1,2%) e no Brasil (+0,9%).
De acordo com o boletim, embora tenha sido observada retração de 2,5% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, considerando os ajustes sazonais, o resultado interanual reforça a continuidade da recuperação da atividade turística capixaba. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o Espírito Santo apresentou crescimento de 2,7%, acima do registrado no Sudeste (+2,2%).
No cenário nacional, o Espírito Santo ocupou a 8ª posição entre as unidades da federação, consolidando-se entre os estados que apresentaram expansão do volume das atividades turísticas no período. O levantamento também destaca a relevância do turismo para o mercado de trabalho capixaba. No primeiro trimestre de 2026, o setor respondeu por aproximadamente 166 mil pessoas ocupadas, o equivalente a 8,3% do total de trabalhadores do estado.
Entre as atividades características do turismo, o segmento de alimentação concentrou a maior parcela dos empregos, com cerca de 88,8 mil trabalhadores, seguido pelo setor de transporte, que empregou aproximadamente 53 mil pessoas.
“O desempenho do 1º trimestre de 2026, destacado pelos dados do Boletim Economia do Turismo mostram que o setor segue desempenhando um papel importante na geração de emprego, renda e dinamização da economia capixaba. Mesmo diante de oscilações conjunturais, o Espírito Santo mantém uma trajetória de crescimento consistente, reforçando a importância do monitoramento contínuo dos indicadores para subsidiar políticas públicas mais eficientes”, destacou o diretor-geral do IJSN, Antônio Rocha.
Além dos indicadores econômicos, a coletiva também apresentou os resultados do 1º trimestre de 2026 do Observatório do Turismo do Espírito Santo, elaborado pela Setur. Os dados mostram um cenário positivo para a movimentação turística no estado no primeiro trimestre, com destaque para o transporte aéreo, que registrou 432,5 mil passageiros desembarcados, crescimento de 17,8% em relação ao mesmo período de 2025, alcançando o melhor resultado da série histórica para o trimestre.
O transporte regular rodoviário também apresentou desempenho expressivo, com alta de 33,2% no volume de passageiros, enquanto o transporte fretado registrou crescimento de 4,3%, reforçando o aumento do fluxo de visitantes para os destinos capixabas.
“O recorde histórico registrado no setor aéreo, com mais de 432 mil passageiros desembarcados apenas neste trimestre, consolida o excelente momento do turismo capixaba. Esse resultado expressivo é reflexo direto de uma política pública estruturada, que combina de forma estratégica os incentivos fiscais para a expansão da oferta de assentos com ações contínuas de promoção dos nossos destinos no mercado nacional. A ampliação da conectividade aérea e o fortalecimento da infraestrutura qualificam o atendimento aos turistas, consolidando o Espírito Santo como um destino estruturado e competitivo no cenário nacional”, relatou Rafael Granvilla, gerente de promoção e marketing turístico.
Luciano Machado, secretário de Estado do Turismo também ressaltou as ações de internacionalização do turismo capixaba, com foco especial no mercado argentino, considerado estratégico para o Estado.
“Temos intensificado nossa presença em feiras, rodadas de negócios e ações promocionais voltadas ao mercado argentino, fortalecendo a internacionalização do Espírito Santo como destino turístico. A Argentina é um emissor importante de turistas para o Brasil, e estamos trabalhando para posicionar o Espírito Santo de forma cada vez mais competitiva e atrativa nesse cenário internacional”, completou.
A apresentação dos dados pode ser revista no canal do IJSN no Youtube. O Boletim Economia do Turismo está disponível em https://ijsn.es.gov.br/publicacoes/boletins/economia-do-turismo e os dados do Observatório do Turismo, podem ser acessados no link: https://observatoriodoturismo.es.gov.br/.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do IJSN
Stefhani Paiva Lima
(27) 3636-8066 / 99892-5291
comunicacao@ijsn.es.gov.br
Assessoria de Comunicação da Setur
Geila Salomão
(27) 3636.8009 | (27) 98823.3640
imprensa@turismo.es.gov.br
Economia
Espírito Santo lidera crescimento da atividade econômica no Brasil, aponta Banco Central

A economia do Espírito Santo segue entre as que mais crescem no País. Dados do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), divulgados pelo Banco Central, mostram que o Estado registrou crescimento de 3,9% no acumulado dos últimos 12 meses, o segundo melhor resultado entre os 14 estados acompanhados pela instituição.
O desempenho capixaba também impulsionou os resultados da Região Sudeste, que apresentou expansão de 1,6% no período, acima da média nacional de 1,4%.
Na comparação entre maio e abril, o Espírito Santo alcançou o melhor desempenho do Brasil, com crescimento de 4,4%. Na sequência aparecem Goiás (1,1%), Ceará (1,0%), Paraná (0,9%), Santa Catarina (0,8%), Minas Gerais (0,5%), Pernambuco (0,5%), Amazonas (0,1%) e Pará (0,1%).
