Internacional
Lula disse a Trump que América Latina é zona de paz

Diante da crescente tensão entre Estados Unidos e Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta (11), a postura de “unilateralismo” do governo norte-americano na política externa, em relação ao que ele qualificou como “lei do mais forte”. 
“O unilateralismo que o presidente (Donald) Trump deseja é que aquele mais forte determine o que os outros vão fazer. É sempre a lei do mais forte”, lamentou.
Os dois presidentes conversaram por telefone no início do mês sobre as negociações para retirada da sobretaxa imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.
Lula disse que falou “muito” com o norte-americano e manifestou contrariedade com a crise com a Venezuela. O presidente falou sobre o assunto no final de um discurso que fazia em Belo Horizonte, no lançamento da caravana federativa em Minas Gerais.
“Eu falei ao Trump que nós não queremos guerra na América Latina. Nós somos uma zona de paz”, ressaltou.
O presidente brasileiro relatou que Trump tratou do poder bélico dos Estados Unidos. No entanto, Lula ressaltou que acredita mais no poder da palavra do que no da arma.
Lula ressaltou que as vias diplomáticas devem estar acionadas para resolução do conflito. “Vamos tentar utilizar a palavra como instrumento de convencimento, de persuasão, para a gente fazer as coisas certas. Vamos acreditar que a palavra, diplomaticamente, é a coisa mais forte para resolver os problemas”, defendeu Lula.
Maduro
Nesta quarta-feira (10), o governo da Venezuela classificou a apreensão de um petroleiro do país, por militares dos Estados Unidos (EUA), de “roubo descarado” e ato de pirataria.
O navio com cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo foi tomado pelos EUA em águas internacionais. “A política de agressão contra nosso país responde a um plano deliberado de saque de nossas riquezas energéticas”, afirmou nota do governo de Nicolas Maduro.
Internacional
Calor foi responsável por 2.149 mortes na Espanha no mês passado

Estima-se que quase 2.150 pessoas tenham morrido por causas relacionadas ao calor na Espanha em agosto, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira (1º), após ondas de calor recordes terem assolado a Europa Ocidental durante o verão.
Dados do sistema de monitoramento diário de mortalidade do Ministério da Saúde, o MoMo, mostraram 2.149 mortes atribuídas ao calor no mês passado, o segundo maior número notificado em agosto desde o início dos registros, em 2015, superado apenas pelo recorde do ano passado, de 2.184.
O MoMo estimou que 5.234 pessoas morreram por causas relacionadas ao calor entre 15 de maio e 31 de agosto, o maior número registrado para o período de verão desde que o sistema de monitoramento foi lançado em 2015, mesmo sem os dados de setembro.
O maior número de mortes em agosto ocorreu na região da Catalunha, com 1.164, segundo os dados, seguida pelas regiões de Valência e da Andaluzia, com 227 e 138 mortes, respectivamente.
Entre os mortos, 1.283 eram mulheres e 866 eram homens, enquanto 2.064 tinham mais de 65 anos, incluindo 1.285 com mais de 85 anos.
O calor extremo pode causar mortes ao provocar insolação ou agravar doenças cardiovasculares e respiratórias, sendo os idosos um dos grupos mais vulneráveis.
A agência meteorológica espanhola Aemet informou que um período de calor atípico para o início de setembro se iniciaria a partir de quinta-feira (3) e, provavelmente, persistiria até o fim de semana, com temperaturas subindo bem acima das médias sazonais. A previsão é de que as máximas ultrapassem 35 graus Celsius em grande parte do interior da Espanha, acompanhadas por noites tropicais generalizadas, com temperaturas permanecendo acima de 20°C.
* É proibida a reprodução deste conteúdo.
Agencia Brasil
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Internacional
Presidente da Venezuela confirma acordo petrolífero com Estados Unidos

