Negócios
Gilson Finkelsztain, CEO da B3, Presidirá o Santander Brasil a Partir de Julho
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
O banco Santander Brasil (SANB11) estará sob novo comando a partir de julho. O presidente Mario Lopes Leão está deixando voluntariamente o banco e será substituído por Gilson Finkelsztain, atualmente CEO da B3, empresa que controla a bolsa de valores.
Leão comunicou sua decisão diretamente à CEO global, Ana Patrícia Botín, no início de janeiro. Segundo interlocutores do executivo, ele considera encerrado o seu ciclo à frente do Santander. A transição deverá ocorrer ao longo do próximo trimestre.
Não é a primeira movimentação de Finkelsztain em direção ao banco espanhol. Em julho do ano passado, seu nome foi sugerido para o Conselho de Administração e aprovado pelos acionistas do banco. O executivo exerceria o cargo paralelamente à sua atuação na B3, mas os acionistas da Bolsa não foram exatamente simpáticos à ideia.
Dez anos no Santander
Engenheiro de produção pela Escola Politécnica da USP, Leão está há 11 anos no Santander. Ingressou no banco em 2015, assumindo o cargo de diretor do banco de atacado e do banco de investimentos. Antes, havia passado sete anos no banco americano Morgan Stanley, onde foi diretor de mercado de capitais.
Dois anos após sua chegada ao Santander, foi promovido para o Comitê Executivo do banco e assumiu a presidência em janeiro de 2022, substituindo o extrovertido Sérgio Rial. Mais discreto, Leão teve de enfrentar um cenário adverso, com a retomada da economia após a pandemia provocada pelo coronavírus e uma conjuntura internacional turbulenta.
Além disso, o sistema financeiro brasileiro foi abalado no início de 2023 com a fraude de cerca de R$ 40 bilhões na Americanas, empresa de quem o Santander era um dos maiores credores. A fraude, descoberta por seu antecessor Rial, que passou poucos dias na presidência da varejista, comprometeu os empréstimos de todos os bancos para o setor varejista e afetou os resultados nos anos que se seguiram.
A gestão de Leão concentrou-se em melhorar os resultados operacionais e em aprofundar o processo de digitalização do banco, com a redução da rede de agências. No fim de 2021, a rede incluindo agências e postos de atendimento somava 3.379 unidades, número que havia caído pela metade, para 1.688 no fim de 2025.
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Novo CEO da Disney, Josh D’amaro, Assume o Comando para uma Jornada Cheia de Desafios

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Josh D’Amaro assume oficialmente sua nova função como presidente-executivo da Disney na reunião anual de acionistas nesta quarta-feira (18), assumindo o comando da gigante do entretenimento em um momento de profunda mudança.
A administração do lucrativo negócio de parques temáticos da empresa, que representa 57% do lucro de US$ 17,5 bilhões (R$ 91,1 bilhões) do ano passado, ajudou a elevar D’Amaro ao cargo mais alto.
Os investidores estão ansiosos para que D’Amaro apresente sua estratégia para guiar a Disney na era da inteligência artificial, quando os gigantes da tecnologia ameaçam reescrever a economia da mídia, e para administrar possíveis interrupções no negócio de turismo da empresa causadas pelo conflito no Oriente Médio e pelo aumento dos preços do petróleo.
D’Amaro também herda um setor televisivo em declínio, um cansaço do público em relação a grandes marcas de entretenimento como a Marvel e Star Wars, e um cenário de entretenimento fragmentado, no qual a Disney precisa competir com o YouTube e o TikTok pelo tempo e pela atenção dos espectadores. Ele também terá que apagar as lembranças de outro ex-diretor de parques promovido a CEO da Disney, Bob Chapek, cujo mandato breve e malsucedido resultou no retorno do líder de longa data da empresa, Bob Iger, em novembro de 2022.
Embora tanto D’Amaro quanto Chapek tenham saído da divisão de parques, a diretoria da Disney juntou D’Amaro com a veterana executiva de televisão Dana Walden, que foi promovida a presidente e diretora de conteúdo. O analista da TD Cowen, Doug Creutz, escreveu que a comprovada experiência criativa de Walden aumentará os pontos fortes operacionais de D’Amaro.
“No entanto, será fundamental que os dois executivos consigam estabelecer uma parceria sólida”, escreveu Creutz em uma nota de analista.
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Oncoclínicas Elege Marcel Vieira Como Novo CFO após Renúncia de Camille Faria
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A Oncoclínicas disse na noite de domingo (15) que o seu conselho aprovou por maioria a eleição de Marcel Cecchi Vieira para os cargos de vice-presidente executivo, diretor executivo financeiro e diretor executivo de relações com investidores, conforme ata do conselho de administração da companhia.
A eleição do novo CFO ocorreu após a renúncia de Camile Loyo Faria dos mesmos cargos, de acordo com o documento.
O grupo não revelou detalhes sobre os motivos que levaram a saída de Faria, mas disse em outro documento que Cecchi iria ocupar interinamente os cargos.
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Igualdade de Gênero em Cifras: O Que Dizem os Dados sobre Remuneração de CEOs

