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Brasil Tem Menor Número de Pessoas em Busca de Trabalho em Uma Década

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 6,2% no trimestre até outubro, batendo a mínima recorde da série histórica iniciada em 2012 e com o menor número de pessoas em busca de trabalho em uma década, evidenciando continuidade de um mercado de trabalho aquecido.
O resultado divulgado nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou baixa ante a taxa de 6,8% do trimestre imediatamente anterior, até julho, e dos 7,6% vistos no mesmo período do ano passado.
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O dado ainda ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters.
“O momento do mercado de trabalho, pelos indicadores que temos, dá para dizer que é uma fase muito consistente, é o melhor momento e com uma diversidade de bons dados e números”, disse a coordenadora da pesquisa, Adriana Beriguy.
“Os fatores econômicos, bens, serviços, produção justificam essa taxa recorde. A melhora vem se dando tanto nas atividades ligadas à produção quanto em serviços e demanda”, disse, ressaltando que o resultado pode estar ligado também às festas de fim de ano.
Um mercado de trabalho aquecido, com taxa de desemprego muito baixa, levanta pontos positivos e negativos. Se por um lado o maior número de pessoas ocupadas favorece a atividade econômica, por outro complica o controle da inflação, destacadamente com a pressão sobre os preços dos serviços.
No início do mês, o Banco Central elevou a taxa básica de juros Selic em 0,5 ponto percentual, a 11,25%, e deve realizar novo aumento no início de dezembro, em meio a um cenário inflacionário desafiador, atividade econômica sólida e graves preocupações fiscais.
Nos três meses até outubro, o número de desempregados alcançou 6,839 milhões, uma queda de 8,0% ante o trimestre imediatamente anterior e de 17,2% sobre o mesmo período de 2023. Esse é menor número de pessoas desocupadas desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014.
O total de ocupados atingiu novo recorde, de 103,6 milhões, o que representa alta de 1,5% na comparação trimestral e de 3,4% na base anual.
Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado somavam 39,021 milhões no trimestre até outubro, também recorde e um aumento de 1,2% sobre os três meses imediatamente anteriores.
Os que não tinham carteira aumentaram 3,7%, para 14,4 milhões, outro recorde da pesquisa, o que elevou a taxa de informalidade a 38,9% –isso equivale a 40,3 milhões de trabalhadores informais, o maior contingente da série iniciada em 2016.
“A recorrente expansão da ocupação em 2024 tem gerado esses recordes”, destacou Beringuy.
Três dos dez grupamentos de atividade avaliados na PNAD Contínua do IBGE puxaram a alta da ocupação em relação ao trimestre de maio a julho. A população ocupada na indústria cresceu 2,9%, na construção houve aumento de 2,4% e o número de trabalhadores em outros serviços subiu 3,4%. Juntas, as três ganharam mais 751 mil trabalhadores no trimestre até outubro.
No período, a renda chegou a R$ 3.255, uma alta de 0,8% sobre os três meses imediatamente anteriores e de 3,9% sobre o mesmo período do ano passado.
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Negócios
O Legado de Gloria Steinem: 3 Lições de Liderança da Ativista Ícone do Feminismo

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Na quinta-feira (3), o mundo perdeu uma lenda e uma líder. Gloria Steinem, uma jornalista pioneira, autora estimada e ativista social que, ao longo de sua vida, se tornou uma das líderes mais reconhecidas do movimento feminista, morreu pacificamente em sua casa na cidade de Nova York aos 92 anos.
Até o fim, Steinem permaneceu engajada no trabalho pela igualdade: concedeu entrevistas, organizou encontros em sua casa em Manhattan e reuniu ativistas e pensadores para trocar ideias. Sua mensagem, às vezes, era bastante simples: “Me diga como posso ajudar.”
Em 22 de setembro, a Random House deve publicar seu livro de memórias final, “An Unexpected Life” (Uma Vida Inesperada), que resume uma carreira de mais de seis décadas.
Seu conjunto de obras abrangeu muitas áreas. Para muitos, Steinem atraiu atenção pela primeira vez como jornalista em 1963, quando se disfarçou para investigar as condições de trabalho das mulheres que trabalhavam como Coelhinhas da Playboy. Mais tarde, ela ajudou a lançar a revista New York e cofundou a revista Ms., antes de se tornar uma das principais vozes da segunda onda do feminismo.

