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Morto há 20 anos, Brizola liderou resistência armada e evitou golpe militar em 1961

Leonel Brizola ostentava um currículo político invejável. No Rio Grande do Sul, foi prefeito de Porto Alegre, deputado estadual, deputado federal e governador. No Rio de Janeiro, deputado federal e duas vezes governador.
Ele disputou a Presidência da República em duas ocasiões. Na primeira, ficou em terceiro lugar. Candidatou-se a vice-presidente do país e acabou em segundo lugar. Criou uma agremiação política que existe até hoje, o Partido Democrático Trabalhista (PDT).
Brizola fez parte da vida pública brasileira em toda a segunda metade do século 20. O currículo político só não foi mais extenso porque ele, inimigo dos generais que tomaram o poder em 1964, passou os primeiros 15 anos da ditadura militar no exílio.
Faz 20 anos que o Brasil perdeu a voz indignada e combativa de Brizola. Vítima de enfarte, ele morreu em 21 de junho de 2004, aos 82 anos de idade.
Dos muitos episódios que protagonizou, o que o levou definitivamente aos livros de história foi a Campanha da Legalidade, em 1961. Não fosse essa iniciativa de Brizola, é provável que João Goulart (mais conhecido como Jango) jamais tivesse chegado à Presidência da República.
Logo após a renúncia do presidente Jânio Quadros, os três chefes das Forças Armadas decidiram vetar a posse de Jango, o vice, por considerá-lo excessivamente de esquerda e aliado dos comunistas — o mundo vivia o auge da Guerra Fria.
Governador gaúcho, Brizola imediatamente deflagrou em Porto Alegre uma reação armada, a Campanha da Legalidade, que garantiu, no fim, o cumprimento da Constituição e a posse do vice, impedindo o golpe de Estado.
Documentos da época guardados hoje no Arquivo do Senado, em Brasília, confirmam o papel central de Brizola.

Num discurso, o então senador Lima Teixeira (PTB-BA) resumiu:
— Leonel Brizola, numa das horas mais difíceis para a nacionalidade, quando estivemos a braços com uma das nossas maiores crises político-militares, deu-nos um exemplo edificante com a sua atitude desassombrada. Só não enveredamos pelo caminho errôneo das soluções extralegais graças a esse ilustre governador. Se ainda hoje continuamos nesta Casa [no Senado], devemos, em grande parte, à atuação de Sua Excelência. O governador Leonel Brizola alertou e preparou o povo riograndense para defender a legalidade, quaisquer que fossem as circunstâncias, se porventura tivéssemos descambado para uma solução que não a democrática.
Leonel Brizola era casado com Neusa Goulart, irmã de Jango. Os dois políticos gaúchos pertenciam ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), sigla ligada aos trabalhadores urbanos e aos sindicatos.
Diante do veto dos comandantes militares a Jango, Brizola se entrincheirou no Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, onde seu principal instrumento foi a voz. De lá, num estúdio de rádio improvisado, fez pronunciamentos transmitidos em todo o Brasil denunciando o golpe de Estado e convocando a população a não permitir a quebra da legalidade.
O Arquivo do Senado conserva trechos de um dos discursos radiofônicos:
— Povo de Porto Alegre, meus amigos do Rio Grande do Sul! Não desejo sacrificar ninguém, mas venham para a frente deste palácio, numa demonstração de protesto contra essa loucura e esse desatino. Venham. E, se eles quiserem cometer essa chacina, retirem-se, mas eu não me retirarei e aqui ficarei até o fim. Poderei ser esmagado. Poderei ser destruído. Poderei ser morto. Não importa. Ficará o nosso protesto, lavando a honra desta nação.
O governador conseguiu o apoio de militares de seu estado e também da população gaúcha, que pegou em armas e se dispôs a enfrentar as tropas federais que tentassem sufocar a resistência.
Do comando da Aeronáutica, partiram ordens — não cumpridas — para que o Palácio Piratini fosse bombardeado.
Ao fim de uma semana de crise e incerteza, Brizola teve sucesso. Cientes de que o Brasil mergulharia numa guerra civil se o governador continuasse resistindo, os militares resolveram aceitar Jango. Mas com uma condição: que ele, uma vez no Palácio do Planalto, não tivesse plenos poderes.
Desejando também evitar um banho de sangue e ao mesmo tempo garantir a posse do vice-presidente, um grupo de políticos liderados pelo mineiro Tancredo Neves articulou a adoção do parlamentarismo no Brasil. Jango seria, sim, presidente, mas a maior parcela do poder ficaria nas mãos de um primeiro-ministro.

Para Brizola, contudo, o desfecho da crise política não foi plenamente satisfatório. Ele defendia que Jango só aceitasse tomar posse com plenos poderes, tal qual mandava a Constituição, sem fazer nenhuma concessão aos golpistas. O novo presidente da República, que era mais conciliador que seu cunhado e correligionário, topou a saída parlamentarista.