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
Em março celebramos o Dia Internacional das Mulheres e, assim como nos últimos anos, pautas relacionadas à luta pela igualdade de direitos e condições voltaram a ganhar espaço na mídia e nas redes sociais, acompanhadas de relatos de misoginia e preconceito no ambiente corporativo.
Esse não é exatamente um reflexo da minha experiência pessoal, mas é inegável que ainda temos um longo caminho a percorrer. Ao longo dos meus mais de 20 anos de carreira corporativa, já ouvi que eu só podia ser ou bonita ou inteligente, e que estavam surpresos por eu não estar apenas de forma cenográfica nas reuniões. Também já ouvi que precisavam de mim entre um grupo de líderes porque eu representaria a diversidade, por ser mulher (e não pelo que eu tinha a contribuir em termos de conhecimento).
Mas isso não reflete nem minimamente a minha história profissional, e não foi causa e nem consequência dos lugares que ocupo hoje, seja no meio corporativo, no ambiente acadêmico, como colunista ou como membro de comitês de pessoas.
Liderança feminina avança
Mesmo que a percepção geral seja a de que a desigualdade entre homens e mulheres seja uma verdade absoluta e intransponível, os números nos mostram que as mulheres vêm alcançando maior destaque na liderança das organizações. É uma mudança lenta, mas real.
Vejamos, por exemplo, as empresas listadas na B3, que indicam um crescimento de 47% em 2024 para 52% das organizações tendo pelo menos uma mulher na diretoria estatutária em 2025. Parece um crescimento pequeno, mas em 2021 somente 39% das empresas tinham lideranças femininas. A presença de mulheres nos conselhos de administração também subiu de 66% para 69% no último ano.
É verdade que, destas empresas, 36% possuem somente uma mulher na diretoria, e que as posições de CEO ainda estão majoritariamente concentradas em perfis masculinos (aproximadamente 95% dos cargos). Mas a evolução está acontecendo.
A igualdade de gênero na remuneração
Além de saber se as mulheres estão conseguindo crescer na estrutura, é também preciso comparar a remuneração praticada para homens e mulheres nestas posições executivas. Infelizmente, a partir do Formulário de Referência, só é possível segmentar por gênero os dados de remuneração para a posição de CEO. E como a amostra de mulheres é muito pequena, a análise fica prejudicada. Mas já conseguimos ter alguns insights importantes.
Contei com a ajuda da IA para comparar a remuneração de cinco mulheres, ocupando posições de CEO em grandes empresas de capital aberto, com a remuneração de CEOs homens em empresas de portes similares no setor privado. Nesta análise, excluí os programas de ILP (Incentivos de Longo Prazo) por terem características muito específicas, como por exemplo as diferenças de outorgas anuais vs mega grants.
Os gráficos a seguir indicam a Receita Líquida das empresas no eixo X e a remuneração dos CEOs no eixo Y, sendo que o primeiro considera somente a remuneração fixa e o segundo inclui o fixo + bônus anuais. Em ordem crescente de Receita Líquida, as empresas lideradas por mulheres são: Moura Dubeux, Alupar, Nubank, Banco do Brasil e Petrobras.


Os dados revelam que o maior gap salarial entre gêneros no topo das empresas de capital aberto não decorre necessariamente de uma política discriminatória direta, mas sim de uma distorção estrutural: as mulheres CEOs de maior visibilidade estão concentradas em estatais (Petrobras e BB).
Devido ao teto salarial do funcionalismo público, essas executivas gerem receitas bilionárias recebendo até 90% menos que seus pares masculinos que lideram empresas privadas de porte similar. Já nas 3 primeiras empresas do gráfico, que refletem dados do setor privado, esse gap fica numa média de 10% (dispersão dentro de padrões normais).
Quando faço essas análises na consultoria, comparando a remuneração de líderes dos dois gêneros que ocupam posições de complexidades equivalentes no setor privado, também não identifico grandes diferenças. E isso é motivo para comemorar.
Essa análise me remeteu a um livro que recomendo fortemente: “Factfulness — O hábito libertador de só ter opiniões baseadas em fatos”, de Hans Rosling. O autor apresenta dados que desconstroem crenças instintivas e pessimistas sobre o mundo (muitas delas alimentadas por informações desatualizadas) e mostra como nossa visão costuma subestimar o progresso real.
Fiquei surpresa ao rever ideias pré-concebidas que eu mesma tinha sobre temas como a extrema pobreza no mundo e os anos de escolaridade de meninos e meninas em países de baixa renda. À luz desses insights e do que observamos sobre liderança e remuneração, arrisco dizer que a igualdade de gênero está entre as áreas em que o mundo tem, sim, avançado. Um passo de cada vez.
*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.
Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.
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