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“Invista no que está fora da sua zona de conforto”, diz VP de tecnologia da Zamp

Redação Informe ES

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Fernanda Toscano, VP da Zamp, máster franqueada do Burger King

Fernanda Toscano, VP da Zamp, máster franqueada do Burger King no Brasil, conta como construiu uma carreira dinâmica, passando por diferentes indústrias

Fernanda Toscano não tem medo de mudanças. Pelo contrário, ela se prepara para agarrar novas oportunidades assim que elas aparecem. Foi assim no início da carreira, quando, aos 22 anos, esteve à frente de um time de 100 pessoas. Quando saiu de uma indústria já conhecida, de telecomunicações, para se aventurar no universo financeiro e de seguros, liderando outros países além do Brasil. E, agora, ao mudar mais uma vez de segmento, assumindo a vice-presidência de tecnologia da Zamp, máster franqueada do Burger King e Popeyes no Brasil. “As transições trazem um olhar 360. Por um lado, você aprende tecnologia de ponta, por outro, resiliência.”

Com 15 dias de empresa, Toscano completa o onboarding da empresa, que vai desde o entendimento das práticas corporativas até fritar hambúrgueres. Ela define a empresa como uma foodtech para explicar que a tecnologia está no centro e ajuda a viabilizar as estratégias de negócio. “Temos um plano estratégico de M&As [fusões e aquisições] forte para trazer mais marcas e escalar de forma rápida”, diz. A Zamp confirmou recentemente que está negociando a aquisição do Starbucks no Brasil, e, segundo a executiva, a tecnologia é a base para atingir esses objetivos.

Mineira de Uberlândia, Toscano seguiria os passos da mãe na carreira de médica, mas a paixão pela matemática falou mais alto. Ainda na faculdade de computação, começou a trabalhar com TI e assumir pequenos times. Iniciou a carreira em telecom, passou pela Claro, SKY, Nextel e circulou por diferentes áreas, assumindo novos desafios. “A maior armadilha é focar no que você já é bom e negligenciar o que você não é.”

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A executiva cresceu numa família e, mais tarde, em um setor dominado por homens, sem se dar conta desse ambiente. “Tenho 1 irmão e 11 primos meninos. Fui para a faculdade, eram 2 mulheres. No meu time de 100 pessoas, 95 eram homens”, lembra. “Quando olho para trás, vejo que não era natural”, diz ela, que dá mentoria para jovens mulheres e participa do MCIO, organização que reúne 360 lideranças femininas em tecnologia no Brasil. “É meu papel ajudar a tornar isso mais igualitário.”

Aqui, a nova VP da Zamp conta como construiu uma carreira dinâmica e como quer ajudar a alavancar os negócios usando tecnologia e inteligência artificial.

Forbes: Você passou por diferentes indústrias. Como isso agregou para a sua carreira?

Fernanda Toscano: Com certeza dá uma visão muito ampla e rica, principalmente porque dentro da tecnologia você tem várias perspectivas. Na indústria de telecom, é velocidade, entregas rápidas, foco e fazer acontecer. Quando você vai para a indústria de seguros, é uma indústria regulada que busca muito mais a qualidade, a profundidade. Essas transições trazem um olhar 360. Por um lado, você aprende tecnologia de ponta, do outro, resiliência. Esse dinamismo fez com que eu tivesse uma variedade muito grande de experiências. Acho que não tem nada em TI que eu não tenha passado. Mas na perspectiva de negócio, por mais que sejam indústrias completamente diferentes, são desafios similares.

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F: Não tem medo de mudar?

FT: Sou muito curiosa e tenho uma energia de realização alta. Eu gosto muito de ouvir e de aprender. Isso guiou a minha carreira desde sempre. Como eu ouço bastante, escuto todos os lados, eu desenvolvi um olhar generalista, nunca fiquei na casinha de tecnologia. Sempre participei do olhar da companhia. Para mim, tecnologia nunca foi fim, sempre foi meio. Eu entendi que o meu papel era viabilizar as coisas para o negócio. Então as transições acabaram sendo muito naturais. Acredito naquela ideia de que a sorte é o encontro do preparo com a oportunidade. Eu trabalhei para estar preparada e quando as oportunidades passaram, eu tive coragem para pular, e por isso tive uma evolução rápida de carreira.

