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Negócios

5 prompts do ChatGPT para construir autoridade

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Para se destacar em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, uma marca pessoal forte é imprescindível. No entanto, construir autoridade não significa falar mais alto, fingir ser um especialista ou inventar títulos pomposos. Trata-se de construir um posicionamento estratégico para o seu campo de atuação.

Para elevar sua marca pessoal, construir autoridade e conquistar reconhecimento, copie, cole e edite os prompts a seguir no ChatGPT — e mantenha a mesma janela de chat aberta para que o contexto seja mantido.

1. Descubra seu diferencial

Sua perspectiva profissional é sua arma secreta. Se as pessoas quisessem conteúdo genérico, não acompanhariam especialistas e porta-vozes. Então, não se misture. Encontre o que te diferencia dos demais e amplifique isso para construir uma marca pessoal inconfundível.

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Para isso, use o seguinte prompt:

“Trabalho com [sua indústria/campo] e minha expertise está em [suas habilidades específicas]. Ajude-me a identificar um ângulo único para minha marca pessoal, algo que me diferencie dos outros em meu nicho. Considere combinações não convencionais para as minhas habilidades, experiências ou perspectivas. Forneça 10 ‘diferenciais de marca’ potenciais que me posicionem como uma liderança. Para cada um, explique como ele poderia me diferenciar e atrair meu público-alvo.”

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2. Crie uma metodologia exclusiva para o seu trabalho

Ter um sistema próprio é sinônimo de autoridade. E, para isso, basta capturar seus métodos, processos e maneiras de explicar tópicos complexos e documentá-los. Desta maneira, seu conhecimento estará “encapsulado” e poderá atuar como seu cartão de visitas.

Para isso, use o seguinte prompt:

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“Com base em minha experiência em [seu campo] e minha abordagem única para [aspecto específico do seu trabalho], ajude-me a desenvolver um sistema de trabalho exclusivo. Este framework deve ter de 3 a 5 componentes principais, ser fácil de lembrar e mostrar meu pensamento inovador. Sugira 5 nomes potenciais para este sistema e descreva os elementos principais de cada versão.”

3. Aplique estratégias para chamar a atenção do público

Em vez de correr atrás de oportunidades, torne-se o líder fascinante que os outros querem seguir. Aprenda a ser magnético, canalizando os métodos de outros líderes, para criar uma marca pessoal que atraia seu público-alvo de forma natural.

Para isso, use o seguinte prompt:

“Imagine que eu sou a maior referência em [sua indústria]. Sua tarefa é fazer engenharia reversa de como eu posso chegar lá. Meu objetivo é criar uma marca pessoal tão convincente que meu público-alvo venha naturalmente até mim. Sugira 5 maneiras não convencionais de demonstrar minha expertise e carisma para o meu campo. Esses métodos devem ser ousados, certeiros e impossíveis de ignorar.”

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4. Conte sua história de vida

Todo super-herói tem uma história de origem, e você também deveria ter. Boas histórias são memoráveis e compartilhadas. Pessoas falando sobre você de maneira positiva é um bom sinal para sua marca pessoal e negócios. Você sabe que sua jornada é única e fascinante, então, transforme-a em uma narrativa que cative seu público e consolide sua autoridade.

Para isso, use o seguinte prompt:

“Ajude-me a construir uma história de origem que contribua para minha marca pessoal. Aqui estão os elementos-chave de minha jornada profissional: [liste 3-5 momentos ou experiências cruciais]. Crie um arco narrativo que destaque minha transformação em um especialista em [seu campo]. A história deve ser autêntica, emocionalmente ressonante e ilustrar claramente por que estou particularmente qualificado para ajudar meu público. Forneça 3 versões diferentes – uma inspiradora, uma focada em superar adversidades e uma não convencional ou surpreendente.”

