Geral
Governador entrega obras em Iúna e anuncia implantação da Rodovia ES-379

O governador do Estado, Renato Casagrande, anunciou, nesta sexta-feira (29), o início da elaboração dos projetos básico e executivo de engenharia e execução das obras de reabilitação e implantação da Rodovia ES-379, no trecho: Entroncamento da BR-262, em Irupi, até o Entroncamento da ES-185, em Iúna. A população iunense está recebendo mais investimentos do Governo do Estado nas áreas de esportes, infraestrutura, prevenção a desastres naturais e segurança pública.
“Como é bom trabalhar e produzir. Nossa organização nos dá a oportunidade de fazer tantas parcerias com os municípios, entregas tantas obras e realizar tantos sonhos dos capixabas. Estamos inaugurando esse muro de contenção tão importante no Centro da cidade e que muitos não acreditavam que iria ficar pronto. Temos diversos calçamentos rurais na região. Agora vamos fazer a reabilitação da rodovia de Iúna até Irupi. Faremos ainda uma nova ponte para melhorar a mobilidade e reduzir os transtornos causados pelas chuvas”, disse o governador.
Uma das grandes obras que serão entregues pelo Estado é a reabilitação e implantação da Rodovia ES-379. Ao todo, o trecho contemplado conta com mais de 25 quilômetros de extensão em um investimento de R$ 87 milhões com previsão de conclusão em 600 dias. As intervenções serão realizadas pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES). O projeto já conta com licença ambiental, o que vai acelerar o andamento da execução dos trabalhos.
Para o diretor-presidente do DER-ES, José Eustáquio de Freitas, a obra é necessária e de grande importância para a população do sul capixaba. “Trabalharemos cada vez mais para ajudar a desenvolver o sul do Estado. Estamos fazendo investimentos diferenciados e necessários na região. É uma alegria estarmos aqui presentes, trazendo benefícios e desenvolvimento para as nossas cidades e recebendo da população ainda mais confiança no nosso trabalho”, afirmou.
Ainda no município, Casagrande e o prefeito Romário Batista Vieira inauguram a reforma da Delegacia de Polícia (DP) de Iúna. A intervenção faz parte do programa de reestruturação das unidades policiais, prevista no Programa Estado Presente em Defesa da Vida. Com as melhorias, a população de Iúna e região poderá contar com um maior conforto no atendimento na unidade.
A obra foi realizada em 12 meses e teve investimento de R$ 1,17 milhão. A área do imóvel é de 359 metros quadrados e conta com instalações modernas nos dois pavimentos. A Delegacia tem recepções, cartórios, sala de investigação, gabinete do delegado, alojamentos, duas celas, área de serviço, banheiros e almoxarifado.
O delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), José Darcy Arruda, falou sobre a importância desse tipo de melhoria para a população capixaba. “Com a melhora na infraestrutura, damos condições de atender à população de forma digna. O cidadão fica satisfeito e o policial que presta o serviço tem condições de exercer seu trabalho”, comentou.
A Delegacia de Polícia (DP) de Iúna funciona das 8h às 18h e é responsável pela investigação e elucidação de crimes ocorridos na região. “Com toda certeza a reforma contribui para a melhoria do nosso trabalho na delegacia. Continuaremos dando todo suporte a população da cidade”, afirmou o titular da DP de Iúna, delegado Bruno Alves Rodrigues.
Outra entrega do Governo do Estado em Iúna foi a da revitalização do campo Bom de Bola do bairro Guanabara. Uma obra de R$ 329.807,15, em um investimento realizado por meio da Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport). Nesta ação, coube à Sesport a instalação de um novo gramado sintético, de alto padrão. Todo o material necessário para a execução do serviço foi incluído no acordo com a Prefeitura, que também fez obras no entorno do equipamento.
“Estamos revitalizando campos society ‘s, os chamados Bom de Bola, em todo o território capixaba. A previsão é de que mais de cem campos sejam revitalizados, de norte a sul do Estado, trazendo de volta para a população espaços que já estavam sem uso. Aqui em Iúna, estamos reformando ainda um campo no distrito de Santíssima Trindade e construindo um novo campo Bom de Bola no Córrego Boa Sorte”, acrescentou o secretário de Estado de Esportes e Lazer, José Carlos Nunes.