À frente do Governo do Estado desde abril, Ricardo Ferraço (MDB) atribui o resultado ao ambiente de estabilidade, planejamento e parceria construído nos últimos anos, período em que também atuou como vice-governador e secretário de Desenvolvimento.
“Os dados consolidados pelo Banco Central, mostrando o Espírito Santo entre os líderes de crescimento do Brasil, comprovam que somos o Brasil que dá certo, que estamos no rumo e no ritmo certos. Eles demonstram o quanto estamos avançando na agricultura, no comércio, na indústria, na confiança e na capacidade empreendedora dos capixabas”, afirmou o governador.
Ricardo destacou ainda que o Espírito Santo vem consolidando um processo de diversificação econômica, reduzindo sua dependência histórica da indústria do petróleo e do gás.
“A arrecadação derivada do petróleo e do gás já chegou a representar 20% da nossa economia. Hoje, representa cerca de 5%. O Espírito Santo encontrou seu caminho a partir da diversificação, reduzindo a dependência desse setor e fortalecendo novas vocações econômicas. Agora é continuar trabalhando com visão de futuro, planejamento e austeridade. É assim que vamos seguir gerando emprego, oportunidades e desenvolvimento para o nosso povo”, disse.
Antes de assumir o comando do Executivo estadual, Ricardo também esteve à frente da Secretaria de Desenvolvimento e coordenou, ao lado da equipe de Governo, as ações de enfrentamento aos impactos do chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.
O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) é considerado uma das principais referências para acompanhar o ritmo da economia brasileira e funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
Por: Léo Júnior – Foto: Cid Costa/GovernoES
Economia
FMI elogia Pix e cobra autonomia financeira do Banco Central

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou o Pix como um dos principais responsáveis pela transformação do sistema financeiro brasileiro, mas alertou que o Banco Central (BC) precisa de autonomia financeira e orçamentária para manter a capacidade de supervisão diante da expansão do setor. 
As conclusões constam no relatório de Avaliação da Estabilidade do Sistema Financeiro (FSSA), divulgado nesta quinta-feira (23).
O documento, elaborado em parceria com o Banco Mundial após missões técnicas ocorridas no Brasil entre dezembro de 2025 e março de 2026, afirma que o sistema financeiro nacional é resiliente, mas enfrenta desafios relacionados à falta de pessoal nos órgãos de supervisão, limitações legais e necessidade de fortalecimento institucional. O último relatório do tipo foi elaborado em 2018.
Pix
Na avaliação do FMI, o Pix consolidou-se como um importante instrumento de inclusão financeira, ampliação da concorrência e digitalização do mercado bancário brasileiro.
“Os bancos digitais emergentes reduziram a concentração do setor bancário e continuam a fomentar a concorrência e a eficiência, resultando também em taxas de crédito mais baixas.”
O relatório destaca que o sistema de pagamentos instantâneos acelerou a transformação digital do setor financeiro e impulsionou o crescimento dos bancos digitais.
Ao mesmo tempo, o Fundo alerta para o aumento dos riscos cibernéticos e das fraudes digitais, defendendo o fortalecimento da governança do sistema.
Entre as recomendações, está a formalização da política de supervisão do Pix e a separação entre as funções operacionais e fiscalizatórias desempenhadas pelo Banco Central.
Autonomia
Além dos elogios ao Pix, o FMI afirma que é urgente fortalecer a estrutura do Banco Central para garantir a estabilidade do sistema financeiro.
Segundo o relatório, o Brasil deve adotar “medidas para superar as restrições de pessoal nos órgãos supervisores, a concessão de plena autonomia orçamentária ao Banco Central do Brasil”, além de ampliar a proteção jurídica dos servidores e atualizar a legislação sobre resolução de instituições financeiras.
Na avaliação do organismo, os avanços registrados desde a última revisão, em 2018, foram relevantes, porém persistem obstáculos que limitam a atuação da autoridade monetária.
“As autoridades demonstraram avanços substanciais, mas ainda enfrentam desafios – principalmente decorrentes de restrições de pessoal, falta de proteção jurídica e limitações de autoridade legal.”
O FMI afirma que essas limitações reduzem a intensidade da supervisão bancária e podem ampliar a dependência de entidades autorreguladoras no mercado de capitais.
PEC
A recomendação ocorre enquanto o Senado analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que concede autonomia financeira ao Banco Central.
O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em junho e aguarda votação no plenário. A proposta transforma o BC em uma entidade pública de natureza especial e é defendida pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo.
O projeto, entretanto, divide governo e servidores. Entidades representativas de auditores e gestores do BC apoiam a mudança. No entanto, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) defende uma alternativa apresentada pelo governo que amplia a autonomia orçamentária, mas mantém a natureza jurídica atual da autarquia.
Solidez
Apesar das recomendações, o FMI conclui que o sistema financeiro brasileiro permanece sólido e capaz de absorver choques econômicos.
