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Aderes promove Encontro Estadual de Catadores de Recicláveis na Serra

Com a finalidade de fomentar o crescimento e a organização das associações de catadores de materiais recicláveis do Estado, a Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes) promoveu, nesta terça-feira (16), o Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis do Espírito Santo, realizado no município da Serra.
Durante o encontro, foi apresentado o Diagnóstico Situacional das Associações e Rede de Catadores de Materiais Recicláveis do Estado, propondo melhoria nos processos, além de criar uma padronização da separação dos resíduos para comercialização em rede.
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, participou da abertura do evento e destacou as ações do Governo do Estado que dão suporte ao trabalho dos catadores de recicláveis. “Queremos fazer a diferença. Publicamos o decreto da logística reversa. Todas as nossas ações são para regular, para que as pessoas que produzem resíduo tenham obrigação na destinação desse resíduo e para que possamos ter em todos os municípios contratos com associações de catadores. Vamos apoiar mais, com galpões com as associações, comprando balança, prensa e queremos comprometer os municípios a assinarem com as associações. Temos um caminho longo pela frente e nossa presença é para reassumir o compromisso de estar ao lado de vocês e caminhar da forma que vocês decidirem”, afirmou Casagrande.
Para o diretor-geral da Aderes, Alberto Farias Gavini Filho, o encontro celebra o trabalho realizado por homens e mulheres que contribuem muito para melhorar a vidas de pessoas no mundo inteiro. “Estamos trabalhando na elaboração de algumas atas como para a compra de balança, outra para compra de prensa, e, além disso, estamos discutindo a construção de galpões nos municípios para abrigar as associações adequadamente. Nosso desejo é proporcionar cada vez mais estrutura para as associações de catadores do Estado, gerando dignidade e renda para esses empreendedores”, disse Gavini.
O Encontro Estadual de Catadores representa a conclusão de um trabalho que foi iniciado em 2023, com ações voltadas para os catadores de materiais recicláveis, seguindo o cronograma do Convênio Federal Nº 904.294/2020.
Durante o trabalho, foi realizado o Diagnóstico Socioeconômico das associações de catadores de materiais recicláveis, com ênfase na evolução do Projeto Catadores 2013/2018 até a presente data. O projeto também ofereceu assessoria técnica-administrativa para qualificar e ampliar as atividades de comercialização e gestão operacional dos processos das associações, visando à atuação em rede. O suporte também foi oferecido com foco na gestão do empreendimento e novas tecnologias para atuação em rede.O diretor setorial técnico da Aderes, Hugo Tofoli, ressaltou que a autarquia trabalha com a finalidade de fortalecer a categoria, promovendo estrutura, conhecimento e organização. “Desde 2013, trabalhamos para estruturar esse setor econômico. Se antes existiam 15 associações concentradas na Grande Vitória, hoje temos 74 associações de catadores organizados, distribuídas em 64 municípios do Estado. E temos a preocupação de garantir uma atividade com segurança para esses empreendedores”, pontuou.
Investimentos no setor
Entre 2022 e 2023, o Governo do Estado, por meio da Aderes, entregou às associações de catadores de materiais recicláveis 41 kits de escritório (notebook, impressora e mesa); dois caminhões com carroceria; um veículo tipo pick-up; um conjunto de prensa e balança; e uma empilhadeira a diesel, somando um investimento de mais de R$ 1,3 milhão. A Aderes também contratou, por meio de edital, serviço de assessoria em gestão administrativa e operacional para associações de catadores no Espírito Santo, para o período 2022-2024, no valor de R$ 925.000,00.
O Espírito Santo conta com cerca de mil catadores de materiais recicláveis organizados, distribuídos em 74 associações. A categoria movimenta em torno de R$ 3 milhões na economia do Estado, recolhendo, principalmente, papelão e plásticos diversos, além de ferro e alumínio, entre outros materiais. Por mês, os catadores retiram do meio ambiente, somente no Espírito Santo, cerca de 1.500 toneladas de rejeitos.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Governo
Giovani Pagotto
(27) 98895-0843
Assessoria de Comunicação da Aderes
Débora Pedroza
(27) 99309-8431
debora.pedroza@aderes.es.gov.br
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Vitória é a cidade mais competitiva do Brasil, diz CLP

Vitória foi considerada a cidade mais competitiva do Brasil em 2026, segundo o Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo CLP (Centro de Liderança Pública) em parceria com a Gove Digital.
