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A natureza se rebela contra a clonagem: um experimento de 20 anos confirma que mamíferos morrem por clonagem indefinida

Um experimento científico sem precedentes, conduzido ao longo de duas décadas, revelou que a biologia impõe barreiras intransponíveis à reprodução artificial. Ao tentar criar linhagens infinitas de mamíferos, pesquisadores japoneses descobriram que a natureza possui um “botão de autodestruição” genético. Este estudo detalha como os limites da clonagem sucessiva resultam em um colapso inevitável da saúde celular após gerações de replicação.
Como o experimento japonês testou os limites da clonagem sucessiva?
De acordo com o artigo publicado na Nature Communications, a equipe de cientistas utilizou camundongos para testar se a vida poderia ser perpetuada indefinidamente através de cópias de cópias. O processo, conhecido como transferência nuclear de células somáticas, foi repetido exaustivamente para observar o comportamento do genoma em longo prazo.
Os resultados mostraram que, embora as primeiras gerações parecessem saudáveis, o acúmulo de erros epigenéticos tornou-se insustentável com o passar do tempo. A pesquisa é um marco para a biologia sintética, pois define uma fronteira clara entre a regeneração natural e a replicação artificial forçada pelo homem.
🧬 Início do Ciclo: As primeiras gerações de clones apresentam desenvolvimento normal e fertilidade preservada.
⚠️ Ponto Crítico: Por volta da 15ª geração, começam a surgir anomalias físicas e redução na expectativa de vida.
🛑 Colapso Final: Na 25ª geração, a linhagem sofre falência biológica total, impedindo novas clonagens.
Por que a linhagem de mamíferos entra em colapso genético?
O colapso ocorre devido ao que os cientistas chamam de “ruído epigenético”, uma série de pequenas falhas na regulação dos genes que não são apagadas entre uma clonagem e outra. Diferente da reprodução sexual, onde o DNA é “resetado”, a clonagem sucessiva carrega o peso do envelhecimento celular da cópia anterior.
Essas falhas se manifestam principalmente na incapacidade das células em manter a integridade dos telômeros e na expressão correta de proteínas vitais. Com o tempo, o genoma torna-se instável demais para sustentar a vida orgânica complexa, levando à morte prematura dos indivíduos clonados.
- Acúmulo progressivo de metilação anômala no DNA.
- Perda de vigor reprodutivo a cada nova sucessão.
- Aumento exponencial de malformações congênitas graves.
- Incapacidade de adaptação a pressões ambientais mínimas.

Quais são as principais descobertas sobre os limites da clonagem sucessiva?
A principal descoberta é que a vida possui uma “assinatura de originalidade” que se perde na ausência da recombinação genética natural. O experimento de 20 anos provou que a imortalidade biológica através da cópia idêntica é uma impossibilidade termodinâmica e biológica dentro dos modelos atuais.
Além disso, os pesquisadores observaram que o estresse celular causado pela manipulação em laboratório acelera o relógio biológico dos clones. Isso significa que, mesmo sob condições ideais, os limites da clonagem sucessiva são definidos pela própria estrutura física das moléculas de ácido desoxirribonucleico.
| Geração de Clone | Integridade Genômica | Status Biológico |
|---|---|---|
| 1ª a 10ª | Alta (95%+) | Estável |
| 11ª a 20ª | Moderada (70%) | Degeneração |
| 21ª a 25ª | Baixa (<30%) | Colapso Total |
Existe alguma forma de contornar a exaustão biológica das células?
Atualmente, a ciência não possui ferramentas para reverter o desgaste acumulado em linhagens clonadas por sucessivas gerações. Embora técnicas de edição genética como o CRISPR possam corrigir erros pontuais, o problema da exaustão celular é sistêmico e envolve trilhões de interações moleculares complexas.
Estudos futuros podem tentar “rejuvenescimento” químico das células-tronco utilizadas no processo, mas os riscos de indução a tumores e instabilidade genômica ainda são extremamente elevados. A natureza parece ter blindado o código da vida contra a replicação eterna e monótona.
O que esse estudo representa para o futuro da conservação de espécies?
Para a conservação, o estudo é um alerta de que a clonagem não é uma solução mágica para salvar animais em extinção se não houver diversidade genética. Criar exércitos de clones a partir de um único indivíduo resultaria, em poucas décadas, em uma população fadada ao extermínio por falhas biológicas internas.
O foco da ciência deve permanecer na preservação de habitats e na manutenção da variabilidade que apenas a natureza consegue produzir. A rebelião da biologia contra a cópia infinita reforça que a imperfeição e a mistura são, ironicamente, os pilares que sustentam a continuidade da vida na Terra.
Leia mais:
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LOUD vence NRG em série de cinco mapas, vai à final do VCT Americas e garante vaga no Champions

