Negócios
Falta de Apoio das Empresas Afasta Mulheres da Liderança

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Mulheres dizem estar menos interessadas em avançar na carreira, segundo um novo relatório da Lean In e da consultoria global McKinsey, enquanto algumas organizações reduzem seus esforços para apoiar o desenvolvimento profissional feminino.
O relatório Women In The Workplace 2025 reuniu respostas de mais de 9.500 profissionais, de 124 empresas. As participantes foram questionadas sobre o desejo de serem promovidas ao próximo nível, e os resultados revelam uma mudança de comportamento.
As mulheres agora têm menos probabilidade do que os homens de demonstrar interesse em promoção, especialmente nos cargos de entrada: 80% dos homens disseram querer avançar na carreira, contra apenas 69% das mulheres. “Estamos em uma encruzilhada”, afirma Sheryl Sandberg, ex-COO do Facebook e cofundadora da Lean In, organização que atua para acabar com a desigualdade de gênero no mercado de trabalho.
Embora a pesquisa faça perguntas sobre ambição há mais de uma década, os resultados deste ano mostram o maior gap entre gêneros já registrado — e é a primeira vez que o resultado é estatisticamente significativo. “Isso não se aplica a todas as mulheres em todas as empresas”, explica Sandberg. “A queda na ambição está concentrada entre mulheres que sentem que seus ambientes de trabalho já não investem em seu crescimento.”
Empresas reduzem programas com foco na liderança feminina
A pesquisa mostra que muitas organizações reduziram programas voltados a apoiar mulheres a avançar na carreira. Em uma parte do relatório, profissionais de recursos humanos foram questionados sobre as políticas de suas empresas. Muitas organizações deixaram de priorizar iniciativas como treinamentos contra vieses de gênero e esforços para fortalecer a diversidade. Quase uma em cada seis afirmou ter reduzido equipes ou recursos dedicados à diversidade e inclusão. Ainda assim, a maioria das organizações entrevistadas afirma continuar comprometida com essas iniciativas.
Rachel Thomas, CEO e cofundadora da Lean In, afirma que, se as mulheres sentem falta de apoio e percebem “ventos contrários” nos níveis mais altos, podem se tornar menos ambiciosas. De fato, os pesquisadores descobriram que mulheres que contam com o apoio de mentores e líderes seniores demonstram o mesmo interesse por promoções que seus colegas homens. “Quando as mulheres recebem as mesmas tarefas desafiadoras, oportunidades de treinamento em liderança e acesso a gestores, essa lacuna de ambição simplesmente não existe”, acrescenta Sandberg.
A pesquisa mostrou claramente que os homens recebem mais desses recursos. Homens em cargos de entrada têm maior probabilidade do que mulheres de contar com um mentor ou defensor da sua carreira (45% contra 31%), receber tarefas desafiadoras (32% contra 22%) e ser indicados para promoção (28% contra 22%).
Talvez o dado mais impressionante seja que homens em cargos iniciais têm o dobro de chances de ocupar posições de gestão de pessoas em comparação com suas colegas mulheres. “Isso significa que eles têm mais chances de desenvolver as habilidades e a exposição que levam ao avanço na carreira”, explica Thomas.
Tendências culturais também podem influenciar
Essa mudança na ambição feminina não ocorre isoladamente. Além de as empresas estarem recuando em iniciativas que ajudam mulheres a progredir em suas carreiras, tendências culturais também as puxam na direção oposta. Alguns argumentam que tendências virais como “lazy-girl job” ou “snail-girl” — funções com menos estresse e mais flexibilidade — indicam que mulheres jovens estão abandonando a cultura da hiperprodutividade. Ao mesmo tempo, as redes sociais difundem conteúdos sobre “tradwives” (esposas tradicionais), que celebram ficar em casa e adotar papéis de gênero convencionais. Até mesmo o conceito de “stay-at-home girlfriends” — mulheres jovens que não têm empregos formais e se dedicam à casa, ao autocuidado e à rotina doméstica, sustentadas financeiramente por um parceiro — passou a fazer parte do debate.
Para além do direito individual de escolher como conduzir a própria vida e a carreira, Sandberg avalia que essas tendências refletem ideias antigas que seguem sendo prejudiciais às mulheres e à sua independência. “Existem mulheres que têm a possibilidade financeira e desejam ser esposas e mães em tempo integral. Essa é uma ótima escolha e pode ser uma vida muito plena e importante”, diz. “Mas a maioria das mulheres não tem essa opção. Financeiramente, a maioria precisa sair de casa para trabalhar e sustentar suas famílias.”
