Negócios
Amizade de Bilhões: 7 Grandes Empresas Fundadas por Amigos

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Empreender nunca é simples, mas ter um cofundador pode tornar o caminho mais leve — especialmente quando esse parceiro é também seu melhor amigo. Embora muita gente defenda a máxima “amigos, amigos, negócios à parte”, não faltam exemplos de empresários bem-sucedidos que provam que o risco de misturar amizade e negócios pode compensar.
Empresas como Microsoft e Google, além de figurarem entre as marcas mais valiosas do mundo, têm algo em comum: foram criadas por amigos. Airbnb, Ben & Jerry’s, Starbucks e tantas outras histórias de sucesso também são exemplos de sociedades que começaram com uma amizade.
No Dia do Amigo (20), conheça alguns desses grandes negócios criados entre amigos.
Ben & Jerry’s
A amizade de Ben Cohen e Jerry Greenfield começou ainda na escola, em Long Island, Nova York. Eles rapidamente se tornaram melhores amigos e passaram a adolescência juntos. Anos depois, Cohen enfrentava dificuldades para vender suas peças de cerâmica e Greenfield não havia conseguido entrar na faculdade de medicina. Foi então que decidiram abrir um negócio juntos.
Com um curso por correspondência de US$ 5 sobre fabricação de sorvetes e um investimento de US$ 12 mil — sendo US$ 4 mil emprestados —, abriram em 1978, aos 27 anos, a primeira loja do Ben & Jerry’s em um posto de gasolina reformado em Burlington, Vermont.
A marca, hoje avaliada em mais de US$ 10 bilhões, foi vendida para a Unilever em 2000 por US$ 326 milhões.
Microsoft
Paul Allen e Bill Gates, cofundadores da Microsoft, em 1981, após negociação com a IBM
Bill Gates e Paul Allen se conheceram na Lakeside School, em Seattle, onde começaram a explorar o terminal de computador da escola, nos anos 1960.
Um tempo depois, Allen largou a faculdade para trabalhar como programador na Honeywell. Foi ele quem convenceu Gates a abandonar Harvard para, juntos, criarem programas para o Altair 8800, um dos primeiros computadores pessoais da história. Assim nascia a Microsoft, em 1975.
Em 1980, a dupla fechou um acordo para fornecer o sistema operacional para o primeiro computador pessoal da IBM. No final da década, a Microsoft já havia se tornado a maior empresa de software para PCs do mundo.
Allen deixou a empresa oito anos após a fundação, após ser diagnosticado com linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer. Sua saída também foi marcada por desentendimentos com Gates. Em sua autobiografia, Allen conta ter ouvido o sócio tentando reduzir sua participação acionária na empresa. Anos depois, no entanto, os dois se reaproximaram, mantendo uma amizade até a morte de Allen, em 2018, aos 65 anos. “O computador pessoal não existiria sem ele”, afirmou Bill Gates.
A história do Google começou em 1995 na Universidade de Stanford. Larry Page estava considerando fazer pós-graduação e Sergey Brin, já aluno da universidade, foi designado para mostrar o campus a ele.
No ano seguinte, se tornaram amigos e desenvolveram um mecanismo de busca diretamente do dormitório da universidade. Chamaram essa ferramenta de Backrub, que, pouco tempo depois, foi rebatizada como Google.
Com um investimento de US$ 100 mil, em 1998, a equipe foi para a garagem da casa de Susan Wojcicki – que depois seria a 16ª funcionária da empresa e CEO do YouTube. O Google cresceu e se mudou para a atual sede, em Mountain View, Califórnia.
Hoje, a big tech desenvolve centenas de produtos usados por bilhões de pessoas ao redor do mundo — YouTube, Android, Gmail e o próprio Google Search. A Alphabet, controladora do Google, supera os US$ 2 trilhões em valor de mercado.
Airbnb
Brian Chesky, então com 29 anos, se mudou para São Francisco e foi morar com seu antigo colega de faculdade, Joe Gebbia. Para ganhar algum dinheiro, a dupla criou um site onde as pessoas podiam reservar três colchões infláveis na sala do apartamento onde moravam.
Um amigo de Chesky, Nathan Blecharczyk, se juntou ao pequeno negócio, que eles chamaram de AirBed & Breakfast, lançado oficialmente em agosto de 2008. Em março de 2009, quando a plataforma já tinha 10 mil usuários, o nome foi reduzido para Airbnb. Em menos de uma década, a plataforma de hospedagem online se tornou o maior provedor de acomodações do mundo.
