Política
Assembleia Legislativa empossa Ricardo Ferraço no cargo de governador no dia 2 de abril

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) realiza, no dia 2 de abril, a sessão solene de posse do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) no cargo de governador do Estado. A cerimônia será conduzida pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Santos (União), e seguirá o rito previsto na Constituição Estadual. Caso se confirme o calendário institucional, a atual Presidência poderá conduzir duas posses de governadores durante a mesma legislatura — situação inédita na história recente do Parlamento capixaba.
Com a solenidade, o Legislativo estadual cumpre sua atribuição constitucional de formalizar a transmissão do cargo de chefe do Poder Executivo. Desde a redemocratização do país, no início da década de 1980, essa será a 13ª vez que a Assembleia Legislativa preside o ato de posse de um governador do Espírito Santo (veja lista ao final).
Ricardo Ferraço assumirá o governo em substituição a Renato Casagrande (PSB), que renunciará ao cargo para concorrer a uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano. A sessão solene está marcada para 14 horas, no Plenário Dirceu Cardoso, no Palácio Domingos Martins.
Cerimônia
De acordo com o protocolo cerimonial da Assembleia Legislativa, o governador prestará compromisso constitucional diante da Mesa Diretora e de autoridades federais, estaduais e municipais, declarando: “Prometo manter, defender e cumprir as constituições federal e estadual, observar as leis e promover o bem geral do povo espírito-santense”.
Em seguida, será realizada a assinatura do termo de posse, que será lido em plenário pelo primeiro-secretário da Casa, deputado Hudson Leal (Republicanos), formalizando o ato.
A cerimônia terá início com a chegada de Ricardo Ferraço ao Palácio Domingos Martins pela entrada principal. Em seguida, ele seguirá para o Salão Nobre e, posteriormente, para o plenário, onde ocorrerá a sessão solene. O espaço será destinado a deputados e autoridades convidadas, enquanto o público poderá acompanhar a solenidade pelas galerias e por telões instalados na sede do Legislativo.
Marco institucional
A posse de Ricardo Ferraço também poderá marcar um momento singular na história recente do Parlamento capixaba. O presidente Marcelo Santos relembra que situação semelhante ocorreu apenas em 1986, quando o então presidente da Assembleia, Hugo Borges, conduziu a posse de José Moraes após a saída do governador Gerson Camata, que deixou o cargo para disputar o Senado.
“É uma honra participar deste momento histórico, que só acontece porque compartilhamos o mesmo propósito: querer o que é melhor para o Espírito Santo. Isso passa diretamente pela liderança e pela experiência de Ricardo Ferraço, que conhece os nossos desafios e tem a competência necessária para dar novos passos neste ciclo de desenvolvimento. Não queremos continuísmo, queremos a continuidade de um projeto que está dando certo para o Estado e para os capixabas. É um novo momento de união e de reafirmar o nosso compromisso com o futuro do Espírito Santo”, declarou o chefe do Legislativo estadual.
Com a cerimônia de 2 de abril, Marcelo ficará responsável pela condução de duas posses de governadores dentro da mesma legislatura: a de Ferraço, em 2026, e a do governador eleito nas eleições estaduais do mesmo ano, cuja posse está prevista para 6 de janeiro de 2027.
Episódios históricos
Segundo o pesquisador João Gualberto, episódios de renúncia de governadores já ocorreram em outros momentos da história política capixaba.
Em 1962, o então governador Carlos Lindenberg, eleito em 1958, deixou o cargo para disputar o Senado. Na ocasião, o vice Raul Giuberti também renunciou. Diante da vacância, a Assembleia Legislativa conduziu o processo de escolha do sucessor, enquanto o deputado Hélsio Pinheiro Cordeiro assumiu interinamente o governo até a realização de eleição indireta que levou Asdrúbal Martins Soares ao cargo.
Outro episódio ocorreu em 1966, quando o governador Francisco Lacerda renunciou durante o período do regime militar, sendo sucedido pelo vice Rubens Rangel.
Minicurrículo
Ricardo de Rezende Ferraço nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, em 17 de agosto de 1963. Casado e pai de três filhos, iniciou sua trajetória política como vereador do município entre 1983 e 1988.
Posteriormente, exerceu dois mandatos como deputado estadual (1991–1999), período em que também presidiu a Assembleia Legislativa do Espírito Santo entre 1995 e 1997.
Ferraço também atuou como deputado federal (1999–2003) e senador da República (2011–2019). No governo estadual, foi secretário de Agricultura entre 2003 e 2006 e vice-governador entre 2007 e 2010, quando coordenou o Programa Capixaba de Investimentos Públicos, voltado à infraestrutura e mobilidade.
Mais recentemente, esteve à frente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes) e atualmente coordena o Programa Estado Presente.
