Política
De vice resiliente a prefeito: Paulinho Barros assume comando de Mimoso do Sul em cerimônia aberta ao povo

Paulinho revela bastidores de sua trajetória com Peter Costa
No próximo dia 02 de abril, às 16h, a praça central de Mimoso do Sul será palco de um momento histórico para a cidade. O atual vice-prefeito, Paulinho Barros (PSB), tomará posse definitiva como prefeito, em uma cerimônia que foi transferida da Câmara Municipal para um espaço aberto, permitindo maior participação popular.
A mudança no comando do Executivo ocorre em razão da saída do então prefeito, Peter Costa, que deixa o cargo para disputar uma vaga como deputado estadual nas eleições de 2026, como determina a legislação eleitoral.
Mas mais do que uma transição política, a posse de Paulinho Barros simboliza uma trajetória marcada por simplicidade, serviço e, sobretudo, resiliência.
Parceria que virou legado político: Peter e Paulinho
A história política que culmina na posse de Paulinho Barros como prefeito de Mimoso do Sul carrega um capítulo pouco conhecido, mas decisivo: foi o próprio Paulinho quem incentivou a entrada de Peter Costa na vida pública.
Em relato ao InformeES, Paulinho relembrou que disputou quatro eleições para vereador até conquistar sua primeira vitória nas urnas. Nas tentativas anteriores, chegou a atuar como suplente, mas foi na persistência que consolidou seu espaço. Foi justamente nesse período, durante sua quarta candidatura, que conheceu Peter — e enxergou nele um potencial político.
“Convidei ele para entrar no partido que eu estava, para que a gente viesse candidato a vereador. E nós ganhamos, nós dois”, destacou.
A partir dali, nasceu uma parceria sólida. Ambos foram eleitos vereadores, chegaram juntos à Câmara Municipal e, posteriormente, avançaram para um projeto ainda maior: a disputa pela Prefeitura. A dobradinha deu certo. Peter Costa foi eleito prefeito, tendo Paulinho como vice — união que se fortaleceu ainda mais com a reeleição.
Agora, anos depois, a trajetória ganha um novo significado. Com a saída de Peter para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, Paulinho assume o comando do município, em um movimento que simboliza não apenas continuidade administrativa, mas também uma espécie de reciprocidade política.
De quem abriu portas no início, Paulinho passa agora a ocupar o cargo máximo do Executivo municipal, enquanto vê o antigo parceiro alçar voos mais altos na política estadual.
Uma história construída com o povo
Antes de chegar ao posto mais alto do Executivo municipal, Paulinho trilhou um caminho sólido na vida pública. Foi secretário de assistência social, vereador, e, por dois mandatos, vice-prefeito ao lado de Peter Costa. Sempre com atuação discreta, porém efetiva, construiu uma imagem de gestor próximo da população e comprometido com as demandas sociais.
Reconhecido por sua mansidão, humildade e fé (evangélico), Paulinho carrega consigo um perfil que foge dos holofotes, mas que se fortalece nos bastidores, com articulações importantes tanto no Governo do Estado quanto em Brasília, na busca por investimentos para o município.
A prova de fogo: fé e ação em meio à tragédia
Um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória recente foi durante as fortes enchentes que atingiram Mimoso do Sul. Em meio ao caos que assolou a cidade, Paulinho viveu na pele o drama de centenas de moradores: teve sua própria casa invadida pelas águas.
Ainda assim, em um gesto que reforça seu compromisso público, não se recolheu diante da dor pessoal. Pelo contrário. Mesmo enfrentando perdas, esteve nas ruas, prestando socorro, mobilizando equipes e oferecendo apoio à população atingida.
Foi ali, no momento mais crítico, que sua liderança silenciosa ganhou ainda mais força — não pelo discurso, mas pela prática.
Um novo capítulo para Mimoso do Sul
Agora, ao assumir oficialmente como prefeito, Paulinho Barros inicia um novo ciclo na administração municipal. A expectativa é de continuidade no trabalho já desenvolvido, aliada a uma gestão sensível às necessidades da população, especialmente após os desafios enfrentados recentemente pela cidade.
A cerimônia na praça central promete reunir moradores, lideranças políticas e comunitárias em um ato que simboliza não apenas uma posse, mas a consolidação de uma história construída com perseverança, fé e serviço.
Mais do que um novo prefeito, Mimoso do Sul ganha um líder que conhece de perto as dores do seu povo — e que já demonstrou, na prática, estar disposto a enfrentá-las junto com ele.
Política
Casagrande cita Tyago Hoffmann como nome com perfil para governador

