Política
LOA 2025 recebe mais de 1,3 mil emendas dos parlamentares

Conforme publicado no Diário do Poder Legislativo (DPL) – edição extraordinária de terça-feira (3) -, os deputados estaduais apresentaram 1.342 emendas ao Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2025 que estima as receitas e fixa as despesas para o exercício do próximo ano.
A última emenda apresentada é assinada pelo relator do PLOA e presidente da Comissão de Finanças, Tyago Hoffmann (PSB), em que propõe retirada de R$ 6 milhões de reais da Unidade Orçamentária (OU) 35201 – vinculada ao Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado (DER-ES).
Esses recursos são necessários para a já divulgada elevação dos valores das cotas das emendas parlamentares, a chamada “reserva técnica”, ancorada na OU 10104, que deverá subir de R$ 60 milhões de reais para R$ 66 milhões de reais.
Desta forma, cada deputado poderá apresentar emendas de R$ 2,2 milhões; em 2024 o valor é limitado em R$ 2 milhões de reais.,
A LOA 2025 é estimada em R$ 29,5 bilhões, valor 18,40% maior do que os R$ 24,9 de 2024. Os maiores orçamentos do Poder Executivo estão nas pastas de Saúde (Sesa – R$ 4,7 bi), Educação (Sedu – R$ 3,7 bi), Segurança Pública (Sesp – R$ 2,6 bi) e Mobilidade Urbana (Semobi – R$ 1,8 bi).
Remanejamento
As emendas apresentadas desenham um possível remanejamento de verbas dentro do que foi planejado pelo governador Renato Casagrande, haja vista apresentação de emendas que extrapolam a reserva técnica de R$ 66 milhões, com valores a mais que ultrapassam R$ 100 milhões de reais.
Caso essas emendas extra cota sejam acatadas pelo relator Tyago Hoffmann (PSB) – presidente do colegiado de Finanças, com referendo do Plenário, os recursos terão de ser retirados de outras áreas.
Os mais de R$ 100 milhões de reais estão sendo indicados para obras de infra-estrutura, asfaltamento de trechos de rodovias e de estradas rurais, construções de hospitais regionais, além de implementação de políticas de direitos humanos, proteção dos direitos das mulheres, bem-estar dos animais, agricultura familiar, entre outras ações.
Calendário
Conforme calendário aprovado em Finanças termina nesta sexta-feira (6) a análise pelo colegiado das emendas apresentadas. Já a entrega do parecer técnico preliminar ao deputado relator tem prazo até meio-dia de 6 de dezembro.
O PLOA será votado no âmbito do colegiado no dia 9 de dezembro, sendo posteriormente encaminhado ao Plenário da Casa.
Confira as datas:
6/12 – Entrega do parecer técnico preliminar ao relator
6/12 – Entrega do parecer técnico preliminar aos membros da Comissão de Finanças
9/12 – Apresentação, discussão e votação do parecer na Comissão de Finanças
9/12 – Encaminhamento do projeto ao Plenário
Fonte: Ales – Por Wanderley Araújo Foto: Cid Costa
Política
De vice resiliente a prefeito: Paulinho Barros assume comando de Mimoso do Sul em cerimônia aberta ao povo

Paulinho revela bastidores de sua trajetória com Peter Costa
No próximo dia 02 de abril, às 16h, a praça central de Mimoso do Sul será palco de um momento histórico para a cidade. O atual vice-prefeito, Paulinho Barros (PSB), tomará posse definitiva como prefeito, em uma cerimônia que foi transferida da Câmara Municipal para um espaço aberto, permitindo maior participação popular.
A mudança no comando do Executivo ocorre em razão da saída do então prefeito, Peter Costa, que deixa o cargo para disputar uma vaga como deputado estadual nas eleições de 2026, como determina a legislação eleitoral.
Mas mais do que uma transição política, a posse de Paulinho Barros simboliza uma trajetória marcada por simplicidade, serviço e, sobretudo, resiliência.
Parceria que virou legado político: Peter e Paulinho
A história política que culmina na posse de Paulinho Barros como prefeito de Mimoso do Sul carrega um capítulo pouco conhecido, mas decisivo: foi o próprio Paulinho quem incentivou a entrada de Peter Costa na vida pública.
Em relato ao InformeES, Paulinho relembrou que disputou quatro eleições para vereador até conquistar sua primeira vitória nas urnas. Nas tentativas anteriores, chegou a atuar como suplente, mas foi na persistência que consolidou seu espaço. Foi justamente nesse período, durante sua quarta candidatura, que conheceu Peter — e enxergou nele um potencial político.
“Convidei ele para entrar no partido que eu estava, para que a gente viesse candidato a vereador. E nós ganhamos, nós dois”, destacou.
A partir dali, nasceu uma parceria sólida. Ambos foram eleitos vereadores, chegaram juntos à Câmara Municipal e, posteriormente, avançaram para um projeto ainda maior: a disputa pela Prefeitura. A dobradinha deu certo. Peter Costa foi eleito prefeito, tendo Paulinho como vice — união que se fortaleceu ainda mais com a reeleição.