Na prática, olhando em retrospectiva, o que Brizola fez em 1961 foi retardar em quase três anos o golpe de Estado que deu início à ditadura militar.
Os militares, no entanto, não ficaram apaziguados. Unidos a empresários e políticos de direita, eles voltaram a conspirar em 1963, depois que a população brasileira, num plebiscito, optou por retomar o presidencialismo, acabar com a figura do primeiro-ministro e conferir plenos poderes a Jango.
Esse grupo não via com bons olhos as chamadas reformas de base, que eram o grande programa de governo de Jango. Entre os projetos prometidos pelo presidente, estava a reforma agrária.
Nesse tempo, Brizola já sonhava ser presidente da República. De olho nesse objetivo, concorreu a deputado federal pela Guanabara (a cidade do Rio de Janeiro, antes o Distrito Federal, tornou-se o estado da Guanabara logo após a transferência da capital federal para Brasília). Ele entendia que teria mais projeção nacional sendo representante dos cariocas na Câmara, e não dos gaúchos. Acabou sendo o deputado mais votado do Brasil.
Em 1964, no famoso discurso proferido diante da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, Jango anunciou medidas para tirar do papel as reformas de base. Assumindo uma posição radical, o deputado Brizola também discursou e defendeu a eleição imediata de uma Assembleia Constituinte para elaborar uma Constituição nova, que facilitasse a execução das reformas de base.
No meio da multidão, viam-se cartazes com os dizeres “Cunhado não é parente, Brizola presidente”.


A fala de Brizola repercutiu no Senado. O senador Daniel Krieger (UDN-RS) o acusou de pregar uma “revolução”. Em sua defesa, saiu o senador Arthur Virgílio (PTB-AM), que afirmou:
— Ouvi o discurso do deputado Leonel Brizola no comício, da primeira à última palavra, e posso dizer que ele fez, de fato, uma crítica candente ao Congresso. Declarou que o povo não mais deve esperar votação de medidas por parte dos membros das duas Casas. E como o povo é, na democracia, o poder soberano, a decisão a ele deveria ser entregue por meio de uma Constituinte. É uma opinião, uma tese. Qual ameaça pode haver nessa opinião, nessa tese, para as instituições democráticas? Falou, porventura, o deputado Leonel Brizola aconselhando o povo a que se armasse, como fez o presidente da UDN, deputado Bilac Pinto?
Virgílio prosseguiu:
— Embora o deputado Leonel Brizola dê ênfase às teses que defende, embora fale com muito vigor, nunca o escutei insultar os seus adversários, nunca o ouvi pregar a revolução sangrenta. Ele prega o inconformismo. E também o faço e assim continuarei. Não aceito a ordem social, econômica e jurídica que aí está. Prego o inconformismo das nossas classes proletárias. Quero que o trabalhador não aceite a condição abjeta de vida a que o atiraram. Quero que o camponês não admita a condição de pária. Prego o inconformismo. Estarei pregando a revolução? Estarei me transformado em revolucionário?
Duas semanas e meia depois do comício da Central do Brasil, o golpe militar foi deflagrado e Jango, derrubado. Brizola ainda tentou articular um movimento de resistência semelhante à Campanha da Legalidade, mas dessa vez não teve sucesso. Jango preferiu capitular a correr o risco de mergulhar o país numa guerra civil.
Inimigo declarado dos militares golpistas, Brizola perdeu o mandato na Câmara e, para não ser preso, exilou-se com a família no Uruguai. De lá, combateu a ditadura recém-instalada organizando guerrilhas armadas com companheiros que haviam permanecido no Brasil. As ações fracassaram.

Anos mais tarde, em 1980, o senador Jarbas Passarinho (PDS-PA), que integrou a ditadura, lembrou os planos do ex-governador gaúcho:
— O movimento de 1964 tinha indiscutível vocação democrática e, entretanto, desviou-se, dado o reagrupamento imediato das esquerdas após a vitória das armas. Havia uma oposição ilegal tentando a contrarrevolução no Brasil, comandada no Uruguai, sediada no seu treinamento em Cuba e revelada, confessada, faz pouco aqui no Brasil pelo senhor Leonel Brizola.
O senador Paulo Brossard (PMDB-RS) o interrompeu:
— Nobre senador Jarbas Passarinho, tive a fortuna de conhecer um homem chamado Raul Pilla, mestre que disse isto: “O ofício do exilado é conspirar”. Que os exilados conspirassem, é natural. Agora, que um governo todo-poderoso, que tinha todos os poderes que tinha o governo Castello Branco, se divorciasse do caminho da lei, para percorrer aquilo que ele mesmo havia chamado “os perigosos atalhos do arbítrio”, vai uma grande diferença.
Com a instauração de uma ditadura também no Uruguai anos mais tarde, Brizola se refugiou nos Estados Unidos. Depois disso, foi para Portugal.
