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5 órgãos que o corpo humano não precisa para sobreviver

O corpo humano é uma máquina fascinante, capaz de se adaptar a uma variedade de circunstâncias extremas. Embora cada parte do organismo desempenhe uma função específica, nem todos os órgãos são indispensáveis para a sobrevivência.
Em outras palavras, existem órgãos que o corpo não precisa manter em funcionamento para que uma pessoa permaneça viva, ainda que geralmente sejam necessárias uma série de adaptações para trazer qualidade ao dia a dia; além, é claro, de um bom acompanhamento médico.
Alguns órgãos podem ser removidos parcial ou totalmente sem causar a morte, e muitos pacientes vivem décadas após essas cirurgias. Isso é possível porque o corpo humano consegue se reorganizar e compensar a ausência de certas estruturas. A seguir, veja alguma dessas possibilidades.
5 órgãos o corpo humano não precisa para sobreviver
Baço
O baço desempenha funções importantes no corpo humano; apesar disso, sua remoção não costuma atribuir risco à vida da pessoa. Localizado no lado esquerdo do abdômen, ele desempenha atividades relacionadas ao sistema imunológico e à filtragem do sangue.

Ele ajuda a remover células sanguíneas velhas e atua como uma espécie de “armazenamento” de plaquetas e glóbulos brancos.
Apesar disso, o corpo humano pode funcionar sem o baço e muitas pessoas passam por uma esplenectomia (remoção do órgão) após lesões traumáticas ou doenças como anemia falciforme, linfoma e certos tipos de câncer.
A principal consequência é uma maior vulnerabilidade a infecções, especialmente por bactérias encapsuladas.
Para compensar a ausência do baço, os médicos geralmente indicam vacinas específicas, cuidados redobrados com higiene e, em alguns casos, o uso profilático de antibióticos. Ainda assim, com acompanhamento adequado, é possível levar uma vida normal sem esse órgão.
Apêndice
Talvez o exemplo mais famoso entre os órgãos que o corpo não precisa seja o apêndice. Essa pequena estrutura em formato de tubo está localizada no início do intestino grosso e, por muito tempo, foi considerada completamente inútil.

Hoje, sabemos que o apêndice pode ter algum papel no sistema imunológico, especialmente durante a infância, além de abrigar bactérias benéficas para o intestino. No entanto, sua função é considerada secundária e sua remoção não traz prejuízos significativos ao organismo.
A cirurgia de remoção, chamada apendicectomia, é bastante comum, principalmente em casos de apendicite aguda. Após a retirada, o corpo se adapta facilmente, sem necessidade de medicação contínua ou mudanças na alimentação.
É um dos melhores exemplos de como o corpo humano pode continuar operando perfeitamente, mesmo sem todos os seus “componentes originais”.
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Vesícula biliar
A vesícula biliar é um pequeno órgão em formato de pera localizado abaixo do fígado. Sua principal função é armazenar a bile, uma substância produzida pelo fígado que ajuda na digestão das gorduras.

Quando a vesícula apresenta problemas, como cálculos biliares (pedras), inflamações ou infecções, o médico pode recomendar a remoção do órgão por meio da colecistectomia. Felizmente, a vesícula é um dos órgãos que o corpo não precisa manter para o bom funcionamento do sistema digestivo.
Após a cirurgia, o fígado continua produzindo bile normalmente. A única diferença é que ela é liberada diretamente no intestino, em menor quantidade e de forma contínua. Algumas pessoas relatam desconfortos digestivos temporários ou sensibilidade a alimentos gordurosos, mas a maioria se adapta com o tempo e leva uma vida completamente normal.
Rim (se for apenas um deles)
Os rins são cruciais para a filtragem do sangue, regulação da pressão arterial e eliminação de toxinas. Mas o que pouca gente sabe é que podemos viver perfeitamente com apenas um rim funcionando, seja porque o outro foi removido ou nunca se desenvolveu corretamente.