O que as empresas podem fazer para reduzir as desigualdades de gênero
Existem várias medidas que as empresas podem adotar para reverter a queda na ambição feminina e apoiar as carreiras das mulheres. Segundo Thomas, uma das ações mais essenciais é monitorar resultados: quem recebe apoio, quem tem acesso a treinamentos de liderança e quem é promovido. Acompanhar o acesso às oportunidades e garantir equidade é fundamental para criar um ambiente de trabalho em que as mulheres possam prosperar.
O relatório também recomenda que as empresas garantam que decisões de contratação e promoção sejam baseadas em mérito e que capacitem gestores para impulsionar o desenvolvimento de carreira de seus times. “Quando os gestores apoiam o avanço profissional, as mulheres têm uma probabilidade significativamente maior de receber aumentos ou promoções em comparação com aquelas cujos gestores não oferecem esse apoio”, afirma o relatório.
O estudo aponta ainda que, de modo geral, as mulheres se sentem menos confortáveis do que os homens para se posicionar e assumir riscos no trabalho. Thomas destaca que mentoria e apoio é uma das formas mais eficazes de ajudar profissionais a avançar na carreira. No entanto, isso costuma ser prejudicado pela tendência de gestores apoiarem pessoas semelhantes a eles próprios — ou seja, homens tendem a patrocinar outros homens. Para combater isso, ela defende que as organizações incentivem explicitamente líderes seniores a olhar além de seus círculos habituais e impulsionar profissionais com diferentes origens.
“Entendam que o campo de jogo não é nivelado para as mulheres, e o sistema não é justo para elas. E entendam que, para extrair o melhor desempenho de cada funcionário, é preciso garantir que o sistema funcione para todos”, afirma Sandberg. Ela diz estar “preocupada” com o futuro. Os resultados deste ano refletem um retrocesso para as mulheres, já que os avanços conquistados ao longo da última década estagnaram ou foram revertidos. Empresas e lideranças precisam agir para mudar essa trajetória.
*Kim Elsesser é colaboradora sênior da Forbes USA. Ela é especialista em vieses inconscientes de gênero e professora de gênero na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles).
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Negócios
Quer Ganhar Mais? 5 Estratégias Que Vão Além da Dedicação
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A maioria das pessoas não consegue um aumento salarial apenas porque trabalha duro. E sim porque é vista como mais valiosa, confiável e central para os resultados do que outros na mesma função. A boa notícia é que esse posicionamento é algo que você pode construir ativamente por meio da forma como trabalha, se comunica e se apresenta todos os dias.
A seguir, veja cinco estratégias que podem te ajudar a deixar de ser visto como alguém que “apenas faz o seu trabalho” e passar a ser reconhecido como um profissional em outro patamar que merece um nível salarial mais alto.
5 estratégias para conseguir um aumento salarial
1. Levante a mão para novos projetos
Uma das maneiras de se destacar é assumir trabalhos que não estão claramente definidos: os projetos um pouco confusos, em evolução ou sem um dono claro. A maioria das pessoas evita esse tipo de trabalho porque se sentem inseguras, mas é exatamente aqui que a visibilidade e a influência são criadas.
Em vez de esperar por tarefas totalmente estruturadas, comece a levantar a mão quando algo parecer incerto, mas importante. Uma vez envolvido, concentre-se em trazer clareza em vez de perfeição. Faça perguntas inteligentes, defina os próximos passos e transforme a confusão em estrutura.
Os gestores notam as pessoas que trazem ordem à ambiguidade porque isso reduz o estresse deles e acelera a execução. Você passa a ser visto como alguém que ajuda a definir as tarefas.
2. Assuma a responsabilidade pelos resultados
Há uma grande diferença entre fazer o trabalho e ser dono dos resultados. Pessoas que recebem aumentos salariais tendem a pensar em resultados, não em atividades. Em vez de dizer “trabalhei no relatório”, você muda para “melhorei o processo de relatórios, o que ajudou a equipe a economizar tempo ou a tomar decisões melhores.”
Comece a se vincular a resultados mensuráveis, mesmo que não seja oficialmente responsável por eles. Se um projeto for bem-sucedido, conecte sua contribuição ao resultado de forma clara e honesta. Se algo não estiver funcionando, sugira o que deve mudar e tome a iniciativa de consertar parte disso. Quando você se comporta consistentemente como alguém que é dono dos resultados, os líderes começam a confiar a você trabalhos de maior risco. Essa confiança é, muitas vezes, o que leva a conversas sobre promoção e aumentos salariais.
3. Antecipe necessidades
Um dos sinais mais fortes de prontidão para um aumento salarial é o pensamento proativo. Isso significa que você resolve problemas antes que eles sejam atribuídos a você. Você não apenas reage, mas antecipa.