Agora, anos depois, a trajetória ganha um novo significado. Com a saída de Peter para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, Paulinho assume o comando do município, em um movimento que simboliza não apenas continuidade administrativa, mas também uma espécie de reciprocidade política.
De quem abriu portas no início, Paulinho passa agora a ocupar o cargo máximo do Executivo municipal, enquanto vê o antigo parceiro alçar voos mais altos na política estadual.
Uma história construída com o povo
Antes de chegar ao posto mais alto do Executivo municipal, Paulinho trilhou um caminho sólido na vida pública. Foi secretário de assistência social, vereador, e, por dois mandatos, vice-prefeito ao lado de Peter Costa. Sempre com atuação discreta, porém efetiva, construiu uma imagem de gestor próximo da população e comprometido com as demandas sociais.
Reconhecido por sua mansidão, humildade e fé (evangélico), Paulinho carrega consigo um perfil que foge dos holofotes, mas que se fortalece nos bastidores, com articulações importantes tanto no Governo do Estado quanto em Brasília, na busca por investimentos para o município.
A prova de fogo: fé e ação em meio à tragédia
Um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória recente foi durante as fortes enchentes que atingiram Mimoso do Sul. Em meio ao caos que assolou a cidade, Paulinho viveu na pele o drama de centenas de moradores: teve sua própria casa invadida pelas águas.
Ainda assim, em um gesto que reforça seu compromisso público, não se recolheu diante da dor pessoal. Pelo contrário. Mesmo enfrentando perdas, esteve nas ruas, prestando socorro, mobilizando equipes e oferecendo apoio à população atingida.
Foi ali, no momento mais crítico, que sua liderança silenciosa ganhou ainda mais força — não pelo discurso, mas pela prática.
Um novo capítulo para Mimoso do Sul
Agora, ao assumir oficialmente como prefeito, Paulinho Barros inicia um novo ciclo na administração municipal. A expectativa é de continuidade no trabalho já desenvolvido, aliada a uma gestão sensível às necessidades da população, especialmente após os desafios enfrentados recentemente pela cidade.
A cerimônia na praça central promete reunir moradores, lideranças políticas e comunitárias em um ato que simboliza não apenas uma posse, mas a consolidação de uma história construída com perseverança, fé e serviço.
Mais do que um novo prefeito, Mimoso do Sul ganha um líder que conhece de perto as dores do seu povo — e que já demonstrou, na prática, estar disposto a enfrentá-las junto com ele.
Política
Pesquisa Quaest: Ricardo e Casagrande lideram para o Governo e Senado no ES

Os números da Pesquisa Quaest encomendada pelo jornal Estado de Minas e divulgada no último domingo (29) para todo o Brasil apontam a liderança do vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB), na disputa pelo Governo do Espírito Santo e do governador Renato Casagrande (PSB) na liderança isolada na disputa por uma vaga no Senado.
Em um dos cenários, Ricardo, que assume o governo capixaba nesta quinta-feira, dia 2 de abril, lidera com 26% das intenções de voto. O senador Magno Malta (PL), aparece com 18% e com 17%, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), seguido pelo deputado federal, Helder Salomão (PT), com 6%.
Cenário eleitoral
No cenário sem a presença do senador Magno Malta (PL) a vantagem do vice-governador Ricardo Ferraço na liderança aumenta. Em primeiro, Ricardo atinge 33% enquanto Pazolini aparece com 21% e Salomão, com 8%, em terceiro.
A Pesquisa Quaest perguntou também aos capixabas sobre a disputa ao Senado. Em outubro, serão eleitos dois senadores para representar o Espírito Santo em Brasília. Os dois nomes mais citados no levantamento foram o do atual governador Renato Casagrande (PSB), que aparece com índices entre 22% e 28%, e o do ex-governador Paulo Hartung (PSD), variando entre 12% e 14%. Os demais candidatos testados registram entre 6% e 8%.
Outro ponto de destaque na pesquisa é a avaliação da gestão estadual. A administração do governador Casagrande tem aprovação de 77% dos capixabas e para 57% dos entrevistados, o governo é positivo. Para 30% dos entrevistados o governo é regular, enquanto apenas 8% avaliam negativamente.
Para finalizar, questionados sobre o futuro do Governo do Espírito Santo, 59% afirmam que Casagrande merece eleger um sucessor, 41% dizem que o próximo governador deve mudar pontos específicos e manter o que funciona, 31% defendem a continuidade do atual modelo.
Pesquisa Registrada
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ES-09728/2026, a pesquisa foi realizada pela Quaest entre os dias 22 e 25 de março de 2026, com 1.104 entrevistados. O levantamento foi contratado pelo jornal Estado de Minas, possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos percentuais.
Por: Léo Júnior – Foto: Divulgação
Política
Ricardo Ferraço será empossado pela Assembleia como governador nesta quinta(2)

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) realiza, no dia 2 de abril, a sessão solene de posse do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) no cargo de governador do Estado. A cerimônia será conduzida pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Santos (União), e seguirá o rito previsto na Constituição Estadual. Caso se confirme o calendário institucional, a atual Presidência poderá conduzir duas posses de governadores durante a mesma legislatura — situação inédita na história recente do Parlamento capixaba.
