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Você Tem o Que é Preciso para Ser Um Empreendedor de Sucesso?

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

 

 

Empreender pode parecer atraente com toda a aparente liberdade em ser o seu próprio chefe. Embora tenha controle da sua agenda e flexibilidade para escolher como e de onde trabalhar, você provavelmente estará trabalhando de 12 a 16 horas por dia, especialmente no início do negócio.

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Apesar de ter seus próprios desafios, os benefícios de ter uma empresa ainda brilham os olhos de muita gente. 6 em cada 10 brasileiros sonham em ter o próprio negócio, de acordo com o relatório GEM (Global Entrepreneurship Monitor), realizado pelo Sebrae e a Anegepe (Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas).

Mas isso não é por acaso. Se você olhar a lista das pessoas mais ricas do mundo, notará que a grande maioria dos bilionários no topo do ranking construiu sua fortuna ao fundar empresas de sucesso. No top 3, estão Elon Musk, que cofundou sete empresas, incluindo a fabricante de carros elétricos Tesla, a produtora de foguetes SpaceX e a startup de inteligência artificial xAI, Larry Ellison, da Oracle, e Jeff Bezos, da Amazon.

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O cenário do empreendedorismo está em constante evolução, moldado por avanços tecnológicos, mudanças sociais e um mercado global cada vez mais conectado. Aspirantes a empreendedores que entram nesse ambiente precisam ter qualidades e estratégias únicas para prosperar em meio aos desafios e oportunidades que definem o mundo dos negócios.

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Neste Dia do Empreendedor, celebrado anualmente em 5 de outubro, confira se você tem o que é preciso para mergulhar (e ter sucesso) no empreendedorismo:

1. Adaptabilidade e resiliência

No mundo acelerado de hoje, a adaptabilidade é uma característica essencial para os empreendedores. A capacidade de mudar estratégias, abraçar mudanças e responder rapidamente às dinâmicas do mercado é fundamental.

O primeiro passo para se tornar resiliente é trabalhar na sua mentalidade, o que inclui regular suas emoções. Para isso, crie um modelo mental de como você responderá aos seus sentimentos e desenvolva a capacidade de controlar efetivamente essas emoções.

Um aspecto crucial da resiliência é a autocompaixão. Se houver uma constante autocrítica negativa, você se paralisará mental e emocionalmente, o que pode impedir seu avanço. Se isso for um ponto crítico, comece sendo gentil consigo mesmo uma vez por dia e intensifique o diálogo positivo à medida que se sentir mais confortável com o novo hábito.

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2. Fluência tecnológica e foco em inovação

A tecnologia continua a transformar indústrias, apresentando tanto desafios quanto oportunidades para os empreendedores. O entendimento e a proximidade de tecnologias emergentes, como inteligência artificial, blockchain e realidade aumentada, não é apenas vantajoso — é imperativo. Empreendedores que aproveitam essas tecnologias para inovar, otimizar operações e criar propostas de valor únicas estão mais propensos a ter sucesso.

3. Empreendimentos com propósito

Negócios orientados por propósito ganham cada vez mais força no mercado. Os consumidores agora buscam mais do que apenas produtos ou serviços; eles querem marcas que estejam alinhadas com seus valores. Empreendedores estão aproveitando essa tendência ao incorporar causas sociais ou ambientais em seus modelos de negócio, alinhando lucro com propósito.

Esses empreendimentos representam uma mudança significativa na forma como as empresas operam e interagem com a sociedade. As organizações vão além da geração de receita, integrando uma missão social ou ambiental em suas operações centrais. Esse propósito serve como a força motriz por trás das decisões, estratégias e impactos da empresa, que pode envolver compromissos com a agenda ESG, de sustentabilidade, justiça social e governança.

Em 2022, a Statista, plataforma de dados e estatísticas, relatou que aproximadamente 44% dos consumidores globais eram orientados por propósito, um aumento em comparação com dois anos antes. Além disso, empreendedores que se conectam às tendências de mercado em evolução têm maior taxa de sucesso.

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4. Agilidade na tomada de decisão e alfabetização em dados

Os dados se tornaram a nova moeda dos negócios. Empreendedores proficientes em análise de dados obtêm insights que impulsionam a tomada de decisões informada. Essa alfabetização em dados, combinada com uma abordagem ágil na tomada de decisões, permite aos empreendedores identificar tendências, prever mudanças de mercado e responder rapidamente a novas oportunidades ou ameaças.

