Eleições 2026
Guerino deixa o PSD, que fica neutro na disputa do governo do ES e garante vaga a Meneguelli ao senado

A convenção estadual do PSD, realizada nesta quarta-feira(5), definiu os rumos do partido para as eleições de 2026 no Espírito Santo. A principal decisão foi a adoção da neutralidade na disputa pelo Governo do Estado, enquanto a legenda confirmou a pré-candidatura do ex-prefeito de Colatina, Sérgio Meneghelli, ao Senado Federal.
A definição encerra um período de especulações e garante a Meneghelli a vaga que vinha sendo construída nos bastidores da sigla nos últimos meses.
A decisão, no entanto, também provocou uma baixa no partido. O ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon, confirmou sua saída do PSD após a convenção. Em manifestação pública, ele agradeceu à legenda pela confiança, mas afirmou que os entendimentos políticos construídos anteriormente não foram concretizados, motivo pelo qual decidiu deixar a sigla.
Com a saída, Guerino passa a apoiar de forma independente a pré-candidatura do ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, ao Governo do Espírito Santo.
Nos bastidores da política capixaba, havia a expectativa de que o PSD pudesse compor a chapa de Pazolini, inclusive indicando o candidato a vice-governador. Entre os nomes mais comentados estavam a possibilidade do próprio Guerino Zanon e a primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos, esposa do prefeito Renzo Vasconcelos.
Com a neutralidade oficializada pelo PSD, o cenário eleitoral sofre uma nova reconfiguração. Enquanto Sérgio Meneghelli concentra esforços na corrida ao Senado, as articulações em torno da composição da chapa de Lorenzo Pazolini continuam movimentando os bastidores, especialmente diante da indefinição sobre quem ocupará a vaga de vice-governador.
A decisão da convenção reforça que as alianças para a disputa estadual seguem em construção e que novos desdobramentos ainda devem marcar o cenário político capixaba nas próximas semanas.
Da Redação – InformeES
Eleições 2026
Lula lidera cenário estimulado com 39%; Flávio Bolsonaro aparece em segundo, aponta Genial/Quaest

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial no cenário estimulado da mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5). No levantamento, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) ocupa a segunda colocação, com 30%.
Na sequência, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem tecnicamente empatados, ambos com 4% das intenções de voto. Romeu Zema (Novo) registra 2%, seguido por Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP), cada um com 1%.
Já os candidatos Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não alcançaram pontuação na pesquisa.
Entre os entrevistados, 8% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. Outros 10% disseram ainda não ter definido em quem votar.
Cenário permanece estável
Na comparação com a pesquisa anterior, os números indicam um quadro de estabilidade dentro da margem de erro. Lula oscilou de 40% para 39%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 28% para 30%. As variações, segundo a pesquisa, não representam mudanças estatisticamente significativas.
Voto espontâneo
No cenário espontâneo — quando os entrevistados respondem sem receber uma lista prévia de candidatos — Lula aparece com 25% das citações, um ponto percentual abaixo dos 26% registrados no levantamento anterior.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresentou crescimento nesse cenário, passando de 14% para 18% das menções espontâneas, ampliando sua presença entre os eleitores consultados.
Cenário de segundo turno
Legenda: A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 31 de julho e 03 de agosto. O índice de confiança é de 95%.
Foto: Quaest
Em uma simulação direta de segundo turno, o atual presidente Lula (PT) aparece numericamente à frente com 44% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 39% da preferência do eleitorado brasileiro.
Os dados mostram ainda que 13% dos entrevistados afirmam votar em branco ou nulo. Outros 4% dizem seguir indecisos neste cenário principal.
Quando os números são observados pelo recorte regional, o petista consolida vantagem na Região Nordeste. Entre os eleitores nordestinos, Lula atinge 64%, enquanto Flávio Bolsonaro marca 25%.
Lula x Romeu Zema
O instituto também testou o desempenho do atual presidente contra outros nomes da oposição. Diante de Romeu Zema (Novo), o petista soma 46% contra 34% do ex-governador mineiro. Votos brancos e nulos totalizam 16%, e indecisos são 4%.
Lula x Ronaldo Caiado
Já em um cenário com Ronaldo Caiado (PSD), a distância nacional se mostra um pouco mais estreita. O atual presidente chega a 45% das intenções, enquanto o ex-governador goiano alcança 37%. Brancos e nulos chegam a 14%, com 4% de indecisos.
Lula x Renan Santos
O último cenário de segundo turno medido coloca frente a frente o petista e Renan Santos (Missão). Aqui, o atual mandatário lidera com 45% contra 35% do adversário. O índice de brancos e nulos é de 16%, e os indecisos representam 4%.
A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 31 de julho e 03 de agosto; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.O levantamento foi contratado por Genial Investimentos e está registrado no TSE sob o protocolo BR-06591/2026.
Eleições 2026
O que o PDT prepara para sábado? Convenção partidária e o fator Serra na sucessão estadual