Hoje, está presente em mais de 220 países e já hospedou mais de 2 bilhões de hóspedes. A receita do Airbnb ultrapassou US$ 11 bilhões em 2024, à frente de grandes players do setor hoteleiro.
Harley-Davidson
William Harley e Arthur Davidson venderam sua primeira motocicleta em 1903. No mesmo ano, o irmão de Arthur, Walter, se juntou a eles e, em 1907, o outro irmão, William, também entrou para o negócio
Bill Harley e Arthur Davidson eram colegas de trabalho e amigos. Depois de um longo dia no escritório, em 1901, eles foram a um show de vaudeville, popular à época, e ficaram interessados por uma espécie de triciclo movido por um motor monocilíndrico usado na apresentação. Começaram a experimentar esses motores adaptados para bicicletas, envolveram irmãos e amigos no projeto e, em 1903, a Harley-Davidson foi fundada.
A primeira fábrica foi construída no quintal da casa de um deles. Em 1904, dobraram o tamanho. Rapidamente, a companhia se tornou não só um ícone americano, mas uma marca conhecida em todo o mundo. Em 1908, não apenas vendia motocicletas, mas fazia passeios com os clientes e ajudava a criar o espírito que se tornaria parte da identidade da Harley-Davidson.
Starbucks
Amigos desde a faculdade, na Universidade de São Francisco, Gerald Baldwin, ex-professor de inglês, Gordon Bowker, escritor, e Zev Siegl, professor de história, eram três jovens na casa dos 20 anos apaixonados por arte, comida boa, vinho e café de qualidade.
Abriram a primeira loja do Starbucks em 30 de março de 1971, porque queriam que Seattle tivesse acesso a um bom café. Cada um deles investiu pouco mais de US$ 1.000, e pegaram emprestado mais US$ 5 mil de um banco. No início, Siegl servia os clientes e era o único funcionário remunerado, enquanto os outros dois continuavam com seus empregos. Mais tarde, em 1981, a rede foi comprada por Howard Schultz. Hoje, tem mais de 30 mil lojas em mais de 80 mercados.
HP
Quando Bill Hewlett e Dave Packard se conheceram, nos anos 1930, enquanto cursavam engenharia em Stanford, a região hoje conhecida como Vale do Silício era apenas uma área agrícola dos Estados Unidos.
Após a faculdade, incentivados por um professor, decidiram abrir uma empresa de tecnologia. Dave, já casado e trabalhando na General Electric em Nova York, tirou uma licença e voltou para a Califórnia. Alugaram uma casa em Palo Alto, cuja garagem se transformou em oficina.
Foi ali que começaram a desenvolver seus primeiros produtos. O ponto de virada veio com a criação de um oscilador de áudio, mais barato e eficiente do que qualquer outro disponível na época. O primeiro grande cliente foi a Disney.
O negócio cresceu, os primeiros funcionários foram contratados e logo saíram da garagem. O endereço original, na Addison Avenue, foi reconhecido em 1987 como marco histórico da Califórnia, conhecido como o “Berço do Vale do Silício”, e entrou no Registro Nacional de Lugares Históricos dos EUA em 2007.
Hoje, a HP é uma empresa global, com presença em diversos segmentos, sendo uma das maiores fabricantes de computadores pessoais do mundo e líder no mercado de impressoras.
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Negócios
Por que procrastinar é mais exaustivo do que o trabalho em si, segundo neurologista de Oxford

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Um homem de 30 e poucos anos chamado David passou dias a fio sentado em uma cadeira, sem fazer nada. Ele havia sido um profissional produtivo do mercado financeiro, com um amplo círculo social, mas, de repente, havia parado de se importar com as coisas.
Perdeu o emprego e o apartamento e parecia não se incomodar com isso. Então, seu neurologista começou a fazer perguntas.
“O que você normalmente faria em casa?”, perguntou o neurologista de David.
“Ouvir música”, respondeu.
“Então, por que você parou?”, perguntou o neurologista.
“Porque montar meu aparelho de som exigiria esforço demais.”
“Quanto tempo isso levaria?”
“Cinco minutos.”
O neurologista era o Dr. Masud Husain, professor de Neurologia e Neurociência Cognitiva da Universidade de Oxford, que contou essa história no podcast Huberman Lab. A explicação de David fascinou Husain e o levou a pesquisar mais a fundo a procrastinação, na tentativa de compreendê-la melhor.
