Eleições 2026
Casagrande dispara na corrida pelo Senado com o dobro do segundo colocado

O governador Renato Casagrande (PSB) larga na frente na disputa por uma das duas vagas do Espírito Santo no Senado Federal em 2026. Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, obtido pelo InformeES, mostra que Casagrande lidera tanto na preferência espontânea quanto na estimulada do eleitor capixaba.
Voto espontâneo: vantagem já aparece
Na pergunta espontânea — quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado — Casagrande foi lembrado por 5,2 % dos eleitores. Em um patamar bem mais baixo surgem o senador Magno Malta (PL), 2,1 %, e o também senador Fabiano Contarato (PT), 1,4 %. O ex-prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli e o senador Marcos do Val aparecem empatados com 0,5 % cada. Mesmo somados, todos os demais nomes citados não superam 5 % — um retrato do alto grau de indefinição: 82,1 % disseram não saber ou preferiram não opinar, enquanto 6 % declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato.
Voto estimulado: Casagrande atinge metade do eleitorado
Quando a cartela de nomes é exibida, o favoritismo se amplia. Casagrande salta para 49,2 % das intenções de voto — praticamente a soma dos quatro adversários seguintes:
Posição Nome Partido (atual/último) Intenção de voto (%) 1º Renato Casagrande PSB 49,2 2º Lorenzo Pazolini Republicanos 20,6 3º Sérgio Meneguelli — 19,3 4º Paulo Hartung — 18,9 5º Fabiano Contarato PT 16,2 6º Manato PL 10,2 7º Maguinha Malta PL 9,7 8º Marcos do Val Podemos 8,2 9º Evair de Melo PP 6,2 10º Da Vitória PP 5,0
Brancos, nulos ou nenhum candidato somam 6,2 %, enquanto 5 % não souberam responder.
Perfil de apoio: amplitude em gênero, idade e escolaridade
Casagrande mostra um eleitorado pulverizado e consistente:
- Gênero: 53,4 % das mulheres e 44,5 % dos homens declaram voto no governador.
- Idade: o índice oscila pouco, de 45,9 % (25-34 anos) a 54,2 % (16-24 anos).
- Escolaridade: liderança firme em todos os estratos – 53 % (fundamental), 47,5 % (médio) e 46,7 % (superior).
- Ocupação: entre economicamente ativos, 48,5 %; inativos, 50,8 %.
A travessia por segmentos tão diversos sinaliza que o capital político construído nos dois mandatos no Palácio Anchieta se reflete em recall antecipado para a corrida ao Senado.
Próximos passos
Ainda faltam 17 meses para as convenções partidárias de 2026 e, historicamente, o cenário para as duas vagas costuma mudar conforme alianças se firmam e candidaturas se consolidam. Mas, à luz desta primeira sondagem, Casagrande inicia a maratona em posição de franca vantagem — e, caso confirme a candidatura, tem tudo para transformar a disputa pala segunda cadeira em uma briga de foice entre seus adversários.
Metodologia
- Registro TSE: ES-03129/2025
- Instituto: Paraná Pesquisas
- Contratante: Empresa Midia
- Amostra: 1.522 entrevistas presenciais
- Período de campo: 28 a 31 de maio de 2025, em 45 municípios capixabas
- Margem de erro: ± 2,6 p.p.
- Nível de confiança: 95 %
O InformeES acompanha de perto cada movimento deste xadrez eleitoral e seguirá trazendo análises exclusivas e bastidores de campanha.

Eleições 2026
Pesquisa Quaest: Flávio tem 51% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 49%

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (24) aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% votos válidos no segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto. Já o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 49% da preferência do eleitorado.
O cenário considera somente os votos válidos, descartando brancos e nulos. O resultado configura empate técnico na margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Metodologia
Foram ouvidas 3.702 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09158/2026.
Eleições 2026
Candidatos trocam acusações e defendem propostas em debate na Globo