5. Demonstre conhecimento

Não pare na marca pessoal. Posicione-se como um oráculo onisciente do seu campo. Poucas pessoas acertam nisso, mas aquelas que conseguem levam seu jogo para o próximo nível.

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Para isso, use o seguinte prompt:

“Quero elevar minha marca pessoal ao status de ‘oráculo’ em [sua indústria]. Primeiro, faça-me perguntas para aprender mais sobre meu trabalho. Depois disso, ajude-me a desenvolver uma estratégia para me posicionar como uma fonte de referência para insights em meu campo. Sugira 5 maneiras únicas e chamativas para que eu consiga demonstrar meu conhecimento e reforçar minha imagem como um ‘oráculo’ da indústria.”

Escolhas do editor

Jodie Cook é colaboradora da Forbes EUA. A empreendedora escreve sobre ferramentas de IA para empreendedores e coaches.

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Negócios

O Desconforto Que Pode Desbloquear Seu Potencial

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Uma das descobertas mais surpreendentes das pesquisas sobre aprendizagem é que o desempenho durante a prática costuma ser um indicador ruim do quanto você realmente vai se lembrar depois. Às vezes, os dois resultados apontam até para direções opostas.

Grande parte dos estudos sobre essa diferença remonta a uma ideia chamada de “dificuldade desejável”, termo criado pelo psicólogo da UCLA Robert Bjork. O conceito indica que determinados tipos de esforço, justamente aqueles que fazem o aprendizado parecer mais lento e menos seguro, são os que ajudam a torná-lo duradouro. Quando é preciso se esforçar para lembrar de algo, a memória sobre aquilo se fortalece. Quando aprender é fácil demais, menos informações tendem a permanecer.

É uma ideia desconfortável porque a maioria de nós considera a facilidade o principal sinal de que tudo está indo bem. Também é por isso que as formas mais úteis de aprender costumam ser justamente aquelas que as pessoas evitam. Entender por que esse desconforto ajuda e quais são seus limites torna muito mais fácil usá-lo a seu favor. Essa inconveniência, ou seja, um aprendizado que parece mais difícil do que deveria, muitas vezes é o que separa o progresso real da simples sensação de estar avançando.

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Por que a inconveniência supera a facilidade

A inteligência artificial generativa mostra como esse princípio funciona na prática. Um chatbot pode resolver um problema difícil em segundos, eliminando grande parte do esforço que seria necessário para aprender a solucioná-lo. Em um estudo de 2025 publicado na PNAS, estudantes do ensino médio que usaram uma versão convencional do ChatGPT durante os exercícios tiveram um desempenho melhor enquanto tinham acesso à ferramenta. Quando ela foi retirada, porém, os alunos tiveram resultados piores do que aqueles que nunca a haviam utilizado. No mesmo estudo, os estudantes que usaram a IA dessa maneira também tenderam a superestimar o quanto haviam aprendido.

Isso não significa que a IA seja ruim para a aprendizagem. No mesmo estudo, uma versão da ferramenta configurada para atuar como tutora, orientando os estudantes em vez de simplesmente fornecer as respostas, evitou em grande parte esse efeito negativo. O que importa é saber se a ferramenta está fazendo o trabalho intelectual por você ou se está deixando que você pense por conta própria.

O mesmo princípio se aplica aos atalhos em geral. Quando algo faz uma tarefa parecer fácil demais, vale perguntar se também eliminou justamente a parte da atividade que poderia ajudar você a melhorar.

Nem toda inconveniência ajuda

Uma dificuldade só é desejável se for possível superá-la com esforço. Quando o conteúdo está muito além do que você já sabe, ter dificuldade com ele não vai necessariamente aprofundar seu aprendizado. Na maioria das vezes, apenas deixará você confuso e desmotivado.

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A teoria da carga cognitiva ajuda a explicar parte desse processo. A memória de trabalho, responsável por manter novas informações enquanto você tenta compreendê-las, consegue lidar apenas com uma quantidade limitada de conteúdo de cada vez. Quando o material já é complexo, acrescentar mais dificuldade pode sobrecarregar esse sistema em vez de fortalecer a memória.