O cérebro atribui um preço a cada tarefa
Husain descreve a motivação como uma forma de neuroeconomia. Ao longo de um dia, você tem 20 coisas que poderia fazer, mas não tem capacidade para realizar todas. Por isso, o cérebro pesa a recompensa de cada opção em relação ao esforço que ela exige nos níveis físico, cognitivo, social e emocional.
Ao longo do trabalho do laboratório de Husain com pacientes e voluntários saudáveis, uma descoberta segue aparecendo. Todos estão dispostos a se esforçar por uma grande recompensa, mas as pessoas diferem bastante quando o potencial de recompensa é menor. É justamente aí que as pessoas menos motivadas pensam, nas palavras de Husain: “Não acho que isso valha o esforço”.
O neurologista chama essa barreira de “colina de ativação”. Para uma pessoa, aprender um idioma é uma montanha. Para outra, é algo que mal chama atenção. A diferença está na percepção.
O custo da procrastinação
A equipe de Husain recrutou estudantes com diferentes níveis de motivação, colocou-os em um aparelho de ressonância magnética e pediu que decidissem se uma recompensa valia determinado nível de esforço. Sim ou não.
Eles esperavam concluir que os estudantes menos motivados apresentariam menor atividade nos circuitos cerebrais ligados à recompensa. Na verdade, encontrou mais atividade.
“Pessoas apáticas usam mais energia cerebral quando estão tomando essa decisão”, explica Husain. A barreira é fisiológica e mensurável. Andrew Huberman, seu entrevistador e renomado neurocientista de Stanford, descreveu o efeito dizendo que existe “um custo para pensar no esforço necessário, além do custo do esforço propriamente dito”. Os dois se somam.
Qualquer pessoa que já passou um domingo sem concluir uma tarefa pendente sabe que o processo de ficar decidindo custa mais do que o trabalho em si. Cada vez que você escolhe adiar algo que precisa ser feito, cria sentimentos negativos como apreensão, culpa ou uma pequena perda de confiança em si mesmo.
Husain também observa que o cérebro aprende com os resultados e incorpora essas experiências ao cálculo seguinte. Isso significa que o resíduo emocional de evitar uma tarefa aumenta silenciosamente seu “preço” no dia seguinte. A indecisão cobra juros, e eles se acumulam. Quanto mais tempo você carrega uma decisão, mais custa tomá-la.
Por que isso é uma questão de inteligência emocional
A inteligência emocional é a capacidade de reconhecer e compreender as emoções em si mesmo e nos outros e usar essa consciência para administrar seu comportamento e seus relacionamentos. Ela se divide em quatro habilidades centrais: autoconsciência, autogestão, consciência social e gestão de relacionamentos. Para ter uma compreensão inicial da própria inteligência emocional, psicólogos recomendam fazer uma autoavaliação.
A autogestão costuma ser descrita como a capacidade de manter a calma quando provocado, mas envolve muito mais do que isso. Em última análise, autogestão diz respeito à sua capacidade de regular as próprias emoções.
Portanto, quando você pensa na procrastinação e em todas as emoções negativas que provoca ao adiar o início de uma tarefa, isso é, na verdade, uma questão de autogestão.
Você está deixando essas emoções negativas vencerem a batalha e se fortalecerem. Quando, por outro lado, toma pequenas decisões mais rapidamente, evita o custo adicional de esperar. Dessa forma, você preserva mais energia para as coisas que realmente importam.
A pesquisa de Husain aponta para algo que líderes empresariais frequentemente deixam passar. Pergunte a qualquer líder se ele estaria disposto a pagar um bom dinheiro para desenvolver habilidades como foco e capacidade de tomar decisões, e todos responderão com um enfático sim.
Mas pergunte sobre habilidades como inteligência emocional, e muitos hesitarão. Naturalmente, separamos o que é “emocional” do que é “produtivo”, mas pesquisas como a de Husain mostram como essa divisão é equivocada. A procrastinação é um problema de inteligência emocional muito antes de se tornar um problema de produtividade.
Uma estratégia simples para combater a procrastinação
O conselho mais comum é dividir um grande projeto em etapas menores, mas Huberman destacou um ponto importante nessa ideia. Quando você coloca as pequenas vitórias no horizonte, também coloca diante de si as pequenas perdas e os desafios que enfrentará.
Por isso, Husain aponta para uma alavanca mais eficaz, que atua antes desse processo. Se cada decisão tomada na hora consome energia, agrupe suas decisões. Dessa forma, o ciclo não fica funcionando indefinidamente.
