Saúde
Pacientes da Região Central de Saúde começam a ser atendidos por teleconsultas

A Secretaria da Saúde (Sesa), por meio da Superintendência Regional de Saúde de Colatina (SRCS), deu início, nessa segunda-feira (17), aos atendimentos por teleconsulta na Região Central de Saúde. Foram realizadas as primeiras consultas em Hematologia, na Unidade de Saúde de Lagoa do Meio, em Linhares.
“Nosso objetivo é diminuir o deslocamento dos pacientes, com o fortalecimento das teleconsultas e dos micropolos de Saúde e já estamos trabalhando nesse sentido. Esse investimento do Governo é muito importante, com objetivo de proporcionar cada vez mais qualidade de vida e bem-estar aos pacientes”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann.
O atendimento mais perto de casa foi aprovado pela usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), Jaqueline de Oliveira Nascimento, que foi a primeira paciente a ser atendida no novo serviço na Região Central de Saúde. “Achei diferente, mas gostei muito do atendimento da médica e de ter a presença da enfermeira na sala. Já precisei viajar de madrugada para atendimento em Vitória e hoje pude ser atendida próximo de casa”, disse.
Nessa segunda-feira (17), foram realizadas 20 consultas em Hematologia. A usuária Elza Nogueira Pimenta, também elogiou o novo formato de atendimento. “Tanto a médica quanto a enfermeira local foram muito atenciosas. Tenho um filho autista e sair do município para consultas sempre foi complicado. Com a teleconsulta, tudo fica mais fácil”, destacou.
O sentimento de satisfação também foi acompanhado pela paciente Eva Alves. “Sou cardiopata e faço acompanhamento com especialistas. Se não fosse essa consulta aqui, teria que ir para a Grande Vitória. Fiquei surpresa com a qualidade do atendimento. A médica foi muito atenciosa, solicitou exames e uma enfermeira me acompanhou durante toda a consulta. Agora, farei os exames e retornarei para a avaliação”.
O procedimento para acesso à teleconsulta permanece o mesmo: as unidades básicas de saúde solicitam a consulta aos especialistas. O agendamento é realizado via Regulação Estadual, e o paciente comparece, no dia marcado, a uma sala equipada com computador para realizar a consulta por vídeo, acompanhado por um profissional de saúde do serviço.
Teleconsultas na Região Central de Saúde
A Região Central de Saúde é composta por 15 municípios e serão ofertadas 49.970 teleconsultas em 24 especialidades, com um investimento total de R$ 2,8 milhões. Até o momento, 16 especialidades já foram contratualizadas, garantindo 42.104 consultas, com um investimento de R$ 2,5 milhões. As demais especialidades estão em processo de contratação. As salas de teleconsultas já estão preparadas em São Roque do Canaã, Linhares, Mantenópolis, São Gabriel da Palha, Alto Rio Novo, Pancas, Colatina, São Domingos do Norte, Rio Bananal, Sooretama, Baixo Guandu e Governador Lindenberg, além da sala do Centro Regional de Especialidades (CRE) de Colatina. Conforme novos espaços sejam disponibilizados, o serviço será expandido para todas as demais cidades da região.
A superintendente da Regional Central de Saúde, Kamila Roldi, ressaltou a importância da iniciativa. “Além das salas nos municípios, teremos duas salas equipadas no CRE de Colatina para garantir um atendimento de qualidade aos pacientes da região. Estamos comprometidos em oferecer um serviço moderno e eficiente, proporcionando mais conforto à população. Com a ampliação da estrutura e a oferta de teleconsultas, esperamos reduzir o absenteísmo, agilizar os atendimentos — especialmente nas especialidades com maior demanda — e, principalmente, evitar que os pacientes precisem viajar para outras cidades”, afirmou.
O secretário de Saúde de Linhares, Phablo Gabriel, também destacou os benefícios do novo serviço. “A parceria entre a Prefeitura de Linhares e o Governo do Estado contribuirá para reduzir a fila de espera no município. A teleconsulta será ampliada para outras unidades de saúde da cidade”, informou.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sesa
Syria Luppi / Luciana Almeida / Danielly Campos / Thaísa Côrtes / Ana Cláudia dos Santos
asscom@saude.es.gov.br
Assessoria de Comunicação – Superintendência da Regional Central de Saúde
Eduardo Candeias
carloscandeias@saude.es.gov.br
Saúde
Dia Mundial da Visão: olho seco afeta 1 em cada 4 pessoas