Governadores empossados pela Assembleia após a redemocratização
- 1983–1986: Gerson Camata
- 1986–1987: José Moraes (após renúncia de Camata)
- 1987–1991: Max Mauro
- 1991–1995: Albuino Azeredo
- 1995–1999: Vitor Buaiz
- 1999–2003: José Ignácio Ferreira
- 2003–2007: Paulo Hartung
- 2007–2011: Paulo Hartung
- 2011–2015: Renato Casagrande
- 2015–2019: Paulo Hartung
- 2019–2023: Renato Casagrande
- 2023–2026: Renato Casagrande
Por Redação Web Ales
Política
Sabatina de Jorge Messias para o STF começa no Senado

Mais de cinco meses após o anúncio da indicação, teve início a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (29), na busca de uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao abrir a fala, Messias destacou sua trajetória acadêmica e profissional, defendendo a aplicação da Constituição com humanismo e diversidade.
“A Constituição somente se concretiza seus valores fundamentais quando aplicada com o humanismo e diversidade de saberes aqui nesta casa tão presentes”, destacou Messias.
A indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para o lugar do ministro aposentado Luis Roberto Barroso, precisa passar por aprovação na CCJ e, em seguida, no plenário do Senado. São necessários 41 votos para aprovação ao Supremo.
A demora para sabatina e votação da indicação de Messias ao STF ocorreu por resistência de parte dos senadores ao nome de Messias, em especial, o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar a vaga no STF.
O Advogado-Geral da União (AGU) Jorge Messias foi anunciado ao cargo no dia 20 de novembro de 2025, mas a mensagem do Planalto ao Congresso formalizando a indicação foi adiada para o início de abril.
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Durante a sabatina, Messias deve ser questionado pelos senadores e senadoras sobre a postura que deve ter no STF. EM seguida, sua indicação é votada na CCJ e, ainda nesta quarta-feira, o plenário da Casa deve apreciar a indicação.
Trajetória acadêmica e profissional
Jorge Rodrigo Araújo Messias se graduou em direito, em 2003, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Em 2018, finalizou mestrado em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional, na Universidade de Brasília (UnB), onde também concluiu o doutorado com tese sobre o mesmo tema, no ano de 2024.
Ainda no campo acadêmico, o indicado foi professor de direito na UnB entre 2018 e 2022, como convidado, e da Universidade Santa Cecília (UNISANTA), desde 2024.
Suas publicações acadêmicas incluem livro, em coautoria, intitulado Reclamação Constitucional no Supremo Tribunal Federal e Fazenda Pública, e a organização do livro Análise Social do Direito: Por uma Hermenêutica de Inclusão.
É também autor de diversos capítulos de livros jurídicos, entre eles, Advocacia Pública e Democracia, que integra a obra Defesa da Democracia e das Liberdades, publicada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Jorge Messias foi ainda autor de um capítulo do livro Convenção Americana de Direitos Humanos Comentada, e um capítulo em Direito Público e Democracia – Estudos em homenagem aos 15 anos do ministro Benedito Gonçalves no STJ.
“O currículo do indicado encaminhado a esta Casa elenca também 85 (oitenta e cinco) trabalhos publicados, listados e enumerados como “outras produções técnicas”, além de 26 (vinte e seis) participações em eventos jurídicos, como palestrante ou conferencista”, escreveu o relator da indicação de Messias na CCJ, o senador Weverton (PDT-MA).
Jorge Messias ainda integrou o Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (IBRADEMP) e o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Atualmente, é associado ao Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e da OAB.
Segundo Messias, esses são “espaços que reforçam minha crença na importância do direito como instrumento do desenvolvimento nacional, da estabilidade institucional e da justiça social”.
O indicado ainda foi presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Banco Central (2006-2007); e ocupou cargo no Sindicato de servidores da Fazenda Nacional – Sinprofaz (2008-2010); foi membro da Comissão Nacional da Advocacia Pública Federal do Conselho Federal da OAB (2010-2012).
A carreira profissional do indicado começa como técnico bancário concursado da Caixa Econômica Federal, entre 2002 e 2006. Em 2006, é aprovado para a Advocacia-Geral da União (AGU), primeiramente como Procurador do Banco Central do Brasil e, posteriormente, também por concurso público, como Procurador da Fazenda Nacional.
Na AGU, Messias atuou nas consultorias jurídicas do Ministério da Educação (2012), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (2011-2012), da Casa Civil (2014 e 2016). Desde 2023, atua como ministro de estado da AGU.