A LOUD está na grande final do VCT Americas. Neste sábado (5), a equipe brasileira derrotou a NRG por 3 a 2 em uma série melhor de cinco e, além de avançar à decisão, garantiu sua classificação para o Champions Shanghai.
Agora, a LOUD volta ao servidor neste domingo (6), às 14h, quando enfrenta a 100 Thieves em uma série melhor de cinco pelo título do VCT Americas. A equipe norte-americana chegou à decisão após vencer a NRG por 2 a 0 na fase anterior.
Para a LOUD, a classificação internacional também encerra um período de ausência: segundo Luque, será a primeira participação da organização no Champions em três anos.
LOUD mantém a calma para fechar série em cinco mapas

O confronto contra a NRG chegou ao quinto mapa e teve o controle emocional como um dos principais temas após a partida. Erde contou que a equipe conseguiu fazer um reset mental antes do mapa decisivo e entrar mais tranquila para buscar a vitória.
Do outro lado, a NRG reconheceu a capacidade de adaptação da adversária. Bonkar destacou especialmente a mudança de desempenho da LOUD na Lotus em relação aos treinamentos entre as equipes.
“Da última vez que jogamos contra eles, nós acabamos com eles. Desta vez, eles acabaram conosco”, afirmou Bonkar.
Apesar da eliminação, a temporada da NRG ainda não terminou. A equipe já está classificada para o Champions Shanghai, e Ethan afirmou que o resultado em São Paulo não representa uma crise semelhante a outros momentos difíceis vividos pelo time. Para ele, foram apenas “alguns dias ruins”.
LOUD volta ao Champions

Além da vaga na final, a vitória confirmou a LOUD entre os representantes das Américas no próximo Champions. Romanilli, único argentino classificado para o torneio, destacou o peso pessoal da conquista e lembrou que mantém uma bandeira de seu país no quarto em Los Angeles.
“Hoje eu subi um degrau muito grande. Quero mais. Quero ganhar amanhã”, afirmou Romanilli.
Darker também celebrou a classificação como o único colombiano no Champions e dedicou a conquista a Davis, ex-jogador já falecido.
“Um campeão não nasce campeão, ele é feito”, disse.
Para Tecazinho, que disputa sua primeira temporada nos palcos do Tier 1, a campanha também representa uma experiência inédita. O jogador classificou o momento como “incrível” e destacou tanto a química entre os companheiros quanto o apoio recebido em São Paulo.
A força da torcida voltou a ser mencionada por Luxo. Questionado sobre quanto da energia da equipe vinha dos próprios jogadores e quanto vinha das arquibancadas, ele resumiu: “50/50, a gente e a torcida.”
LOUD e 100 Thieves decidem o VCT Americas
A LOUD terá pouco tempo para comemorar. A grande final contra a 100 Thieves acontece neste domingo (06), às 14h, novamente em uma melhor de cinco.
As duas equipes chegam à decisão também com suas vagas no Champions garantidas. Para os brasileiros, porém, o domingo representa a oportunidade de transformar a recuperação durante os playoffs em título diante da própria torcida.
Depois de eliminar G2 e NRG em sequência, a LOUD agora está a uma série de terminar sua passagem por São Paulo como campeã das Américas.
A final poderá, também, ser acompanhada nas redes oficiais da VCT Americas.
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Anthropic muda política de dados após pressão de clientes empresariais

A Anthropic anunciou, nesta terça-feira (1), que vai mudar uma controversa política de retenção de dados para clientes empresariais após receber “muitos comentários” de usuários. Em seu lugar, a empresa pretende implementar uma nova solução chamada Enterprise Frontier Safeguards.
A política de retenção existente foi apresentada em junho, junto com o lançamento do Claude Fable 5 e do Mythos 5, dois dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados da companhia. Na época, a Anthropic informou que exigiria a retenção de todo o tráfego desses modelos por 30 dias como forma de ajudar a combater usos indevidos e ataques cibernéticos “complexos e novos”.
A empresa havia se comprometido a não utilizar os dados para nenhuma finalidade que não estivesse relacionada à segurança, incluindo o treinamento de modelos. Ainda assim, muitos clientes empresariais demonstraram preocupação com a medida.
Segundo Kate Jensen, chefe da Anthropic para as Américas, a companhia passou centenas de horas trabalhando com clientes para desenvolver uma alternativa.
Nova solução dá mais controle às empresas
- Com o lançamento do Enterprise Frontier Safeguards, as empresas poderão controlar como seus dados são analisados, armazenados e gerenciados. A solução também permitirá realizar monitoramento automatizado de segurança sem a necessidade de revisão humana por parte da Anthropic;
- A empresa afirmou que não cobrará pelo recurso e que os controles funcionarão tanto para clientes que acessam diretamente as tecnologias da Anthropic quanto para aqueles que utilizam os modelos por meio de provedores de nuvem;
- “Podemos fazer a análise de que realmente precisamos para ajudar todos a se sentirem confiantes, mas isso fica nos sistemas e nos dados deles, para que não precisem comprometer sua própria postura de privacidade”, disse Jensen em entrevista à CNBC;
- A política de retenção de dados anunciada em junho continuará valendo para assinantes que não são clientes empresariais e utilizam os modelos da linha Mythos.