O nome de Brizola foi frequentemente citado pelos senadores mesmo durante os 15 anos de exílio. Em 1976, Jarbas Passarinho, então senador pela Arena, discursou:
— Creio que alguns historiadores chamados brasilianistas, que se têm voltado com profundidade ao estudo da história do Brasil, têm a tendência de admitir que essa revolução [o golpe de 1964] foi uma contrarrevolução, apenas porque se preparou para impedir um golpe que possivelmente viria, partido do senhor Leonel Brizola, que era uma espécie de enfant terrible [indivíduo imprudente que causa problemas] do grupo que cercava o senhor João Goulart àquela época.
O senador Eurico Rezende (Arena-ES) afirmou em 1978:
— Veio a revolução de 1964 e arrancou o país do caos. Faço referência à tentativa da bolchevizadora revolução pernambucana urdida pelo ex-governador Miguel Arraes com a colaboração decisiva do senhor Leonel Brizola, que estavam comprometidos na tarefa sinistra de lesa-pátria através da importação do comunismo cubano. Se não é a vigilância das Forças Armadas, de mãos dadas com o poder civil, este país estaria hoje dividido em Brasil do Norte e Brasil do Sul, assim como ocorreu no Vietnã e na Coreia.

De acordo com o historiador Américo Freire, não passa de “bobagem” a versão de que Brizola estava prestes a dar um golpe de Estado e foi impedido pelos militares.
— Brizola, de fato, pressionou Jango a adotar políticas sociais mais radicais, mas ele não tinha ascendência sobre o presidente. Era Jango que mandava, e ele tinha um perfil conciliador, bem menos incisivo que o de seu cunhado. Eles discordavam em muitas coisas — diz Freire, que é professor do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas, e organizador do livro A Razão Indignada: Leonel Brizola em Dois Tempos (1961-1964 e 1979-2004), da Editora Civilização Brasileira.
O historiador prossegue:
— Pode-se dizer que Brizola estava, sim, interpelando a ordem institucional daquele momento, mas não conspirando para promover uma ruptura política.
Brizola nasceu numa família pobre de Carazinho (RS) em 1922. Trabalhou desde criança. Foi, por exemplo, engraxate e ascensorista. Em Porto Alegre, organizou a ala jovem gaúcha do PTB e se formou em engenharia civil na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Ele governou o estado entre 1959 e 1963. Entre os legados de seu mandato no Rio de Grande do Sul, ficaram muitas escolas públicas e um programa de reforma agrária. Os problemas sociais eram algo que o incomodavam.
Em 1961, o senador Guido Mondim (PRP-RS) citou num discurso que 2 mil escolas públicas haviam acabado ser inauguradas em seu estado num mesmo dia:
— Realização do governador e engenheiro Leonel Brizola, em cumprimento ao programa traçado durante sua campanha eleitoral. Perguntarão os nobres colegas: Onde o governo gaúcho encontrou recursos? Criou-se a taxa de educação, isto é, cobra-se um adicional de até 20% sobre os impostos estaduais para aplicação no ensino primário. Foram contratadas nada menos que 12.370 professoras novas. No desenvolvimento desse plano, esperamos ver 1,3 milhão de crianças matriculadas em 1962. Portanto, nenhuma criança gaúcha sem escola!
Em 1962, o senador Lima Teixeira leu para os colegas uma carta em que Brizola sugeria ao Senado ideias para um projeto de reforma agrária em âmbito nacional, incluindo a fixação de um limite para o tamanho da propriedade rural nas mãos de uma única pessoa e também a criação de leis trabalhistas para o campo.
Na carta, Brizola disse que pensou essas ideias juntamente com cooperativas rurais e trabalhadores sem terra tendo como objetivos “a dignidade da pessoa humana” e “a valorização do homem através do trabalho de sentido social e cristão”.

Nacionalista, o governador do Rio Grande do Sul denunciava os abusos cometidos pelo “capital estrangeiro” e determinou a encampação (apropriação) de duas empresas americanas que prestavam serviços públicos no estado — uma de energia elétrica e outra de telefonia.
O governador chegou a criar duas revistas em quadrinhos genuinamente gaúchas, Piazito e Lupinha, por considerar que os populares gibis americanos, como os de Walt Disney, eram perniciosos para as crianças brasileiras.
O exilado Leonel Brizola só pôde retornar ao Brasil em 1979, após o general João Baptista Figueiredo assinar a Lei da Anistia. O Brasil estava no processo de abertura política.
O senador Agenor Maria (MDB-RN) ficou inconformado diante do amplo espaço dedicado pela imprensa às movimentações de Brizola:
— Já se prega a volta de Brizola e já se diz que vai fundar o PTB. Pelo amor de Deus, o que querem dizer Brizola e PTB hoje, depois de 15 anos? Depois de uma revolução que foi feita para dar ao povo brasileiro a estabilidade? Repugna-me abrir os jornais e ler a volta de homens que já, sinceramente, fazem parte do passado deste país. Sim, fazem parte do passado. O presente é outro.
