Ligue-se a nós

Negócios

Semanas de Trabalho de 100 Horas Levam Funcionários de Bancos ao Limite

Redação Informe ES

Publicado

no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

 

Wall Street, o maior centro financeiro do mundo, é um dos melhores destinos para quem tem a ambição de fazer dinheiro. Além dos salários robustos e bônus generosos, há também o prestígio de poder afirmar que se é funcionário de um banco de investimento em uma das principais instituições financeiras do mundo.

Mas esse status tem um preço: em um ambiente extremamente competitivo, jovens profissionais enfrentam a pressão constante por resultados — a ponto de trabalharem mais de 100 horas por semana para manter o emprego e se destacar.

Anúncio

Apesar do prestígio e do dinheiro, para muitos, o custo mental e físico é alto. Não é incomum que trabalhem quase todos os dias da semana até tarde da noite. A atmosfera lembra um trote: alguns resistem, outros saem traumatizados.

Recentemente, uma equipe de analistas juniores do banco de investimento Robert Baird vinha trabalhando até as 4h da manhã por semanas, segundo a imprensa americana. Mas nem isso era suficiente. Os gestores disseram aos funcionários que era preciso aumentar a produtividade. Alguns se opuseram, mas foram instruídos a serem mais eficientes.

Longas jornadas para alcançar o sucesso

Em Wall Street, assim como em muitas instituições financeiras no Brasil e em outros cantos do mundo, impera a cultura do exagero: longas horas de trabalho são a norma. A pressão leva muitos profissionais, especialmente os mais jovens, ao limite —  e os resultados podem ser trágicos. Analistas já disseram que suas queixas são ignoradas. Em resposta, alguns dos maiores bancos dos EUA começaram a implementar medidas para proteger seus jovens funcionários, incluindo limitar a carga semanal a cerca de 80 horas.

Conquistar uma vaga em bancos globais como Goldman Sachs ou Morgan Stanley sempre foi uma meta cobiçada por estudantes ambiciosos e talentos em início de carreira. É tido como um passaporte certo para acumular riqueza e alcançar um elevado status social. Para muitos, atuar com fusões e aquisições, IPOs ou negociação de ações e títulos é algo estimulante e recompensador. Mas também existe um outro lado.

Noites, finais de semana e feriados no escritório

Alguns anos atrás, o Goldman Sachs foi acusado por analistas juniores de impor condições de trabalho abusivas. Na época, o New York Times relatou que 13 analistas do primeiro ano, insatisfeitos, montaram uma apresentação profissional nos moldes da empresa sobre suas experiências no banco. A pesquisa sobre “Condições de Trabalho” viralizou nas redes sociais. Os jovens afirmaram trabalhar cerca de 100 horas semanais e muitos se sentiam vítimas de abuso corporativo.

Anúncio

Consequências sérias

A discussão sobre jornadas extremas e desequilíbrio entre vida pessoal e profissional ganhou força após a morte de dois funcionários do BofA (Bank of America). Leo Lukenas, um ex-militar de 35 anos e associado do banco, morreu no ano passado por uma “trombose aguda na artéria coronária”, segundo o Instituto Médico Legal de Nova York. Embora o laudo não tenha ligado diretamente a morte à carga de trabalho, um recrutador afirmou à Reuters que Lukenas dizia estar trabalhando mais de 100 horas por semana.

Outro caso foi o de Adnan Deumic, de 25 anos, operador de crédito e algoritmos do BofA em Londres. Ele sofreu um ataque cardíaco durante uma partida de futebol organizada pela empresa. Foi a segunda morte jovem no banco em poucas semanas. No entanto, também não se confirmou relação direta com o trabalho. “A morte do nosso colega é uma tragédia. Estamos abalados com a perda repentina de um jovem tão querido”, declarou um porta-voz do Bank of America. “Estamos comprometidos em apoiar totalmente a família de Adnan, seus amigos e todos os colegas que estão de luto.”

Um analista da Goldman Sachs foi encontrado morto horas depois de desabafar com o pai sobre jornadas de 100 horas semanais. Segundo o jornal Independent, Sarvshreshth Gupta, de 22 anos, morreu no estacionamento ao lado de seu apartamento, em São Francisco. As autoridades acreditam que ele tirou a própria vida após trabalhar a noite inteira e se sentir sobrecarregado pelas exigências.