F: Qual foi o principal momento de virada da sua carreira?

FT: Foi quando eu fiz a movimentação para a indústria financeira. Eu estava numa área de telecom em que eu sabia tudo e fui para uma indústria em que eu não sabia absolutamente nada. E também fiz uma transição de papel porque na área de telecom eu nunca tinha tido o papel de CIO,, então ainda não tinha trabalhado com infraestrutura. Precisei gerir sem conhecer o detalhe e também assumi outros países além do Brasil, como Paraguai e Uruguai, com os desafios de cultura e língua. Mudei de indústria e agreguei uma área em que eu não tinha domínio técnico. Foi uma mudança muito grande e eu me desenvolvi muito. A maior armadilha nesses momentos é focar no que você já é bom e negligenciar o que você não é. Eu tive mentores que me deram essa visão lá atrás, que eu tinha que reforçar o que estava fora da minha zona de conforto.

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F: Nesses momentos de mudança, qual a importância da coragem?

FT: Coragem é uma das características que eu mais escuto as pessoas falando de mim. Mas eu sempre me preparei para que quando as oportunidades viessem, eu pudesse embarcar. A coragem fez muita diferença na minha vida, mas também tive bastante apoio. Meu marido sempre me incentivou e me impulsionou. É importante ter uma rede que te sustente porque ninguém tem 100% de coragem. Existe muita insegurança e medo. As palavras certas no momento certo fizeram toda a diferença na minha carreira. Ele sempre me disse que se algo desse errado, eu começaria de novo. Isso me ajudou a embarcar nas oportunidades e viver tudo que eu pude viver.

F: Qual a importância da tecnologia para a o Burger King e Popeyes hoje?

FT: A tecnologia já é uma fortaleza da companhia e fomenta os negócios. O time de tecnologia discute venda, números, então já tem esse mindset. Hoje, 50% das vendas são feitas pelo canal digital e elas são identificadas, ou seja, a gente sabe quem é o cliente, um caminho muito importante para trabalhar a experiência e personalização dos mais de 20 milhões de clientes cadastrados.

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Isso gera uma oportunidade para a gente ser bem assertivo porque uma vez que a gente acerta essa estratégia tecnológica, a gente tem muito ganho de escala. Temos 84 lojas que são 100% digitais, e são as que têm melhor NPS [Net Promoter Score, métrica de fidelidade do cliente]. Usamos tecnologia para gerar uma experiência diferente e conseguimos reduzir custos com isso. Meu maior desafio aqui é transformar a empresa numa plataforma multimarcas. Temos um plano estratégico de M&A forte para buscar mais marcas numa plataforma única e conseguir escalar de forma rápida.

F: Em relação aos M&As, existe a possibilidade de a Zamp comprar o Starbucks. Qual a importância da tecnologia em fusões e aquisições?

FT: A tecnologia é o principal alicerce porque o grande objetivo da empresa é escalar, trazendo marcas para o portfólio com uma velocidade muito grande. Hoje, a tecnologia é viabilizadora para conseguirmos montar essa estratégia e esse é um dos meus principais focos aqui da área.

F: Como vocês têm usado a inteligência artificial nos processos da empresa? E quais são as oportunidades daqui para frente?

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FT: A IA já é usada em larga escala, eu diria que quase todas as áreas da companhia já utilizam de forma consistente, com cases e resultados substanciais. A gente usa machine learning desde a parte de otimização da cadeia de suprimentos, evitando que faltem insumos para os restaurantes e reduzindo desperdício. Fazemos a gestão do estoque combinando projeção de vendas, sazonalidade, feriados para não deixar faltar os insumos e muito menos perder e jogar.

Também usamos machine learning para fazer recomendações personalizadas para os clientes conforme as preferências deles. E para a parte de NPS, fazendo a análise de sentimento dos clientes real time. Eu consigo identificar onde eu tenho um problema, saber quais são as reclamações por dia da semana, por região, por loja. A gente tem também um chatbot que permeia toda a companhia, que se chama King bot. Temos a expectativa de continuar investindo nessa área porque são muitas oportunidades para agir até mesmo antes de acontecer uma reclamação.