O senador Orestes Quércia (MDB-SP) discordou:
— Nenhum democrata brasileiro pode deixar de saudar o retorno de patriotas como Leonel Brizola. Seu retorno, nas asas desta anistia capenga e canhestra, que deixa tantos à margem e não liquida com o aparato repressivo, não deixa de ser uma conquista das forças democráticas. Brizola volta para reorganizar o Partido Trabalhista Brasileiro, que tem em sua tradição momentos significativos de defesa das reivindicações populares.
Brizola entrou no Brasil por Foz do Iguaçu (PR), onde foi recebido por quase 2 mil pessoas. O senador Leite Chaves (MDB-PR) foi um dos políticos que lhe deram as boas-vindas:
— A despeito da boa vontade, não conseguiram os jornais transmitir a vibração daquela massa humana, aquele calor estabelecido entre os que o esperavam e o ex-governador Leonel Brizola, que, com a esposa, regressava de longo, duradouro e sofrido exílio. O exílio é terrível. O exílio é pior do que a prisão. É muito mais doloroso porque é o arrancar da pátria. Somente as consciências maduras e os valores consagrados são capazes de resistir ao exílio e nele se engrandecer.
A ditadura sabia que Brizola não havia desistido do sonho de se tornar presidente da República. Para enfraquecê-lo, logo agiu para que ele não conseguisse recriar o PTB, seu velho partido, que fora dissolvido logo após o golpe de 1964.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entregou o PTB à ex-deputada Ivete Vargas, que também havia solicitado o registro. Ela era ligada ao general Golbery do Couto e Silva, um dos nomes mais fortes da ditadura. A Brizola, então, restou criar o seu próprio partido, o PDT.
Uma das razões, aliás, para que a ditadura não permitisse eleições diretas para presidente em 1985 foi o temor de que o vencedor fosse Leonel Brizola ou outro nome da oposição tido como radical.
Brizola foi o único político a ser eleito governador de dois estados diferentes. Ele esteve à frente do Rio de Janeiro de 1983 a 1987 e de 1991 a 1994.
No primeiro mandato no Rio de Janeiro, tal qual havia feito no governo gaúcho, deu ênfase à educação. Sua grande vitrine foi o Centro Integrado de Educação Pública (Ciep).
Projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer, os Cieps foram escolas públicas que ofereciam aulas em tempo integral, além de atendimento médico e odontológico. Foi essa ação que deu início ao debate público no Brasil sobre o ensino integral.
No segundo mandato no Rio de Janeiro, Brizola foi o governante brasileiro pioneiro em políticas públicas para a igualdade racial. Ele criou a Secretaria de Defesa e Promoção das Populações Negras e a confiou ao histórico militante Abdias Nascimento.
— Quando dizem “pega ladrão”, a polícia corre atrás do negro, deixando o branco inteiramente à vontade — criticou Brizola na campanha eleitoral para o governo do estado em 1990, numa época em que a sociedade brasileira ainda não reconhecia a existência do racismo estrutural.
Quase uma década antes, o PDT havia sido o primeiro partido do país a incluir a defesa dos negros e dos indígenas como prioridade em seu estatuto e a criar uma secretaria dedicada exclusivamente às questões raciais.
No início dos anos 1980, Darcy Ribeiro, o vice de Leonel Brizola no Rio de Janeiro, descreveu a ideologia dos trabalhistas como “socialismo moreno”, isto é, o socialismo adaptado à realidade brasileira. Numa audiência pública no Congresso Nacional nessa época, o governador disse:
— O Brasil não terá caminho, neste período histórico, fora de uma visão de democracia social. E, quando falamos em democracia social, falamos em socialismo, em liberdade, em busca de uma sociedade igualitária, mais justa, mais aberta, mais democrática, mais livre.
Na mesma ocasião, ele garantiu que não era mais aquele radical dos anos anteriores ao golpe de 1964:
— Nós, que viemos daqueles tempos, ampliamos nossos conhecimentos, reestudamos muitas questões, fizemos avaliações mais profundas e também mudamos. O importante é que tenhamos mudado para melhor, porque essa mudança nos tem aproximado mais ainda do nosso povo. Os tempos mudaram muito. Aqueles tempos foram muito confusos. O povo brasileiro, na sua unidade, recém surgia. A primeira plataforma nacional de base popular recém se formulava, era embrionária. O ambiente nacional era envenenado de desconfiança. A própria classe média não se sentia abrangida e segura com a plataforma popular e, numa atitude de desconfiança, engrossou o intervencionismo autoritário de direita.
O historiador Américo Freire, da Fundação Getulio Vargas, resume:
— Quando voltou do exílio, Brizola já não era aquele trabalhista revolucionário. Ele chegou como um trabalhista reformista, inspirado na social-democracia europeia.