Formado pela Universidade da Pensilvânia e nascido em Nova Délhi, na Índia, ele disse ao pai: “Esse trabalho não é para mim. É trabalho demais e tempo de menos.”

Anúncio

Problemas de saúde crescentes

A competição acirrada, os prazos constantes, o clima agressivo e o estresse elevado têm sido associados a transtornos mentais e burnout entre profissionais do setor financeiro, com muitos considerando deixar o emprego por causa do impacto à saúde.

O Business Insider relatou casos de jovens funcionários de bancos hospitalizados por problemas cardíacos. O cardiologista londrino Arjun Ghosh disse ter observado um aumento de 10% em paradas cardíacas entre profissionais do setor com menos de 30 anos na última década.

Para lidar com o estresse e a privação de sono, alguns recorrem ao uso de substâncias, o que agrava ainda mais os problemas de saúde. Essa cultura de trabalho também dificulta a retenção de talentos, já que muitos procuram ambientes mais saudáveis e com melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

Após as mortes no BofA, Jennifer Piepszak, copresidente do banco comercial e de investimentos do JPMorgan, disse aos investidores: “Nada, absolutamente nada, é mais importante do que a saúde e o bem-estar dos nossos funcionários. Estamos cientes desses casos e eles são trágicos e profundamente tristes.”

Anúncio

Medidas em andamento

Em resposta às crescentes preocupações com a cultura de trabalho abusiva no setor financeiro, gigantes como JPMorgan e Bank of America implementaram medidas para conter as jornadas excessivas.

O JPMorgan limitou a carga semanal a 80 horas para a maioria dos analistas juniores. Já o BofA passou a usar uma nova ferramenta de controle de ponto para monitorar o volume de horas trabalhadas, segundo o Wall Street Journal.

“Reconhecemos que nossos profissionais estão muito ocupados, pois o volume de negócios está em níveis históricos”, comentou um porta-voz do Goldman Sachs.

De acordo com a Reuters, a liderança do JPMorgan se reuniu com o RH para tratar do tema, e o CEO Jamie Dimon reforçou o foco do banco em iniciativas de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Anúncio

*Jack Kelly é colaborador sênior da Forbes USA. Ele é CEO, fundador e recrutador executivo da WeCruitr, uma startup de recrutamento e consultoria de carreira.

O post Semanas de Trabalho de 100 Horas Levam Funcionários de Bancos ao Limite apareceu primeiro em Forbes Brasil.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo
Anúncio

Negócios

Por Que Alguns Feedbacks São Impossíveis de Colocar em Prática no Trabalho

Redação Informe ES

Publicado

no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Alguns feedbacks parecem úteis até o momento em que você tenta colocá-los em prática. Frases como “seja mais estratégico”, “tenha mais presença” ou “construa relacionamentos mais fortes” aparecem com frequência em avaliações de desempenho e conversas sobre promoção.

Elas soam sofisticadas o suficiente para parecerem legítimas, até atenciosas. Mas, quando a conversa termina e a pessoa para para refletir, surge uma pergunta diferente: o que exatamente devo fazer de forma diferente? Em muitos casos, não há uma resposta clara. O que permanece não é um caminho de evolução, mas uma vaga sensação de insuficiência.

Esse é o problema do feedback impreciso. Ele cria a aparência de desenvolvimento sem oferecer uma rota concreta para a mudança. Um bom feedback deveria reduzir a incerteza. O feedback vago tende a ampliá-la. Em vez de esclarecer expectativas, ele deixa as pessoas tentando interpretar significados, adivinhar intenções e decifrar como seria “melhor”. O resultado não é ação, mas hesitação.

Anúncio

Por que feedbacks vagos são tão frustrantes

A dificuldade está na forma como esse tipo de feedback funciona. Em vez de apontar comportamentos específicos, ele se conecta à identidade. Ouvir “seja mais estratégico” não descreve uma ação; implica uma falha de capacidade. Ouvir “tenha mais presença executiva” não esclarece uma habilidade; levanta dúvidas sobre credibilidade, estilo e até pertencimento.

