Política
Hospital de Cariacica: projeto dá o nome de Augusto Casagrande

O deputado estadual Mazinho dos Anjos (PSDB) apresentou Projeto de Lei (PL) 679/2024 para dar o nome de Augusto Casagrande – pai do governador Renato Casagrande (PSB) – ao Hospital Estadual Geral de Cariacica. Conhecido como seu Agostinho, o espírito-santense nasceu em 14 de novembro de 1924 em Castelo, numa família de oito irmãos, com histórico de trabalho na lavoura desde a juventude.
“O campo e o coração solidificaram suas origens. Tornou-se agricultor e comerciante e foi nesse ambiente que constituiu sua família”, lembra Mazinho em justificativa da matéria. O deputado destaca ainda o espírito empreendedor, a ousadia em relação “ao seu tempo e contexto de vida”, o cultivo do cuidado e do afeto.

“Adquiriu um caminhão e assim transportava cargas de um local para outro, inclusive ajudando muito as pessoas da região e promovendo a alegria quando conduzia o time de futebol de Povoação para os jogos na região, sempre acompanhado de sua esposa que liderava a torcida e os filhos”, conta.
A mensagem também destaca a condução, junto à esposa Anna Ventorim, para garantir a formação estudantil dos filhos “com muito esforço e inúmeras renúncias”.
“Ao homenagearmos Augusto Casagrande, celebramos não apenas o pai do Governador Renato Casagrande, mas um homem de valores exemplares que contribuiu para o progresso de sua terra. Um homem que, com esforço diário e princípios morais sólidos, superou os desafios de uma época de poucas estradas, poucas máquinas, poucos livros, pouco estudo e muitas descobertas”, destaca Mazinho.
Caso o PL 679 seja aprovado e convertido em Lei Estadual, a homenagem será incluída no Anexo I da Lei 10.975/2019 (Consolidação de Denominações do Próprio Público). A tramitação da matéria será apenas pela Comissão de Justiça da Ales.
Confira o andamento do PL 679/2024 na Ales.
O hospital
Com cerca de 40 mil metros quadrados distribuídos em seis blocos, o Hospital Estadual Geral de Cariacica está na segunda fase de obras. A previsão é que a unidade hospitalar com 408 leitos seja entregue em dezembro de 2025.
O prédio fica na Rodovia Aloízio Santos (Leste-Oeste), no bairro Campo Belo, em Cariacica. A obra está sendo executada pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES). Na primeira etapa da obra foram investidos R$ 25,4 milhões e a segunda etapa está orçada em R$ 146 milhões.
A previsão é que mais de 8 mil atendimentos sejam realizados todo mês só no pronto-socorro. Outros 120 mil atendimentos mensais são estimados nas UTIs Adulto e Neonatal (Utin), maternidade e clínicas médicas e cirúrgicas.
Por Redação Web Ales, com informações do DER-ES e edição de Nicolle Expósito
Política
Lula e Flávio ”se unem” em pedido por quebra de sigilo de investigações