“A Venezuela anuncia um acordo histórico com o governo dos Estados Unidos, que terá um impacto significativo no renascimento da nossa nação”, anunciou a presidente interina Delcy Rodríguez, quase nove meses depois do sequestro do presidente Nicolás Maduro pelo exército norte-americano.
Em um comunicado divulgado nas redes sociais, na sexta-feira (28), Rodríguez revelou que o acordo permitirá “um aumento considerável da produção de petróleo com a participação de operadores privados”.
“[O protocolo prevê] o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com um potencial comprovado de 65 mil milhões de barris de petróleo.”
A dirigente acrescentou que prevê “um investimento de mais de US$ 100 bilhões de dólares e mais de US$ 209 bilhões de dólares em receitas fiscais para o Estado”.
A líder descreveu o acordo como “um marco histórico nas relações bilaterais”.
Rodríguez afirmou que o protocolo foi assinado graças ao “fortalecimento das relações” entre Caracas e Washington, que retomaram formalmente os laços diplomáticos em março, após o sequestro do então presidente Nicolás Maduro.
O acordo facilitará um “fluxo significativo de investimentos destinados à recuperação e reconstrução da infraestrutura estratégica para o desenvolvimento” da indústria de hidrocarbonetos da Venezuela, disse a presidente interina.
A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 303 bilhões de barris de crude, o que representa cerca de 17% da oferta mundial, segundo a Administração de Informação Energética norte-americana.
“Estes investimentos contribuirão não só para a recuperação e modernização da nossa indústria, mas também para o crescimento econômico do nosso país, a segurança energética do nosso hemisfério e um maior equilíbrio nos mercados internacionais.”
A antiga vice-presidente de Maduro indicou que o objetivo é “avançar para a consolidação de uma potência energética produtiva”, colocando as “imensas reservas ao serviço do desenvolvimento nacional, da criação de emprego, do aumento do rendimento dos trabalhadores e do bem-estar” dos venezuelanos.
“A Venezuela está, assim, consolidando uma nova etapa de recuperação, crescimento, produção, segurança e prosperidade para o nosso povo”, acrescentou Rodríguez.
Na segunda-feira (24), a presidente interina tinha dito que o país está atualmente produzindo 1,23 milhões de barris por dia de petróleo, o nível mais elevado desde fevereiro de 2019.
EUA
Horas antes, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos fecharam “o maior acordo de petróleo da história mundial”, para assumir o controle de 65 bilhões de barris das reservas de petróleo da Venezuela.
Trump enfrenta uma pressão crescente para lidar com os elevados preços da gasolina, enquanto a guerra no Irã completa seis meses sem previsão de término.
As reservas estratégicas de petróleo norte-americanas caíram no início de agosto para menos de 300 milhões de barris, uma redução de mais de 100 milhões de barris desde o início de 2026.
Ao contrário de outras partes do mundo, onde os geólogos têm de procurar petróleo inexplorado, as reservas de petróleo sob solo venezuelano estão em grande parte mapeadas e conhecidas, segundo os especialistas.
Mas, devido às fracas infraestruturas, o país produz apenas cerca de 1% do petróleo mundial.
Maduro
O acordo anunciado neste sábado reforça suspeitas de que existiam articulações entre autoridades dos EUA e da Venezuela antes do sequestro de Nicolás Maduro. O ex-presidente foi capturado em ação promovida pelo Exército dos Estados Unidos e retirado do solo venezuelano na madrugada do dia 3 de janeiro de 2026.
A ação foi criticada pelo Brasil e outros países. Parte da imprensa internacional também considerou o ataque como ilegal e imprudente.
A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.
Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusaram Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas.
Especialistas em tráfico internacional de drogas questionaram a existência desse cartel. Após a prisão de Nicolás Maduro, a vice-presidenta Delcy Rodrigues, assumiu a presidência do país.
Nicolas Maduro e sua esposa Cilia Flores estão presos num presídio federal no bairro do Brooklyn, em Nova York.
* Com informações da Agência Lusa.
** Matéria atualizada para ampliação.
Internacional
Lula lamenta terremoto na Colômbia: “Brasil permanece à disposição”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou o terremoto de magnitude 7,4 registrado nesta segunda-feira (10) na Colômbia. Nas redes sociais, ele disse ter recebido com preocupação a notícia do tremor, que teve epicentro no departamento de Chocó. 
“Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário”, escreveu.
Também em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil acompanha, com atenção, os esforços de busca e de assistência às populações afetadas pelo terremoto e manifesta disposição de colaborar, na medida de suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência.
Ainda segundo o Itamaraty, não foram identificados brasileiros entre as vítimas do tremor. O plantão consular da Embaixada do Brasil em Bogotá pode ser contatado por meio do telefone +57 3108096169 e o plantão consular em Brasília, pelo telefone +55 (61) 98260-0610.
Agencia Brasil
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