Por isso, algumas técnicas têm limitações. Misturar diferentes tipos de problemas durante uma mesma sessão costuma funcionar bem com conteúdos mais simples, mas os benefícios parecem diminuir diante de materiais muito complexos. Um estudo de 2026 publicado na Learning and Instruction mostrou que, quando estudantes do ensino médio praticaram física complexa dessa maneira, os resultados foram melhores quando eles trabalharam o conteúdo em conjunto, e não sozinhos. Testar a própria memória também é mais confiável para memorizar fatos do que para desenvolver uma compreensão mais profunda de como as ideias se relacionam.

O objetivo é buscar um desafio que esteja ao seu alcance. Se você se sente completamente perdido, geralmente é mais útil começar com uma explicação clara ou acompanhar um exemplo. A prática mais difícil tende a funcionar melhor quando você já tem alguma base.

A inconveniência vale a pena

Mesmo quem sabe que esses métodos funcionam muitas vezes não os utiliza. A percepção sobre o quanto estamos aprendendo está intimamente ligada à facilidade com que estudar parece ser. Uma meta-análise de 2024, publicada na Educational Psychology Review, mostrou que, quanto mais esforço os alunos sentem que estão fazendo, menos eles tendem a acreditar que estão aprendendo.

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A prática que exige mais esforço envolve mais erros e menor confiança no momento em que acontece. Por isso, pode parecer menos eficiente, mesmo quando produz resultados melhores.

Isso também explica por que simplesmente orientar as pessoas a espaçar os estudos ou a testar os próprios conhecimentos raramente é suficiente para mudar seus hábitos por muito tempo. Pesquisadores que estudam a aprendizagem autorregulada passaram a investigar o que ajuda as pessoas a começar a utilizar essas estratégias e, principalmente, a mantê-las.

Um artigo de 2023, publicado na Educational Psychology Review, propôs uma estrutura voltada justamente para isso: ajudar os estudantes a persistirem quando o aprendizado parece difícil, mas está funcionando. Dois fatores parecem contribuir:

  • Entender que os erros são normais e fazem parte do aprendizado, em vez de interpretá-los como sinais de fracasso.
  • Criar uma rotina em que a revisão de conteúdos antigos já esteja programada, sem depender da decisão de fazê-la a cada vez.

Uma mudança simples é alterar a pergunta feita depois de estudar. Em vez de avaliar se a sessão pareceu produtiva, pergunte a si mesmo se conseguiria repetir o exercício amanhã sem ajuda.

A dificuldade desejável não significa tornar as coisas difíceis sem motivo. Trata-se de aceitar que determinado nível de esforço faz parte do processo de aprendizagem e não interpretar esse esforço como sinal de que algo está dando errado. Na maioria dos casos, ele significa justamente que você está aprendendo.

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Mark Travers é colaborador da Forbes USA. Ele é um psicólogo americano formado pela Cornell University e pela University of Colorado em Boulder.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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Negócios

Enem 2026: Falta Um Mês para o Primeiro Dia de Provas

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

A um mês do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), candidatos e professores do ensino médio e cursinhos preparatórios adotam estratégias que migram do estudo intensivo de conteúdos inéditos para a consolidação do que já foi estudado.

Rafaela de Araújo Caldas, de 17 anos, tem optado pela revisão de conteúdos. Estudante do 3º ano de uma escola pública do Gama, cidade do Distrito Federal distante 35 km do centro de Brasília, ela fará o Enem pela primeira vez e quer conquistar a vaga em um curso superior na área de computação.

Com apoio dos pais, ela concilia o turno regular da escola com as aulas online de um cursinho preparatório para o exame até a noite, mas diz que respeita os limites físicos e o cansaço.