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), principais candidatos ao Palácio do Planalto, passaram a defender a retirada integral do sigilo de investigações com potencial de interferir na disputa eleitoral. A convergência no discurso, porém, atende a estratégias diferentes.
Flávio tenta se proteger do desgaste provocado pela confirmação de que é investigado no caso do financiamento do filme Dark Horse. O objetivo é transmitir a mensagem de que não tem nada a temer e reforçar a versão de que não houve ilegalidade no pedido de patrocínio feito a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Lula, por sua vez, busca reagir ao que sua campanha classifica como vazamentos seletivos do inquérito sobre o Master. O presidente cobra a divulgação completa dos autos para evitar que informações sejam publicadas de forma fragmentada e para tentar encontrar nos documentos elementos contra o principal adversário.
A movimentação ocorre em um momento de acirramento da disputa presidencial. Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados em pesquisas eleitorais recentes, depois de o senador reduzir a distância em relação ao presidente. Nesse cenário, qualquer nova revelação com potencial de atingir um dos candidatos passou a ser tratada pelas campanhas como um fator capaz de alterar a corrida eleitoral.
Embora defendam a mesma bandeira, os dois grupos não fazem cobranças idênticas. A campanha de Lula concentra o pedido na abertura integral do caso Master.
O time de Flávio defende também o fim do sigilo das investigações sobre o Dark Horse, as fraudes no INSS e o inquérito das Fake News, além da divulgação completa dos autos relacionados ao banco.
Com isso, as duas campanhas procuram reduzir o espaço para vazamentos seletivos até a eleição. Ao mesmo tempo, passaram a vasculhar o material liberado em busca de dados que possam servir de munição contra o adversário.
Lula foi o primeiro a defender publicamente a abertura dos documentos. “É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer”, escreveu na quarta-feira (9).
Nesta sexta-feira (11), voltou ao assunto: “O povo brasileiro precisa saber a verdade. Abertura total do sigilo. Quem não deve não teme”.
A campanha petista vê na divulgação integral dos autos uma oportunidade de recuperar fôlego após uma sequência de notícias negativas. O grupo também desconfia da condução do caso por André Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e teme que a manutenção de parte dos documentos sob sigilo permita novos vazamentos seletivos até a eleição.
Para integrantes da campanha, a retirada apenas parcial do sigilo favorece a publicação de trechos isolados, escolhidos de acordo com interesses políticos, e mantém o governo sob pressão. Ao cobrar a abertura completa dos autos, Lula tenta neutralizar esse risco e localizar informações que possam ser usadas contra Flávio.
Entre os episódios que incomodaram o QG petista estão as revelações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
O governo também foi atingido pela crise aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) após a divulgação de conversas e encontros entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Embora o caso esteja no Supremo, a campanha encontra dificuldades para separar a imagem de Lula da de Moraes. O ministro foi relator do inquérito das Fake News, que teve integrantes do bolsonarismo entre seus alvos, e dos processos relacionados à trama golpista. Essa associação passou a ser explorada pela campanha de Flávio para transformar o desgaste do magistrado em um problema eleitoral para o presidente.
A confirmação de que Flávio é investigado abriu espaço para o PT tentar inverter a pressão. A campanha pretende destacar que Lula não é alvo desse inquérito, enquanto seu principal adversário é investigado por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Do outro lado, Flávio adotou o discurso de “transparência total” para sustentar que não teme o conteúdo dos autos. Nesta sexta-feira, o candidato do PL também saiu em defesa de André Mendonça, relator de parte dos casos e indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eu peço ao ministro André Mendonça: abra o sigilo. Tira o sigilo de tudo. Mostra tudo para o povo, porque merece saber e diferenciar quem está certo, que é o meu caso, de quem está errado, que é o caso do governo”, disse Flávio durante agenda de campanha em Manaus (AM).
Ao evitar um confronto com Mendonça e pedir a abertura dos documentos, o senador tenta apresentar a investigação como uma oportunidade para comprovar sua versão. A estratégia consiste em reconhecer a existência do inquérito, tratá-lo como um fato antigo e afirmar que a divulgação integral demonstrará que não houve irregularidade.
A retirada do sigilo, no entanto, mostrou que Flávio é investigado desde julho por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes relacionados ao financiamento do Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
A PF (Polícia Federal) apura se o senador solicitou e intermediou repasses milionários de Vorcaro para custear a produção. Aliados tentam minimizar a revelação sob o argumento de que a existência da investigação já era conhecida. A abertura dos autos, porém, tornou públicos a data de instauração do inquérito, os crimes investigados e os motivos que levaram à apuração.
O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que há uma distância “entre o que se alega e o que se prova”. Segundo ele, Flávio “não operou, não recebeu e não administrou” os recursos destinados ao filme, mas apenas solicitou o patrocínio.
A campanha afirma ainda que a produtora Go Up entregou mais de 25 mil documentos, entre recibos e notas fiscais, relativos à movimentação financeira da produção. Ainda não há, porém, um detalhamento público completo sobre a origem e a destinação do dinheiro usado no filme.
Flávio é cobrado pela prestação de contas desde maio, quando vieram a público áudios de uma conversa com Vorcaro. Na ocasião, o senador afirmou que apresentaria os dados. Depois, passou a dizer que a responsabilidade pela prestação de contas caberia à produtora e a citar uma perícia contratada pela própria empresa.
A pressão sobre o candidato ganhou peso porque a revelação dos áudios, em maio, foi seguida por uma queda em suas intenções de voto. Nas últimas semanas, porém, Flávio recuperou terreno e voltou a aparecer tecnicamente empatado com Lula. A estratégia agora é impedir que a confirmação do alcance da investigação provoque uma nova queda nas intenções de voto.
Por: Jussara Soares/CNN Btasil
Política
Vitória no 1° turno: Pesquisa Big Data coloca Ricardo com 47% dos votos válidos