F: E pessoalmente, você usa IA na sua rotina de trabalho?

FT: É uma das minhas grandes paixões. Eu trabalho com machine learning desde 2016 e dentro dos meus times eu sempre incentivo que eles utilizem e me contem o que tiraram de insights. Por exemplo, sou apaixonada por vinhos, e uso o ChatGPT, para pegar dicas de vinícolas em viagens, pesquisas e fazer correlações. Quando você começa a utilizar na sua vida pessoal, isso te traz muito insight profissional. Porque é só quando você realmente incorpora algo na sua vida que começa a fazer sentido. Recomendo para todo mundo estar o tempo inteiro estudando e aprendendo de uma forma que faça sentido, em algum tema que você gosta e que naturalmente vai fluindo.

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F: Como foi sua primeira experiência de liderança, sendo gerente aos 22 anos?

FT: Comecei a trabalhar com 17 ainda na faculdade na área de tecnologia, e tudo foi acontecendo naturalmente. Com 19 anos, eu já liderava times, foi algo bem natural para mim. Com 20 anos, eu já era gerente, mas com times menores. Quando eu tinha 22, já estava com 100 pessoas.Trabalhava na SysMap, uma fábrica de software, para a Telemig Celular, e era responsável por todo o CRM.

F: Você se sentia preparada, apesar de ser tão jovem?

FT: Eu tinha uma rede grande de pessoas que me ajudava, gestores que acreditavam em mim e me davam liberdade. O que foi mais complexo para mim foi quando eu mudei de coordenadora para gerente na Sky. Essa transição foi muito difícil porque eu sempre fui uma pessoa de participar de tudo com o time e de repente eu tinha que liderar os líderes e não precisava saber de tudo. Parecia que eu tinha perdido meu time.

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F: Como você se adapta em uma indústria em constante transformação?

FT: O dinamismo da área de tecnologia é único. Eu sempre procurei ter profundidade no que eu toco. Fiz pós-graduação, gestão de projetos e gestão empresarial. A gente precisa estar sempre muito antenado. Meu papel não é ser especialista em nada, mas eu preciso ter a profundidade suficiente para discutir com todos os especialistas. O grande desafio do meu cargo, sem dúvida nenhuma, é gestão de prioridade: onde focar, em que ordem, de que forma, o que olhar. Participo de eventos, faço treinamentos. Quanto mais você cresce na carreira, é muito mais sobre as perguntas que você faz do que as respostas que você dá. Quem me conhece sabe que eu sou uma metralhadora de perguntas porque eu gosto de entender todos os ângulos. Então, quando eu me posiciono, tenho muita consistência no que eu vou falar porque eu já ouvi bastante. Com essas características, é mais fácil se adaptar à mudança.

F: Quais são as principais características que te fazem escolher um profissional para trabalhar com você?

FT: A primeira coisa é paixão. A pessoa tem que demonstrar interesse em realizar, em fazer acontecer. Porque hard skill se ensina, soft skills não. Então para trabalhar comigo, eu busco comprometimento, curiosidade, gostar de aprender, vontade de realização, o resto dá para a gente ensinar. Como eu sou uma pessoa mais acelerada, eu busco pessoas que me segurem um pouco no meu time.

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F: O que você desenvolveu ao longo da sua carreira que te destacou para assumir essa posição?

FT: Sou uma pessoa de realização, e tive líderes que foram muito importantes ao longo da minha jornada que me ajudaram a ajustar o ‘como’ fazer, que importa tanto quanto o que fazer. Também aprendi a respirar. Os problemas vêm e eu quero resolver, mas percebi que às vezes a melhor solução é esperar. A tempestividade não ajuda.

Por quais empresas passou

Sysmap, Claro e Nextel, Sky, Solera (Audatex), Hdi Seguros, Alelo e Zamp, controladora do Burger King e Popeyes

Formação

Ciências da Computação pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia), MBA em Gestão de Projetos pela FGV, Gestão Empresarial pela FGV e Transformação Digital pelo MIT.

