Negócios
3 Habilidades em IA para Colocar no Currículo em 2025

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
As profissões do futuro estão sendo moldadas pela tecnologia e a inovação em um ritmo acelerado. O mundo está se tornando cada vez mais digital, e se você quer ter sucesso na carreira, conquistar mais oportunidades e ganhar mais, será necessário adquirir novas habilidades para enfrentar os novos desafios.
Segundo previsão do Fórum Econômico Mundial, a IA vai criar quase 100 milhões de novos empregos até 2025, e é evidente que as competências demandadas pelo mercado passarão por uma transformação nos próximos anos.
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Profissionais em busca de novas oportunidades devem adaptar seus currículos para atender à nova demanda por habilidades relacionadas à inteligência artificial. Esse movimento faz com que eles pareçam estar à frente do jogo pelos empregadores, especialmente os que estão liderando o uso das novas tecnologias.
Mais de 70% das empresas entrevistadas em uma pesquisa da Amazon Web Services consideram prioritária a contratação de talentos com habilidades e experiência em IA. No entanto, três quartos dos recrutadores dizem ter dificuldade em encontrar os talentos que atendam a esses critérios.
A procura por profissionais com habilidades em IA cresceu 323% nos últimos oito anos, segundo relatório da Microsoft e do LinkedIn.
À medida que as empresas passam por projetos de transformação digital e implementação das tecnologias, essa demanda só deve aumentar.
Veja, a seguir, como colocar três dessas competências no seu currículo.
1. Engenharia de prompt
Segundo Pierre Le Manh, CEO da organização PMI (Project Management Institute), a engenharia de prompt é considerada a principal habilidade para pessoas que usam IA.
Ela consiste em guiar modelos de inteligência artificial para gerar o resultado desejado por meio de prompts direcionados. Isso permite que o modelo tenha um desempenho melhor, gere resultados mais específicos e seja aplicado com mais eficácia em vários casos de uso nos negócios.
Não é necessário estudar ciência da computação para ser um engenheiro de prompt qualificado; milhares de profissionais são autodidatas ou aprendem por meio de cursos online.
Essa habilidade pode ser incluída como uma competência técnica no seu currículo; você também pode mencioná-la na seção de histórico profissional ao discutir conquistas e responsabilidades.
2. Mentalidade de IA
Ter uma mentalidade de IA, ou uma atitude em busca de conhecimento em relação às ferramentas, pode ser importante no mercado de trabalho. “É preciso ter uma atitude de aprendizado contínuo e uma mentalidade de crescimento positivo em relação à adoção de novas tecnologias”, disse Laurence Evans, CEO da consultoria de liderança Reputation Leaders, durante um evento da Universidade DeVry.
Mas como demonstrar essa mentalidade de crescimento no currículo ou nas entrevistas de emprego?
Você pode compartilhar exemplos de como se adaptou rapidamente às mudanças no seu último emprego, especialmente às transformações tecnológicas. Também pode mencionar momentos em que treinou ou apoiou colegas quando novos softwares foram implementados na sua organização, além de incluir certificações de aprimoramento relacionadas à IA na seção de educação e treinamento profissional.
3. Conhecimento digital
Mostre o seu conhecimento digital e liste todas as tecnologias específicas do setor com as quais trabalhou. Como um bônus, você pode incluir seu nível de proficiência em cada uma, listar certificações relevantes e citar onde as utilizou em relação aos empregos no seu histórico. Quanto mais recentes forem suas certificações e mais atualizadas forem suas habilidades digitais, mais isso trabalhará a seu favor, além de provar para os empregadores que você seria o primeiro a embarcar na implementação da IA na companhia.
Continuar aprendendo é a chave para manter sua carreira em constante evolução. Adapte-se às mudanças do mercado de trabalho hoje para não ficar para trás no futuro.
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*Rachel Wells é fundadora e CEO da Rachel Wells Coaching, uma empresa dedicada a desbloquear o potencial de carreira e liderança para a GenZ e os millenials.
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O Que É a Empresa do Século 21?
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O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.
Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.
O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.
Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?
Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?
Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.
*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.
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Negócios
Amazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil

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O Amazon MGM Studios anunciou Roberta Fraissat como Head de Theatrical Marketing, responsável por liderar as estratégias de marketing dos lançamentos da companhia nos cinemas brasileiros.
Mais recentemente, Roberta atuou como diretora de marketing para a América Latina e Head de Marketing para o Brasil na Crunchyroll.
A executiva passou a maior parte da carreira na The Walt Disney Company, onde ingressou como coordenadora de desenvolvimento de produto em 1999. Saiu de lá em 2023 como diretora de marketing. Nesse período, esteve envolvida em campanhas de produções como “Vingadores”, “Star Wars”, “Toy Story”, “O Rei Leão”, “Carros” e “Alice no País das Maravilhas”.