A capital do Espírito Santo aparece pela primeira vez na liderança do levantamento e interrompe uma sequência de três anos de Florianópolis no topo. A cidade catarinense ficou em segundo lugar neste ano.
Porto Alegre, Curitiba e São Paulo completam as cinco primeiras posições. Na sequência, fechando o top 10, aparecem São Caetano do Sul, Maringá, Campinas, Jaraguá do Sul e Barueri.
O levantamento avaliou 423 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes. São analisados 65 indicadores distribuídos em 13 pilares, entre eles:
- Sustentabilidade fiscal;
- Saúde;
- Educação;
- Segurança;
- Saneamento;
- Inserção econômica;
- Inovação;
- Capital humano;
- Telecomunicações.
Vitória assume liderança
A liderança de Vitória é sustentada pelo desempenho da cidade em diferentes áreas avaliadas pelo estudo.
A capital capixaba ficou em primeiro lugar no pilar de Funcionamento da Máquina Pública, além de ocupar a terceira posição em Capital Humano e a quinta em Acesso à Saúde.
São Paulo, por sua vez, manteve a liderança nacional em Inovação e Dinamismo Econômico, enquanto São Caetano do Sul permaneceu na primeira colocação em Inserção Econômica.
Outras cidades lideraram indicadores específicos. Salto (SP) ficou em primeiro lugar em Saneamento; Sobral (CE), em Qualidade da Educação; Goiana (PE), em Acesso à Saúde; Balneário Camboriú (SC), em Qualidade da Saúde; e Votuporanga (SP), em Acesso à Educação.
Breves (PA) liderou o pilar de Meio Ambiente, Ubatuba (SP) ficou em primeiro lugar em Telecomunicações e Várzea Paulista (SP) ocupou a liderança em Segurança.
Palmas entra no top 15
Uma das principais mudanças na edição de 2026 ocorreu fora do eixo Sul-Sudeste.
Palmas chegou à 13ª posição e se tornou o primeiro município das regiões Norte e Nordeste a figurar entre os 15 mais competitivos do país.
Até então, a melhor colocação de uma cidade dessas duas regiões havia sido alcançada por Recife, que ficou em 37º lugar em 2023.
O avanço representa uma mudança significativa em relação à edição anterior. No ranking de 2025, Palmas aparecia como a cidade mais bem colocada da região Norte, mas ocupava a 89ª posição nacional.
O Sul, porém, continua concentrando parte relevante dos municípios mais competitivos do país, com quatro cidades entre as dez primeiras. Já o Sudeste mantém a liderança em diversos dos pilares analisados, puxado por Vitória e por municípios paulistas.
Capitais avançam no ranking
Além de Vitória, outras capitais alcançaram em 2026 suas melhores posições desde a criação do levantamento.
É o caso de Porto Alegre, em terceiro lugar; Curitiba, em quarto; Rio de Janeiro, em 29º; Cuiabá, em 36º; Goiânia, em 68º; Teresina, em 90º; Aracaju, em 131º; Manaus, em 139º; São Luís, em 147º; Natal, em 157º; e Belém, em 168º.
No Centro-Oeste, Cuiabá tornou-se a cidade mais competitiva da região. A capital mato-grossense também ficou entre as mais bem posicionadas do Brasil nos pilares de Inserção Econômica, Capital Humano e Inovação e Dinamismo Econômico.
Para Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP, os resultados mostram como políticas públicas podem se refletir em melhores serviços e oportunidades para a população.
“A competitividade municipal não é resultado do acaso. Ela é construída quando boas políticas públicas se transformam em melhores serviços, mais oportunidades e maior qualidade de vida para a população”, afirmou.
Cinco municípios passaram a integrar o ranking neste ano: Crateús (CE), Goianira (GO), Horizonte (CE), Lagoa Santa (MG) e Tefé (AM).