Fundo Cidades
Durante a agenda em Iúna, o governador inaugurou a obra de contenção de talude realizada na Avenida Ademar Vieira da Cunha, no Centro, cuja finalidade é de dar estabilidade à área e proteger moradores e pessoas que circulam pelo local. Na ocasião, também autorizou a transferência de recursos para a construção de uma nova ponte na ligação entre os bairros Guanabara e Niterói. Os investimentos chegam a R$ 5 milhões, com recursos provenientes do Fundo Cidades.
A obra de contenção do talude foi executada pela Prefeitura do município com recursos do Fundo Cidades 2022, no valor de R$ 1,24 milhão. Ao todo, a estrutura tem cerca de 69 metros de extensão linear. Foram aplicadas na construção técnicas de solo grampeado com concreto projetado e cortina atirantada. Drenos foram implantados na cortina e uma manta geotêxtil foi instalada atrás da contenção.
Para a parte inferior do muro, o solo e a rocha foram perfurados para a inserção de 75 grampos, cada um com seis metros de comprimento. E após a inserção, os grampos foram preenchidos com calda de cimento. Em seguida, foram instalados drenos, telas de aço e o concreto com cimento especial. Entre outros procedimentos, também foram realizados aterro, calçada em concreto e aplicação de ladrilho hidráulico, visando a garantir estabilidade e segurança do talude.
Ao prevenir deslizamentos de terra e erosão, a obra contribui também para a redução de impactos ambientais e melhora a acessibilidade na região, facilitando o tráfego de veículos e pedestres. Ao todo, a estimativa do município é de que sejam beneficiados até sete mil habitantes.
Com investimento de R$ 3,8 milhão, com recursos provenientes do Fundo Cidades 2023 – Adaptação às Mudanças Climáticas, a nova ponte sobre o Rio Pardo terá aproximadamente 45 metros de comprimento e 10 metros de largura. A estrutura será construída com uma elevação adequada para resistir às inundações. O local da ponte existente é classificado como área de risco devido aos altos volumes de chuva na região, segundo o Plano de Contingência da Defesa Civil (PCDC).
“Com essa obra que inauguramos em Iúna, estamos protegendo vidas, evitando acidentes relacionados a deslizamentos de terra que poderiam afetar a população, além de causar prejuízos materiais. Já a construção da nova ponte vai trazer uma série de benefícios ao município, pois vai ampliar e desobstruir o leito do Rio Pardo. Assim haverá redução do risco de inundações que historicamente têm afetado a região, além da otimização do tráfego de veículos e pessoas”, analisou a secretária de Estado do Governo, Maria Emanuela Alves Pedroso.
O Fundo Cidades 2023 – Adaptação à Mudanças Climáticas está inserido no eixo do Programa Capixaba de Mudanças Climáticas. Seu objetivo é realizar ações de prevenção e mitigação em áreas de risco de desastres; de prevenção a eventos hidrológicos extremos, e conservação e revitalização de recursos hídricos. Com seus recursos, somente em Iúna, no total, além da construção da nova ponte, o município também recebeu repasse para elaboração de projetos, totalizando de R$ 4,3 milhões.
Já com recursos do Fundo Cidades 2022, Iúna foi contemplada com transferência de recursos que totalizam R$ 20.672.666,31. Esse montante é destinado aos seguintes investimentos, além da contenção de talude na Avenida Ademar Vieira da Cunha: tratamento superficial duplo de estrada vicinais; aquisição de retroescavadeira, caminhão compactador de lixo, van, micro-ônibus e veículo com 07 lugares; recapeamento de diversas ruas; tratamento de estradas vicinais na Comunidade de Rio Claro; elaboração de Carteira de Projetos Estruturantes e aquisição de equipamento para Polo-UAB, ligado ao Sistema UniversidadES, com ensino à distância.
Também estiveram presentes os prefeitos Romário Vieira (Iúna), Ailton Véin (Ibitirama), Edmilson Meireles (Irupi), Dito Silva (Muniz Freire), Paulo Cola (Piúma), Eleardo Brasil (Divino de São Lourenço), Marcos Luiz Jauhar (Guaçuí) e Luciano Pingo (Ibatiba); o deputado federal Gilson Daniel; os deputados estaduais Dary Pagung e Vandinho Leite; além dos secretários de Estado, Cyntia Grillo (Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social), Bruno Lamas (Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional) e Enio Bergoli (Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca).