Viver com um único rim é totalmente possível e, em muitos casos, passa despercebido. Muitas pessoas descobrem essa condição apenas após exames de imagem feitos por outros motivos.
A remoção de um rim pode ocorrer por motivos médicos, como tumores, lesões traumáticas ou doações para transplante. Quando um rim é retirado, o outro geralmente aumenta de tamanho e assume a função dos dois.
Claro, quem tem apenas um rim precisa de acompanhamento médico regular, atenção especial à pressão arterial e hábitos saudáveis para não sobrecarregar o órgão restante. Ainda assim, esse é mais um exemplo claro de órgãos que o corpo não precisa manter em duplicidade para sobreviver com qualidade.
Amígdalas
As amígdalas são pequenas massas de tecido linfático localizadas na garganta, uma de cada lado, que fazem parte do sistema imunológico. Elas ajudam a combater infecções, especialmente na infância, funcionando como uma espécie de “primeira linha de defesa” contra germes que entram pela boca e pelo nariz.
Só que, assim como o apêndice, elas são bem mais úteis no início da vida. Depois da infância, o corpo desenvolve outras defesas mais eficientes e as amígdalas deixam de ser essenciais.
Muita gente passa por amigdalectomia (remoção das amígdalas), principalmente em casos de infecções recorrentes, amigdalites crônicas ou obstruções respiratórias. E adivinha? Vive muito bem sem elas.
A remoção não causa prejuízo significativo ao sistema imunológico, especialmente em adultos. É outro exemplo claro de como nosso corpo pode abrir mão de certas peças e continuar operando normalmente.
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Terra pode ganhar um anel como o de Saturno — mas ele não será natural