Steinem também ajudou a estabelecer e cofundar o National Women’s Political Caucus, a Ms. Foundation for Women e o Women’s Media Center. Ela também criou o Voters For Choice, onde defendeu a Emenda dos Direitos Iguais, os direitos reprodutivos, a igualdade racial e uma maior representação das mulheres na política e na mídia.
Em 2013, o então presidente dos Estados Unidos Barack Obama concedeu a Steinem a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior honraria civil do país. Ela foi introduzida no Hall da Fama Nacional das Mulheres e, em 2021, recebeu o Prêmio Princesa das Astúrias de Comunicação e Humanidades, da Espanha.
A seguir, veja 3 lições de liderança de Gloria Steinem
Além do movimento que ela construiu, das histórias que contou e das vidas que inspirou, o estilo de liderança de Gloria Steinem oferece lições que seguem relevantes ainda hoje.
1. A liderança começa com a escuta
“Quero fazer justiça às mulheres que conheço, contar suas histórias”, explicou Steinem certa vez. “Não podemos empoderar as mulheres sem ouvir suas histórias.”
Em uma era em que a liderança está cada vez mais associada à visibilidade, aqueles no topo devem ouvir tanto quanto falam. Steinem tornou-se famosa por sua voz, mas grande parte de sua influência veio de escutar. Ela viajou, fez reportagens e criou plataformas para que outros contassem suas histórias.
Essa distinção é importante para os executivos de hoje. Liderança não se trata mais apenas de ter a voz mais alta na sala. Às vezes, a pessoa mais influente é aquela que compreende a experiência de todos os outros.

2. Não apenas participe da conversa; construa a plataforma
Steinem não apenas argumentou que a grande mídia precisava representar melhor as mulheres. Ela ajudou a construir uma nova mídia. Quando a revista Ms. foi lançada em 1971, era um folheto inserido na revista New York. No ano seguinte, se tornaria uma publicação independente. Na época, as revistas femininas eram amplamente dominadas por coberturas sobre beleza, casamento e tarefas domésticas.
A Ms. assumiu uma posição diferente ao abordar temas mais progressistas, entre eles a desigualdade no ambiente de trabalho, violência doméstica, direitos reprodutivos, racismo e assédio sexual. A lição? Quando as instituições existentes não oferecem espaço suficiente para uma ideia, às vezes a resposta não é lutar indefinidamente por um lugar na mesa de outra pessoa. É construir outra mesa.
Os líderes de hoje têm mais oportunidades do que nunca para fazer exatamente isso. Podcasts, newsletters, mídias sociais e comunidades digitais permitem que executivos e empreendedores construam públicos sem esperar sentados.
Steinem entendia isso, e agiu a respeito. A propriedade de uma plataforma pode transformar uma voz individual em influência institucional.

