Negócios
Quem É a Brasileira Líder de Inovação Global da 3M

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Como líder global de P&D, Camila Durlacher é responsável por todos os laboratórios corporativos e centros tecnológicos e de inovação da 3M
Formada em Química pela Unicamp em 1997, Camila Cruz Durlacher é a “ovelha desgarrada” de sua família “de humanas”. “Minha mãe é socióloga, meu pai é do marketing, inúmeros parentes são advogados e eu fui estudar Química”, conta a líder de inovação global da 3M.
A executiva começou sua carreira na multinacional norte-americana como trainee em 2000, após um mestrado na área de engenharia de materiais na Universidade Federal de São Carlos. “Foi praticamente meu primeiro emprego formal”, diz Durlacher. Duas décadas depois, de degrau em degrau na escada corporativa, com passagens por diferentes setores e países dentro da empresa, a paulistana foi promovida a vice-presidente global de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da 3M em janeiro de 2024.
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“Eu gosto de reforçar que durante meu primeiro cargo de liderança na 3M [gerente técnica de P&D no Brasil], eu tive meus dois filhos, que hoje têm 18 e 16 anos. Eu nunca senti que ser mãe afetou negativamente minha trajetória, nunca me senti preterida pelos meus colegas e líderes.”
Apesar da experiência positiva de Durlacher, infelizmente, as mães brasileiras representavam 58,9% dos cidadãos fora da força de trabalho no Brasil em 2023. Por isso, a executiva reforça a preocupação da companhia com programas voltados à maternidade.
Projeto liderado por Camila trouxe produção de máscaras respiratórias para o Brasil
Entre os projetos que desenvolveu ao longo dos anos, a história de Camila com as máscaras respiratórias se destaca. A atuação da executiva foi essencial para que a demanda causada pela pandemia de Covid-19 fosse atendida.
“Quando eu assumi a gerência da área de segurança, uma das minhas responsabilidades era o desenvolvimento de produtos para a proteção individual do trabalhador. O Brasil não tinha autonomia para produção em território nacional há 20 anos. A partir de 2007, depois de muito trabalho, passamos a ter essa independência. Então, criamos uma máquina que permitisse produzir a máscara da 3M no país. Eu tenho muito orgulho dessa história porque eu participei do começo dela.”
Inovação na prática
Atualmente, como líder global de P&D, Camila Durlacher é responsável por todos os laboratórios corporativos e centros tecnológicos e de inovação da 3M. “Cerca de sete mil pessoas trabalham nesses centros ao redor do mundo, onde desenvolvemos novos produtos e tecnologias. Esse trabalho global é dinâmico, porque temos que elaborar projetos para diferentes culturas e necessidades.”
Com o avanço das mudanças climáticas e a necessidade de adaptação, o desenvolvimento de novas tecnologias para o clima é um dos principais investimentos de P&D da empresa. Segundo a executiva, um novo produto para esta finalidade está em processo de produção no Brasil: “É um filme de múltiplas camadas para controle de temperaturas, feito para sistemas de ar-condicionado e refrigeração. Com ele, é possível reduzir em até 20% o consumo de energia dessas aplicações.”
Pioneirismo e legado
No início dos anos 2000, Camila foi a primeira gerente mulher da companhia no Brasil. Na verdade, durante o percurso, a vice-presidente passou por inúmeras situações em que foi “a primeira mulher”. No entanto, isso nunca foi um problema para ela.
“Nunca deixei o preconceito me parar. Nunca vi uma oportunidade e pensei que não era para mim. Pelo contrário, sempre me capacitei para estar pronta para qualquer desafio e deixei que minha competência falasse por mim”, pontua. O recado de Camila para as mulheres que almejam crescer é: “Esqueça essa história de precisar de um modelo, pense no legado que você deixará para outras mulheres quando você chegar lá.”
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CMO da Diageo Quer Ajudar os Brasileiros a Beber Melhor, Não Mais
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Em uma década na Diageo, liderando o marketing de marcas icônicas como Tanqueray e Johnnie Walker, Guilherme Martins diz que seu trabalho não é estimular o aumento do consumo de álcool. “Queremos ajudar os brasileiros a beber melhor, não necessariamente mais”, afirma o executivo.