Os planos para colocar em órbita mais de um milhão de satélites destinados a data centers espaciais, além de dezenas de milhares de espelhos orbitais, podem transformar permanentemente a aparência do céu noturno.
Segundo pesquisadores ouvidos pelo Space.com, caso esses projetos avancem, a Terra poderá ganhar um brilhante “anel de Saturno” artificial, visível de qualquer ponto do planeta durante horas após o pôr do sol e antes do amanhecer.
A estrutura seria formada por satélites alinhados em uma mesma órbita e apareceria como uma faixa luminosa que atravessaria o céu. De acordo com os especialistas, o brilho desse anel seria superior ao de qualquer estrela ou planeta e poderia até superar o da Lua cheia.
Hugh Lewis, professor de astronáutica da Universidade de Birmingham (Reino Unido), afirmou que a única forma de acomodar o enorme número de constelações de data centers atualmente propostas é empilhá-las em uma órbita específica, localizada ao longo da fronteira entre o dia e a noite.
“Se você olhasse para o céu à noite, eles estariam todos em um único plano, muito próximos uns dos outros, indo na mesma direção”, disse Lewis. “O impacto sobre o céu noturno seria absolutamente catastrófico.”
Corrida por data centers espaciais amplia preocupações
- Segundo a reportagem, a ideia de um “anel de Saturno” artificial pareceria ficção científica até pouco tempo atrás;
- No entanto, desde que a corrida pelo desenvolvimento de data centers orbitais ganhou força no ano passado, esse cenário passou a ser considerado uma possibilidade concreta;
- Diversas empresas já solicitaram à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) autorização para lançar grandes constelações de satélites. Entre elas estão SpaceX, Starcloud, Cowboy Space, Orbital e Blue Origin;
- Somados, os projetos ultrapassam a marca de um milhão de satélites destinados à operação de data centers no espaço.
A China também entrou nessa disputa e pretende desenvolver sua própria rede de data centers orbitais nos próximos cinco anos. Além disso, a empresa californiana Reflect Orbital planeja lançar 50 mil espelhos espaciais para refletir luz solar em usinas de energia solar na Terra durante a noite.
Em 10 de julho, a companhia recebeu autorização da FCC para operar seu primeiro espelho orbital, um satélite demonstrador de 18 metros por 18 metros denominado Eärendil-1, cujo lançamento está previsto para ocorrer até o fim deste ano.
Satélites precisariam permanecer na mesma órbita
Lewis explicou que tanto os data centers orbitais quanto os espelhos espaciais dependem de iluminação solar contínua para funcionar. Para isso, os equipamentos precisam permanecer em uma órbita que acompanha a linha do terminador — a fronteira entre as regiões iluminadas e escuras da Terra — passando sobre os polos Norte e Sul.
“Os data centers orbitais e a Reflect Orbital dependem daquilo que esses operadores chamam de 24 horas de luz solar no espaço”, afirmou Lewis. “Para ter isso, você precisa estar em uma órbita específica, que segue a linha do amanhecer-anoitecer. Não é como a megaconstelação Starlink, que é distribuída ao redor da Terra.”
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Simulações indicam céu dominado por satélites
A astrônoma Samantha Lawler, da Universidade de Regina (Canadá), concorda com a avaliação de Lewis. Ela e outros pesquisadores utilizaram modelagem computacional para simular o impacto visual de diversas constelações propostas, incluindo a Starmind, da SpaceX, o Project Sunrise, da Blue Origin, e a constelação Stampede, da Cowboy Space.
Segundo Lawler, as simulações mostram que os satélites visíveis da superfície terrestre não apenas esconderiam parte das estrelas, como também passariam a superá-las em quantidade.
À medida que a Terra gira sob essa órbita, o anel cruzaria o céu duas vezes por dia: entre o fim e o início da noite e novamente pouco antes do amanhecer. “[O anel] passaria por cima no mesmo horário todas as noites”, disse a pesquisadora. “Isso significa que seu efeito seria pior durante o inverno do que no verão.”
Efeitos podem comprometer observações astronômicas
Lawler ressalta que as simulações foram produzidas com base em informações públicas sobre os projetos e que o estudo ainda não passou pelo processo de revisão por pares.
Mesmo assim, ela afirma que a luz espalhada pelo anel permaneceria iluminando o céu por até duas horas após os satélites desaparecerem abaixo do horizonte, de maneira semelhante ao brilho residual do Sol após o pôr do sol.
“Isso tornaria o tempo de nossos telescópios, financiados pelos contribuintes, muito menos eficaz”, afirmou. “Poderíamos fazer muito menos ciência pelo mesmo custo, e muitos casos científicos, incluindo a busca por asteroides perigosos próximos à Terra, ficariam seriamente comprometidos.” Segundo a pesquisadora, não haveria regiões do planeta livres desse fenômeno.
As simulações indicam ainda que algumas constelações, especialmente o Project Sunrise, da Blue Origin, utilizariam uma inclinação orbital diferente, formando um desenho semelhante à letra X sobre o anel principal.
“Se você estivesse perto do equador, veria virtualmente esse formato de X de satélites rastejando, surgindo no céu no início da manhã e após o pôr do sol”, explicou Lawler. “Mais ao norte, você veria isso como duas faixas separadas. Uma faixa surgiria de manhã e a outra apareceria conforme o sol se pusesse.”
Brilho pode superar o de Vênus e afetar telescópios
Os pesquisadores afirmam que a intensidade luminosa do anel dependerá da quantidade efetiva de satélites colocados em órbita. Entretanto, destacam que cada espelho espacial da Reflect Orbital deverá apresentar brilho comparável ao de Vênus, considerado o objeto mais brilhante do céu noturno depois da Lua.
Um estudo anterior do Observatório Europeu do Sul concluiu que uma constelação com 50 mil espelhos espaciais da empresa poderia aumentar em até 300% o brilho do céu noturno, tornando praticamente inutilizáveis alguns dos telescópios mais sofisticados do mundo.
Para o astrônomo e defensor do céu escuro John Barentine, a humanidade já modificou significativamente o ambiente espacial ao redor da Terra.
“A humanidade já alterou fundamentalmente o cosmos a ponto de a Terra ser agora um ‘planeta anelado’ artificial, sufocado por satélites e detritos espaciais”, afirmou ao Space.com. “Mas projetos, como o da Reflect Orbital, transformarão esses anéis, hoje quase invisíveis, em faixas reflexivas brilhantes. Não estamos mais falando apenas de um campo disperso de pontos brilhantes em movimento.”
Segundo Barentine, o resultado seria um fenômeno permanente capaz de alterar profundamente as condições de observação astronômica. “Em vez disso, trata-se de um efeito permanente e artificial de ‘anel de Saturno’ cortando bem no meio das janelas de observação crepuscular mais críticas para a astronomia global.”
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BlackRock usa aquisições de R$ 127,6 bilhões para financiar data center da Meta