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Primeiro emprego

Sysmap Solution em 2002

Primeiro cargo de liderança

Coordenadora Tecnologia de Vendas e atendimento na Sysmap para Telemig Celular em 2004

Tempo de carreira

22 anos

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Profissionais Veem 2026 com Menos Otimismo do Que as Empresas

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

As empresas enxergam um cenário de avanço quase garantido para 2026. Os profissionais, nem tanto. Segundo a nova edição do Workmonitor, estudo global da multinacional de recursos humanos Randstad, 95% dos empregadores esperam crescimento dos negócios em 2026, mas apenas 51% dos talentos compartilham desse otimismo.

A pesquisa ouviu 27 mil talentos e 1.225 empregadores em 35 países. No recorte brasileiro, 100% dos empregadores confiam no crescimento dos negócios para 2026, enquanto 68% dos colaboradores compartilham dessa expectativa. “O risco desse desalinhamento é ter equipes menos engajadas, mais cautelosas e menos dispostas a investir energia no longo prazo”, afirma Diogo Forghieri, diretor de negócios da Randstad Brasil. “Na prática, isso pode resultar em queda de produtividade, aumento da rotatividade e maior dificuldade para reter talentos estratégicos.”

A postura mais cautelosa por parte dos profissionais é influenciada por fatores como incerteza econômica, aumento do custo de vida e impactos da inteligência artificial sobre suas carreiras e empregabilidade futura.

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Profissionais temem impactos da IA

Não à toa, quase metade dos colaboradores (47%) teme que os benefícios da IA fiquem concentrados nas empresas, e não nas pessoas. Além disso, um terço (34%) demonstra preocupação com a possibilidade de seus empregos deixarem de existir nos próximos cinco anos. “Empresas e talentos estão olhando para a inteligência artificial a partir de perspectivas distintas”, diz Forghieri. “Quando os talentos não entendem como a IA pode apoiá-los, surge resistência e distanciamento. O desafio das empresas em 2026 será justamente aproximar essas visões.”

Para reduzir o desalinhamento entre as empresas e seus funcionários, o estudo aponta a necessidade de redefinir estratégias de recrutamento e retenção, alinhando as ambições de crescimento das companhias às demandas dos profissionais por segurança e desenvolvimento. “O crescimento sustentável depende não apenas de investimentos e estratégia, mas de pessoas que acreditem no futuro da organização”, explica o executivo da Randstad. “É preciso criar ambientes mais transparentes, com lideranças próximas e caminhos claros de desenvolvimento, capazes de sustentar o crescimento no médio e longo prazo.”

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7 Passos Para Superar a Blue Monday (E o Desânimo de Janeiro)

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Se você acordou desanimado nesta segunda-feira, saiba que o sentimento é comum, e tem nome. A terceira segunda-feira de janeiro ficou conhecida como Blue Monday, ou “o dia mais triste do ano”. Embora o conceito tenha surgido a partir de uma campanha publicitária no Reino Unido, a data ganhou força ao traduzir um sentimento comum a muitos profissionais no início do ano: cansaço emocional, cobrança por resultados rápidos e dificuldade de retomar o ritmo após as festas.

A pressão das resoluções de Ano Novo, o estresse financeiro típico de janeiro, a espera pelo próximo pagamento e a expectativa de manter alta produtividade logo nas primeiras semanas do ano ajudam a explicar por que esse período pode parecer emocionalmente mais pesado.

Mesmo sem base científica que comprove que este é, de fato, o dia mais triste do calendário, especialistas alertam que ignorar esse desânimo pode ter consequências reais para o bem-estar, o engajamento no trabalho e a saúde mental. Sentimentos persistentes de apatia, baixa motivação e exaustão podem evoluir para estresse crônico, esgotamento e até depressão clínica, com impactos não apenas individuais, mas também no clima das equipes e nos resultados das organizações.

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A boa notícia é que o desânimo de janeiro pode ser enfrentado com uma abordagem prática e consciente. A seguir, veja 7 passos para atravessar a Blue Monday — e o início do ano — com mais equilíbrio, energia e clareza emocional.

7 passos para atravessar a Blue Monday

1. Abandone resoluções irreais: Estabelecer metas inatingíveis só adiciona pressão desnecessária. Em vez disso, concentre-se em uma mudança significativa que você possa sustentar. Celebre as pequenas conquistas e aceite que o progresso pode ser confuso, mas valioso.