Participação de Leonel Brizola no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 1989, antes de lançar-se candidato presidencial
Ao longo das décadas de 1980 e 1990, Brizola disputou com Luiz Inácio Lula da Silva o posto de principal líder da esquerda no Brasil.
O senador Jaison Barreto (MDB-SC) avaliou em 1979, pouco antes da fundação do PT e do PDT, que Brizola e Lula deveriam aderir ao MDB, prestes a ser transformado em PMDB, em vez de criar seus próprios partidos:
— Tanto Lula quanto Brizola parecem estar se deixando envolver por uma propaganda oficial que se dirige a incutir-lhes um falso sentimento de predestinação. Estamos absolutamente certos de que tanto Lula quanto Brizola se debruçarão com interesse sobre nossas ponderações, feitas com o interesse sincero de servir à nacionalidade. O MDB tem o anseio de acolhê-los em suas fileiras.
Como governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola apoiou a campanha para que as eleições presidenciais fossem diretas. Em 1983, ele esteve no Congresso Nacional, onde tentou convencer os senadores e deputados a aprovar a Emenda Dante de Oliveira (que acabaria não prosperando). O governador argumentou:
— Às vezes imagino que, se chegarmos à desgraça de o tal colégio eleitoral eleger um novo presidente, será um presidente, primeiro, sem legitimidade e, segundo, politicamente débil, fraco, sem sustentação, eleito por uma parte do partido oficial [PDS], que já é minoria nacional. Sendo um presidente civil, teríamos a impressão de que a sociedade estaria recuperando o poder de decidir. Isso não seria verdadeiro. Estou persuadido de que esse seria o caminho mais imediato para um reintervencionismo militar e autoritário.
Na primeira eleição direta para presidente da República depois da ditadura, em 1989, o político gaúcho chegou a figurar nas pesquisas de intenção de voto como franco favorito. O senador Mário Maia (PDT-AC) comemorou:
— Hoje, no Brasil, ninguém simboliza o movimento popular melhor que Brizola. O povo o identifica como o legítimo e único sucessor de Getúlio Vargas e de Jango. Brizola representa a retomada dos caminhos percorridos por eles e interrompidos pelo golpe de 1964.
O senador João Menezes (PFL-PA), ao contrário, ficou intranquilo:
— Temos, de um lado, a extrema esquerda, com Lula e com Brizola, e de outro, a extrema direita, com o lançamento da candidatura de Ronaldo Caiado. Precisamos encontrar um candidato que represente a garantia da família e, ao mesmo tempo, a garantia do trabalhador do campo, e fazer dele a bandeira que vai ser um impacto contra a extrema esquerda e a extrema direita. Caso contrário, não teremos bons resultados.
Brizola acabou chegando em terceiro lugar, perdendo para Lula, por uma diferença mínima de votos, o direito de ir ao segundo turno com Fernando Collor de Mello.
Em 1994, buscou a Presidência da República novamente. Acabou em quinto lugar. Em 1998, decidiu aliar-se ao antigo adversário e lançou-se candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Lula. Também não venceu. Fernando Henrique Cardoso ganhou as duas disputas.

No dia seguinte à inesperada morte de Brizola, em 2004, a sessão plenária do Senado foi dedicada integralmente ao político gaúcho. Senadores de todos os matizes ideológicos, incluindo a direita, como Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), subiram à tribuna para lamentar o seu falecimento e reconhecer o papel de destaque que ele desempenhou na história do Brasil.
Leonel Brizola tornou-se oficialmente herói nacional em 2015. O Senado e a Câmara dos Deputados aprovaram um projeto de lei que incluiu o político gaúcho no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, guardado no Panteão da Pátria e da Liberdade, em Brasília. Ele aparece ao lado de figuras como Tiradentes, Frei Caneca e Machado de Assis.
O historiador Américo Freire avalia que é importante que os brasileiros de hoje conheçam Leonel Brizola e sua participação na história do Brasil:
— Em seu tempo, a figura de Brizola foi tão politizada que era difícil perceber o significado histórico desse personagem. Hoje, com o distanciamento temporal, conseguimos enxergar tudo que ele fez, sempre indignado diante da realidade social, e entender que o poder público pode, sim, fazer diferente, criar coisas novas, adotar uma política centrada nos direitos humanos. Brizola comprova que o Brasil é inventivo e tem repertório para fazer isso.
Fonte: Agência Senado – Por: Ricardo Westin
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Campanha alerta para aliciamento de crianças e adolescentes pela internet

Uma conversa aparentemente inocente nas redes sociais. Um convite para uma oportunidade de trabalho, viagem ou amizade. O que começa no ambiente virtual pode terminar em uma grave violação de direitos humanos. É para alertar sobre essa realidade que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad), o Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio do projeto Liberdade no Ar, e outras 14 instituições parceiras, lançaram, neste mês, uma nova campanha nacional de conscientização sobre o tráfico de pessoas e o trabalho escravo.