Os dados são gerados em uma taxa sem precedentes a partir de várias fontes, incluindo interações com clientes, tendências de mercado, mídias sociais e processos operacionais. Empreendedores que conseguem coletar, analisar e obter insights desses dados obtêm uma vantagem competitiva importante.

Nesse sentido, dois pontos principais da alfabetização em dados são a tomada de decisões baseada nos números e a gestão de riscos e previsões. A alfabetização em dados permite que os empreendedores tomem decisões baseadas em evidências, e não apenas na intuição. Isso permite validar hipóteses, otimizar estratégias e alocar recursos de forma eficaz, além de ajudar a avaliar e mitigar riscos e analisar dados históricos para antecipar desafios.

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Ser empreendedor exige mais do que apenas uma ideia inovadora; é preciso coragem, pensamento criativo, atualização constante e a disposição para fazer o que outros não fazem.

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O Que É a Empresa do Século 21?

Redação Informe ES

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O título do livro “A Corporação no Século 21“, de John Kay, é uma alusão – talvez uma provocação – a uma das obras mais influentes de gestão, “A Corporação e o Século 20“. Se ali o economista americano Richard Langlois traçava a transformação da organização comandada por empresários para a organização liderada por executivos profissionais, o também economista (porém britânico) John Kay agora narra uma mudança muito, mas muito mais radical.

Questiona, inclusive, se faz sentido dizer que vivemos em um sistema capitalista. Porque o capital perdeu a importância. “Mesmo investidores sofisticados examinam o Roce [Retorno sobre o Capital Empregado]”, escreve, embora o retorno tenha “tanta conexão com o capital quanto com a quantidade de água utilizada ou o número de reuniões realizadas”, afirma. Vivemos, considera, a era do capital as a service – empregado apenas na medida em que é necessário.

O poder do acionista é outra balela, segundo ele. O acionista de uma multinacional não tem nenhum controle sobre o que é feito da empresa. Até os dividendos que recebe, se os receber, são definidos pelos diretores.

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Em especial, Kay ataca a noção de empresa como uma teia de contratos – visão clássica, estabelecida pelo também britânico Ronald Coase, que levou um Prêmio Nobel por sua teoria. A questão é que a ideia de um conjunto de contratos se opõe à própria qualificação de uma empresa como pessoa jurídica. Afinal, ela tem uma personalidade ou não?

Maximizar o lucro, um mantra dos anos 1970 que vem caindo em desuso, nunca foi uma teoria sólida, acredita o autor. Qual lucro, afinal? O de curtíssimo prazo? Em detrimento de ações que preservem a empresa no futuro?

Para ele, a missão de uma corporação é promover o “florescimento de seus múltiplos stakeholders”. Porque a empresa não é uma combinação de relações transacionais, e sim uma construção de relações sociais, entre seus integrantes e com o mundo à sua volta. As implicações dessa visão para o funcionamento da empresa… isso fica para um prometido próximo volume.

*Reportagem publicada na edição 145 da revista Forbes, em setembro de 2026.

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Amazon MGM Studios Anuncia Head de Theatrical Marketing no Brasil

Redação Informe ES

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O Amazon MGM Studios anunciou Roberta Fraissat como Head de Theatrical Marketing, responsável por liderar as estratégias de marketing dos lançamentos da companhia nos cinemas brasileiros.

Mais recentemente, Roberta atuou como diretora de marketing para a América Latina e Head de Marketing para o Brasil na Crunchyroll.

A executiva passou a maior parte da carreira na The Walt Disney Company, onde ingressou como coordenadora de desenvolvimento de produto em 1999. Saiu de lá em 2023 como diretora de marketing. Nesse período, esteve envolvida em campanhas de produções como “Vingadores”, “Star Wars”, “Toy Story”, “O Rei Leão”, “Carros” e “Alice no País das Maravilhas”.

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É formada em negócios pela Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e tem MBA pela FIA Business School.

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A Escala 5×2 Chegou. E Muda Mais do Que o Custo da Folha

Redação Informe ES

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Está decidido. A Emenda Constitucional 141, promulgada na última sexta-feira (20), encerra a escala 6×1. Em 60 dias, todo trabalhador CLT passa a ter duas folgas semanais e jornada máxima de 42 horas. Catorze meses após a publicação, o teto cai para 40 horas, sem redução de salário.