A partir daí, a pessoa fica tentando decodificar: falei demais ou de menos? O problema foi minha análise, meu tom ou meu timing? Não percebi o ambiente corretamente ou interpretei mal o que esperavam de mim? Em vez de promover melhora, o feedback vago frequentemente se transforma em um exercício privado de adivinhação.

Por que líderes oferecem feedback dessa forma

Na maioria das vezes, líderes não pretendem ser inúteis. Eles recorrem à vagueza porque a especificidade é desconfortável. Nomear comportamentos com clareza exige observação, evidência e disposição para ser direto.

Dizer “seja mais confiante” é mais fácil do que dizer: “Nas duas últimas reuniões com clientes, você cedeu rapidamente quando foi questionado, e isso enfraqueceu sua recomendação.”

Anúncio

A segunda versão é mais útil, mas exige mais clareza e coragem.

Assim, o feedback vago muitas vezes funciona como uma forma de evasão. Ele permite ao emissor sinalizar que algo está errado sem assumir plenamente a responsabilidade de explicar o quê.

A psicologia do feedback acionável

O feedback funciona melhor quando conecta comportamento à consequência. Isso está alinhado à teoria de definição de metas, que demonstra que objetivos específicos e desafiadores superam intenções vagas.

Por exemplo:

Anúncio

“Comunique-se melhor” é amplo demais.
“Comece suas atualizações com a decisão necessária e depois forneça o contexto” oferece direção prática.

A diferença não é apenas semântica, mas operacional.

Além disso, feedbacks vagos aumentam a carga cognitiva: antes de melhorar, a pessoa precisa interpretar o que foi dito. Isso gera esforço extra e frequentemente leva à paralisia.

A desigualdade oculta do feedback vago

Nem todos sofrem da mesma forma com esse problema. Pessoas com redes de contato fortes ou conhecimento informal do ambiente geralmente conseguem interpretar melhor o que está sendo sugerido. Outros precisam descobrir sozinhos.

Anúncio

Por isso, feedbacks vagos podem reforçar desigualdades silenciosamente. Termos como “presença”, “polimento” e “adequação” frequentemente carregam pressupostos culturais implícitos.

Como é um feedback melhor

Feedbacks eficazes costumam seguir uma estrutura simples:

Comportamento + impacto + alternativa

Exemplo:

Anúncio

Em vez de:
“Você precisa ser mais estratégico.”

Melhor seria:
“Na reunião de planejamento, sua atualização focou principalmente no andamento das tarefas. O grupo precisava entender os trade-offs por trás da sua recomendação. Da próxima vez, comece pela escolha estratégica e depois detalhe a execução.”

Esse tipo de feedback pode continuar desconfortável, mas é utilizável.

Como reagir a feedbacks vagos

Quando o conselho for genérico demais, a melhor estratégia é buscar tradução:

Anúncio

“Você pode me dar um exemplo específico?”
“Como seria uma versão melhor disso na próxima reunião?”

Essas perguntas transformam impressões em evidências.

A lição de liderança

  • Feedback vago é mais fácil de oferecer porque protege quem fala.
  • Feedback específico é mais difícil porque serve quem recebe.

Se o feedback não pode ser colocado em prática, ele não funciona como desenvolvimento, funciona apenas como registro de insatisfação.

Os líderes mais eficazes entendem que clareza não é preferência, é responsabilidade. O objetivo não é deixar alguém se perguntando quem precisa se tornar, mas mostrar claramente o que precisa fazer a seguir.

Benjamin Laker é colaborador da Forbes USA. Professor universitário que escreve sobre as melhores formas de liderar ambientes de trabalho.

Anúncio

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

O post Por Que Alguns Feedbacks São Impossíveis de Colocar em Prática no Trabalho apareceu primeiro em Forbes Brasil.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Negócios

Dia do Trabalho: 20 Filmes e Séries Que Dissecam os Dilemas do Mercado Profissional

Redação Informe ES

Publicado

no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Em “O Diabo Veste Prada 2“, que acaba de chegar aos cinemas, o embate entre o colapso do impresso e a urgência da era digital mostra como as novas regras do mercado não poupam ninguém — nem mesmo Miranda Priestly. Em outra ponta, a aclamada “Hacks“, que encerrou sua última temporada recentemente, coloca o choque de gerações sob os holofotes, enquanto a frenética “The Bear” imerge os espectadores na busca implacável por excelência de uma cozinha profissional.

