Eleições 2026
Eleitores terão seis escolhas na urna no primeiro turno das eleições de 2026

Os eleitores brasileiros terão seis escolhas a fazer na urna eletrônica no primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. A ordem de votação foi definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e começa pelos cargos proporcionais, avançando posteriormente para as disputas majoritárias.
Uma das novidades deste ano é a eleição para duas vagas ao Senado Federal em cada estado. Isso ocorre porque 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços do Senado, estarão em disputa.
Para facilitar a votação, o eleitor encontrará os cargos na urna na seguinte sequência:
- Deputado federal — quatro dígitos;
- Deputado estadual ou distrital — cinco dígitos;
- Senador — primeira vaga — três dígitos;
- Senador — segunda vaga — três dígitos;
- Governador — dois dígitos;
- Presidente da República — dois dígitos.
A orientação é que o eleitor confira atentamente o nome e a fotografia do candidato exibidos na tela antes de confirmar cada voto.
Como serão dois votos para o Senado, o eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes. Após a confirmação do voto para governador, a votação será encerrada com a escolha para presidente da República.
A sequência definida pelo TSE tem como objetivo organizar o processo de votação e facilitar a identificação dos cargos pelo eleitor no momento em que estiver diante da urna eletrônica.
Eleições 2026
Candidatos trocam acusações e defendem propostas em debate na Globo

O debate na TV Globo entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi marcado por uma manifestação indignada do atual presidente após uma fala do adversário. Flávio afirmou que o presidente “dá com uma mão e tira com nove dedos”. Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda quando trabalhava como torneiro mecânico, em 1964, aos 17 anos. 
“Ele disse uma grande asneira e eu não vou levar para casa. Ele me chamou de nove dedos. Se tem alguém que sabe o que é o mundo do trabalho sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos, não vou permitir! Você vai ter que pedir desculpa. Porque o povo trabalhador está vendo. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal que obriga a gente a trabalhar em jornada que a gente tem que ir trabalhar”, afirmou o petista.
Em seguida, Flávio Bolsonaro pediu desculpas. “Lula, se eu te ofendi, eu te peço desculpa de verdade. Não queria te ofender. Peço desculpa de verdade”. O debate prosseguiu e Flávio retomou os ataques ao governo, cobrando do presidente desculpas à população. “Agora eu quero saber se você vai pedir desculpas os moradores de rua que dobraram diante do seu governo. E combate a pobreza esse que você faz?”, questionou o senador, que também repudiou Lula por ter se referido a ele como miliciano.
De acordo com dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, 365,8 mil pessoas estavam em situação de rua em dezembro de 2025. A pesquisa indica um aumento de 55% em relação a 2022 e, não, de 100%, conforme mencionado por Bolsonaro.
Ainda assim, pesquisadores afirmam que o crescimento dessa população pode estar relacionado com diferenças de metodologia de contagem, busca ativa e a inclusão de pessoas vulneráveis nas políticas sociais, sem que todo esse aumento corresponda a novas pessoas em situação de rua.
Políticas sociais
Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre o voto contrário à ampliação da licença-maternidade, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. Flávio reconheceu o voto e afirmou que mudou de posição:
“Eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem arrumar emprego, eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca, eu sei da importância da mãe estar perto do filho, por até mais de 180 dias se possível.”
Lula criticou a justificativa e afirmou que o candidato não respondeu objetivamente à pergunta. Também questionou a forma como o adversário se referiu ao Bolsa Família, citando postagens antigas de Flávio em redes sociais, quando chamou o programa de “bolsa-farelo”. “É a falta de respeito com o povo pobre desse país”, rebateu Lula.
Em resposta, o candidato do PL disse que vai manter e ampliar os benefícios sociais, incluindo o Bolsa Família.
Endividamento
Em outro momento do bloco, Flávio questionou Lula sobre o endividamento das famílias brasileiras e a dívida pública, atribuindo ao governo os juros elevados e o aumento das dificuldades financeiras da população. Em resposta, o presidente afirmou que o problema está relacionado à política de juros do Banco Central e defendeu o crescimento econômico como caminho para reduzir a dívida.
“Lula, por que que você está deixando as famílias brasileiras tão endividadas? Já que uma vez que a dívida governo cresce, a dívida das famílias cresce junto”, disse Flávio, que ainda citou uma dívida de R$ 11 trilhões. O número foi uma referência à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil, medida e pelo Banco Central.
O candidato afirmou que, caso eleito, pretende utilizar a Caixa Econômica Federal para comprar dívidas dos bancos e refinanciá-las.
Em seguida, Lula respondeu que a iniciativa de renegociar dívidas já havia sido encaminhada por seu governo ao Senado. “Ele tá copiando uma coisa que eu já mandei pro Senado”. O presidente também afirmou que o governo já havia realizado medidas de renegociação e perdão de dívidas, mencionando uma operação de R$ 15 bilhões envolvendo 4,5 milhões de pessoas.
SUS
Em outro ponto do bloco, Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre declarações atribuídas a um integrante de sua equipe econômica de que não haveria investimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Também criticou a gestão da pandemia durante o governo Bolsonaro.
“Como é que você quer melhorar a saúde desse país negando o plano de saúde mais importante que tem em qualquer país com mais de 100 milhões de habitantes?”, perguntou Lula. Lula também criticou a gestão da pandemia durante o governo Bolsonaro e mencionou as mortes por covid-19.
“O SUS é o responsável por evitar que morresse mais gente da covid depois da responsabilidade do governo do pai dele”. Na sequência, mencionou declarações de Bolsonaro sobre vacinação e criticou a falta de organização de uma resposta baseada em especialistas.
Em resposta, Flávio afirmou que manteria e ampliaria os investimentos no sistema, mas criticou a gestão atual, as filas de atendimento e o financiamento da saúde.
“O tesouraço vai ser na corrupção do atual governo, o tesouraço vai ser na burocracia, o tesouraço vai ser nos impostos que você deu, foram mais de 30 que você criou ou aumentou”, afirmou. O candidato ainda afirmou que as Santas Casas estariam endividadas e falou em aumentar a tabela de procedimentos do SUS.
Agencia Brasil
Eleições 2026
Datafolha: Flávio e Lula empatam em 50% de votos válidos