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“Dou foco em ver como funciona a prova, vendo os padrões das questões e o que vai ser mais importante estudar, agora, nessa reta final.”

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilRafaela Araújo vai fazer o Enem pela primeira vez e quer uma vaga no curso na área de computação

O foco da jovem também está na prova de redação. “Conheço alguns repertórios que o cursinho disponibilizou em uma lista. Mas, preciso ver o que usar e o que vai se encaixar no tema da prova.”

A redação do Enem exige a produção de um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas em modalidade escrita formal da língua portuguesa. O participante deve estar preparado para escrever em defesa de seu ponto de vista a respeito do tema proposto que pode ser de ordem social, científica, cultural ou política.

Para ajudar os participantes, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza aos participantes uma cartilha específica que explica como é a prova de redação e os critérios de correção.

Escola parceria

Foto – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilDiogo de Andrade considera ainda ser possível se preparar para o Enem nos 30 dias restantes

Diogo Andrade é professor de língua portuguesa e espanhola da escola onde Rafaela estuda, o Centro de Ensino Médio 1 do Gama, apelidado de CG (Colégio do Gama).

Com a experiência de quem leciona há 14 anos, o docente considera ainda ser possível se preparar para o Enem nos 30 dias restantes.

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“Mesmo com acúmulo enorme de conteúdos não vistos, agora, o importante é pegar firme nos simulados de provas, trabalhar na resolução de questões de edições passadas do Enem e a partir de possíveis dificuldades, deve-se buscar os conteúdos de maior recorrência histórica na prova”, destacou.

O professor relata que diante da amplitude, complexidade e concorrência nacional do Enem, a escola tem preparado os estudantes por meio de provas multidisciplinares bimestrais que simulam as regras e a logística real do dia do exame.

“Criamos um ambiente que simula o dia da avaliação, misturamos os alunos, os alocamos em uma sala distinta da que eles estão habituados a estudar. Depois, eles preenchem o gabarito das questões objetivas com caneta preta e a prova de redação também será corrigida e comentada pelos professores de língua portuguesa, com os critérios do Enem.”

Uma inovação da unidade é a gravação de podcasts educativos em série sobre temas do exame.

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“Produzimos conteúdos sobre filosofia nos exames de seleção. O próximo episódio está sendo gravado para focar na redação. E já temos em vista um episódio sobre a questão racial e sobre a latinidade.”

Palavra do professor

Especificamente sobre a prova de redação, Diogo estimula os alunos a dominarem o tema e os alerta para evitar a facilidade das “fórmulas prontas” da internet por funcionarem apenas como atalhos e que podem virar uma armadilha porque não enganam os avaliadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

“O corretor da banca está atento a esse tipo de manobra e, por isso, sabe quando o candidato, de fato, domina o tema e não está, simplesmente, repetindo uma fórmula ou algo pronto que já encontrou feito na internet.”

Nas provas objetivas, diante de questões que o estudante não sabe a resposta, Diogo Andrade desaconselha deixá-las em branco, mas, também, reprova os planos de chutar.

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O professor lembra que o Enem adota a Teoria de Resposta ao Item (T.R.I), metodologia de cálculo da nota das provas objetivas que analisa cada pergunta do exame conforme seu grau de dificuldade e a coerência entre as respostas dos candidatos.

A instituição de ensino ainda prevê a realização de aulões de revisão entre o fim de outubro e o início de novembro.

Treino, foco e meta

O estudante Gabriel Queiroz, de 18 anos, fez o Enem no ano passado na condição de treineiro apenas para testar conhecimentos e ganhar experiência. “Ajudou a compreender a logística e a gestão de tempo por questão”.

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilGabriel já fez o Enem como treineiro, e em 2026 concorre a uma vaga para o curso de licenciatura em língua portuguesa

Agora, o aluno quer aproveitar o que o Centro de Ensino Médio 1 do Gama tem oferecido para se preparar melhor para edição deste ano que vale uma vaga no ensino superior, se for bem nas provas. Na visão dele, matemática é a área do conhecimento que representa o maior desafio.