É formada em negócios pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e tem MBA pela FIA Business School.
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Negócios
A Escala 5×2 Chegou. E Muda Mais do Que o Custo da Folha
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Está decidido. A Emenda Constitucional 141, promulgada na última sexta-feira (20), encerra a escala 6×1. Em 60 dias, todo trabalhador CLT passa a ter duas folgas semanais e jornada máxima de 42 horas. Catorze meses após a publicação, o teto cai para 40 horas, sem redução de salário.
A primeira leitura é de custo, e ela não está errada. Como não será permitida a redução de salários e haverá redução de 44 para 40 horas semanais, cada hora vale 10% a mais. E isso encarece também a hora extra e os adicionais, que são calculados sobre o valor da hora.
Em operações que funcionam sete dias por semana, como varejo e serviços, manter a cobertura exige reforço de quadro. Nas simulações que tenho acompanhado, esse reforço fica entre 10% e 20%, e pesa mais nas unidades menores, que têm menor margem para remanejar gente.
Mas tratar a 5×2 apenas como aumento de folha é desperdiçar a oportunidade de rever a estratégia de remuneração como um todo.
Eficiência de escala
Comecemos pelo fixo. Com a hora mais cara, a pressão será por conter reajustes. Esse é um erro tentador. Mas antes de pensar em trocar equipes com salários reduzidos, será importante avaliar reservas escondidas na própria escala.
Empresas que passaram a montar turnos a partir da curva de movimento por hora descobriram horas extras desnecessárias e gente parada nos horários errados. Eficiência de escala é a primeira fonte de financiamento da nova jornada.
Onde mora a oportunidade
O variável é onde mora a oportunidade mais clara. Se o objetivo é produzir o mesmo, ou mais, em menos horas, a remuneração variável precisa apontar para isso. Prêmios por produtividade, metas de venda por hora trabalhada, bônus por cobertura nos picos ou por redução de absenteísmo transformam a exigência legal em alinhamento: a empresa ganha eficiência e o colaborador participa do ganho.
A experiência internacional reforça a lógica. Quando Portugal reduziu a jornada de 44 para 40 horas, em 1996, estudos registraram ganho de produtividade próximo de 8%. O Chile está no meios de uma transição gradual até 2028, e o México aprovou a sua até 2030. A redução funciona melhor quando vem acompanhada de esforço deliberado de produtividade, e incentivo bem desenhado é parte desse esforço.
Recompensas intangíveis
Há ainda uma camada que raramente entra na planilha: as recompensas intangíveis. Duas folgas, previsibilidade de escala e fins de semana inteiros com a família são valor percebido. Gente descansada e motivada erra menos, falta menos e atende melhor. Empresas que comunicarem isso como parte da proposta de valor ao empregado vão reter melhor do que as que tratarem a mudança como obrigação.
Rotatividade pode diminuir
Há também uma economia que raramente aparece na conta da transição: a da rotatividade. No varejo, ela já é altíssima. Levantamento do Sindilojas-SP mostra que a rotatividade no varejo paulista chegou a 56,6% em 2025, o maior nível desde 2020. Em alguns segmentos, como lojas de conveniência, passou de 90%.
Isso significa recontratar, quase todo ano, boa parte da equipe. Cada saída tem um custo que vai além da rescisão: recrutamento, treinamento e os meses em que o novo funcionário ainda não rende o que rendia quem saiu. O cliente percebe essa curva de aprendizado no caixa e no atendimento. Se a 5×2 for bem implementada, com escalas previsíveis e folgas que de fato descansam, as pessoas tendem a ficar mais tempo. Parte do custo da nova jornada pode voltar como economia em turnover.
E há a carreira. Mais turnos e escalas mais complexas exigem novas funções de controle: líderes de turno, coordenadores de escala, analistas de operação. É uma chance real de promover quem já conhece a operação e o cliente. A pergunta incômoda é se essa base está preparada. Quem sempre executou nem sempre foi treinado para planejar, ler indicadores ou liderar colegas. Sem trilha de capacitação e uma estrutura de cargos que reconheça esses degraus, a promoção vira armadilha.
Além disso, pessoas que estavam na informalidade podem voltar a se interessar pelo modelo CLT nesta nova configuração de escala.
Muitos empreendedores lerão tudo isso pensando na própria rotina, que está mais para 7×0 do que para 5×2. É verdade. A diferença é que, nesse caso, cada hora a mais constrói patrimônio próprio. Para quem trabalha numa estrutura que não é sua, o que se constrói é outra coisa: vínculo, ou a falta dele. Numa geração que cobra cada vez mais qualidade das relações de trabalho, a 5×2 talvez seja menos uma imposição e mais a formalização de algo que o mercado já vinha pedindo.
*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.
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