O relatório destaca a importância da manutenção do regime de metas para a inflação, de instituições robustas e da continuidade das reformas estruturais para preservar a estabilidade financeira do país.
Resposta do BC
Em nota, o Banco Central afirmou que recebeu o relatório com satisfação e avaliou que o documento contribui para o aprimoramento das políticas econômicas e financeiras.
“O BC agradece aos corpos técnicos do FMI e do Banco Mundial pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos, pelo diálogo construtivo mantido durante todo o processo e pelo elevado nível técnico das análises apresentadas nos relatórios.”
A autarquia também destacou que o FMI reconheceu a evolução do sistema financeiro brasileiro desde 2018, o papel transformador do Pix e a necessidade de fortalecer o arcabouço institucional para garantir recursos, recompor o quadro de servidores e preservar a capacidade de supervisão.
Ministério da Fazenda
O Ministério da Fazenda também emitiu uma nota para destacar que o Brasil teve a segunda maior revisão positiva de crescimento entre as economias do G20. O FMI espera que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça 2,4% em 2026. Para o ano que vem, a previsão também foi revisada para cima, chegando a 2,2%.
A Fazenda destacou ainda que o relatório reconhece que a trajetória de consolidação fiscal proposta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias apresentado em abril levará à estabilização da dívida pública.
O relatório divulgado nesta quinta repetiu as projeções do FMI para a economia brasileira apresentadas no início de julho.
Agencia Brasil
Economia
Centro de Referência do Artesanato Capixaba será inaugurado no Mercado da Capixaba nesta terça(30), em Vitória

O artesanato capixaba ganhará um novo espaço dedicado à valorização da cultura, à qualificação profissional e à geração de negócios. Na próxima terça-feira (30), será inaugurado o Centro de Referência do Artesanato Capixaba, no Mercado da Capixaba, no Centro de Vitória. O local também abrigará uma loja permanente com peças produzidas por artesãos de diferentes regiões do Espírito Santo, selecionadas por meio de curadoria especializada.
O Centro de Referência foi estruturado pelo Governo do Estado e será gerido pelo Sebrae/ES, em parceria com a Federação do Artesanato, estando vinculado à política estadual da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes). A intenção é transformar o espaço em um ambiente permanente de promoção, qualificação e comercialização do artesanato capixaba.
Além da loja, o centro contará com estrutura para oficinas, palestras, capacitações e consultorias voltadas ao aprimoramento dos produtos e ao fortalecimento da atividade. O Espírito Santo possui cerca de 16 mil artesãos cadastrados, e o novo espaço surge como um importante ponto de apoio para gerar visibilidade ao setor e contribuir para a geração de renda dos profissionais.
“Esse é um ganho gigantesco para o Espírito Santo. O Centro de Referência reúne espaços para palestras, oficinas e uma loja onde os artesãos poderão comercializar seus produtos. Mais do que vender, queremos qualificar o artesanato capixaba e fortalecer sua identidade”, destaca a gestora de Artesanato do Sebrae/ES, Clébia Pettene.
Como parte desse processo de qualificação, o Sebrae já inicia uma nova etapa de capacitações com o designer Renato Imbroisi, referência nacional em design de produtos artesanais, que conduzirá oficinas voltadas ao desenvolvimento de peças com identidade capixaba e maior potencial de mercado. Além dele, a loja do entro contará também com curadoria de Jacqueline Chiabay, profissional com 40 anos de produção autoral sustentável.
Para compor o espaço, mais de 250 artesãos receberam uma convocação para apresentar seus trabalhos. A seleção considera critérios como qualidade, originalidade, respeito aos conceitos do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e valorização da cultura capixaba.
Segundo Clébia, o objetivo é ampliar gradativamente a participação de artesãos de todas as regiões do ES. “Queremos contemplar artesãos do Norte ao Sul do Espírito Santo. Aqueles que já atendem aos critérios participarão da loja, enquanto os demais poderão passar por consultorias e oficinas para aperfeiçoar seus produtos e, futuramente, integrar esse espaço.”
Para o Sebrae, a iniciativa também representa um avanço para a economia criativa capixaba. O Centro de Referência ajudará a colocar o artesanato como expressão da identidade do estado, aumentando seu potencial turístico e econômico. “As nossas expectativas são as melhores. Há muitos anos sonhávamos com um Centro de Referência do Artesanato Capixaba. Agora teremos um espaço permanente para capacitar artesãos, melhorar produtos, gerar negócios e fortalecer a cultura capixaba. Queremos que o turista visite o Espírito Santo e encontre aqui um lugar onde possa levar um produto que represente verdadeiramente a nossa identidade”, afirma Clébia.
Serviço – Inauguração do Centro de Referência do Artesanato Capixaba
Data: 30 de junho de 2026 (terça-feira)
Horário: das 17h às 21h
Local: Mercado da Capixaba – Centro de Vitória
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