Não é de hoje que o mundo corporativo e seus dilemas rendem histórias fascinantes para as telas. Seja na pressão de um restaurante ou nos corredores de grandes escritórios, o trabalho dita nossa rotina, testa nossos limites éticos e, muitas vezes, define nossa própria identidade.

Neste Dia do Trabalho (1º), reunimos 20 produções — entre lançamentos recentes e clássicos essenciais — que dissecam o universo profissional sob diferentes perspectivas.

Anúncio

A seguir, veja 20 filmes e séries para assistir no Dia do Trabalho

1. O Diabo Veste Prada 2

o diabo veste prada 2
Divulgação/Disney

A continuação do clássico “O Diabo Veste Prada” acompanha Miranda Priestly (Meryl Streep) enfrentando o declínio da revista Runway devido à era digital e ao colapso do jornalismo impresso. Ela reencontra Emily (Emily Blunt), agora uma executiva de luxo influente, e Andy (Anne Hathaway), que retorna para o mundo da moda na tentativa de salvar sua carreira.

  • Onde assistir: Cinemas

2. Hacks

hacks
Divulgação/HBO Max

Na série, Deborah Vance (Jean Smart) é uma lenda da comédia de Las Vegas, mas que vê sua residência no cassino ameaçada por não atrair mais o público jovem. A contragosto, ela aceita trabalhar com Ava (Hannah Einbinder), uma roteirista arrogante e recém-cancelada da Geração Z. O que começa como um choque de gerações se aprofunda em uma análise sobre o etarismo e as exigências mentais de viver para a carreira.

  • Onde assistir: HBO Max

3. Jogo Justo

jogo justo
Divulgação/Netflix

O filme apresenta Emily (Phoebe Dynevor) e Luke (Alden Ehrenreich), um casal de analistas financeiros que trabalham na mesma companhia de Wall Street e mantém o noivado em segredo para não violar as políticas da empresa. A vida perfeita deles desmorona quando Emily recebe a sonhada promoção a qual Luke acreditava ter direito, tornando-se chefe do parceiro. O filme é um thriller psicológico sobre como o ego, o ressentimento, a competição tóxica corporativa e o machismo estrutural podem envenenar as relações dentro e fora do escritório.

  • Onde assistir: Netflix

4. Deu Match: A Rainha de Apps de Namoro

rainha dos apps de namoro
Divulgação/Disney+

Inspirado na trajetória real de Whitney Wolfe Herd (Lily James) — cofundadora do Tinder e criadora do Bumble —, a produção detalha a jornada tortuosa de criar um império no mercado da tecnologia. Ao mostrar o desenrolar dessa revolução na indústria dos aplicativos, a história escancara o ambiente frequentemente machista, os escândalos corporativos e a luta de mulheres executivas para conquistar espaço e investimento no Vale do Silício.

  • Onde assistir: Disney+

5. WeCrashed

wecrashed
Divulgação/Apple TV+

Baseada em eventos reais, a minissérie narra a ascensão meteórica e a queda vertiginosa da empresa de coworking WeWork. Ao acompanhar o fundador Adam Neumann (Jared Leto) e sua esposa Rebekah (Anne Hathaway), a trama explora como suas ambições megalomaníacas elevaram a empresa a um valor de US$ 47 bilhões, antes de quase ir à falência.

  • Onde assistir: Apple TV+

6. Ruptura

Adam Scott em
Divulgação/AppleTV+

Na série criada por Dan Erickson e dirigida por Ben Stiller, cinco funcionários de uma empresa aceitam participar de um procedimento cirúrgico experimental que separa as memórias pessoais e profissionais permanentemente. Assim, nunca lembram quem são ao entrar na empresa ou no que trabalham ao sair dela.

A obra de ficção científica conquistou fãs ao redor do mundo ao abordar dilemas do mundo do trabalho com um toque sombrio.