Gabriel dedica cerca de 8 a 9 horas diárias aos estudos, utilizando videoaulas no YouTube e resolvendo questões de edições anteriores. Nos finais de semana que antecedem a prova, ele planeja intensificar a carga horária. Mas sem descuidar do seu emocional.

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“A prova é extensa e preciso ter controle emocional. Mas também na questão de conteúdo é importante prestar atenção às aulas e colocar em prática as matérias aprendidas para almejar uma nota maior”.

O jovem sabe o que quer com o bom desempenho: ingressar no curso de licenciatura em língua portuguesa. Ele conta o que o motiva. “A literatura é uma paixão minha desde criança. Há ainda a questão de querer contribuir para o aprendizado de outras pessoas.”

Guia

Os inscritos no Enem podem conferir todas as orientações oficiais sobre as provas, tutoriais de preparação para o exame e cronogramas de todo o processo em um único site – o Guia do Enem – lançado pelo Ministério da Educação (MEC).

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Negócios

Autora de “Entretempos”, Tamires Vilela Fala sobre a Coragem de Não Saber

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O livro de Tamires Vilela chegou para mim na hora exata. “Entretempos” apareceu quando eu mesma começava a viver o meu.

Talvez por isso o almoço que marcamos no Les Deux Magots, em São Paulo, para falar sobre o livro tenha durado muito mais do que o previsto. A ideia era fazer uma entrevista. Sentamos à mesa e, algumas horas depois, ainda estávamos ali, falando de carreira, maternidade, relacionamentos, dinheiro, liberdade, sucesso, fracasso e todas essas escolhas que, em algum momento da vida, parecem precisar ser revistas.

Depois de mais de 15 anos trabalhando em redações, eu também atravessava uma mudança profissional. Tamires conhecia bem aquele território estranho entre uma vida que funcionou durante muito tempo e outra que ainda não se apresentou por inteiro.

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Esse é o lugar de “Entretempos”.

Não exatamente um sabático. Muito menos férias. É o intervalo entre o que fomos e aquilo que ainda não sabemos se vamos ser.

Há, evidentemente, um privilégio nessa possibilidade. Parar exige condições concretas. É preciso continuar pagando as contas, sustentar a própria vida e ter alguma estrutura para suportar um período em que talvez o trabalho não renda imediatamente dinheiro, status ou sequer uma resposta clara sobre o futuro.

Mas, para quem consegue fazê-lo, existe uma pergunta desconfortável e, ao mesmo tempo, libertadora: o que acontece quando a gente para de correr?

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“Por que é tão difícil viver um entretempo?”, pergunta Tamires em determinado momento. “Porque a gente passa muito tempo vivendo a vida que acha que precisa viver. Porque alguém disse que é assim.”

A carreira certa. O cargo certo. O casamento que precisa durar para ser considerado bem-sucedido. A maternidade exercida de determinada maneira. O dinheiro. A produtividade. A agenda cheia.

A régua.

A régua do sucesso

Nossa conversa começa justamente por ela.

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Vivemos um tempo obcecado por performance. Acordar cedo, treinar, produzir, comer a quantidade correta de proteína, otimizar o sono, trabalhar mais e, de preferência, dar conta de tudo isso com alguma elegância.

Até o descanso corre o risco de virar mais uma tarefa a cumprir.

Tamires gosta de voltar à origem da palavra sucesso.

“Sucesso vem de suceder. De coisas acontecendo, uma depois da outra. Só que a gente olha para o sucesso como se fosse um ponto. Eu acho que ele é uma linha.”

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Uma linha construída a partir dos próprios valores.

Talvez esteja aí uma das provocações mais interessantes de “Entretempos”. A régua que usamos aos 25 anos não necessariamente serve aos 40. E sucesso tampouco precisa significar a mesma coisa em todas as áreas da vida, o tempo inteiro.