A iniciativa quer sensibilizar passageiros, trabalhadores do setor aéreo, famílias e toda a sociedade para um cenário cada vez mais preocupante: o uso da internet como porta de entrada para o aliciamento de crianças e adolescentes, que pode ser denunciado pelo Disque 100. Os números reforçam esse alerta. Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em 2024, uma em cada três vítimas de tráfico de pessoas no mundo é criança ou adolescente. Já um levantamento da Unicef, de 2025, aponta que 52% dos casos tiveram início por meio de contatos feitos pela internet. No Brasil, somente em 2024, a SaferNet identificou 49 mil páginas com indícios de abuso sexual infantil online.
A iniciativa está sendo veiculada em terminais de passageiros de diversos modais, estádios de futebol e locais de passagem de pessoas, ocorre em um momento especialmente relevante, marcado pela entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital), que amplia a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual e reforça a responsabilidade de famílias, educadores, empresas e do poder público na prevenção de crimes praticados pela internet.
A campanha também faz parte da agenda de julho, que é marcada pelo Julho Azul, destacando o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, no dia 30. No Espírito Santo, a empresa de transporte rodoviário de passageiros Águia Branca, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 17ª Região e o Governo do Estado já aderiram à campanha.
Projeto Liberdade no Ar
A campanha também reforça as ações do projeto Liberdade no Ar, iniciativa coordenada pelo Ministério Público do Trabalho para prevenir o tráfico de pessoas e combater o trabalho em condições análogas à escravidão. O projeto reúne instituições públicas e organismos internacionais, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça, a Anac, a Infraero, a Asbrad e a campanha Coração Azul contra o Tráfico de Pessoas.
A iniciativa está alinhada ao Protocolo de Palermo, aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas e aos Planos Nacionais de Erradicação do Trabalho Escravo e de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.
Ao reunir governo, sistema de Justiça, organizações internacionais e sociedade civil, a campanha reforça que enfrentar o tráfico de pessoas depende da atuação conjunta de toda a sociedade. A mensagem é clara: por trás de uma simples conversa na internet pode existir uma tentativa de aliciamento. Informar, orientar e acompanhar crianças e adolescentes é uma das formas mais eficazes de impedir que essas histórias avancem do ambiente virtual para a vida real.
O perigo nem sempre é visível
A campanha foi construída de forma colaborativa entre todos os parceiros envolvidos, desde a definição da mensagem até a criação da identidade visual, buscando traduzir para o público uma realidade que muitas vezes passa despercebida. O conceito criativo estabelece um contraste entre o ambiente virtual, onde o aliciamento frequentemente começa, e suas consequências no mundo real. A identidade visual utiliza elementos inspirados nas notificações de aplicativos de mensagens, aproximando a campanha do universo digital frequentado por crianças e adolescentes. A proposta é mostrar que o perigo pode surgir de forma silenciosa, escondido atrás de uma conversa aparentemente comum. Além disso, a campanha faz uma relação entre a preocupação em deixar uma criança viajar sozinha e navegar na internet sem supervisão.
As peças utilizam cores de alto contraste, tipografia de forte impacto e recursos visuais que remetem à urgência e ao alerta. O destaque dado às palavras “supervisão” e “internet” conduz rapidamente o olhar para a principal mensagem da campanha: a presença e o acompanhamento dos adultos continuam sendo uma das formas mais eficazes de proteção.
O vídeo acompanha a rotina de uma adolescente em seu quarto, utilizando um tablet, até o momento em que ela aparece sozinha em um terminal de passageiros, sugerindo, de forma sutil, o processo de aliciamento iniciado no ambiente digital. A narrativa evita cenas explícitas e aposta na conscientização por meio da reflexão.
Assista ao vídeo da campanha
Créditos: Assessoria de imprensa da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
Divulgação: Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo
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Luto no jornalismo capixaba: repórter Caíque Verli, da TV Gazeta, morre, aos 33 anos

O jornalismo do Espírito Santo amanheceu de luto nesta quinta-feira (23) com a morte do repórter Caíque Verli, de 33 anos, profissional da TV Gazeta. Ele foi encontrado sem vida no apartamento onde morava, em Vitória, após amigos acionarem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Equipes da Polícia Científica estiveram no local e confirmaram o óbito. As circunstâncias da morte serão investigadas pela Polícia Civil. Até o momento, a causa do falecimento não foi divulgada oficialmente.
Natural de Carangola, em Minas Gerais, Caíque era formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Ingressou na Rede Gazeta após participar da 17ª turma do Curso de Residência da emissora e construiu sua trajetória profissional passando pela redação multimídia, pelo portal A Gazeta e pela rádio CBN Vitória, antes de atuar como repórter de televisão.
Ao longo da carreira, ganhou reconhecimento pela cobertura de segurança pública, destacando-se pelo compromisso com a informação, pelo respeito às fontes e pela sensibilidade na condução das reportagens.