  • Onde assistir: Apple TV+

7. Succession

succession
Divulgação/HBO Max

Logan Roy (Brian Cox) é o patriarca de uma família poderosa e dono de um império midiático conhecido como Waystar Royco. Ele sempre se dedicou mais aos negócios do que aos quatro filhos – Connor (Alan Ruck), Kendall (Jeremy Strong), Roman (Kieran Culkin) e Siobhan (Sarah Snook). Quando Logan tem um declínio em seu estado de saúde, os herdeiros iniciam uma disputa pelo controle das empresas, colocando à prova a lealdade dos candidatos a sucessores.

  • Onde assistir: HBO Max

8. Um Senhor Estagiário

Divulgação/Warner Bros. Pictures

Ben (Robert De Niro) é um executivo aposentado de 70 anos que decide se candidatar a uma vaga de estágio sênior. Ele é contratado por Jules (Anne Hathaway) para trabalhar em sua startup de moda e causa estranhamento de início ao destoar do resto da equipe.

Mas seu jeito proativo e dedicado acaba conquistando os colegas de trabalho. Em pouco tempo, Ben se torna o braço direito da chefe, ajudando-a não apenas com as questões profissionais, mas também a atravessar os desafios familiares e pessoais com toda sua experiência de vida.

  • Onde assistir: HBO Max

9. The Bear

The Bear série
Divulgação/Disney+

Na série de comédia dramática, Carmen Berzatto (Jeremy Allen White) é um jovem chef que herda um restaurante e tenta transformar o lugar em um grande negócio. Enquanto batalha para fazer do The Beef um dos maiores e melhores restaurantes de Chicago, Carmy cresce em meio a dificuldades ao lado da equipe de cozinha carrancuda que aos poucos se transforma em uma nova família.

A trama explora como cada personagem lida com suas vidas pessoais enquanto tentam alavancar suas carreiras na gastronomia. Discute temas familiares, ambições profissionais e a rotina estressante do restaurante.

  • Onde assistir: Disney+

10. A Rede Social

Divulgação/Sony Pictures

Dirigido por David Fincher, “A Rede Social” conta a história da criação do Facebook. Enquanto era estudante de Harvard, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) decidiu criar uma plataforma para que os usuários pudessem avaliar as estudantes da faculdade. O que começou com uma brincadeira se transformou na versão embrionária do Facebook, rede social então pensada para uso exclusivo de universitários. O longa mostra as polêmicas em torno da plataforma e as brigas e batalhas judiciais entre os criadores.

  • Onde assistir: HBO Max

11. The Morning Show

Divulgação/Apple TV+

Alex Levy (Jennifer Aniston) é diretora e co-âncora do The Morning Show, um programa de TV matinal de prestígio. Depois que seu colega de trabalho há 15 anos, Mitch Kessler (Steve Carell), é demitido em meio a um escândalo de assédio sexual, Alex luta para manter seu emprego como principal âncora de notícias. Enquanto isso, ela trava uma batalha com Bradley Jackson (Reese Witherspoon), uma repórter de campo cujas decisões impulsivas a levam a um novo e desafiador universo do jornalismo televisivo.

Contada sob a perspectiva das duas protagonistas que, além de terem que lidar com os dilemas de suas profissões, enfrentam crises na vida pessoal e profissional, “The Morning Show” retrata a dinâmica de poder entre mulheres e homens no ambiente de trabalho.

Anúncio
  • Onde assistir: Apple TV+

12. The Office

The Office série
Divulgação/NBC

Em formato de pseudodocumentário, a série faz uma sátira das dinâmicas do escritório ao mostrar a rotina dos funcionários de uma empresa de papel, a Dunder Miffin. Na equipe, estão Michael Scott (Steve Carell), um gerente fanfarrão que se considera o melhor amigo dos funcionários; Pam Beesly (Jenna Fischer), a simpática recepcionista; Jim Halpert (John Krasinski), o representante de vendas; Dwight Schrute (Rainn Wilson), o arrogante assistente de Michael; e Ryan Howard (B. J. Novak), auxiliar do patrão. O programa oferece uma visão abrangente de cada um, destacando suas singularidades e nuances.