A primeira leitura é de custo, e ela não está errada. Como não será permitida a redução de salários e haverá redução de 44 para 40 horas semanais, cada hora vale 10% a mais. E isso encarece também a hora extra e os adicionais, que são calculados sobre o valor da hora.

Em operações que funcionam sete dias por semana, como varejo e serviços, manter a cobertura exige reforço de quadro. Nas simulações que tenho acompanhado, esse reforço fica entre 10% e 20%, e pesa mais nas unidades menores, que têm menor margem para remanejar gente.

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Mas tratar a 5×2 apenas como aumento de folha é desperdiçar a oportunidade de rever a estratégia de remuneração como um todo.

Eficiência de escala

Comecemos pelo fixo. Com a hora mais cara, a pressão será por conter reajustes. Esse é um erro tentador. Mas antes de pensar em trocar equipes com salários reduzidos, será importante avaliar reservas escondidas na própria escala.

Empresas que passaram a montar turnos a partir da curva de movimento por hora descobriram horas extras desnecessárias e gente parada nos horários errados. Eficiência de escala é a primeira fonte de financiamento da nova jornada.

Onde mora a oportunidade

O variável é onde mora a oportunidade mais clara. Se o objetivo é produzir o mesmo, ou mais, em menos horas, a remuneração variável precisa apontar para isso. Prêmios por produtividade, metas de venda por hora trabalhada, bônus por cobertura nos picos ou por redução de absenteísmo transformam a exigência legal em alinhamento: a empresa ganha eficiência e o colaborador participa do ganho.

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A experiência internacional reforça a lógica. Quando Portugal reduziu a jornada de 44 para 40 horas, em 1996, estudos registraram ganho de produtividade próximo de 8%. O Chile está no meios de uma transição gradual até 2028, e o México aprovou a sua até 2030. A redução funciona melhor quando vem acompanhada de esforço deliberado de produtividade, e incentivo bem desenhado é parte desse esforço.

Recompensas intangíveis

Há ainda uma camada que raramente entra na planilha: as recompensas intangíveis. Duas folgas, previsibilidade de escala e fins de semana inteiros com a família são valor percebido. Gente descansada e motivada erra menos, falta menos e atende melhor. Empresas que comunicarem isso como parte da proposta de valor ao empregado vão reter melhor do que as que tratarem a mudança como obrigação.

Rotatividade pode diminuir

Há também uma economia que raramente aparece na conta da transição: a da rotatividade. No varejo, ela já é altíssima. Levantamento do Sindilojas-SP mostra que a rotatividade no varejo paulista chegou a 56,6% em 2025, o maior nível desde 2020. Em alguns segmentos, como lojas de conveniência, passou de 90%.

Isso significa recontratar, quase todo ano, boa parte da equipe. Cada saída tem um custo que vai além da rescisão: recrutamento, treinamento e os meses em que o novo funcionário ainda não rende o que rendia quem saiu. O cliente percebe essa curva de aprendizado no caixa e no atendimento. Se a 5×2 for bem implementada, com escalas previsíveis e folgas que de fato descansam, as pessoas tendem a ficar mais tempo. Parte do custo da nova jornada pode voltar como economia em turnover.

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E há a carreira. Mais turnos e escalas mais complexas exigem novas funções de controle: líderes de turno, coordenadores de escala, analistas de operação. É uma chance real de promover quem já conhece a operação e o cliente. A pergunta incômoda é se essa base está preparada. Quem sempre executou nem sempre foi treinado para planejar, ler indicadores ou liderar colegas. Sem trilha de capacitação e uma estrutura de cargos que reconheça esses degraus, a promoção vira armadilha.

Além disso, pessoas que estavam na informalidade podem voltar a se interessar pelo modelo CLT nesta nova configuração de escala.

Muitos empreendedores lerão tudo isso pensando na própria rotina, que está mais para 7×0 do que para 5×2. É verdade. A diferença é que, nesse caso, cada hora a mais constrói patrimônio próprio. Para quem trabalha numa estrutura que não é sua, o que se constrói é outra coisa: vínculo, ou a falta dele. Numa geração que cobra cada vez mais qualidade das relações de trabalho, a 5×2 talvez seja menos uma imposição e mais a formalização de algo que o mercado já vinha pedindo.

*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.

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Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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