A BlackRock está estruturando uma emissão de dívida superior a US$ 12 bilhões (R$ 61,2 bilhões) para financiar um novo campus de data centers da Meta, em uma operação que marca a integração prática de duas das maiores aquisições realizadas recentemente pela gestora e amplia sua atuação no financiamento da expansão da inteligência artificial (IA).
Segundo a Bloomberg, a operação representa o resultado de anos de estratégia do CEO Larry Fink para transformar a BlackRock, tradicionalmente conhecida pelos investimentos em mercados públicos, em uma das principais participantes também do mercado de ativos privados.
Operação reúne empresas adquiridas por mais de R$ 122,5 bilhões
A emissão de dívida reúne duas empresas adquiridas pela BlackRock nos últimos anos: a Global Infrastructure Partners (GIP), comprada por US$ 12,5 bilhões (R$ 63,8 bilhões), e a HPS Investment Partners, adquirida por US$ 12 bilhões.
De acordo com pessoas familiarizadas com a operação, a transação também demonstra como a BlackRock pretende combinar as capacidades das duas unidades em futuros negócios.
Historicamente, a GIP concentra suas atividades em investimentos em projetos de infraestrutura, enquanto a HPS desenvolveu experiência em operações de crédito estruturado e financiamentos complexos.
Segundo Larry Fink, as duas divisões já começaram a atuar de forma integrada na originação de novos negócios.
Após a divulgação dos resultados trimestrais da BlackRock na semana passada, o executivo afirmou a analistas que o pipeline conjunto das duas empresas está crescendo.
Segundo Fink, os novos projetos estão sendo desenvolvidos “de maneiras que reforçam nossa convicção na plataforma combinada, particularmente em infraestrutura digital”.
BlackRock terá participação majoritária no empreendimento
- O acordo firmado com a Meta prevê que fundos administrados pela GIP e pela HPS detenham 80% da participação na Project Sopaipilla Holdings, nome oficial da joint venture criada para desenvolver o projeto;
- Essa empresa é a responsável pela captação dos recursos por meio da emissão de títulos de dívida;
- Os 20% restantes da joint venture pertencem à Meta, que será responsável pela construção do campus de data centers e continuará administrando as operações do empreendimento;
- Segundo pessoas envolvidas nas negociações, além da emissão de dívida, GIP e HPS também possuem participação acionária no projeto;
- O novo complexo de data centers terá capacidade da ordem de um gigawatt e deverá entrar em operação em 2028;
- Quando estiver concluído, o empreendimento deverá gerar mais de 300 empregos permanentes no local.
Leia mais:
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- Juiz dos EUA libera demissões na Meta em caso sobre inteligência artificial

Venda dos títulos já começou
A comercialização dos mais de US$ 12 bilhões em títulos começou nesta segunda-feira (20), conduzida pelos bancos JPMorgan Chase e Morgan Stanley.
Durante as apresentações aos investidores, a BlackRock será representada pelos diretores Wes Altman, da GIP, e Garrett Cockren, da HPS, segundo pessoas com conhecimento do processo.
Meta repete modelo utilizado em outro projeto
Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a Meta considera a entrada da BlackRock como parceira um importante avanço para o projeto.
A estrutura da operação é semelhante à utilizada anteriormente pela empresa em parceria com a Blue Owl Capital no projeto Hyperion, localizado em uma área rural do Estado estadunidense da Louisiana.
Naquele empreendimento, a Blue Owl também ficou com 80% da joint venture, enquanto a Meta manteve os 20% restantes.
Esse modelo permite que a empresa de tecnologia mantenha a dívida fora de seu balanço patrimonial, ao mesmo tempo em que preserva o controle sobre a administração cotidiana do data center.
Neste mês, a Meta anunciou a expansão do projeto Hyperion além da área inicialmente contemplada pela joint venture.
BlackRock amplia investimentos em inteligência artificial
A operação reforça a estratégia da BlackRock de ampliar seus investimentos em infraestrutura voltada à inteligência artificial e ao setor de data centers. Em outubro, a gestora anunciou um acordo de US$ 40 bilhões (R$ 204,2 bilhões) para adquirir a Aligned Data Centers.
Essa operação, cuja conclusão é esperada para breve, reúne a GIP, a BlackRock, além de parceiros, como Microsoft, Nvidia e a MGX, plataforma de investimentos em tecnologia criada pelo fundo soberano Mubadala Investment Company, de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), em conjunto com a empresa de IA G42.
Segundo a Bloomberg, a BlackRock também passa a disputar um mercado cada vez mais competitivo de financiamento da infraestrutura necessária para sustentar o crescimento da IA, segmento no qual concorrentes como Blue Owl Capital e Blackstone vêm liderando algumas das maiores operações de financiamento de data centers.
Nem a BlackRock nem a Meta comentaram oficialmente a operação.
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Adeus aos discos? Indústria de games muda de rumo