Uma declaração do ex-governador Renato Casagrande (PSB) durante evento político chamou atenção para os próximos movimentos do partido no Espírito Santo.
Ao destacar a trajetória de Tyago Hoffmann, candidato do PSB a deputado federal nas eleições de 2026, Casagrande enumerou passagens do político por diferentes áreas da administração pública e afirmou que Hoffmann reúne perfil técnico e político para ocupar diferentes funções.
Na fala, o ex-governador foi além e mencionou diretamente a possibilidade de Tyago Hoffmann chegar ao comando do Espírito Santo.
“Então Tiago é um coringa, que pode caber em qualquer lugar, inclusive para governador do estado”, declarou Casagrande.
Antes, o ex-governador havia destacado a passagem de Hoffmann por funções como subsecretário e secretário de Estado, além de áreas ligadas à Saúde, Governo, Desenvolvimento e Ciência, Tecnologia e Inovação.
A declaração ocorre em um momento em que o PSB participa da disputa de 2026 apoiando a candidatura de Ricardo Ferraço (MDB) ao governo do Estado, enquanto Renato Casagrande concorre ao Senado. O apoio a Ferraço foi oficializado pelo PSB capixaba durante a convenção partidária realizada em julho.
A fala de Casagrande, portanto, acrescenta um elemento ao debate sobre a sucessão estadual para 2030. Embora não represente, até o momento, uma oficialização de candidatura ou uma definição do PSB para a próxima disputa ao Palácio Anchieta, a menção pública feita pelo principal líder do partido no Estado coloca o nome de Tyago Hoffmann no debate sobre possíveis projetos futuros da legenda.
O movimento também chama atenção porque Hoffmann já ocupa espaço dentro da estrutura política do PSB capixaba. Em 2022, foi eleito deputado estadual e, durante sua trajetória, exerceu funções no Executivo estadual e no Legislativo.
A questão que fica para o cenário político capixaba é: a declaração de Casagrande foi apenas um reconhecimento da trajetória de Tyago Hoffmann ou representa também uma sinalização antecipada sobre os planos do PSB para 2030?
Até o momento, a fala não equivale a uma definição partidária. O que existe é uma manifestação pública de Casagrande colocando o deputado como alguém que, em sua avaliação, possui perfil para disputar e exercer o cargo de governador no futuro.
Política
Presença de ex-prefeito em carreata de Pazolini gera reação política em Guarapari

Vereador do PL não aprovou conduta do candidato ao Palácio Anchieta
A presença do ex-prefeito de Guarapari Edson Magalhães ao lado do candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos),durante uma carreata realizada nesta segunda-feira (28), pelas ruas do município, provocou reação do vereador Vinícius Lino (PL).
Em manifestação pública, o parlamentar criticou a composição do palanque de Pazolini e questionou a aproximação política com antigos grupos do município. Sem citar nominalmente o ex-prefeito em seu discurso, Vinícius afirmou que algumas alianças eleitorais podem contrariar valores e princípios defendidos durante a campanha.
“Pra mim vale muito mais os valores, os princípios, aquilo que você acredita”, declarou o vereador.
Na sequência, Vinícius fez críticas mais diretas às alianças construídas para a disputa eleitoral e afirmou que, em sua avaliação, não vale a pena vencer uma eleição abrindo mão de princípios políticos.
O vereador também direcionou um alerta a Pazolini. Segundo Vinícius, pessoas que integram ou influenciam o grupo político do candidato em Guarapari estariam conduzindo a campanha para uma posição que, na visão dele, pode prejudicar a imagem do candidato na cidade.
“Pazolini, cuidado com as pessoas que você está ouvindo aqui em Guarapari”, afirmou.
Vinícius também reconheceu avanços em políticas públicas realizados em Vitória, onde, segundo ele, já trabalhou, e declarou apoio ao projeto político de Pazolini. Ao mesmo tempo, defendeu que o candidato reveja a presença de determinadas pessoas em seu palanque.
A manifestação ocorre após a aparição de Edson Magalhães na carreata, em uma aproximação que chamou atenção no cenário político local. O ex-prefeito é uma figura conhecida da política de Guarapari e, ao longo de 2026, também esteve envolvido em articulações eleitorais no município e no Estado.
No discurso, Vinícius terminou afirmando que a construção de uma aliança política não deveria ter como único objetivo a vitória eleitoral, defendendo que os grupos envolvidos também considerem seus valores e princípios.
Surpreendeu a todos
A participação de Edson teria surpreendido integrantes do grupo que acompanhava a agenda. Entre eles, a vice-prefeita de Guarapari e candidata a deputada federal, Tatiana Perim (Republicanos), que, segundo informações obtidas pela reportagem, teria tomado conhecimento da presença do ex-prefeito somente no momento da carreata.
O episódio teria provocado um clima de desconforto no grupo. Tatiana permaneceu no carro durante o percurso, segundo o relato, a pedido do próprio Pazolini.
O episódio expõe as movimentações e possíveis divergências dentro do campo político de Guarapari, especialmente em um momento de intensificação da campanha eleitoral de 2026.
InformeES – Da Redação
Política
Quaest: 62% da população aprova Ricardo por merecimento à reeleição no Espírito Santo

Para 62% dos entrevistados na pesquisa Quaest, divulgada na sexta-feira (28), o governador Ricardo Ferraço (MDB) merece ser reeleito. O desempenho registra o crescimento de um ponto percentual em relação a pesquisa anterior, divulgada no final de agosto, quando o governador conquistou 61% dos eleitores entrevistados.
Outros dados interessantes da pesquisa Quaest estão na aprovação e na avaliação do atual governo. Avaliação positiva e regular reúne 75% dos entrevistados e a aprovação do governo está em 54%.
Há seis dias para o primeiro turno das eleições 2026, o desempenho de Ricardo no levantamento confirma preferência do capixaba para o pleito.
Também no final de agosto, a Veja publicou matéria com levantamento apontando que no Espírito Santo e em mais 11 estados as eleições podem ser decididas no primeiro turno. Completam a lista São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Goiás, Piauí, Mato Grosso e Amapá.
Fechando o resultado da pergunta se o governador merece ser reeleito, disseram não apenas 25% dos entrevistados e não sabe/não respondeu ficou em 13%.
A Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é ES-01978/2026 e BR-03414/2026.
Fotos: Divulgação
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