2. Revise como você gasta seu tempo e energia: O excesso de compromissos leva ao esgotamento. Reflita sobre como está alocando seus recursos limitados. Acompanhe suas atividades diárias por uma semana e identifique tarefas que te desgastam. Delegue ou simplesmente diga “não”. Proteja sua energia e estabeleça limites claros.

3. Planeje momentos de alegria: A felicidade nem sempre é espontânea – ela pode ser planejada. Agende algo pequeno, mas prazeroso, para você toda semana. Pode ser um almoço com amigos, um hobby criativo ou simplesmente desconectar-se por uma tarde. Trate esse momento como inegociável e perceba como será algo para esperar ansiosamente.

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4. Fuja da negatividade: Pensamentos negativos atraem mais negatividade, mas você pode quebrar esse ciclo. Quando perceber pensamentos ruins, desafie-os: substitua “Estou tão atrasado” por “Estou avançando”.

5. Cuide do seu espaço digital: O excesso de redes sociais e e-mails pode aumentar o estresse. Faça um detox digital, deixando de seguir contas que fazem você se sentir inadequado, usando o modo “Não Perturbe” e definindo limites sobre quando e como se engajar online.

6. Movimente-se (mas sem pressão): A atividade física reduz o estresse, mas não precisa ser digna de redes sociais. Qualquer movimento ajuda: dance, faça uma caminhada de 10 minutos enquanto conversa com um amigo ou alongue-se no trabalho. O objetivo é se movimentar regularmente para melhorar o humor.

7. Tenha um kit de sobrevivência para o esgotamento: Prepare-se para dias difíceis. Crie uma caixa com itens que confortam você, como uma playlist de músicas animadas, seus lanches favoritos, um livro engraçado ou um filme inspirador. Inclua também uma lista de amigos para contatar quando precisar. Use esse kit nos dias em que precisar de apoio extra.

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*Alyssa Jaffer é colaboradora da Forbes USA. Ela é uma jornalista baseada em Londres que escreve sobre carreira, saúde e estilo de vida.

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6 Passos Para Uma Rotina Produtiva e Equilibrada em 2026

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Quando um novo ano começa, você pode sentir a pressão para “otimizar tudo”. Comer e dormir melhor, trabalhar mais, fazer exercícios físicos e praticar um hobby. A questão é: como encaixar tudo isso em dias que já estão lotados? O problema não é disciplina nem ambição. É a falta de uma rotina equilibrada.

Muitos profissionais focam em apenas uma ou duas prioridades por vez. Alguns trabalham o máximo possível e encaixam a alimentação ou os exercícios no tempo que sobra. Outros reduzem as horas de sono para treinar mais e ainda assim ter sucesso no trabalho. Com o tempo, a frustração aparece quando começam a adoecer com mais frequência, ganhar peso, ter dificuldade de foco ou se sentir irritados e emocionalmente esgotados.

A performance sustentável envolve a gestão conjunta de todos estes elementos: sono, alimentação, movimento, trabalho focado e tempo para o prazer. Quando qualquer um deles é negligenciado de forma consistente, o desempenho sofre. Criar uma rotina que sustente todos esses pilares ajuda a proteger a sua energia para que os resultados venham de forma mais natural, sem esforço constante.

Veja seis passos para construir uma rotina equilibrada, saudável e realista neste ano — que apoie tanto o seu trabalho quanto o seu bem-estar:

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6 passos para manter uma rotina produtiva, saudável e equilibrada

1) Comece pelos inegociáveis: comer, dormir e se mover

Uma rotina saudável não começa com metas ou listas de tarefas. Ela começa com o básico de que o seu sistema nervoso precisa para funcionar. Alimentar-se regularmente (e se hidratar também), dormir o suficiente e movimentar o corpo não são “extras” de bem-estar. São fundamentos da performance. É possível usar aplicativos para acompanhar o tempo de movimento e sono, e até para contar quantos copos de água você bebe, se costuma esquecer. Não para buscar perfeição, mas para perceber padrões e corrigir o rumo.

Se você percebe que seu foco cai com facilidade, que tomar decisões parece mais difícil, que a motivação oscila ou que sua tolerância ao estresse diminuiu, tente dar atenção para esses fundamentos. Quando se trata do básico, consistência importa muito mais do que perfeição.