Comece a prestar atenção aos padrões da sua equipe. Se os prazos são sempre apertados em determinados momentos, prepare-se com antecedência. Se os gestores sempre pedem os mesmos dados, crie um modelo. Se as reuniões costumam ultrapassar o horário, proponha uma estrutura de pauta mais clara.
Esses pequenos movimentos mostram que você pensa além da sua própria lista de tarefas. Quando você traz soluções antes que os problemas sejam formalmente levantados, você muda sua posição de executor para pensador.
4. Comunique-se como um líder
Seu estilo de comunicação pode reforçar seu valor ou escondê-lo. Os profissionais que se posicionam para aumentos salariais se comunicam de uma forma que reflete senso de propriedade e tomada de decisão.
Em vez de longas explicações, foque na clareza. Qual é a situação, o que importa e o que você recomenda. Se estiver falando com seu gestor, explique o problema e o que deve acontecer a seguir. Por exemplo, em vez de dizer “Estamos atrasados”, você pode dizer “Estamos atrasados devido a X, e recomendo que ajustemos Y para recuperar o tempo perdido.”
Pesquisas recentes mostram que os líderes têm uma probabilidade significativamente maior de aprovar aumentos salariais e promoções quando os funcionários são vistos como contribuidores proativos que influenciam decisões, em vez de apenas executarem tarefas. A liderança recompensa profissionais que já demonstram essa postura. Quanto mais você praticar esse estilo, mais será percebido como alguém que opera acima do seu nível atual.
5. Conclua tarefas sem lembretes
A confiabilidade é um dos impulsionadores mais subestimados para o crescimento salarial. Muitas pessoas começam bem, mas precisam de lembretes para concluir tarefas. As pessoas que progridem são aquelas que consistentemente entregam resultados sem precisarem ser cobradas.
Comece a construir um sistema simples para si mesmo. Quando se comprometer com algo, divida-o em etapas e defina seus próprios prazos internos antes dos externos. Se algo for atrasar, comunique cedo, em vez de esperar ser questionado. Os gestores valorizam pessoas que reduzem a necessidade de supervisão porque isso libera o tempo deles e reduz os riscos. Cumprir o prometido sem lembretes cria confiança, e a confiança desbloqueia maiores responsabilidades, que quase sempre vêm antes de aumentos salariais.
*Sho Dewan é colaborador da Forbes US. Ele é fundador e CEO da Workhap, de consultoria de carreira, além de ser criador de conteúdo e LinkedIn Top Voice.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Presidente da Meta Diz Que Não Espera Mais Demissões em Massa Este Ano
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, disse aos funcionários que não espera mais demissões em massa em toda a empresa este ano, de acordo com uma cópia vista pela Reuters de um memorando distribuído nesta quarta-feira (20).
O bilionário fez o anúncio no mesmo dia em que a Meta realizou uma reestruturação maciça, demitindo 10% de sua força de trabalho globalmente e transferindo 7.000 outros profissionais para novas iniciativas relacionadas a fluxos de trabalho de inteligência artificial.
“Quero deixar claro que não esperamos outras demissões em massa em toda a empresa este ano. Também quero reconhecer que não temos sido tão claros quanto desejamos ser em nossa comunicação, e essa é uma área que quero garantir que melhoremos”, disse Zuckerberg.
Os funcionários deixaram comentários na postagem do presidente da Meta citando as palavras “em toda a empresa” e “esperamos”.
Um porta-voz da Meta não se manifestou.
No total, as demissões em massa e transferências anunciadas esta semana estão atingindo cerca de 20% da força de trabalho da Meta. Algumas das transferências já aconteceram, enquanto em outros casos os funcionários estão sendo notificados nesta quarta-feira.
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Negócios
Rosewood São Paulo Nomeia Nova Diretora de Marketing e Comunicação
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O Rosewood São Paulo anunciou Daniella Borghi como nova diretora de marketing e comunicação. Na posição, ela se reportará a Silvio Araújo, diretor de vendas e marketing do hotel.
Formada em comunicação pela Universidade Paulista e com mais de três décadas de carreira, Daniella soma passagens por agências multinacionais como Publicis, Ogilvy, DDB e BETC Havas. A executiva também atuou como gerente de comunicação da Nestlé no Brasil, na Suíça e na Espanha, onde liderou iniciativas para mercados da Europa, África e Oriente Médio.
No Rosewood São Paulo, Daniella terá o foco em destacar narrativas sobre a cultura e a criatividade brasileiras. “Acredito na comunicação como uma ferramenta de construção de desejo, pertencimento e significado”, afirma.
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