Veja como fazer:
- Reserve um período fixo toda semana para decidir, não para trabalhar. Trinta minutos.
- Transforme as decisões da semana seguinte em compromissos, em vez de intenções. O quê, quando e por quanto tempo.
- Coloque as tarefas de menor recompensa primeiro, já que sabemos que é justamente nesse ponto que a motivação tem maior probabilidade de falhar.
- Quando chegar a hora, considere que a decisão já foi tomada. Não volte a discuti-la.
- No fim da semana, anote quais compromissos você renegociou. Como renegociar consome energia, vale analisar as decisões que você tomou mal na primeira vez para poder melhorar em decisões semelhantes no futuro.
Lembre-se de David, paralisado pela energia necessária para montar seu aparelho de som. Uma tarefa que levaria apenas cinco minutos. A maior parte daquilo que você está evitando é menor do que imagina. Tome a decisão uma vez, organize as tarefas em blocos e pare de pagar juros.
*Kevin Kruse é colaborador da Forbes USA. Ele é fundador e CEO da LEADx, uma empresa de treinamento em inteligência emocional, além de autor de best-sellers.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Por Que as Empresas Familiares Estão Repensando Quem Herda o Cargo de CEO?
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
As transições de liderança que as empresas familiares enfrentarão na próxima década serão significativas, ressaltando a dimensão das mudanças que estão por vir — ainda que raramente ganhem as manchetes.
As empresas familiares respondem por uma parcela relevante do emprego, dos investimentos e da geração de valor de longo prazo no mundo — mas a questão sobre quem estará à frente delas no futuro está sendo silenciosamente renegociada. Em uma nova pesquisa global da Deloitte Private com 1.587 empresas familiares de todo o mundo, todas com receita de pelo menos US$ 100 milhões e sob controle familiar, surge um novo cenário: cerca de 40% das empresas familiares entrevistadas esperam passar por uma sucessão de liderança nos próximos dez anos.
Por gerações, a resposta parecia óbvia: um filho ou uma filha, preparado para assumir o comando. Essa premissa pode estar deixando de valer. Os resultados da pesquisa apontam para uma mudança em direção à nomeação de profissionais externos para o cargo de CEO após a sucessão. Para líderes de C-level que acompanham a consolidação, a disrupção provocada pela inteligência artificial e uma histórica transferência de riqueza que estão remodelando o cenário das empresas privadas, muitas empresas familiares estão profissionalizando seus processos sucessórios.
A lacuna de confiança
A maioria das empresas familiares afirma ter algum tipo de plano de sucessão — 89% no caso da liderança familiar que ficará responsável por conduzir a propriedade, a governança e os valores ao longo das gerações. Mas apenas cerca da metade dos entrevistados afirma que seu plano é completo e bem estruturado. E, quando questionados sobre o grau de confiança na preparação daqueles que deverão assumir o comando, apenas 48% demonstraram alta confiança na atual liderança familiar — e somente 37% na próxima geração.
A diferença entre ter um plano e confiar nele é a verdadeira questão. É também um alerta para organizações que podem confundir documentação com preparo.
A ascensão do CEO externo
Talvez o sinal mais claro dessa mudança seja o fato de que os entrevistados indicam que a participação de CEOs que não pertencem à família deve dobrar, passando de 13% atualmente para 26% após a próxima transição. A pesquisa mostra que essa tendência está presente em diversas regiões. Ela reflete uma mudança na visão sobre governança: um executivo externo e neutro pode reduzir os riscos de uma transição, administrar a crescente complexidade operacional e aliviar a pressão sobre a próxima geração.
Isso não representa um afastamento da família em relação à condução do negócio. Trata-se de uma redefinição desse papel. As famílias estão aprendendo a separar propriedade de gestão, mantendo a visão e os valores dentro da família enquanto profissionalizam a liderança operacional.
Onde a próxima geração ganha experiência
Mesmo enquanto aguardam a chegada ao topo da organização, os membros da próxima geração já ocupam posições importantes para impulsionar mudanças. Eles representam aproximadamente metade dos integrantes das famílias que atuam em áreas como tecnologia (51%), filantropia e relacionamento com a comunidade (51%), vendas e marketing (50%) e inovação e pesquisa e desenvolvimento (49%).* Essas áreas se tornaram campos de prova nos quais a credibilidade é construída antes de uma promoção para posições no conselho ou para o cargo de CEO.