Nesta quinta-feira, 8 de outubro, é o Dia Mundial da Visão, data que busca aumentar a conscientização da população sobre a importância de reconhecer os sinais de alerta e cuidar da saúde ocular. Ardência, sensação de areia nos olhos, vermelhidão, lacrimejamento e visão que oscila ao longo do dia podem parecer sintomas passageiros, muitas vezes atribuídos ao cansaço, ao excesso de telas ou ao ar-condicionado. Mas, quando persistentes, esses sinais podem indicar uma doença que afeta diretamente a superfície ocular: o olho seco.
Estudo publicado nos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia avaliou 582 adultos residentes na zona leste de São Paulo e identificou 24,4% de prevalência de sintomas graves e/ou diagnóstico clínico de doença do olho seco — aproximadamente um em cada quatro participantes. Entre as mulheres, a prevalência foi de 26,86%, enquanto entre os homens foi de 18,18%. O estudo também identificou associação da doença com a faixa etária de 55 a 75 anos entre as mulheres.
Mais do que uma alteração na quantidade de lágrimas, o olho seco é uma doença multifatorial que compromete o equilíbrio da superfície ocular. Alterações na qualidade e na estabilidade do filme lacrimal podem provocar inflamação, desconforto e instabilidade visual e, em quadros mais avançados, levar a lesões da superfície da córnea e comprometimento da visão.
“O olho seco ainda é frequentemente tratado como um simples sintoma. Na realidade, estamos diante de uma doença complexa, com diferentes causas e mecanismos. É preciso entender o que está acontecendo com aquela superfície ocular para definir a melhor estratégia de tratamento”, explica Dra. Myrna Serapião, oftalmologista especialista em doenças da superfície ocular e diretora médica nacional da Vision One.
Uma doença, diferentes mecanismos
O olho seco pode estar relacionado a diferentes fatores, como envelhecimento, alterações das glândulas de Meibomius, inflamação da superfície ocular, alterações palpebrais, uso de lentes de contato, cirurgias oculares prévias, condições sistêmicas e determinados medicamentos. O ambiente e os hábitos contemporâneos também podem contribuir para o agravamento do quadro. Durante o uso prolongado de telas, por exemplo, a frequência e a qualidade do piscar tendem a diminuir, favorecendo a instabilidade e a evaporação do filme lacrimal.
“Nem todo paciente com olho seco tem o mesmo problema. Em alguns casos, predomina a evaporação da lágrima; em outros, existe uma alteração importante das glândulas de Meibomius ou um processo inflamatório. Muitas vezes, esses mecanismos estão associados. Por isso, o tratamento precisa ser individualizado”, afirma Dra. Myrna.
Atenção aos sinais persistentes
Sintomas como ardência, sensação de corpo estranho, vermelhidão, fotofobia, visão flutuante e lacrimejamento recorrente devem ser avaliados quando persistentes ou recorrentes. “O olho seco pode se tornar crônico e, muitas vezes, o paciente se acostuma com os sintomas. Procurar avaliação oftalmológica permite identificar precocemente as alterações e evitar que um quadro inicialmente controlável evolua para um comprometimento maior da superfície ocular”, conclui Dra. Myrna.
Referência: Prevalence and risk factors for dry eye disease: the Sao Paulo dry eye study. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia. 2022;85(6). DOI: 10.5935/0004-2749.202200100.
Saúde
SUS vai ofertar canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade

Medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, serão distribuídos via Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com obesidade. A oferta, de acordo com o Ministério da Saúde, será feita com base em estudos e na definição de um protocolo clínico.
Em nota, a pasta avaliou como positivos os primeiros resultados observados em pacientes com obesidade do Grupo Hospitalar Conceição, da rede pública de Porto Alegre, selecionados desde junho para fazer uso da semaglutida, um dos princípios ativos das canetas emagrecedoras.
“O objetivo é garantir maior segurança aos participantes [do estudo] e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo por médicos especialistas da unidade. Ao todo, serão acompanhados 250 pacientes do SUS atendidos pelo hospital com obesidade grave ou associada a outras morbidades”, informou o ministério.
Dentre as situações avaliadas pelo estudo estão pacientes na fila para cirurgia bariátrica. A proposta é entender se o uso da medicação é capaz de controlar o quadro de obesidade de forma que a cirurgia não se faça mais necessária. Outras questões analisadas são a redução de problemas cardíacos e de reincidência de câncer de mama.
Fonte: Agencia Brasil
Saúde
SUS já vacinou mais de 36 mil crianças contra doenças pneumocócicas no Espírito Santo

Em todo o Brasil, mais de 1 milhão de crianças receberam o imunizante desde junho; a pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo e amplia a prevenção de pneumonia, meningite e outras doenças.
Mais de 36,9 mil crianças menores de 5 anos já foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo. Em todo o Brasil, mais de 1 milhão de crianças dessa faixa etária receberam o imunizante desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite.
“A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país“, afirmou o ministro da Saúde.
A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva.
A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis.
Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período.
Como fica o esquema vacinal
Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas.
A vacinação será realizada da seguinte forma:
- Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.
- Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20.
- Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.
Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20.
Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
Por: Ministério da Saúde
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