O debate na TV Globo entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi marcado por uma manifestação indignada do atual presidente após uma fala do adversário. Flávio afirmou que o presidente “dá com uma mão e tira com nove dedos”. Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda quando trabalhava como torneiro mecânico, em 1964, aos 17 anos. 
“Ele disse uma grande asneira e eu não vou levar para casa. Ele me chamou de nove dedos. Se tem alguém que sabe o que é o mundo do trabalho sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos, não vou permitir! Você vai ter que pedir desculpa. Porque o povo trabalhador está vendo. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal que obriga a gente a trabalhar em jornada que a gente tem que ir trabalhar”, afirmou o petista.
Em seguida, Flávio Bolsonaro pediu desculpas. “Lula, se eu te ofendi, eu te peço desculpa de verdade. Não queria te ofender. Peço desculpa de verdade”. O debate prosseguiu e Flávio retomou os ataques ao governo, cobrando do presidente desculpas à população. “Agora eu quero saber se você vai pedir desculpas os moradores de rua que dobraram diante do seu governo. E combate a pobreza esse que você faz?”, questionou o senador, que também repudiou Lula por ter se referido a ele como miliciano.
De acordo com dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, 365,8 mil pessoas estavam em situação de rua em dezembro de 2025. A pesquisa indica um aumento de 55% em relação a 2022 e, não, de 100%, conforme mencionado por Bolsonaro.
Ainda assim, pesquisadores afirmam que o crescimento dessa população pode estar relacionado com diferenças de metodologia de contagem, busca ativa e a inclusão de pessoas vulneráveis nas políticas sociais, sem que todo esse aumento corresponda a novas pessoas em situação de rua.
Políticas sociais
Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre o voto contrário à ampliação da licença-maternidade, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. Flávio reconheceu o voto e afirmou que mudou de posição:
“Eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem arrumar emprego, eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca, eu sei da importância da mãe estar perto do filho, por até mais de 180 dias se possível.”
Lula criticou a justificativa e afirmou que o candidato não respondeu objetivamente à pergunta. Também questionou a forma como o adversário se referiu ao Bolsa Família, citando postagens antigas de Flávio em redes sociais, quando chamou o programa de “bolsa-farelo”. “É a falta de respeito com o povo pobre desse país”, rebateu Lula.
Em resposta, o candidato do PL disse que vai manter e ampliar os benefícios sociais, incluindo o Bolsa Família.
Endividamento
Em outro momento do bloco, Flávio questionou Lula sobre o endividamento das famílias brasileiras e a dívida pública, atribuindo ao governo os juros elevados e o aumento das dificuldades financeiras da população. Em resposta, o presidente afirmou que o problema está relacionado à política de juros do Banco Central e defendeu o crescimento econômico como caminho para reduzir a dívida.
“Lula, por que que você está deixando as famílias brasileiras tão endividadas? Já que uma vez que a dívida governo cresce, a dívida das famílias cresce junto”, disse Flávio, que ainda citou uma dívida de R$ 11 trilhões. O número foi uma referência à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil, medida e pelo Banco Central.
O candidato afirmou que, caso eleito, pretende utilizar a Caixa Econômica Federal para comprar dívidas dos bancos e refinanciá-las.
Em seguida, Lula respondeu que a iniciativa de renegociar dívidas já havia sido encaminhada por seu governo ao Senado. “Ele tá copiando uma coisa que eu já mandei pro Senado”. O presidente também afirmou que o governo já havia realizado medidas de renegociação e perdão de dívidas, mencionando uma operação de R$ 15 bilhões envolvendo 4,5 milhões de pessoas.
SUS
Em outro ponto do bloco, Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre declarações atribuídas a um integrante de sua equipe econômica de que não haveria investimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Também criticou a gestão da pandemia durante o governo Bolsonaro.
“Como é que você quer melhorar a saúde desse país negando o plano de saúde mais importante que tem em qualquer país com mais de 100 milhões de habitantes?”, perguntou Lula. Lula também criticou a gestão da pandemia durante o governo Bolsonaro e mencionou as mortes por covid-19.
“O SUS é o responsável por evitar que morresse mais gente da covid depois da responsabilidade do governo do pai dele”. Na sequência, mencionou declarações de Bolsonaro sobre vacinação e criticou a falta de organização de uma resposta baseada em especialistas.
Em resposta, Flávio afirmou que manteria e ampliaria os investimentos no sistema, mas criticou a gestão atual, as filas de atendimento e o financiamento da saúde.
“O tesouraço vai ser na corrupção do atual governo, o tesouraço vai ser na burocracia, o tesouraço vai ser nos impostos que você deu, foram mais de 30 que você criou ou aumentou”, afirmou. O candidato ainda afirmou que as Santas Casas estariam endividadas e falou em aumentar a tabela de procedimentos do SUS.
Agencia Brasil
Eleições 2026
Datafolha: Flávio e Lula empatam em 50% de votos válidos

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados com 50% dos votos válidos.

Em relação à rodada anterior da sondagem, divulgada na última quinta-feira (15), Flávio oscilou um ponto percentual para baixo; Lula, um para cima.
O que são votos válidos?
Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição.
Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.
Metodologia
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. O nível de confiança é de 95%.
Contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, a pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09709/2026.
Fonte: CNN Brasil
-

Economia1 dia agoRicardo Ferraço afirma que Espírito Santo não terá perdas com a reforma tributária
-

Tecnologia1 dia agoMeta diz ao TSE que canal “Exército do Lula” não viola regras do WhatsApp
-

Cidades2 dias agoNova sede da Polícia Civil entra em funcionamento em Cachoeiro de Itapemirim
-

Negócios1 dia agoAmazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil
-

Empreendedorismo2 dias agoMei Conecta: evento reúne em Cariacica empreendedores para fortalecimento dos pequenos negócios
-

Eleições 202617 horas agoCandidatos trocam acusações e defendem propostas em debate na Globo
-

Justiça Eleitoral2 dias agoMinistro do TSE proíbe suspensão do canal Exército do Lula
-

Eleições 20266 horas agoPesquisa Quaest: Flávio tem 51% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 49%

