Tamires fala sobre o conceito de “riqueza psicológica”, uma vida rica não necessariamente em dinheiro ou felicidade permanente, mas em experiências, repertório, encontros e deslocamentos.

Viajar. Conhecer pessoas. Mudar de ideia. Experimentar.

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“Sucesso pode ser isso.”

E talvez o entretempo comece justamente quando a régua que usamos por tantos anos deixa de medir aquilo que importa.

Quando o barulho diminui

Existe uma parte pouco instagramável das grandes mudanças profissionais: o silêncio.

Quem passou anos inserido em uma rotina intensa se acostuma não apenas ao trabalho, mas a tudo o que existe em volta dele. Às mensagens, aos convites, às reuniões, à agenda cheia e à sensação permanente de estar sendo requisitado.

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Quando o ritmo muda, é comum surgir uma pergunta incômoda: e agora?

Tamires fala sobre como aprendemos a medir relevância pela atenção do outro. Pelo cargo, pelo convite, pelo número de pessoas que nos procuram, pelo tamanho da agenda.

Quando essa moeda deixa de circular da mesma maneira, é preciso descobrir qual será a próxima.

“Talvez essa moeda já não seja mais a sua.”

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É uma frase simples, mas talvez seja uma das partes mais difíceis de qualquer transição: perceber que aquilo que validou você por tantos anos não precisa continuar sendo sua medida de valor.

O mundo continua girando.

E, depois do susto inicial, há alguma liberdade nisso.

O burnout de personagem

Há uma expressão no livro que me pegou especialmente: burnout de personagem.

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Não é necessariamente estar exausto do trabalho. Às vezes, gostamos dele. Somos bons naquilo. Recebemos reconhecimento. Aos olhos de quem está de fora, não existe razão alguma para mudar.

O cansaço vem de continuar interpretando uma versão de nós mesmos que já não faz tanto sentido.

Esse talvez seja um dos pontos mais difíceis de explicar.

É mais fácil abandonar aquilo que deu errado.

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Difícil é sair do que deu certo.

“Você pode ter uma carreira absolutamente bem-sucedida e ainda assim entender que aquela régua não serve mais”, diz Tamires.

E então aparece uma das grandes angústias do entretempo: saber que alguma coisa mudou sem necessariamente saber o que vai ocupar aquele lugar.

Nossa geração foi treinada para responder rápido.

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Qual é o próximo projeto?

Qual é o plano?

Quanto vai faturar?

Quando começa?

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Mas e se a resposta for simplesmente: ainda não sei?

Experimentar antes de decidir

“Eu entrei no meu entretempo com um convite para experimentar”, diz Tamires.

Gosto dessa ideia porque ela tira da mudança a obrigação de chegar imediatamente a algum lugar.

Em vez de substituir uma identidade por outra, experimentar.

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Tamires vive hoje o que chama de carreira-portfólio. Dá aulas, investe, escreve, participa de projetos, se aventura como comunicadora. Algumas atividades dão dinheiro. Outras dão repertório. Algumas simplesmente dão prazer.

E não precisam cumprir todas a mesma função.

“Nem tudo precisa dar dinheiro.”

Pode parecer uma frase óbvia. Não é.

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Principalmente em uma sociedade que aprendeu a transformar praticamente qualquer interesse em projeto, projeto em negócio e negócio em escala.

Às vezes, alguma coisa pode existir apenas porque é boa de fazer.

“Você só vai descobrir o seu sim experimentando.”

Talvez essa seja uma das frases que melhor resumem nossa tarde.

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Aos 40, ninguém mais tem o mesmo roteiro

Em algum momento, nossa conversa sai da carreira e chega à vida. Ou talvez nunca tenha saído.

Falamos sobre ser mulher aos 40 hoje.