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Governo
Giovani Pagotto
(27) 98895-0843
Geral
Com envelhecimento da população, eleitorado jovem recua 22% em 16 anos

O envelhecimento da população brasileira já impacta o perfil do eleitorado, com diminuição de 22% dos votantes com idade entre 16 e 24 anos, considerando o período de 2010 a 2026. O levantamento foi realizado pelo Instituto Nexus, a pedido da Agência Brasil, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além da redução proporcional, também houve recuo em números absolutos. A quantidade de brasileiros com menos de 24 anos que podem comparecer às urnas caiu 5,5 milhões. Eram 24,7 milhões eleitores nesta faixa etária, em 2010, contra 19,2 milhões, em 2026.
Como o número total de eleitores no país aumentou 17%, passando de 135,8 milhões para 158,8 milhões no período, a participação dos jovens teve uma queda abrupta: de 18,2% para apenas 12,5% do eleitorado.
“Em um cenário de aguda polarização, em que a eleição de 2022 foi definida por menos de 2 milhões de votos de diferença entre Lula e Jair Bolsonaro, todo eleitor é estratégico. A quantidade absoluta de votos dos jovens segue perdendo anualmente sua força, principalmente em comparação ao aumento de eleitores 60+”, analisa o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.
Segundo dados do TSE, o número de idosos com o título de eleitor ativo cresceu cerca de 74% desde 2010. Atualmente eles correspondem a mais de 36,8 milhões de pessoas.
Campanhas
São Paulo (SP), 09/11/2025 – Estudantes no primeiro dia de provas do ENEM na UNIP Vergueiro em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.
Voto jovem perde relevância, mas ainda é importante em cenários de disputa acirrada . – Paulo Pinto/Agência Brasil
O professor do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Hilton Fernandes, avalia que as campanhas presidenciais ainda não deram indicativo de como vão tratar o grupo de jovens.
“Em 2022 houve alguma dedicação em buscar esse grupo de jovens, não tanto pelo volume de votos, mas pelo engajamento. Essa força do jovem na campanha é importante. Por isso tivemos em 2022 propostas relacionadas ao desenvolvimento de games e outros temas, como a facilidade para adquirir produtos eletrônicos, produtos de jogos com isenções, apareceram”, afirma.
Ele acredita que as principais candidaturas à Presidência da República, a medida que avancem nas pesquisas, tendem a buscar mais esse público. Em campanhas proporcionais, como a de deputados, ele acredita que pode haver um olhar mais focado aos jovens, que pode ser um nicho importante para algumas candidaturas.
As prioridades do voto jovem seguem as mesmas tendências de eleições anteriores, aponta Fernandes. Ele procura, principalmente, o primeiro emprego e formação profissional. São vários contextos de vida que podem moldar esse voto, de acordo com a situação econômica das famílias, a região em que vivem ou os grupos sociais e instituições que frequentam. Ao mesmo tempo, sua visão eleitoral pode ser mais influenciada por discursos que remetem a grandes mudanças, afirma o especialista.
“Não são os partidos que vão chamar atenção, mas o discurso dos candidatos, com um personalismo cada vez mais concentrado. O discurso mais radical tende a atender mais o jovem”, aponta Fernandes.
Ele ressalta, entretanto, que esse discurso pode “enganar” o eleitor mais novo, pois “nem toda vez é necessário quebrar uma estrutura para mudar uma sociedade”, critica o professor. Ele ressalta, ainda, que o eleitor jovem não pode ser tratado como um grupo homogêneo.
“Isso pode ter uma diferença, por exemplo, em jovens que convivam em ambientes mais conservadores. Enquanto o jovem que vê a família numa situação mais complicada, principalmente financeira, busca mais a mudança”, complementa.
Engajamento
Outro destaque do levantamento da Nexus é o engajamento nas urnas. Entre os brasileiros 18 a 24 anos, em que o voto é obrigatório, o percentual de comparecimento no primeiro turno foi de 78,5%. Já entre os jovens de 16 e 17 anos, que não têm obrigação de votar, 82,9% foram às urnas. A média de comparecimento no país, no último pleito, foi de 79,1% dos eleitores aptos a votar.
Sul e Sudeste são “mais velhos”
Brasília (DF), 19/04/2026 – Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Regiões Sul e Sudeste concentram menor percentual de jovens nas urnas – Marcelo Camargo/Agência Brasil
A pesquisa apontou ainda que as regiões Sul e Sudeste concentram menor percentual de jovens nas urnas. Nelas, estão os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O estado “mais velho” é o Rio Grande do Sul, onde eleitores até 24 anos representam apenas 9% do eleitorado.
Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro (10%), São Paulo (11%), Santa Catarina (11%), Espírito Santo (11%), Minas Gerais (11%) e Paraná (11%). Na outra ponta, Roraima, Acre, Amapá e Amazonas são os estados com maior proporção de jovens aptos a irem às urnas, com 18% cada. Em seguida aparecem ainda Maranhão (17%), Pará (16%) e Tocantins (16%).
“O Brasil está diante de uma nova geografia eleitoral. Os mais jovens perderam espaço nos maiores colégios eleitorais do país, tirando-os do centro gravitacional das principais estratégias políticas”, observa Tokarski.
Geral
Com Nota A+ garantida em gestão fiscal, governador Ricardo vai priorizar novos investimentos no ES

Por três anos consecutivos o Espírito Santo é a Nota A+ em gestão fiscal, na avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A classificação máxima é resultado da combinação de duas avaliações: o Estado obteve Nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), que mede a saúde financeira e a capacidade de honrar compromissos, e Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, que verifica a precisão, a integridade e a qualidade dos dados apresentados pelos entes federativos.
A confirmação do resultado veio nesta terça-feira (11) pela STN, em Nota Técnica encaminhada à Secretaria da Fazenda (Sefaz). Com ele, o Espírito Santo mantém a classificação máxima nesse indicador há 15 anos consecutivos. Já a Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal foi divulgada em junho.
Para o governador Ricardo Ferraço, a responsabilidade fiscal deve ser entendida como um instrumento para garantir investimentos e transformar a vida da população.
“A Nota A+ é uma conquista dos capixabas. Desde 2012 temos um Estado organizado. Ter uma situação fiscal responsável não pode ser o fim, mas um meio de transformar vidas. Com um Estado organizado, podemos garantir recursos para o que mais importa para a população, que são as obras e serviços que mudam a vida de forma direta. Precisamos seguir nesse caminho sólido e organizado, pois, com a base sólida que construímos nos últimos anos, vamos avançar muito mais e seguir referência para o País”, afirmou o governador.
Na prática, a Nota A+ coloca o Espírito Santo entre os Estados com melhor desempenho em gestão fiscal, refletindo equilíbrio das contas públicas, capacidade financeira e elevado padrão de qualidade e confiabilidade das informações fiscais e contábeis.
Desde que a STN passou a utilizar a classificação A+, em 2024, o Espírito Santo alcança a nota máxima. O resultado reforça a solidez das contas públicas e o compromisso do Estado com a responsabilidade fiscal, a transparência e a qualidade das informações.
Para o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa, a solidez das contas públicas também contribui para a atração de investimentos. “A solidez das contas públicas garante recursos para investimentos em áreas estratégicas, diretamente voltados à melhoria da qualidade de vida do cidadão. Além disso, favorece um ambiente de negócios íntegro e atrativo para a chegada de novas empresas e investimentos, contribuindo para a geração de empregos e oportunidades”, observou.
O subsecretário do Tesouro Estadual, Daniel Corrêa, destacou que a Nota A+ amplia a confiança na capacidade do Estado de cumprir seus compromissos e reforça sua credibilidade perante investidores e instituições financeiras. “É um reconhecimento que traduz a qualidade da gestão fiscal e a responsabilidade na condução dos recursos públicos”, completou.
A Nota Técnica da STN atesta, ainda, o cumprimento das metas do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (PAF), que considera indicadores relacionados ao endividamento, ao resultado primário, às despesas com pessoal, à arrecadação, à gestão pública e à disponibilidade de caixa líquido.
O que significa a Nota A+
A classificação A+ foi instituída pela STN em 2024 para distinguir os entes federativos que alcançam o mais elevado nível de excelência na gestão fiscal e na qualidade das informações contábeis e fiscais.
Para obter a classificação máxima, o Estado precisa alcançar Nota A nos três indicadores que compõem a Capacidade de Pagamento (Capag): endividamento, poupança corrente e liquidez relativa. Esses indicadores avaliam, respectivamente, a capacidade de solvência, o equilíbrio entre receitas e despesas correntes e a disponibilidade de recursos em caixa. A Capag é utilizada pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação fiscal de Estados e municípios que pretendem contratar operações de crédito com garantia da União.
Além disso, é necessário obter Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal. Neste ano, a avaliação considerou 207 quesitos, 24 a mais que no levantamento anterior. Foram analisadas informações constantes da Declaração de Contas Anuais (DCA), do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) e da Matriz de Saldos Contábeis (MSC), além da compatibilidade entre os dados contábeis e fiscais informados pelos entes públicos.