Prefeitos defendem o nome de Sérgio Vidigal para vice de Ricardo Ferraço
O PDT do Espírito Santo realiza neste sábado (1º), às 9h, no Centro Comunitário de Laranjeiras, sua convenção estadual. Oficialmente, o encontro tem como finalidade homologar candidaturas proporcionais para as eleições deste ano. Nos bastidores, porém, os sinais indicam que o evento pode ganhar uma dimensão política muito maior.
O principal motivo está justamente na simbologia construída em torno da convenção.
O material oficial de divulgação destaca duas das maiores lideranças pedetistas no Estado: o prefeito da Serra, Weverson Meireles, e o ex-prefeito da cidade e ex-deputado federal Sérgio Vidigal. Embora a presença dos dois seja natural dentro da estrutura partidária, o momento político amplia o significado dessa escolha.
Nas últimas semanas, o nome de Sérgio Vidigal voltou ao centro das articulações da sucessão estadual. Prefeitos aliados passaram a defender publicamente que o pedetista ocupe a vaga de candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo governador Ricardo Ferraço (MDB). Entre eles estão o prefeito de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos, e o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, presidente estadual do MDB.
A possibilidade não surge por acaso.
Vidigal acumula uma das trajetórias mais consolidadas da política capixaba. Foi prefeito da Serra por quatro mandatos, deputado federal, disputou o Governo do Estado e permaneceu como uma das principais lideranças do PDT no Espírito Santo. Após deixar a Prefeitura da Serra, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento do Estado no governo Renato Casagrande, reforçando sua proximidade com o grupo político que hoje sustenta a pré-candidatura de Ricardo Ferraço.
Outro fator que fortalece a especulação é o peso político da Serra.
Além de ser o município mais populoso do Espírito Santo, a cidade possui o maior eleitorado do Estado. Em uma eleição estadual tradicionalmente equilibrada, ter uma liderança com forte influência eleitoral na Serra pode representar um diferencial estratégico na composição de uma chapa majoritária.
O próprio histórico recente reforça essa leitura.
Mesmo podendo disputar a reeleição como prefeito, Vidigal optou por abrir espaço para lançar Weverson Meireles como candidato à Prefeitura da Serra. À época, Weverson aparecia atrás nas pesquisas eleitorais, mas acabou eleito, consolidando a força política do grupo liderado por Vidigal.
Esse capital político também se refletiu na eleição da deputada federal Sueli Vidigal e mantém a família entre as mais influentes da política serrana e capixaba.
Vale lembrar que o PDT já indicou oficialmente Sérgio Vidigal como seu nome para compor uma eventual chapa majoritária ao lado de Ricardo Ferraço, embora a definição da vaga de vice nunca tenha sido oficialmente anunciada pelo grupo político do governador. Tanto Ferraço quanto Renato Casagrande já reconheceram publicamente que Vidigal reúne credenciais para ocupar o posto, mas afirmam que a decisão depende da construção coletiva entre os partidos aliados.
Diante desse cenário, a convenção deste sábado deixa de ser apenas um ato burocrático de homologação de candidaturas proporcionais e passa a ser observada como um possível palco para um gesto político de maior envergadura.
Se a expectativa dos bastidores se confirmar, o encontro poderá representar mais do que a organização interna do PDT: poderá consolidar a Serra como protagonista da sucessão estadual, colocando um de seus principais líderes na disputa pela Vice-Governadoria ao lado de Ricardo Ferraço.
Por enquanto, não há confirmação oficial de qualquer anúncio. Mas, em política, muitas vezes os sinais antecedem as decisões. E os movimentos em torno da convenção pedetista indicam que o sábado poderá reservar bem mais do que uma simples reunião partidária.
Via Redação: InformeES – Por: Noel Júnior
Eleições 2026
Novo oficializa a candidatura de Romeu Zema à presidência da República

O Partido Novo lançou, nesta segunda-feira (27), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como candidato à presidência da República. A convenção nacional do partido foi realizada em Brasília.
O Novo ainda não definiu quem vai compor a chapa como candidato a vice-presidente. A convenção contou com a presença do presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, e do senador Eduardo Girão, filiado ao Novo desde fevereiro de 2023.
Formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Romeu Zema é empresário. Sua primeira disputa eleitoral foi ao governo do estado em 2018, quando saiu vencedor. Ele se reelegeu em 2022 e renunciou ao cargo em março deste ano para disputar a presidência da República.
A Agência Brasil vai acompanhar os resultados das convenções nacionais partidárias.
As próximas convenções com datas marcadas são:
- Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho
- Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho
- Partido Verde (PV) – 31 de julho
- Partido da Causa Operária (PCO) – 1º de agosto
- Partido dos Trabalhadores (PT) – 2 de agosto
- Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 2 de agosto
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