Martins compartilhou os bastidores da construção de marcas que atravessam gerações e deixou conselhos para os jovens na abertura da nova temporada do videocast Under 30 – A Jornada, apresentado por Johnnie Walker. “É uma das nossas marcas mais icônicas, há 25 anos com o slogan Keep Walking. Fala de progresso, movimento, de pessoas que desafiaram o status quo e foram autênticas para criar suas próprias histórias. O Under 30 é sobre isso.”
Há dois anos e meio como CMO da Diageo no Brasil, o executivo é o grande responsável por contar essas histórias. Este ano, trouxe a Sarah Jessica Parker para curtir o Carnaval junto com Tanqueray. É um dos exemplos de como o país tem apelo e relevância globalmente. “O Brasil tem um lugar importante na Diageo internacional. Muitas campanhas globais acabam saindo daqui ou vindo para cá em primeira mão.”
O novo marketing
Antes de assumir a posição atual, Martins foi para o México liderar o portfólio de tequila e o lançamento da marca Casamigos, cofundada por George Clooney, em 90 países ao longo de um ano. “Essa experiência me trouxe muito conhecimento sobre diferentes culturas e equipes, além de me tornar um profissional mais curioso e sempre aberto ao novo.”
“Precisamos ter a humildade de entender que o marketing contemporâneo tem que ser do consumidor para dentro.”
Guilherme Martins, CMO da Diageo
No retorno ao Brasil, assumiu o marketing para todas as marcas da fabricante de bebidas. Cada uma, um universo à parte: Tanqueray se aproxima da moda; Johnnie Walker, da música; Old Parr, do sertanejo. “Quando entendemos o território cultural de cada uma das marcas, a criação fica mais fértil e damos protagonismo para o consumidor e para o território.”
Seu principal desafio foi interpretar as mudanças no comportamento dos consumidores e entender como os brasileiros passaram a se relacionar com as bebidas alcoólicas. “Era entender como a nova geração de jovens adultos se relaciona com o álcool. Eles buscam mais experiências e menos consumo em excesso, o que está alinhado à nossa estratégia”, diz.
De olho nos jovens Under30, dentro e fora da companhia, o executivo deixa um conselho: “Não tente agradar todo mundo. Pessoas que criam histórias memoráveis serão amadas por alguns e criticadas por outros. É preciso autenticidade para não se perder em um mar de iguais num momento em que o mercado precisa de pessoas diferentes.”
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Acionistas da Vale elegem Ollie como novo presidente do Conselho de Administração

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Os acionistas da Vale elegeram nesta quarta-feira (22) o conselheiro da mineradora Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, para a presidência do conselho de administração, em um movimento apoiado pela principal acionista, a Previ, após semanas de tensões relacionadas à governança corporativa.
Ollie, que já atuava como conselheiro da Vale desde 2021 e como lead independent director (LID) desde 2023, foi eleito presidente em assembleia extraordinária com quase 2 bilhões de votos favoráveis, após a Previ ter solicitado, em junho, a destituição do então chairman, Daniel Stieler, e manifestado apoio à sua candidatura.
Cerca de 105 mil votantes foram contrários à candidatura de Ollie e aproximadamente 1,4 bilhão se abstiveram.
Em nota à imprensa após a eleição, Ollie reafirmou o compromisso “inabalável” do conselho da Vale com o planejamento estratégico de longo prazo, assegurando a disciplina na alocação de capital e a retomada sustentável e consistente do protagonismo global da Vale.
“Para a plena execução dessa agenda, o Conselho continuará atuando em permanente convergência e sinergia com o Comitê Executivo”, afirmou o novo chairman.
O conselheiro Marcelo Gasparino também concorreu ao cargo de presidente do conselho, obtendo cerca de 1 bilhão de votos de aprovação, 1,19 bilhão de rejeição e 1,25 bilhão de abstenção.
Stieler, que ocupava a presidência do conselho da Vale desde 2023 e era membro do colegiado desde 2021, renunciou aos cargos de conselheiro e de presidente do conselho da Vale no início do mês, antes que a assembleia votasse nesta quarta-feira o pedido de sua destituição.