Leia mais:
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Empresas são fundamentais para a Anthropic
Fundada em 2021, a Anthropic obtém a maior parte de sua receita com a venda de produtos e serviços para empresas. O mercado corporativo é considerado especialmente importante para a companhia enquanto ela se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
A Anthropic também disputa espaço com concorrentes, como a OpenAI, que apresentou, no início deste mês, sua própria solução de retenção zero de dados para modelos avançados.
Na semana passada, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia antecipado o Enterprise Frontier Safeguards durante uma entrevista à CNBC sobre a expansão da parceria da companhia com a Salesforce.
Amodei afirmou que a solução ajuda a garantir que os dados dos clientes da Salesforce permaneçam privados e que os modelos da Anthropic “não saiam do controle”. Segundo ele, a empresa dedicou uma “enorme quantidade de esforço” ao gerenciamento das permissões da integração entre as duas companhias.
Jensen afirmou estar “muito confiante” de que a Anthropic verá uma aceleração na adoção de seus produtos após o anúncio, especialmente em tarefas que envolvem os dados mais sensíveis dos clientes.
A empresa também anunciou nesta terça-feira seus dois novos modelos, Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1, que, segundo a Anthropic, apresentam melhorias em programação, trabalho de conhecimento e pesquisa.
O Enterprise Frontier Safeguards será disponibilizado em fases, e a Anthropic pretende ampliar sua disponibilidade ao longo do outono no hemisfério Norte.
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Copos de papel descartáveis também liberam plástico quando entram em contato com calor

Copos de papel descartáveis usados para café, chá e outras bebidas quentes podem liberar milhões de partículas de plástico. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland (UQ), na Austrália, com recipientes revestidos por polietileno (PE) ou ácido polilático (PLA).
Os dois tipos de revestimento liberaram partículas quando entraram em contato com água quente. Nos experimentos, porém, os copos com PLA, considerado biodegradável, apresentaram uma liberação de partículas aproximadamente 12 vezes maior em massa total do que aqueles revestidos com PE.

O papel esconde uma camada plástica
Para entender a liberação de partículas, os pesquisadores analisaram dois tipos de copos descartáveis: aqueles revestidos internamente com polietileno (PE) e os que usam ácido polilático (PLA), uma alternativa biodegradável ao plástico convencional.
Embora sejam chamados de copos de papel, esses recipientes normalmente recebem uma fina camada de material plástico na parte interna. O objetivo é evitar que a bebida atravesse o papel e, ao mesmo tempo, ajudar o copo a manter sua estrutura quando entra em contato com líquidos.
É justamente essa camada que entrou no foco do estudo. Quando os copos foram expostos à água quente, tanto o PE quanto o PLA liberaram partículas plásticas. A diferença apareceu na quantidade liberada por cada material.
Um copo feito principalmente de papel não significa que o copo seja livre de plástico, porque muitos contêm um fino revestimento plástico que proporciona resistência à água e integridade estrutural.
Dr. Elvis Okoffo, pesquisador da Queensland Alliance for Environmental Health Sciences (QAEHS), da Universidade de Queensland, em nota.
PLA liberou mais partículas
A diferença entre os materiais apareceu nas medições. Os pesquisadores encontraram aproximadamente 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro nos copos com PLA. Nos recipientes revestidos com PE, foram cerca de 2,7 milhões de partículas por mililitro.
As nanopartículas são extremamente pequenas: têm espessura equivalente a cerca de um milésimo da de um fio de cabelo humano.
Os principais resultados do experimento foram:
- Os revestimentos de PE liberaram partículas plásticas na presença de água quente.
- O mesmo ocorreu com os copos revestidos de PLA.
- A massa total de partículas liberada pelo PLA foi aproximadamente 12 vezes maior.
- Copos de PLA apresentaram cerca de 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro.
- Nos copos de PE, foram registradas aproximadamente 2,7 milhões de partículas por mililitro.

O impacto na saúde ainda é incerto
Os pesquisadores não afirmam que o consumo de bebidas em copos descartáveis cause problemas de saúde. O que acontece com essas partículas depois que chegam ao organismo ainda não está claro.
“Isso não significa necessariamente que as pessoas devam parar de usar copos de papel, ou que o PLA seja inerentemente inseguro”, disse Okoffo.
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Para o pesquisador, os materiais usados em produtos que entram em contato com alimentos precisam ser avaliados também pela quantidade de partículas que podem liberar durante o uso cotidiano.
A equipe defende que consumidores recebam informações sobre os materiais presentes nos revestimentos e que órgãos reguladores considerem testes de liberação de micro e nanoplásticos na avaliação de segurança de produtos destinados a bebidas quentes.
“Os formuladores de políticas e reguladores poderiam considerar se os testes de liberação de micro e nanoplásticos deveriam fazer parte da avaliação de segurança dos materiais que entram em contato com alimentos, especialmente produtos desenvolvidos para bebidas quentes”, afirmou.
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