3. Grandes líderes criam mais líderes
Quando perguntaram a Steinem para quem ela eventualmente “passaria a tocha”, ela rejeitou a premissa. “Não existe uma única tocha — há muitas tochas”, disse em 2015, e acrescentou que usava a sua “para acender outras tochas.”
Essa talvez seja a lição de liderança mais importante de sua vida. Liderança não é sucessão por replicação. É multiplicação.
A influência de Steinem perdurou porque ela ajudou a criar oportunidades que poderiam continuar sem ela. Em vez de se tornar indispensável, ela dedicou décadas a ajudar outras pessoas a se tornarem poderosas.
Seu livro de memórias reforça essa filosofia. “An Unexpected Life” reflete sobre uma carreira que a própria Steinem diz que nunca poderia ter planejado completamente. “Temos a ideia de que nossas vidas são planejadas para valerem a pena”, ela disse no início deste ano. Mas argumentou que a habilidade de responder e aprender com o inesperado pode, em última análise, se mostrar mais valiosa.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Negócios
A Aliança Estratégica Entre CASA IMA E Smollan Que Encerra A Fragmentação Da Publicidade No Brasil
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A indústria do marketing se consolidou em estruturas isoladas, de agências de publicidade a operações focadas em trade. O resultado foi a criação de um ecossistema altamente sofisticado, mas excessivamente fragmentado.
Diante desse cenário, Luis Dente (CEO Latam da Smollan) e Carlos Arruda (CEO da CASA IMA na América Latina) identificaram uma oportunidade estratégica: se o consumidor não distingue onde termina a publicidade e começa o varejo, o mercado precisa passar a operar de forma totalmente integrada.
No Brasil, a estratégia ganha força ao combinar três frentes: a escala operacional e de execução da Smollan; o planejamento, a criatividade e o live commerce da CASA IMA, e a capacidade de digitalização da Smollan Digital Commerce. A ambição é transformar essas competências em uma plataforma única de crescimento para grandes marcas, inaugurando a nova era de serviços, que o Grupo chama de “AGE”.
Conectar essas disciplinas é o que o setor em ascensão exige. A premissa não é substituir especialistas, mas alinhá-los sob a mesma visão. A CASA IMA passa a atuar nas discussões estratégicas antes mesmo do briefing, enquanto a Smollan Digital Commerce se concentra na dimensão central do mercado atual: transformar atenção em transação financeira.
A inteligência artificial acelera a transformação otimizando custos, enquanto os dados permitem rastrear a jornada completa, da comunicação à venda. Com isso, a vantagem competitiva deixa de estar na criação de campanhas isoladas e passa a estar na coordenação inteligente de todo o ecossistema.
Essa mudança responde diretamente à nova realidade das jornadas de consumo. Para Arruda, a transformação exige abandonar de vez o debate sobre atuações isoladas, pois “o consumidor já integrou tudo. Ele vê uma marca, interage, recebe uma recomendação, experimenta, compra e compartilha”. A experiência de quem consome é única, e há urgência de que a indústria passe a enxergar da mesma maneira.
A união das três frentes representa, portanto, uma aposta empresarial definitiva. O futuro do marketing pertencerá a quem conectar estratégia, dados, criatividade e execução em prol de um único objetivo central, o crescimento sustentável e geração de valor para toda a cadeia.
Para conhecer mais sobre a plataforma de serviços e as inovações em marketing integrado, visite o site oficial CASA | IMA e o perfil no Instagram @casaima.inc.
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Liderança na Era da Convergência e a Construção de Legados com Propósito

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O sucesso executivo foi medido durante muito tempo por indicadores como crescimento, rentabilidade e geração de valor. Apesar de fundamentais, na Era da Convergência já não são suficientes para diferenciar os líderes que apenas administram empresas daqueles que moldam o futuro.
Além da questão do valor gerado pela organização, passa a ser questionado, de forma mais profunda, o porquê da existência da companhia.
As tecnologias exponenciais ampliaram a capacidade de crescimento em velocidade e escala inéditas, mas a tecnologia é amplificadora e acelera os impactos positivos e negativos. Por isso, o verdadeiro diferencial competitivo deixa de ser apenas tecnológico e passa a ser intencional.
Na Singularity, esse princípio aparece no Propósito Massivo Transformador (MTP): uma causa grande o suficiente para orientar decisões e direcionar a inovação para problemas que realmente importam. Ele funciona como uma bússola estratégica capaz de alinhar crescimento econômico com relevância social.
Essa talvez seja a principal mudança da liderança contemporânea. O executivo deixa de ser apenas gestor de resultados para tornar-se arquiteto de futuros.
O que diferencia as empresas longevas não é apenas a capacidade de inovar, mas a habilidade de permanecer significativas diante das transformações. Em vez de perguntar “qual será nosso próximo trimestre?”, os líderes precisam reavivar a seguinte pergunta: “Qual será nossa contribuição quando olharmos para esta década em retrospectiva?”.
Legado executivo é sobre construir organizações que continuem gerando valor quando seus líderes já não estiverem ocupando suas cadeiras. E utilizar a tecnologia para ampliar as possibilidades humanas, e não apenas a eficiência operacional.
Na Era da Convergência, a competência mais importante da liderança é integrar os atributos vistos como opostos: lucro e propósito, inovação e responsabilidade, estratégia e humanidade.
Os relatórios anuais vão registrar os resultados alcançados, mas serão as transformações provocadas que definirão o verdadeiro legado de uma liderança.
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