Polícia
Meta alega “problemas técnicos” para menor alcance de Lula nas redes

A plataforma Meta – que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – alegou que “problemas técnicos” foram responsáveis pela redução do alcance de postagens ligadas à campanha do candidato à presidência da república Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao mesmo tempo, a plataforma sediada nos Estados Unidos (EUA) afirma que são falsas as alegações da campanha de Lula que sustenta que a Meta estaria beneficiando as postagens do candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais.
“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz nota da Meta.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de dados (ANPD) foram acionadas pela campanha do PT, que alega “fortes suspeitas de tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro”.
“A empresa alega que essa ‘falha’ afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a META, foi um ‘problema técnico’”, diz o comunicado da campanha.
O TSE deu prazo de 48 horas para a Meta explicar as acusações da campanha de Lula. Levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT aponta que a página do senador Flávio Bolsonaro tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos.
“Procurada, a Meta reconheceu a falha e, outra vez, apontou ‘problemas técnicos’ como motivo”, diz a nota do PT, acrescentando que “essas ações interferem diretamente em avanços como o fim das BETs, da escala 6×1, além do chamado “tesouraço” contra programas sociais”.
Meta e Trump
Após o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump assumir novo mandato na Casa Branca, em janeiro de 2025, o dono da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou que trabalharia ao lado do político republicano contra países ou governos que defendessem alguma regulação das redes sociais.
O uso ou manipulação de plataformas digitais para direcionar conteúdos e informações durante processos eleitorais tem sido alvo de processos judiciais e debates em todo o mundo.
Um dos casos mais famosos envolveu a empresa Cambridge Analytica, que colheu dados de dezenas de milhões de usuários do Facebook, para direcionar informação de campanha durante as eleições presidenciais dos EUA de 2016, quando Trump foi eleito a primeira vez, assim como a favor da campanha do Brexit, no Reino Unido.
Em março de 2018, o Facebook Inc., atual Meta, reconheceu “falhas” no sistema que permitiram a coleta em massa de informação usada pela Cambridge Analytica nas campanhas.
Em julho de 2019, a Meta (na época, ainda Facebook Inc), foi obrigada a pagar uma multa de US$ 5 bilhões imposta pela Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) dos EUA por supostamente “enganar” usuários sobre a capacidade de controlar a privacidade das informações.
Polícia
Jogadores capixabas que atuam no Vasco e no Vila Nova são alvos de mandados de busca

Os jogadores de futebol David Corrêa, do Vasco da Gama (RJ), e Hayner Cordeiro, do Vila Nova (GO), foram alvos de mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (31), em uma ação liderada pela Polícia Civil do Espírito Santo.
A operação A Tropa apura supostos crimes de tráfico de drogas e de armas, além de lavagem de dinheiro, por uma organização criminosa de atuação interestadual.
De acordo com a Polícia Civil capixaba, são cumpridos nesta segunda quatro mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. A operação segue em andamento.
As diligências são realizadas em municípios da Grande Vitória e também em Afonso Cláudio, no Espírito Santo. Também há alvos localizados no Rio de Janeiro, em Goiás e no Distrito Federal.
O objetivo dos agentes é esclarecer os crimes e promover a desarticulação da estrutura criminosa em questão. O nome da operação faz referência ao nome usado pelos próprios investigados para se referirem ao grupo.
A Agência Brasil não conseguiu contato com as defesas dos jogadores citados e mantém o espaço aberto para que suas manifestações sejam acrescentadas nesta reportagem.
Vasco e Vila Nova
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Vasco da Gama disse que está colaborando com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações.
Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o atleta do clube é o único alvo da operação na capital fluminense. Os mandados contra David Corrêa foram cumpridos na residência do jogador e no Centro de Treinamento do Vasco.
Em nota oficial, o Vila Nova Futebol Clube também se manifestou sobre a operação e disse que Hayner afirmou não ter envolvimento com atividades ilícitas. O clube comunicou que aguarda os desdobramentos da operação e, “a partir dos fatos que forem efetivamente apurados pelas autoridades competentes, tomará as medidas que se fizerem necessárias”.
O Vila Nova informou que os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência do atleta Hayner e no Centro de Treinamento Vila do Tigre, “exclusivamente em seu armário pessoal, para averiguação”, diz a nota.
“Hayner acredita que tenha sido incluído entre os alvos da medida judicial em razão de uma amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas, que é oriundo da mesma comunidade onde o jogador cresceu, no Espírito Santo, local também relacionado a outros atletas que foram alvo da operação”, acrescentou o texto divulgado.
O clube afirmou ainda que Hayner colaborou integralmente com as autoridades e se colocou à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. “Até o momento, Hayner continua exercendo suas atividades profissionais normalmente”.
Ação coordenada
No território fluminense, os mandados foram cumpridos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, contra alvos na Barra da Tijuca e em Vargem Grande, na zona sudoeste da capital. As investigações apuram possíveis envolvimentos não só de atletas profissionais, mas também de empresários com a organização criminosa.
No Rio de Janeiro, a ação é coordenada pela 14ª DP (Leblon), com apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC).
No Espírito Santo, participam da operação cerca de 100 policiais civis, com apoio operacional da Superintendência de Polícia Especializada (SPE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).
Em nota, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) informou ter prestado apoio operacional à ação coordenada pela Polícia Civil do Estado do Espírito Santo (PCES).
Agencia Brasil
Polícia
Empresário desaparece na Serra e família pede ajuda para localizá-lo

O empresário Flávio Santos, fundador da SpaceContContabilidade, está desaparecido desde as 11h desta quarta-feira (19), na Serra.
Segundo informações, a última localização registrada de Flávio foi na Avenida Talma Rodrigues e Ribeiro, nas proximidades de Feu Rosa, onde ele estaria em seu veículo, de placa PBY-7E42.
A família e amigos pede que a informação seja compartilhada para ampliar o alcance e aumentar as possibilidades de localização do empresário. Qualquer informação que possa contribuir para encontrá-lo pode ser fundamental neste momento.
Informações podem ser repassadas à Polícia Militar pelo telefone 190. A família também disponibilizou o contato do Cabo Rodrigues: (27) 99697-7677.
Polícia
Vereadora da causa animal recebe cachorro morto em caixa no RS

“Olha se não é de se emocionar e chorar. Olha o que eu recebi aqui na Câmara de Vereadores”, mostra, animada, Deza Guerriero (PP), vereadora de Novo Hamburgo, município da Região Metropolitana de Porto Alegre. O que ela acreditava se tratar de um presente acabou virando caso de polícia.
A parlamentar recebeu uma caixa na sede do Legislativo municipal. Junto, havia uma mensagem: “com carinho para proteger os animais”. Porém, o conteúdo da embalagem causou surpresa.
A vereadora entendeu o ocorrido com uma ameaça: “O que esse sujeito fez é terrorismo. Matar um animal e enviar o seu corpo como mensagem?”, publicou em rede social.
De acordo com o gabinete da parlamentar, a caixa foi deixada na Câmara por um motorista de um aplicativo de entregas. Ele não teria relação com o caso.
Fonte: G1
