A eleição ocorreu após o conselho ter recomendado, por maioria, que os acionistas rejeitassem a proposta da Previ de destituir Stieler, em uma reunião presidida por ele próprio. Posteriormente, o conselheiro da mineradora indicado pela Previ, Marcio Chiumento, afirmou que essa reunião ocorreu em “clara situação de conflito de interesses”.
Nesta quarta-feira, alguns acionistas pediram a palavra na assembleia para fazer questionamentos relacionados a matérias publicadas nas últimas semanas sobre a empresa. Entre elas, uma reportagem do colunista de O Globo Lauro Jardim publicou um trecho de fala de Gasparino no conselho, no qual ele afirmou que Stieler teria informado o colegiado sobre pressões externas na empresa.
A Previ, que detém aproximadamente 7% da Vale e administra os planos de aposentadoria dos funcionários do Banco do Brasil, argumentava que Ollie ajudaria a fortalecer a governança de uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo.
O executivo tem mais de 45 anos de experiência em finanças corporativas e estratégia, principalmente no setor de mineração, em empresas como Anglo American e De Beers.
Ainda durante a assembleia desta quarta-feira, os acionistas elegeram Ieda Gomes Yell como membro do conselho, para a cadeira deixada por Stieler.
As ações da Vale subiam cerca de 3% após a assembleia de acionistas, superando o desempenho do principal índice da bolsa paulista B3, o Ibovespa, e eram impulsionadas também pelos números de produção de minério de ferro da companhia no segundo trimestre publicados na noite de terça-feira.
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Negócios
Sicredi ultrapassa os R$ 70 bilhões em carteira de consórcios

Com R$ 71,1bilhões em créditos ativos registrados até junho de 2026, aumento de 27,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, a operação de consórcios do Sicredi apresenta uma consistente expansão. Um dos fatores que têm colaborado para esse crescimento é a evolução dos tíquetes médios dos créditos em consórcios. Nos últimos cincos anos, o aumento foi de 52%, com a média passando de R$ 79,8 mil no primeiro trimestre de 2022, para R$ 121,4 mil no mesmo período de 2026.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o tíquete médio de mercado registrou uma valorização nominal de 50,1% nos meses de janeiro compreendidos no último quinquênio. Quando descontada a inflação acumulada do período (IPCA de 21,4%), o setor ainda entrega um ganho real de 23,6%, considerando a evolução de R$ 60,3 mil, em janeiro de 2022, para R$ 90,5 mil no mesmo mês de 2026.
No comparativo anual mais recente, o valor de janeiro deste ano representou uma alta de 9,5% frente aos R$ 82,6 mil registrados em 2025, confirmando que o interesse do brasileiro por cotas de maior valor permanece em ascensão e compatível com a capacidade financeira dos consorciados.
“Esse aumento indica que o consórcio se consolidou como uma ferramenta estratégica, não só para aquisições de menor valor, como também de planejamento para aumento de patrimônio. Com isso e ainda considerando todas as vantagens da solução como, por exemplo, a não incidência de juros, tem atraído cada vez mais adeptos, incluindo o público de maior poder aquisitivo”, destaca Thiago Rossoni, diretor executivo de Produtos e Serviços.
Dentro do Sicredi, o destaque fica para o segmento de Pessoa Física, cujo tíquete médio apresentou um salto de 63% nos últimos quatro anos, superando a média geral da instituição. Destaque para o público considerado alta renda que, em março, registrou um tíquete médio de R$ 149,5 mil. Entre as finalidades dos consórcios, automóveis teve o maior crescimento percentual, registrando alta de 48% entre 2022 e 2026. Já os tíquetes para imóveis subiram 40% no período.
Atualmente, a maior média de valores para aquisições via consórcios é da categoria pesados que engloba caminhões e tratores, por exemplo. As aquisições relacionadas a veículos elétricos por meio de consórcios também têm se destacado. Nos últimos nove meses, o Sicredi já concedeu mais de R$ 124 milhões em cartas de crédito para carros e carregadores elétricos.
“A versatilidade do consórcio permite que as cotas de pesados também possam ser usadas para veículos de maior valor”, explica Rossoni.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
Site do Sicredi: Clique aqui
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