É uma conexão reveladora. Quando perguntados sobre onde a próxima geração provocará as maiores transformações nos negócios, os entrevistados apontaram a modernização tecnológica (42%), a inteligência artificial (42%), novos produtos e serviços (40%) e a expansão geográfica (39%)* — justamente algumas das principais prioridades de crescimento perseguidas atualmente por líderes globais.
Quatro movimentos para líderes que enfrentam uma sucessão agora
As empresas que estão obtendo sucesso tratam a preparação como uma disciplina. Seu modelo pode ser aplicado muito além das empresas familiares:
- Faça da experiência externa uma regra, não uma exceção. Quase sete em cada dez empresas entrevistadas agora exigem que integrantes da próxima geração trabalhem em outras organizações antes de ingressar no negócio da família. A experiência externa pode desenvolver uma capacidade de julgamento empreendedora e de visão global que nenhuma rotação interna consegue reproduzir.
- Atribua funções reais, com responsabilidades reais. O principal mecanismo de desenvolvimento citado pelos entrevistados (44%) foi colocar os sucessores em funções formais, submetidas à gestão de desempenho. A credibilidade pode vir da responsabilidade pelos resultados — e não da proximidade com o fundador.
- Separe propriedade e gestão — de forma deliberada. Com a participação de CEOs externos prestes a dobrar, é importante decidir antecipadamente quais posições permanecerão com a família e quais serão ocupadas por profissionais externos. A falta de clareza pode ser justamente o ponto em que as transições fracassam.
- Tenha as conversas desconfortáveis desde cedo. As empresas mais resilientes utilizam fóruns estruturados, membros independentes no conselho e protocolos flexíveis para trazer tensões à tona antes que elas se consolidem. A abertura — aprender com a próxima geração, e não apenas transmitir conhecimento a ela — supera a rigidez.
A sucessão sempre foi um dos principais testes enfrentados pelas empresas familiares. A novidade é o reconhecimento de que ela é, fundamentalmente, uma questão estratégica — inseparável de talento, tecnologia e governança. Os líderes que elevarem a preparação da próxima geração a uma prioridade no nível do conselho não apenas conseguirão atravessar a transição. Eles transformarão esse processo em uma fonte de renovação.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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A Aliança Estratégica Entre CASA IMA E Smollan Que Encerra A Fragmentação Da Publicidade No Brasil
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A indústria do marketing se consolidou em estruturas isoladas, de agências de publicidade a operações focadas em trade. O resultado foi a criação de um ecossistema altamente sofisticado, mas excessivamente fragmentado.
Diante desse cenário, Luis Dente (CEO Latam da Smollan) e Carlos Arruda (CEO da CASA IMA na América Latina) identificaram uma oportunidade estratégica: se o consumidor não distingue onde termina a publicidade e começa o varejo, o mercado precisa passar a operar de forma totalmente integrada.
No Brasil, a estratégia ganha força ao combinar três frentes: a escala operacional e de execução da Smollan; o planejamento, a criatividade e o live commerce da CASA IMA, e a capacidade de digitalização da Smollan Digital Commerce. A ambição é transformar essas competências em uma plataforma única de crescimento para grandes marcas, inaugurando a nova era de serviços, que o Grupo chama de “AGE”.
Conectar essas disciplinas é o que o setor em ascensão exige. A premissa não é substituir especialistas, mas alinhá-los sob a mesma visão. A CASA IMA passa a atuar nas discussões estratégicas antes mesmo do briefing, enquanto a Smollan Digital Commerce se concentra na dimensão central do mercado atual: transformar atenção em transação financeira.
A inteligência artificial acelera a transformação otimizando custos, enquanto os dados permitem rastrear a jornada completa, da comunicação à venda. Com isso, a vantagem competitiva deixa de estar na criação de campanhas isoladas e passa a estar na coordenação inteligente de todo o ecossistema.
Essa mudança responde diretamente à nova realidade das jornadas de consumo. Para Arruda, a transformação exige abandonar de vez o debate sobre atuações isoladas, pois “o consumidor já integrou tudo. Ele vê uma marca, interage, recebe uma recomendação, experimenta, compra e compartilha”. A experiência de quem consome é única, e há urgência de que a indústria passe a enxergar da mesma maneira.
A união das três frentes representa, portanto, uma aposta empresarial definitiva. O futuro do marketing pertencerá a quem conectar estratégia, dados, criatividade e execução em prol de um único objetivo central, o crescimento sustentável e geração de valor para toda a cadeia.
Para conhecer mais sobre a plataforma de serviços e as inovações em marketing integrado, visite o site oficial CASA | IMA e o perfil no Instagram @casaima.inc.
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