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados com 50% dos votos válidos.

Em relação à rodada anterior da sondagem, divulgada na última quinta-feira (15), Flávio oscilou um ponto percentual para baixo; Lula, um para cima.
O que são votos válidos?
Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição.
Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.
Metodologia
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. O nível de confiança é de 95%.
Contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, a pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09709/2026.
Fonte: CNN Brasil
Eleições 2026
Quaest: Flávio tem 45%, e Lula marca 44%; distância diminui a quatro dias da eleição

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, a quatro dias do segundo turno, mostra distância de apenas um ponto percentual entre Flávio Bolsonaro (PL), que tem 45% das intenções de voto, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44%. O levantamento foi contratado pelo GLOBO e pela TV Globo. Considerando a margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos, os candidatos seguem em empate técnico.
Em comparação com a sondagem da última semana, Flávio oscilou um ponto para baixo, enquanto Lula permaneceu com o mesmo percentual. Os eleitores que dizem que vão votar em branco ou nulo se mantêm em 9%, e os indecisos são 2%, ante 1% na semana passada.
Na modalidade espontânea, aquela em que o entrevistado não é apresentado previamente aos nomes dos candidatos, os dois aparecem em empate numérico, com 40% cada. Esse formato é importante para medir quão convicto está o eleitor. O dado mais relevante da espontânea na nova rodada, inclusive, é o número de indecisos, que dobrou em uma semana e chegou a 14%.
A alta dos indecisos ocorreu em diferentes segmentos do eleitorado. Entre as mulheres, o posicionamento subiu de 8% para 17% Também cresceu na parcela de eleitores independentes, passando de 13% para 31%. Já entre beneficiários do Bolsa Família, houve aumento de 7% para 19%.
Movimentos das campanhas
A nova pesquisa é a primeira do instituto depois de momentos importantes da campanha. Na semana passada, foi promulgado o fim da escala 6×1, bandeira eleitoral de Lula. Depois, os candidatos participaram das entrevistas da Globo e do debate da Band. Também cresceram, desde então, as mobilizações nas ruas e nas redes em prol dos candidatos.
Nos últimos dias, outra tendência que se acentuou foi o duelo de narrativas sobre o Bolsa Família. Baseada em declarações da coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, a campanha de Lula passou a alegar que a vitória do filho de Jair Bolsonaro colocaria em risco o programa. O período de entrevistas do instituto, no entanto, não pegou tanto o auge dessas afirmações, que cresceram ontem.
O debate da Band foi considerado de péssimo nível pelas campanhas, que tentam agora modular a postura de Lula e Flávio para o encontro da Globo, na sexta. Pesquisas qualitativas também diagnosticaram que os eleitores não gostaram do primeiro embate.
Aprovação do governo
A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores brasileiros em relação ao governo Lula. Segundo o levantamento, 47% desaprovam a atual gestão, enquanto 46% a aprovam. O cenário é de empate técnico, considerando a margem de erro.
O Globo
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