  • Onde assistir: Netflix, HBO Max e Prime Video

13. Os Estagiários

Divulgação/Fox Film

Billy (Vince Vaughn) e Nick (Owen Wilson) ficam desempregados, aos 40 anos, depois que a empresa em que trabalhavam encerra as atividades. Desesperados por uma oportunidade, se candidatam a vagas de estagiários no Google, mesmo não entendendo nada de tecnologia.

Fora da zona de conforto, os amigos ficam deslocados no escritório novo, mas se mostram dispostos a ajudar mesmo aqueles que não fazem questão de ser simpáticos com eles. O longa mostra a importância do reconhecimento do potencial e das habilidades de cada um para o trabalho em equipe, que gera laços importantes.

  • Onde assistir: Disney+

14. Industry

Divulgação/HBO Max

Um grupo de jovens recém-formados compete por um número limitado de vagas de emprego em um dos principais bancos de investimento de Londres. À medida que eles ingressam em uma cultura corporativa definida pelo ego, sexo e drogas, as fronteiras entre colega, amigo, amante e inimigo logo desaparecem.

  • Onde assistir: HBO Max

15. Jerry Maguire: A Grande Virada

Divulgação/Sony Pictures

Jerry Maguire (Tom Cruise) é um agente esportivo que acaba demitido após uma declaração polêmica sobre o mercado no qual atua. Depois do episódio, o protagonista é obrigado a se dedicar ao único cliente que sobrou, um jogador de futebol americano temperamental, Rod Tidwell (Cuba Gooding Jr.). Ao mesmo tempo, o personagem se envolve com Dorothy Boyd (Renée Zellweger), uma das contadoras da empresa onde ele atuava. A história fala sobre algumas das situações mais comuns no meio corporativo, como a disputa e a desumanização dos líderes.

  • Onde assistir: HBO Max

16. Ted Lasso

ted lasso
Divulgação/Apple TV+

Ted Lasso (Jason Sudeikis) é um técnico de futebol americano que é contratado para treinar um time de futebol na Inglaterra, mesmo não tendo experiência suficiente com o esporte. A proprietária do time, Rebecca Walton (Hannah Waddingham), contrata o treinador propositalmente na expectativa de que ele será um fracasso. Mesmo inexperiente, Ted conquista a equipe e, aos poucos, passa a entender as particularidades do futebol americano.

  • Onde assistir: Apple TV+

17. À Procura da Felicidade

Divulgação/Sony Pictures

Chris Gardner (Will Smith) é um pai solteiro que precisa cuidar sozinho do filho de cinco anos após problemas financeiros afastarem sua ex-esposa, Linda (Thandiwe Newton). Sem conseguir um emprego, o pai e a criança acabam despejados e passam a viver em abrigos, banheiros e estações de trem enquanto dias melhores não chegam.

Além da forte história de determinação, já que o Chris Gardner da vida real se tornou um empresário e investidor de sucesso, o filme debate sobre a honestidade profissional e a importância de se ter uma motivação estabelecida.

  • Onde assistir: HBO Max

18. Mad Men

mad men série
Divulgação/Lionsgate Television

Em 1960, Don Draper (Jon Hamm) é o diretor de criação da Sterling Cooper, uma agência de publicidade badalada da Madison Avenue, em Nova York. O publicitário se envolve em conflitos profissionais e familiares enquanto tenta guardar um segredo sobre seu passado. Ao mesmo tempo, faz de tudo para ascender economicamente em meio às transformações sociais dos Estados Unidos da época.

  • Onde assistir: Disney+

19. Superstore

superstore serie
Divulgação/Universal Television

Um excêntrico grupo de funcionários da megaloja de departamento Cloud 9 enfrenta a rotina diária de caçadores de promoções frenéticos, liquidações que causam tumultos e treinamentos entediantes. A funcionária Amy (America Ferrera) tenta manter tudo sob controle, apesar dos esforços atrapalhados do gerente Glen (Mark McKinney) e de sua assistente Dina (Lauren Ash). Desde novatos cheios de entusiasmo até veteranos que já viram de tudo, a comédia retrata as relações profissionais e discute temas como amor, amizade e a beleza dos momentos do dia a dia.