Em nota, a Rede Gazeta lamentou profundamente a perda do jornalista e destacou o legado de dedicação e profissionalismo deixado por Caíque. A empresa informou ainda que presta assistência à família, residente em Minas Gerais, e que as informações sobre velório e sepultamento serão divulgadas posteriormente.
O InformeES manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão neste momento de dor e presta homenagem a um profissional que contribuiu para fortalecer o jornalismo capixaba com ética, responsabilidade e compromisso com a informação.
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MEC SHOW 2026 quer transformar inovação industrial em R$ 250 milhões em negócios

Com expectativa de movimentar R$ 250 milhões em negócios, reunir 330 marcas expositoras e receber cerca de 20 mil visitantes, a MEC SHOW 2026 chega à sua 19ª edição consolidada como um dos principais encontros da indústria brasileira. Realizada de 4 a 6 de agosto, no Pavilhão de Carapina, na Serra (ES), a feira acontece integrada à ES OIL&GAS ENERGY e reunirá empresários, compradores, executivos, engenheiros e fornecedores das principais cadeias produtivas do país para discutir o futuro da indústria, da energia e da inovação.
Mais do que uma feira de negócios, a MEC SHOW se consolida como o principal ambiente de conexão entre quem desenvolve tecnologia, quem investe e quem toma decisões estratégicas nas grandes indústrias brasileiras.
O Espírito Santo vive um novo ciclo industrial
O Espírito Santo atravessa um dos momentos mais relevantes de sua história industrial. Grandes investimentos em mineração, siderurgia, petróleo e gás, papel e celulose, infraestrutura logística, energia e manufatura avançada estão ampliando a demanda por inovação, fornecedores qualificados e novas soluções tecnológicas.
É nesse contexto que a MEC SHOW se posiciona como o principal ponto de encontro desse novo ciclo econômico.
Durante três dias, fabricantes, fornecedores, startups, centros de pesquisa, instituições de ensino e grandes compradores estarão reunidos para acelerar conexões comerciais, apresentar tecnologias e discutir como inteligência artificial, automação, digitalização e eficiência operacional estão redefinindo a competitividade da indústria brasileira.
“A Mec Show é um espaço que contribui com o fortalecimento da cadeia industrial capixaba. A feira aproxima empresas, fornecedores, compradores e especialistas, cria oportunidades de negócios e amplia o acesso a novas tecnologias e soluções. Ela é um ambiente de conexão e inovação que contribui para aumentar a produtividade, a competitividade e a capacidade de desenvolvimento da nossa indústria”, avalia Paulo Baraona, presidente da Findes.
A indústria que faz a indústria
De acordo com o Sindifer, entidade promotora da Mec Show, a edição deste ano terá como foco as bases da indústria capixaba, as cadeias produtivas e como a nova indústria está sendo construída. Paralelamente, a ES Oil & Gas Energy amplia essa discussão ao reunir os principais agentes da cadeia de petróleo, gás e energia para debater os investimentos que colocam o Espírito Santo como uma área estratégica do setor energético brasileiro.
“Vivemos um momento de grandes oportunidades para o Espírito Santo, com importantes projetos de investimento em andamento. A Mec Show e a ES Oil & Gas Energy são o principal ponto de encontro da indústria capixaba e um espaço estratégico para discutir o presente e o futuro do desenvolvimento industrial do Espírito Santo. Nesta edição, celebramos também os 55 anos do Sindifer, entidade que representa mais de 3.800 empresas do setor metalmecânico e elétrico, responsáveis por mais de 53 mil empregos diretos no Estado. Celebrar essa trajetória é reconhecer o papel fundamental da indústria que fornece tecnologia, equipamentos, estruturas e soluções que viabilizam praticamente todas as demais cadeias produtivas”, afirma Luiz Alberto de Souza Carvalho, presidente do Sindifer.
R$ 250 milhões em negócios
Ao longo de quase duas décadas, a feira consolidou-se como um dos principais pontos de encontro das cadeias produtivas de mineração, siderurgia, petróleo e gás, celulose, logística e metalmecânica, contribuindo para aproximar empresas, estimular investimentos e fortalecer o ambiente industrial do Estado. A expectativa dessa edição é de R$ 250 milhões em negócios, impulsionada pela presença de empresas, fornecedores, investidores e novas tecnologias em um mesmo ambiente de conexão e oportunidades.
“A feira se tornou um ambiente em que as empresas encontram novas oportunidades, conhecem tecnologias aplicadas à produção e estabelecem conexões que podem se transformar em negócios. A expectativa de movimentar R$ 250 milhões mostra a força desse ambiente e a capacidade da Mec Show de reunir, em um mesmo espaço, empresas, fornecedores, investidores e soluções que ajudam a impulsionar a indústria. Quem participa da feira não vem apenas visitar: vem fazer negócios, trocar experiências e entender, na prática, para onde o mercado está caminhando”, afirma Marcos Milaneze, diretor da Mec Show.