2) Pare de depender da fome, da motivação ou do humor

Um dos maiores erros que pessoas de alta performance cometem é deixar sinais internos ditarem a estrutura do dia, como “vou comer quando estiver com fome” ou “vou descansar quando estiver exausto”. O problema é que, quando esses sinais aparecem, você já está esgotado.

Rotinas saudáveis funcionam de forma oposta. Elas criam previsibilidade para que o seu corpo não precise se adaptar ou reagir o tempo todo. Isso significa:

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  • Comer aproximadamente nos mesmos horários todos os dias, com pelo menos quatro refeições. Por exemplo: às 7h, 11h30–12h, 15h–16h e 19h;
  • Dormir e acordar dentro de uma janela de horário consistente;
  • Agendar exercícios diários, mesmo que sejam leves. Até um treino de 10 minutos conta.

Esses elementos não precisam ser complicados, mas precisam estar na sua agenda. Definir esses horários deve ser inegociável. O retorno é significativo: redução da sobrecarga cognitiva e do burnout, e mais energia mental disponível para trabalhos realmente importantes.

3) Organize sua vida em blocos de tempo

A maioria das pessoas bloqueia tempo na agenda para reuniões e tarefas. Por que não colocar tudo em blocos de tempo, incluindo o que é fundamental para o seu equilíbrio?

Uma rotina sustentável inclui organizar momentos para refeições, pausas, exercícios, trabalho profundo e o encerramento do dia. Pessoas de alta performance não trabalham o dia inteiro; elas organizam suas agendas e delimitam horários. Elas param não porque tudo foi concluído, mas porque o sistema precisa de fechamento para se recuperar e recomeçar novamente no dia seguinte.

4) Trabalhe o suficiente, e não o máximo possível

Muitos profissionais foram recompensados no início da carreira por ignorar limites. Com o tempo, essa estratégia deixa de funcionar. O corpo reage com fadiga, irritabilidade, confusão mental e queda de foco. Por isso, é essencial definir quantas horas você pretende trabalhar por dia, estabelecendo um horário claro de encerramento, podendo ser flexível a depender das necessidades e dos objetivos diários.

5) Reserve mais tempo para o prazer

Fazer algo de que você realmente gosta ajuda a regular o estresse e restaurar a motivação. Ainda assim, isso costuma ser tratado como opcional. Na prática, fazer isso te ajuda a recarregar quando outras áreas da vida não estão funcionando tão bem. Quando os dias se resumem apenas a trabalho, manutenção e recuperação, o burnout não é uma surpresa — é uma consequência. Sua rotina deve incluir algo que lembre por que você está fazendo tudo isso.

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A boa notícia é que o prazer nem sempre exige mais tempo. Quando seus objetivos de vida estão alinhados com o que você realmente gosta, o próprio trabalho pode se tornar uma fonte de energia, em vez de esgotamento. Por exemplo, se você ama escrever e constrói uma carreira que permite escrever, parte do seu dia de trabalho já apoia o seu bem-estar. Mas ainda que você ame o que faz, é importante buscar prazer e realização fora do trabalho.

6) Construa uma rotina equilibrada que reduza a fadiga de decisão

O objetivo de uma rotina saudável é te ajudar a fazer tudo isso de forma natural, sem pensar demais o tempo todo. Quando você come alimentos semelhantes, se movimenta em horários previsíveis e segue uma estrutura diária familiar, elimina centenas de microdecisões. Esse espaço mental recuperado pode então ser usado para pensamento estratégico, trabalho criativo, regulação emocional e construção de relacionamentos mais fortes. Em ambientes incertos ou exigentes, estrutura é autocuidado.

Experimente na próxima semana

  • Defina horários para refeições, exercícios físicos e para o encerramento do dia;
  • Coloque esses horários na sua agenda como blocos de tempo inegociáveis;
  • Mantenha-os simples e repita por sete dias;
  • Observe o que muda quando seu corpo não precisa adivinhar o que vem a seguir.

Você não precisa de uma rotina perfeita. Precisa de uma rotina equilibrada que reduza atritos, proteja sua energia e sustente a vida que você está construindo.

*Luciana Paulise é colaboradora da Forbes USA. Ela é consultora de carreira e autora, além de especialista em gestão do tempo.

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