  • Onde assistir: Prime Video

20. A Grande Aposta

Divulgação/Paramount Pictures

Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos irá quebrar em breve (crise de 2008). Tal decisão gera complicações junto aos investidores, que nunca haviam apostado contra o sistema.

Ao saber destes investimentos, o corretor Jared Vennett (Ryan Gosling) percebe a oportunidade e passa a oferecê-la a seus clientes. Um deles é Mark Baum (Steve Carell), o dono de uma corretora que enfrenta problemas desde que seu irmão se suicidou. Paralelamente, dois iniciantes na Bolsa de Valores percebem que podem ganhar muito dinheiro ao apostar na crise imobiliária e, para tanto, pedem ajuda a um guru de Wall Street, Ben Rickert (Brad Pitt), que vive recluso.

  • Onde assistir: Disponível para aluguel e compra em plataformas de streaming

O post Dia do Trabalho: 20 Filmes e Séries Que Dissecam os Dilemas do Mercado Profissional apareceu primeiro em Forbes Brasil.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Negócios

Empresas em Portugal Implementam Semana de Quatro Dias de Trabalho

Redação Informe ES

Publicado

no

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Com o livro “Sexta-Feira é o Novo Sábado“, o professor de economia da Universidade de Londres, o português Pedro Gomes, tem divulgado os casos de 41 empresas em Portugal que decidiram, por conta própria, reduzir a escala para quatro dias de trabalho por três de descanso (4×3).

O especialista da Escola de Negócios da universidade londrina sustenta que a redução da jornada não só é viável, como pode “salvar a economia”, sendo benéfica para o conjunto da economia e da sociedade.

Em relação ao Brasil, o especialista avalia que o país tem condições de reduzir a jornada para 40 horas semanais e acabar com a escala 6×1. A pesquisa de Gomes aponta que a mudança reduz as faltas ao trabalho, diminui a rotatividade nos empregos e incentiva a indústria do lazer e do entretenimento.

Anúncio

“Há muito alarmismo econômico contra a redução da jornada de trabalho. Qualquer redução, em qualquer país que eu vou, dizem exatamente o mesmo: que é impossível reduzir, que vai aumentar os custos para a empresa”, comentou.

À Agência Brasil, o economista português disse que o aumento da produtividade – quando a empresa consegue produzir mais com menos tempo de trabalho –, pode compensar os custos da redução da jornada.

“O que, historicamente acontece, em todas as reduções do tempo de trabalho, é que há um aumento da produtividade por hora. Existem melhoras, na forma como estamos a produzir, que compensam em grande medida, do ponto de vista das empresas, essa redução do tempo de trabalho”, explicou.

Sexta é o novo sábado

O autor analisou a redução da jornada voluntária para 4×3 em 41 empresas portuguesas que somam mais de mil empregados, de diferentes setores e tamanhos.

Anúncio

Dessas companhias, 52% afirmam que vão manter a jornada reduzida para quatro dias de trabalho; 23% dizem que vão manter a jornada reduzida, mas em uma escala menor; e apenas 19% disseram que vão retomar a jornada de 5×2.

Para mais de 90% das empresas, a mudança não teve custos financeiros, com 86% informando que aumentaram as receitas em relação ao ano anterior, sendo que 14% tiveram receitas menores. Cerca de 70% delas ainda concordam que melhoraram os processos da companhia após a mudança.

“A semana de trabalho de quatro dias é uma prática de gestão legítima e viável, que proporciona benefícios operacionais às empresas, como melhor ambiente de trabalho, redução do absentismo [faltas] e aumento da atratividade no mercado de trabalho. No entanto, para ser bem-sucedida, a sua implementação requer uma reorganização profunda”, escreveu Gomes.

Entre as mudanças organizacionais realizadas pelas empresas portuguesas, a mais frequente foi a diminuição da duração das reuniões.

Anúncio

Indústria do lazer

O tempo que o empregado ganha com a redução da jornada tem também um valor econômico que incentiva as indústrias do lazer, do entretenimento, e que tem um efeito positivo para o conjunto da economia.