Agencia Brasil
Política
Sérgio Vidigal desponta como opção de vice na chapa de Ricardo Ferraço; PDT articula bastidores

Em movimentação estratégica nos bastidores da política capixaba, o PDT do Espírito Santo avança na construção de um projeto ambicioso para as eleições de 2026: indicar o ex-prefeito da Serra, Sergio Vidigal, como vice na possível chapa governista encabeçada por Ricardo Ferraço (MDB). A articulação, tratada internamente pela cúpula pedetista, será formalmente debatida em reunião da Executiva estadual nos próximos dias.
Segundo apuração, o tema já circula com forte aceitação entre lideranças do partido. O presidente estadual, Alessandro Comper, confirmou que a discussão está na pauta, enquanto o vice-presidente do PDT de Vitória, Júnior Fialho, também participa das articulações que buscam consolidar o nome de Vidigal como peça-chave no tabuleiro eleitoral.
Força política e capital eleitoral
O principal ativo do PDT nessa negociação é o comando político da Serra, maior município e colégio eleitoral do estado, com mais de 356 mil eleitores, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. A cidade se tornou vitrine da força política de Vidigal, que protagonizou um dos movimentos mais emblemáticos das eleições de 2024.
Mesmo com índices superiores a 85% de aprovação e possibilidade de reeleição, Vidigal optou por lançar à própria sucessão um nome até então pouco conhecido do grande público: Weverson Meireles. À época com menos de 1% nas intenções de voto, Meireles cresceu de forma exponencial durante a campanha, vencendo no primeiro turno e chegando ao segundo turno com cerca de 140 mil votos e consolidando vitória com 60,48%.
O episódio é frequentemente citado nos bastidores como prova concreta da capacidade de transferência de votos de Vidigal — um diferencial relevante em uma disputa estadual.
Equilíbrio regional na chapa
A eventual composição entre Ricardo Ferraço(MDB), liderança do sul do estado, natural de Cachoeiro de Itapemirim, e Vidigal, com forte presença na Grande Vitória, especialmente na Serra, é vista como estratégica para equilibrar forças regionais e ampliar a capilaridade eleitoral da chapa governista.
Além do peso político, Vidigal reúne experiência administrativa e legislativa: é médico psiquiatra, foi prefeito da Serra por quatro mandatos, deputado federal, estadual, vereador e recentemente, foi secretário de estado de desenvolvimento econômico. Soma-se a isso sua histórica proximidade com o ex-governador Renato Casagrande (PSB), o que reforça sua inserção no grupo político que hoje lidera o Estado.
Movimento que pode redefinir o jogo
Nos bastidores, a leitura é de que a entrada de Vidigal como vice não apenas fortalece a candidatura de Ferraço, como também consolida o PDT como protagonista dentro da base governista. A decisão, no entanto, ainda depende de alinhamentos internos e das negociações com demais partidos aliados.
Se confirmada, a chapa pode redesenhar o cenário eleitoral de 2026 no Espírito Santo, unindo experiência administrativa, força eleitoral comprovada e equilíbrio geopolítico — elementos que, juntos, elevam o nível da disputa pelo comando do Estado.
Política
Médico diz que presidente Lula retirou lesão e deve repousar nos próximos dias

O presidente Lula passou por um procedimento cirúrgico na manhã desta sexta-feira (24), em São Paulo, para retirada de uma lesão do couro cabeludo. Segundo o médico Ricardo Kalil, que acompanha Lula, correu tudo bem, sem nenhuma intercorrência: “ele deverá permanecer mais algumas horas no hospital e deve ir para casa hoje”, disse o doutor.
O procedimento foi feito pela médica Cristina Abdala e houve a retirada de pele na região da cabeça. “Foi uma lesão de pele. É muito comum, é a mais comum que tem no mundo”, conta Kalil.
O nome da lesão é basocelular, é localizada e não se espalha para outros lugares do corpo. “É uma lesão de pele que vem da exposição solar. É muito comum e quando ela cresce, a gente tem que tirar”, explicou a doutora Abdala. O tecido passou por biópsia.
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O presidente também fez uma infiltração na mão direita para tratar uma tendinite.
Segundo Kalil, agora o presidente vai para casa e deve ficar em repouso nos próximos dias, mas isso não afetará a agenda de Lula.
“Vamos evitar grandes eventos nos próximos dias. Lula não vai tomar medicamento. Ficou uma ferida cirúrgica e é esperar cicatrizar, o que deve demorar um mês. O cuidado agora é curativo, usar chapéu e tocar a vida normal dele”, afirmou o médico.
O doutor disse também que o tratamento não vai interferir na campanha presidencial: “vai atrapalhar a campanha? A resposta é não. O máximo que vai acontecer é ele aparecer de chapéu, como aconteceu outras vezes”.
O presidente chegou ao hospital por volta das 7h da manhã e a mini-cirurgia estava programada, não foi emergencial. Lula esteve acompanhado da primeira-dama Janja da Silva.
Agencia Brasil *Com informações de Flávia Albuquerque.
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