Fonte: CNN Brasil
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Vitória: caminhada da Inclusão ocupa Orla de Camburi e dá voz às pessoas com deficiência

Na manhã do último domingo (23) foi marcada por encontros, emoção e mobilização por direitos na Orla de Camburi, em Vitória. Pessoas com deficiência, familiares, profissionais e apoiadores participaram da Caminhada da Inclusão, reunindo cerca de mil pessoas.
Durante o percurso, cartazes e faixas exibiam frases como “Inclua nossa voz”, “Respeito não é favor, é direito” e “No mundo da inclusão, todos têm lugar”. Mensagens simples, mas que resumiram o que defendiam as pessoas presentes: serem vistas, ouvidas e respeitadas.
Promovida pela Federação das Apaes do Espírito Santo (Feapaes-ES), em parceria com a Associação Vitória Down e a Federação das Pestalozzi, a caminhada fez parte da programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que acontece entre os dias 21 e 28 de agosto.
Durante o evento, a autodefensora nacional da Apae Brasil, Paula Nascimento Martins, mais conhecida como Paulinha, fez um chamado à mobilização e defendeu o protagonismo das pessoas com deficiência.
“A legislação diz que a pessoa com deficiência tem direito a viver uma vida plena. Então, eu quero dizer a vocês: vamos nos mobilizar, vamos ecoar a nossa voz e fazer a transformação social acontecer. Porque, no cenário da vida, nós não queremos ser coadjuvantes, mas protagonistas da nossa própria história”, afirmou Paulinha, sendo aplaudida pelos participantes.
Para o diretor social da Feapaes-ES, Vanderson Gaburo, o sucesso da caminhada mostrou a força da mobilização coletiva. “Historicamente, as ruas são espaços de luta e de conquista de direitos. Neste domingo, ocupamos esse espaço para defender respeito, autonomia, oportunidades e participação. Uma mobilização que representa as pessoas com deficiência, suas famílias e as instituições que caminham ao lado delas todos os dias”, afirmou.
O autodefensor estadual da Feapaes-ES Matheus Gomes também falou sobre sonhos e superação de barreiras. “As nossas deficiências, muitas vezes, podem dificultar alguns planos, mas não nos impedem de realizar nossos sonhos. Com oportunidades, apoio e respeito, podemos fazer nossas escolhas, conquistar autonomia e construir a nossa própria história”, destacou.
A presidente da Associação Vitória Down, Lisley Sophia Nunes Dias, também se emocionou ao observar a participação de pessoas de diferentes municípios do Espírito Santo. “Ver essa multidão aqui exigindo inclusão, exigindo um direito que é de todos nós, é emocionante. Vamos considerar essa caminhada como um passo para um futuro melhor e para uma sociedade mais humana e inclusiva”, afirmou.
Com o tema “Deficiência não define. Oportunidade transforma. Inclua nossa voz”, a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla segue até o dia 28 de agosto, com atividades promovidas pelas Apaes de todo o Espírito Santo e pela Associação Vitória Down. A programação busca ampliar o diálogo com a sociedade, dar visibilidade às pessoas com deficiência e reforçar o direito de serem ouvidas e de participarem ativamente das decisões que impactam suas vidas.
Fonte: P6 Comunicação – Por: Camilla Gumieiro
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Com envelhecimento da população, eleitorado jovem recua 22% em 16 anos

O envelhecimento da população brasileira já impacta o perfil do eleitorado, com diminuição de 22% dos votantes com idade entre 16 e 24 anos, considerando o período de 2010 a 2026. O levantamento foi realizado pelo Instituto Nexus, a pedido da Agência Brasil, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além da redução proporcional, também houve recuo em números absolutos. A quantidade de brasileiros com menos de 24 anos que podem comparecer às urnas caiu 5,5 milhões. Eram 24,7 milhões eleitores nesta faixa etária, em 2010, contra 19,2 milhões, em 2026.
Como o número total de eleitores no país aumentou 17%, passando de 135,8 milhões para 158,8 milhões no período, a participação dos jovens teve uma queda abrupta: de 18,2% para apenas 12,5% do eleitorado.