A indústria de games pode estar entrando em uma nova fase, com menos discos e mais downloads. Segundo a The Verge, decisões envolvendo Grand Theft Auto VI e o PlayStation reforçam a tendência de uma migração cada vez maior para o formato digital.
A mudança promete trazer mais praticidade, mas também levanta dúvidas sobre acesso, revenda e preservação dos jogos. Para muitos jogadores, a discussão vai além da nostalgia: envolve a própria ideia de propriedade dos títulos.

O avanço silencioso dos jogos digitais
Durante décadas, comprar um jogo significava ir a uma loja, escolher uma caixa e voltar para casa com um produto físico que podia ser guardado, emprestado ou vendido depois.
Esse modelo começou a perder espaço com o crescimento das lojas digitais. Atualmente, consoles como PlayStation 5 e Xbox Series oferecem versões sem leitor de disco, enquanto no computador plataformas digitais como a Steam já dominam o mercado há anos.
A mudança já aparece nos números da indústria. A Capcom informou que 93% das vendas de seus jogos foram digitais no último ano fiscal e espera que esse índice chegue a 95,4%.
Para os consumidores, a compra digital tem vantagens claras: não ocupa espaço, permite acesso imediato e facilita a instalação de jogos. Por outro lado, alguns jogadores alertam para problemas relacionados à dependência de contas, servidores e lojas virtuais.

GTA VI coloca futuro dos discos em debate
O debate ganhou força após a Rockstar Games divulgar detalhes de Grand Theft Auto VI. O jogo, previsto para chegar ao PlayStation 5 e Xbox Series X/S, terá preço inicial de US$ 79,99 (cerca de R$ 440) na edição básica e US$ 99,99 (aproximadamente R$ 550) na versão Ultimate.
O ponto que chamou atenção foi a versão física. A caixa do jogo não terá um disco, mas um código para download do título.
A decisão é considerada um marco porque GTA VI deve ser um dos maiores lançamentos da indústria. Para parte dos jogadores, o formato limita práticas comuns no mercado físico, como emprestar um jogo para amigos ou revendê-lo após finalizar a experiência.
Poucos dias depois, a Sony anunciou que deixará de produzir discos físicos para novos jogos de PlayStation a partir de 2028. A empresa afirmou que a decisão acompanha a preferência crescente dos consumidores pelo formato digital.
Os números apresentados pela própria Sony reforçam essa estratégia: no quarto trimestre do ano fiscal de 2025, 85% das vendas de jogos completos para PS4 e PS5 foram feitas por download.

Preservação dos games vira preocupação
A mudança também preocupa grupos dedicados à preservação da história dos videogames. Sem versões físicas, manter jogos acessíveis no futuro pode se tornar um desafio ainda maior.
Entre os principais pontos levantados estão:
- dificuldade para preservar jogos que dependem de servidores;
- risco de perda de acesso por mudanças em lojas digitais;
- redução da possibilidade de revenda e empréstimo;
- desafios para museus e arquivos manterem títulos modernos.
Isso é uma notícia infeliz para aqueles que ainda preferem comprar jogos em mídia física e representa um golpe significativo aos direitos dos consumidores, ao mercado de revenda e aos criadores que dependem do mercado físico.
Frank Cifaldi, diretor executivo da Video Game History Foundation, ao The Verge.
Para ele, guardar discos em prateleiras não será mais uma solução definitiva para preservar novos jogos.
O que pode acontecer daqui para frente
O futuro dos discos ainda não está totalmente definido. A Microsoft avalia os próximos passos para o Xbox, enquanto a Nintendo mantém uma relação mais forte com mídias físicas, apesar do crescimento das vendas digitais.
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No entanto, a direção da indústria parece clara: os downloads devem ocupar um espaço cada vez maior nos próximos anos.
A discussão agora é como equilibrar a praticidade do digital com a necessidade de garantir que os jogos comprados hoje continuem acessíveis no futuro. Para muitos jogadores, o fim dos discos representa não apenas uma mudança de formato, mas uma transformação na maneira como os games são consumidos e preservados.
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