SÃO PAULO, 11 de setembro 2026 – A pesquisa Real Time Big Data, divulgada na última quarta-feira (9), confirma a tendência de vitória de Ricardo Ferraço (MDB) no primeiro turno da eleição para o governo do Espírito Santo.
Considerando apenas os votos atribuídos aos candidatos no levantamento (desconsiderando brancos, nulos e não souberam ou não responderam) o governador reúne cerca de 47% dos votos válidos, enquanto seus quatro adversários somam aproximadamente 53%. A distância para a maioria absoluta, portanto, é de poucos pontos.
Para vencer a eleição majoritária em primeiro turno, o candidato precisa ter no mínimo 50% dos votos mais um, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No final de setembro, a Veja publicou levantamento apontando que em 12 estados da federação as eleições podem ser decididas no primeiro turno. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Goiás, Espírito Santo, Piauí, Mato Grosso e Amapá.
Pesquisa Big Data
Na pesquisa Real Time Big Data, o governador Ricardo aparece com 43% das intenções de voto no cenário estimulado e mantém vantagem de dez pontos percentuais sobre Lorenzo Pazolini (Republicanos), que registra 33%.
Na sequência aparece Helder Salomão (PT), com 13%, enquanto Breno Barcelos (Missão) tem 2%. Rafael Demuner (UP) não pontuou. Brancos e nulos somam 6% e 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam
A pesquisa também mostra que a liderança de Ferraço não depende apenas do cenário estimulado. Na pergunta espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, ele também aparece na primeira posição, com 17%, contra 13% de Pazolini e 6% de Salomão. Mais da metade dos eleitores, 51%, ainda não soube responder espontaneamente.
Outro dado que reforça a posição do governador é a capilaridade de seu desempenho. Ferraço lidera entre as mulheres, com 45% contra 30% de Pazolini, e registra 40% entre os homens, ante 37% do adversário. Entre os eleitores de 35 a 59 anos e aqueles com 60 anos ou mais, chega a 46% das intenções de voto.
A vantagem também aparece na avaliação da atual administração estadual. Segundo a Real Time Big Data, 75% dos capixabas aprovam o trabalho de Ricardo Ferraço, enquanto 19% desaprovam. Na avaliação qualitativa, 47% classificam a gestão como ótima ou boa, 41% como regular e 11% como ruim ou péssima.
Mesmo em uma eventual disputa de segundo turno, Ferraço mantém vantagem. Contra Pazolini, venceria por 49% a 38%. Em um confronto com Helder Salomão, a diferença seria ainda maior: 58% a 26%.
Por: Léo Jr. Foto: Divulgação
Legenda: No maior colégio eleitoral do Espírito Santo, governador segue com amplo apoio rumo à reeleição
Política
Roninho diz não ter recebido recurso do partido e lança vaquinha via Pix para seguir com campanha

O presidente da Câmara Municipal de Linhares e candidato a deputado estadual, Roninho Passos, afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que sua campanha não teria recebido recursos destinados pelo partido para a produção de materiais eleitorais.
Segundo o candidato, a legenda teria enviado recursos para a confecção de materiais de campanha destinados a dois candidatos do mesmo partido, mas, de acordo com seu relato, o valor não teria chegado à sua campanha. Roninho afirmou que a situação estaria dificultando a produção de santinhos, adesivos e outros materiais utilizados na divulgação de sua candidatura.
Durante a gravação, o candidato também fez críticas ao que classificou como uma tentativa de impedir o crescimento de sua campanha. Roninho associou a situação à sua origem familiar, destacando ser filho de um pedreiro e de uma dona de casa.
Apesar das dificuldades relatadas, o candidato afirmou que pretende manter a campanha nas ruas e disse que, caso necessário, continuará divulgando seu número eleitoral de formas alternativas.
Ao final do vídeo, Roninho anunciou uma vaquinha online e divulgou uma chave Pix, solicitando contribuições financeiras de apoiadores, inclusive de pequenos valores, para auxiliar na produção de materiais de campanha.
A declaração coloca em evidência a discussão sobre a distribuição de recursos eleitorais dentro dos partidos e sobre as condições financeiras das campanhas. Até o momento, o relato apresentado nesta publicação corresponde às declarações do próprio candidato. Eventuais esclarecimentos sobre o repasse dos recursos deverão ser buscados junto ao partido e às demais partes envolvidas.
Texto: Extraído do vídeo – Foto: Video/Rede social
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