É uma idade em que convivem vidas completamente diferentes. Há mulheres tendo o primeiro filho, outras que decidiram não ter. Algumas estão casadas há anos, outras se separando, outras começando novos relacionamentos. Há quem esteja no auge de uma carreira construída durante duas décadas e quem esteja começando outra do zero.

Durante muito tempo existiu um roteiro relativamente previsível.

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Estudar. Trabalhar. Casar. Ter filhos. Crescer profissionalmente. Permanecer.

Esse roteiro explodiu.

“A gente não tem mais um roteiro. Cada um faz o seu”, diz Tamires.

É uma liberdade enorme.

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E também pode ser uma fonte de angústia.

Porque, quando existem muitas possibilidades, ninguém mais consegue dizer exatamente qual é a certa.

A tentação, então, é copiar.

A carreira de alguém. O casamento de alguém. A maternidade de alguém. A vida que parece funcionar tão bem vista de fora.

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Até perceber que talvez aquela vida simplesmente não seja a sua.

O luxo do ócio

Falamos também sobre tempo.

Nossa relação com ele ficou estranha. A agenda cheia virou símbolo de importância. O ócio quase precisa ser justificado.

Em determinado momento do almoço, começamos a rir da quantidade de pequenas obrigações que incorporamos à rotina sem sequer saber exatamente para quem estamos cumprindo aquilo.

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A conversa chega até à unha por fazer.

“Preciso fazer minha unha.”

Precisa?

É uma bobagem, claro. E justamente por isso funciona tão bem como exemplo. Quantas coisas encaixamos nos nossos dias porque queremos e quantas porque, em algum momento, entendemos que deveríamos?

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Da unha a decisões muito maiores, existe uma quantidade enorme de vida organizada em torno do olhar do outro.

E então chegamos ao “Show de Truman“.

Talvez uma das grandes descobertas da vida adulta seja perceber que não somos Jim Carrey. Não existe uma plateia acompanhando cada decisão que tomamos.

As pessoas estão ocupadas demais pensando nelas mesmas.

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“Isso é libertador.”

É mesmo.

Porque, quando ninguém está olhando tanto assim, você pode mudar.

Pode sair.

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Pode voltar.

Pode experimentar alguma coisa e descobrir que não gostou.

Pode casar de novo ou nunca mais casar. Pode mudar de profissão e, anos depois, decidir voltar. Pode escolher uma coisa hoje sem transformá-la em um contrato para o resto da vida.

“Nós não precisamos justificar a escolha que fizemos antes. Só precisamos viver aquilo que estamos a fim de viver agora.”

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“Entretempos”

Quando nos levantamos da mesa, horas depois, pensei na nossa urgência em tratar períodos de transição como corredores: lugares desconfortáveis pelos quais precisamos passar rapidamente para chegar ao próximo cômodo.

“Entretempos” propõe outra coisa.

E se o corredor também fizer parte da casa?

E se esse período em que ainda não existe um cargo novo, uma definição nova, um relacionamento novo ou uma identidade perfeitamente pronta não for um vazio?

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E se for vida?

Tamires diz que nossas escolhas não precisam ser definitivas. Podemos recalcular. Experimentar. Voltar. Avançar. Trocar novamente.

Talvez amadurecer tenha menos a ver com finalmente descobrir quem somos e mais com aceitar que continuaremos mudando.

Saí do restaurante pensando nisso.

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Também estou vivendo meu entretempo. Tenho algumas respostas, muitas ideias e outras tantas perguntas.

Acredito que a grande provocação do livro seja justamente esta: não transformar a pausa imediatamente em outro plano, outra meta, outra performance.

Às vezes, o próximo passo ainda não apareceu.

E tudo bem permanecer um pouco aqui.

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*Jornalista com passagem pelo O Estado de S. Paulo, Sofia Patsch cobre há uma década lifestyle, social e comportamento. Já foi intitulada “curadora de pessoas”.

*Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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