Por: Léo Júnior
Geral
Novo Acordo do Rio Doce repassa R$9,46 milhões para produção de Cafeicultura e Pimenta-do-Reino no Espírito Santo

A iniciativa de fomento à produção de café e pimenta do reino no Espírito Santo, iniciada pela extinta Fundação Renova, tem continuidade com o Novo Acordo do Rio Doce e garante geração de renda para produtores da Cooperativa de Beneficiamento, Comercialização e Prestação de Serviços dos Agricultores Assentados (COOPTERRA). A expectativa é que, até maio de 2027, sejam destinados R$ 9,46 milhões para o apoio e estruturação de cadeias produtivas de café e pimenta do reino no estado.
Entre maio de 2024 e junho de 2026, R$ 6,71 milhões foram disponibilizados para implementação da estruturação dessas cadeias produtivas. As vendas de café e pimenta do reino geraram mais de R$ 2,2 milhões em faturamento entre dezembro de 2025 e março de 2026. O valor inclui a comercialização de 355 sacas de café cru (R$ 442.145) e 63 mil kg de pimenta do reino em grãos (R$ 1.777.844).
Segundo Paula Braga, coordenadora da transição na Samarco, a iniciativa abriu portas para um mercado que antes era inacessível: “O trabalho com a COOPTERRA e a assistência técnica permitem que os produtores acessem novos mercados, inclusive externos e possam valorizar a produção, o que faz toda a diferença para a geração de renda das famílias.”
A gestão do Novo Acordo do Rio Doce, sob responsabilidade da Samarco, contempla a implementação de ações socioambientais voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas. Dentre elas, destacam-se as iniciativas que fortalecem as cadeias produtivas de café e pimenta-do-reino, apoiando a autonomia e a sustentabilidade dos agricultores assentados. O incentivo à produção, com foco no café Conilon e na pimenta, contribui para um processo de reparação que visa gerar resultados econômicos e impacto positivo na região.
Essa iniciativa fortalece a posição do estado, que é uma referência na cafeicultura brasileira e responsável por cerca de 60% da produção de pimenta do reino no Brasil. Seu objetivo é impulsionar a comercialização, agregar valor aos produtos e melhorar a qualidade de vida das famílias agricultoras, consolidando o modelo de cooperativismo na região.
Isso foi feito por meio da contratação e capacitação de profissionais especializados em comercialização, da aquisição de diversas ferramentas de comunicação e marketing e da adequação de suas estruturas comerciais, que incluiu a instalação de uma balança rodoviária e a construção de um prédio para loja de produtos e atendimento público. O objetivo é que a cooperativa atue no ramo comercial com maior profissionalismo e eficiência.
De acordo com Gisele Krüger, Consultora Ambiental do time técnico da BHP Brasil, uma das acionistas da Samarco, a relevância do projeto para as cadeias produtivas de café e pimenta-do-reino reside em sua abordagem multifacetada.
“Nesse caso, para garantir o fortalecimento da agricultura familiar e a sustentabilidade no processo de reparação, é essencial ir além da simples comercialização. O foco está em integrar o controle de qualidade operacional e a gestão desde a base, com liderança em campo e uma forte articulação com os agricultores, assegurando que a sustentabilidade de toda a cadeia seja iniciada desde o plantio das mudas com preservação da biodiversidade local, aliando o desenvolvimento econômico com as melhores práticas socioambientais”, afirmou.
A iniciativa também investe ativamente na base produtiva, distribuindo 300 mil mudas de café Conilon a 35 famílias e a oferta de assistência técnica contínua a cerca de 120 famílias. Essas ações visam à melhoria da qualidade agrícola, ao aumento da produtividade e à promoção de práticas sustentáveis, garantindo a perenidade das lavouras e a qualificação dos produtos, como o café torrado e moído da marca própria “Terra de Sabores”.
Novo Acordo
O Novo Acordo do Rio Doce, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estabelece um compromisso de R$ 170 bilhões voltado à reparação definitiva dos territórios impactados pelo rompimento da barragem de Fundão. Além de assegurar a continuidade das ações reparatórias conduzidas pela Samarco, o acordo prevê recursos para investimentos em políticas públicas, a serem executados pelo Poder Público ao longo de 20 anos, conforme as diretrizes estabelecidas no âmbito do Acordo.
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