“Os trabalhadores também são consumidores. Eles também são inovadores, também são cidadãos, têm estudantes e, portanto, o que eles fazem no tempo livre tem um impacto econômico”, explicou.

Pedro Gomes cita o exemplo do industrial Henry Ford, dono da montadora Ford, nos Estados Unidos, que reduziu, em 1926, há 100 anos, a jornada de trabalho na sua empresa para 40 horas semanais, consolidando o final de semana de dois dias.

“Quando os EUA reduziram para 40 horas, 70% das pessoas passaram a ir ao cinema. Isso fez consolidar Hollywood como uma das principais indústrias americanas. Foi muito positivo para empresas ligadas aos esportes, à música, aos livros, à cultura, aos hotéis”, disse Pedro.

Anúncio

Ainda segundo o economista, “é um passo que já foi feito há 100 anos nos EUA e, portanto, está mais do que na hora do Brasil, e os outros países da América Latina, façam essa passagem para as 40 horas”.

O economista cita ainda o caso da China, que, em 1995, adotou o final de semana de dois dias para parte dos trabalhadores do país.

“Não foi para toda a gente, foi mais para uma classe média. Mas pouco depois, o mercado de turismo interno da China se tornou o maior do mundo porque eles tiveram tempo para viajar. E o Brasil tem um potencial enorme de turismo”, completou.

Em Portugal, a jornada de trabalho foi reduzida de 44 horas para 40 horas em 1996.

Anúncio

Faltas e rotatividade

Outro efeito positivo da jornada menor é a redução das faltas ao serviço e a menor rotatividade no emprego, o que aumenta a capacidade de conciliar trabalho com família, sendo especialmente benéfico para as mulheres.

“A rotatividade de trabalhadores e altos níveis de absentismo (faltas) tem um custo enorme para as empresas. Com menos horas trabalhadas, eles vão faltar menos e vão querer sair menos do trabalho, reduzindo a rotatividade”, disse.

Comércio aos sábados

O pesquisador Pedro Gomes acrescentou que algumas das empresas que ele pesquisou não precisaram fechar o comércio no sábado, ou em outro dia, por causa da redução da jornada. Muitas companhias passaram a adotar escalas com menos trabalhadores nos dias de fluxo mais baixo.

“Se vê que tem menos fluxo de clientes nas terças e quartas, então dá mais dias livres aos trabalhadores naqueles dias de menor movimento. Ficam menos trabalhadores na loja, mas a loja fica aberta.”

Anúncio

Para Gomes, as empresas têm a tendência de rejeitar mudanças na extensão da jornada de trabalho, ainda que ela traga benefícios. “Há muitas escolhas do lado das empresas, só que, muitas vezes, elas não querem pensar nisto. Vão pensar depois da legislação. Não conseguem perceber antes os benefícios que vão ter.”

PIB

O economista rejeita a previsão de estudos que apontam para uma possível queda no PIB (Produto Interno Bruto) caso a redução da jornada e o fim da escala 6×1 seja aprovada no Brasil.

O autor Pedro Gomes verificou 250 casos de redução de jornada pela via legislativa que ocorreram no mundo a partir de 1910. Nos cinco anos antes da reforma, a média de crescimento do PIB foi de 3,2%, subindo para 3,9%, em média, após a redução da jornada de trabalho.

“Esses efeitos sobre a produtividade por hora foram muito significativos e compensaram amplamente a redução da jornada de trabalho. Além disso, todos esses outros efeitos macroeconômicos também tiveram impacto [no PIB]”, explicou.

Anúncio

Para o professor de economia, a grande quantidade de horas que o trabalhador brasileiro passa no deslocamento para o serviço também justifica a redução da jornada de trabalho no Brasil. “É uma razão adicional. Os trabalhadores vão melhorar muito a qualidade de vida, vão valorizar muito, e os custos para as empresas são muito mais baixos do que eles costumam argumentar.”

O post Empresas em Portugal Implementam Semana de Quatro Dias de Trabalho apareceu primeiro em Forbes Brasil.

Powered by WPeMatico

Anúncio
Continuar Lendo

Em Alta

Copyright © 2023 - Todos os Direitos Reservados