Com a solenidade, o Legislativo estadual cumpre sua atribuição constitucional de formalizar a transmissão do cargo de chefe do Poder Executivo. Desde a redemocratização do país, no início da década de 1980, essa será a 13ª vez que a Assembleia Legislativa preside o ato de posse de um governador do Espírito Santo (veja lista ao final).
Ricardo Ferraço assumirá o governo em substituição a Renato Casagrande (PSB), que renunciará ao cargo para concorrer a uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano. A sessão solene está marcada para 14 horas, no Plenário Dirceu Cardoso, no Palácio Domingos Martins.
Cerimônia
De acordo com o protocolo cerimonial da Assembleia Legislativa, o governador prestará compromisso constitucional diante da Mesa Diretora e de autoridades federais, estaduais e municipais, declarando: “Prometo manter, defender e cumprir as constituições federal e estadual, observar as leis e promover o bem geral do povo espírito-santense”.
Em seguida, será realizada a assinatura do termo de posse, que será lido em plenário pelo primeiro-secretário da Casa, deputado Hudson Leal (Republicanos), formalizando o ato.
A cerimônia terá início com a chegada de Ricardo Ferraço ao Palácio Domingos Martins pela entrada principal. Em seguida, ele seguirá para o Salão Nobre e, posteriormente, para o plenário, onde ocorrerá a sessão solene. O espaço será destinado a deputados e autoridades convidadas, enquanto o público poderá acompanhar a solenidade pelas galerias e por telões instalados na sede do Legislativo.
Marco institucional
A posse de Ricardo Ferraço também poderá marcar um momento singular na história recente do Parlamento capixaba. O presidente Marcelo Santos relembra que situação semelhante ocorreu apenas em 1986, quando o então presidente da Assembleia, Hugo Borges, conduziu a posse de José Moraes após a saída do governador Gerson Camata, que deixou o cargo para disputar o Senado.
“É uma honra participar deste momento histórico, que só acontece porque compartilhamos o mesmo propósito: querer o que é melhor para o Espírito Santo. Isso passa diretamente pela liderança e pela experiência de Ricardo Ferraço, que conhece os nossos desafios e tem a competência necessária para dar novos passos neste ciclo de desenvolvimento. Não queremos continuísmo, queremos a continuidade de um projeto que está dando certo para o Estado e para os capixabas. É um novo momento de união e de reafirmar o nosso compromisso com o futuro do Espírito Santo”, declarou o chefe do Legislativo estadual.
Com a cerimônia de 2 de abril, Marcelo ficará responsável pela condução de duas posses de governadores dentro da mesma legislatura: a de Ferraço, em 2026, e a do governador eleito nas eleições estaduais do mesmo ano, cuja posse está prevista para 6 de janeiro de 2027.
Episódios históricos
Segundo o pesquisador João Gualberto, episódios de renúncia de governadores já ocorreram em outros momentos da história política capixaba.
Em 1962, o então governador Carlos Lindenberg, eleito em 1958, deixou o cargo para disputar o Senado. Na ocasião, o vice Raul Giuberti também renunciou. Diante da vacância, a Assembleia Legislativa conduziu o processo de escolha do sucessor, enquanto o deputado Hélsio Pinheiro Cordeiro assumiu interinamente o governo até a realização de eleição indireta que levou Asdrúbal Martins Soares ao cargo.
Outro episódio ocorreu em 1966, quando o governador Francisco Lacerda renunciou durante o período do regime militar, sendo sucedido pelo vice Rubens Rangel.
Minicurrículo
Ricardo de Rezende Ferraço nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, em 17 de agosto de 1963. Casado e pai de três filhos, iniciou sua trajetória política como vereador do município entre 1983 e 1988.
Posteriormente, exerceu dois mandatos como deputado estadual (1991–1999), período em que também presidiu a Assembleia Legislativa do Espírito Santo entre 1995 e 1997.
Ferraço também atuou como deputado federal (1999–2003) e senador da República (2011–2019). No governo estadual, foi secretário de Agricultura entre 2003 e 2006 e vice-governador entre 2007 e 2010, quando coordenou o Programa Capixaba de Investimentos Públicos, voltado à infraestrutura e mobilidade.
Mais recentemente, esteve à frente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes) e atualmente coordena o Programa Estado Presente.
Governadores empossados pela Assembleia após a redemocratização
- 1983–1986: Gerson Camata
- 1986–1987: José Moraes (após renúncia de Camata)
- 1987–1991: Max Mauro
- 1991–1995: Albuino Azeredo
- 1995–1999: Vitor Buaiz
- 1999–2003: José Ignácio Ferreira
- 2003–2007: Paulo Hartung
- 2007–2011: Paulo Hartung
- 2011–2015: Renato Casagrande
- 2015–2019: Paulo Hartung
- 2019–2023: Renato Casagrande
- 2023–2026: Renato Casagrande
Por: Redação Web Ales Foto: Lucas S. Costa
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