“Em um cenário de aguda polarização, em que a eleição de 2022 foi definida por menos de 2 milhões de votos de diferença entre Lula e Jair Bolsonaro, todo eleitor é estratégico. A quantidade absoluta de votos dos jovens segue perdendo anualmente sua força, principalmente em comparação ao aumento de eleitores 60+”, analisa o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.
Segundo dados do TSE, o número de idosos com o título de eleitor ativo cresceu cerca de 74% desde 2010. Atualmente eles correspondem a mais de 36,8 milhões de pessoas.
Campanhas
São Paulo (SP), 09/11/2025 – Estudantes no primeiro dia de provas do ENEM na UNIP Vergueiro em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.
Voto jovem perde relevância, mas ainda é importante em cenários de disputa acirrada . – Paulo Pinto/Agência Brasil
O professor do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Hilton Fernandes, avalia que as campanhas presidenciais ainda não deram indicativo de como vão tratar o grupo de jovens.
“Em 2022 houve alguma dedicação em buscar esse grupo de jovens, não tanto pelo volume de votos, mas pelo engajamento. Essa força do jovem na campanha é importante. Por isso tivemos em 2022 propostas relacionadas ao desenvolvimento de games e outros temas, como a facilidade para adquirir produtos eletrônicos, produtos de jogos com isenções, apareceram”, afirma.
Ele acredita que as principais candidaturas à Presidência da República, a medida que avancem nas pesquisas, tendem a buscar mais esse público. Em campanhas proporcionais, como a de deputados, ele acredita que pode haver um olhar mais focado aos jovens, que pode ser um nicho importante para algumas candidaturas.
As prioridades do voto jovem seguem as mesmas tendências de eleições anteriores, aponta Fernandes. Ele procura, principalmente, o primeiro emprego e formação profissional. São vários contextos de vida que podem moldar esse voto, de acordo com a situação econômica das famílias, a região em que vivem ou os grupos sociais e instituições que frequentam. Ao mesmo tempo, sua visão eleitoral pode ser mais influenciada por discursos que remetem a grandes mudanças, afirma o especialista.
“Não são os partidos que vão chamar atenção, mas o discurso dos candidatos, com um personalismo cada vez mais concentrado. O discurso mais radical tende a atender mais o jovem”, aponta Fernandes.
Ele ressalta, entretanto, que esse discurso pode “enganar” o eleitor mais novo, pois “nem toda vez é necessário quebrar uma estrutura para mudar uma sociedade”, critica o professor. Ele ressalta, ainda, que o eleitor jovem não pode ser tratado como um grupo homogêneo.
“Isso pode ter uma diferença, por exemplo, em jovens que convivam em ambientes mais conservadores. Enquanto o jovem que vê a família numa situação mais complicada, principalmente financeira, busca mais a mudança”, complementa.
Engajamento
Outro destaque do levantamento da Nexus é o engajamento nas urnas. Entre os brasileiros 18 a 24 anos, em que o voto é obrigatório, o percentual de comparecimento no primeiro turno foi de 78,5%. Já entre os jovens de 16 e 17 anos, que não têm obrigação de votar, 82,9% foram às urnas. A média de comparecimento no país, no último pleito, foi de 79,1% dos eleitores aptos a votar.
Sul e Sudeste são “mais velhos”
Brasília (DF), 19/04/2026 – Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Regiões Sul e Sudeste concentram menor percentual de jovens nas urnas – Marcelo Camargo/Agência Brasil
A pesquisa apontou ainda que as regiões Sul e Sudeste concentram menor percentual de jovens nas urnas. Nelas, estão os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O estado “mais velho” é o Rio Grande do Sul, onde eleitores até 24 anos representam apenas 9% do eleitorado.
Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro (10%), São Paulo (11%), Santa Catarina (11%), Espírito Santo (11%), Minas Gerais (11%) e Paraná (11%). Na outra ponta, Roraima, Acre, Amapá e Amazonas são os estados com maior proporção de jovens aptos a irem às urnas, com 18% cada. Em seguida aparecem ainda Maranhão (17%), Pará (16%) e Tocantins (16%).
“O Brasil está diante de uma nova geografia eleitoral. Os mais jovens perderam espaço nos maiores colégios eleitorais do país, tirando-os do centro gravitacional das principais estratégias políticas”, observa Tokarski.
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