Compradores estratégicos, inteligência artificial e inovação aberta são as grandes novidades
A edição de 2026 apresenta duas iniciativas inéditas que reforçam o posicionamento da feira como plataforma de geração de negócios. A primeira é a Jornada VIP do Comprador, um programa exclusivo criado para aproximar grandes compradores dos principais fornecedores da feira.
Antes mesmo da abertura oficial ao público, executivos de grandes empresas participarão de visitas técnicas guiadas aos estandes previamente selecionados, seguidas por um almoço de networking e apresentações estratégicas de demandas de compras. O objetivo é aumentar a qualidade das conexões e acelerar oportunidades comerciais durante a tradicional Rodada de Negócios.
Outra novidade é o Hack27, hackathon promovido em parceria com o Base27 e o Sebrae/ES, que levará desafios reais da indústria para equipes multidisciplinares desenvolverem soluções baseadas em inovação, tecnologia e novos modelos de negócio.
A iniciativa aproxima grandes empresas do ecossistema de inovação e reforça o papel da MEC SHOW como um ambiente onde problemas industriais são transformados em oportunidades de desenvolvimento tecnológico.
“A inteligência de mercado é um dos motores de transformação de tendências globais em oportunidades reais e locais de negócios. Em eventos como a MEC Show, o Sebrae proporciona conexões entre empresas de diferentes portes, e identifica exigências das grandes indústrias para conectar uma base de pequenos fornecedores. Quando decodificamos essas demandas e preparamos as micro e pequenas empresas capixabas para atendê-las, encurtamos distâncias e criamos um ambiente de negócios muito mais dinâmico. O foco é garantir que o Espírito Santo não seja apenas um polo de grandes indústrias, mas também um berço de pequenos fornecedores altamente competitivos, sustentáveis e inovadores”, destaca Eurípedes Pedrinha, diretor técnico do Sebrae/ES.
Na avaliação do presidente do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC), Carlos Henrique Veloso, a inovação é um dos fatores que ajudam a explicar o crescimento da Mec Show e a ampliar o alcance da feira para além da exposição de produtos e tecnologias.
“É impressionante o quanto a Mec Show tem crescido ano após ano, com dois pavilhões lotados. Esse crescimento também reflete o caráter inovador da feira, que cria oportunidades para aproximar empresas, academia e instituições de ciência e tecnologia. O CDMEC tem atuado como uma Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT), fazendo essa conexão e apoiando projetos desde o início. Nesta edição, teremos também a Ilha de Inovação, com debates e a participação de instituições como Ifes e Ufes, além de um balcão de patentes com trabalhos acadêmicos, startups e projetos que já estão em desenvolvimento. É uma forma de aproximar o conhecimento das necessidades reais da indústria e transformar inovação em soluções”, destaca Veloso, presidente do CDMEC e também promotor da feira.
Mais de 50 especialistas discutirão os rumos da nova indústria
Além da exposição de tecnologias, a programação contará com mais de 50 horas de conteúdo e reunirá mais de 50 especialistas, executivos, CEOs, pesquisadores e lideranças empresariais.
Os debates abordarão temas como:
- Inteligência Artificial aplicada à indústria;
- Automação e Indústria 4.0;
- Eficiência operacional;
- Petróleo, gás e energia;
- Cadeias produtivas;
- Engenharia e inovação;
- Competitividade industrial;
- Compras estratégicas;
As inscrições para a Mec Show estão abertas e podem ser feitas pelo site mecshow,com.br
SERVIÇO
Sobre a Mec Show: Há quase duas décadas, a MEC SHOW conecta as principais cadeias industriais do Brasil, reunindo fabricantes, fornecedores, compradores e lideranças empresariais em um ambiente voltado à geração de negócios, atualização tecnológica e desenvolvimento econômico.
Em 2026, a feira reforça seu posicionamento como um dos maiores encontros da indústria nacional, impulsionando inovação, competitividade e novas oportunidades para empresas de todos os portes.
MEC SHOW 2026 | Feira da Inovação Industrial
Data: 4 a 6 de agosto de 2026
Local: Pavilhão de Carapina – Serra (ES)
Expectativa: 330 marcas expositoras, 20 mil visitantes e R$ 250 milhões em negócios
Eventos integrados: ES OIL&GAS ENERGY
Programação: mais de 50 horas de conteúdo com mais de 50 especialistas e executivos
Credenciamento: Link
Patrocínio Master: Petrobras
Patrocinador ESG: Marca Ambiental
Patrocínio Ouro: ArcelorMittal | Prio | Samarco | Vale
Patrocínio Prata: Findes Sesi Senai
Patrocínio Bronze: ES Gás/Grupo Energisa | Bandes Investimento
Apoio Institucional: Abimaq | Confea Crea-ES Mútua | SEBRAE ES
Promoção: Sindifer | CDMEC
Realização: Milanez & Milaneze
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