Ligue-se a nós

Tecnologia

Conheça o top 8 de carros mais seguros do Brasil

Redação Informe ES

Publicado

no

A segurança é primordial na escolha de um veículo e, se você prioriza esse fator, conhecer os carros mais seguros do Brasil pode ajudá-lo a tomar a decisão certa. Para isso, o primeiro passo é considerar alguns quesitos como airbags, freios ABS, controle de estabilidade, resistência da carroceria e tecnologia de assistência ao motorista. 

Não priorize apenas estética ou preço, invista tempo pesquisando recursos de segurança, pois é um investimento que pode salvar vidas. Avaliações realizadas por órgãos independentes, como o Latin NCAP, fornecem dados objetivos sobre a capacidade do carro de proteger seus ocupantes em diferentes tipos de acidentes.

O Latin NCAP realiza testes de colisão frontal, lateral e lateral de poste, além de avaliar a proteção de pedestres. A proteção de ocupantes adultos e infantis é avaliada por meio de bonecos de teste com sensores. Os sistemas de segurança ativa, como controle de estabilidade e frenagem automática de emergência, também são avaliados.

Conheça o top 8 de carros mais seguros do Brasil

Veja, na lista a seguir, 8 modelos de carros mais seguros do país, com base nas avaliações do Latin NCAP. Os testes do Latin NCAP avaliam a segurança dos veículos vendidos na América Latina e no Caribe, considerando a proteção para adultos e crianças, além de sistemas de assistência à segurança.

Anúncio

1- Mitsubishi Triton

A Mitsubishi Triton 2024 se destaca como um dos carros mais seguros do Brasil, principalmente devido aos seus resultados impressionantes nos testes do Latin NCAP. 

Mitsubishi Triton 2024, um dos carros mais seguros do Brasil
(Imagem: Mitsubishi / Divulgação)

A Triton 2024 obteve a classificação máxima de 5 estrelas nos testes de segurança do Latin NCAP. Este resultado a coloca como uma das picapes mais seguras da categoria na América Latina e no Caribe.

A picape alcançou altas pontuações em todas as categorias de avaliação, demonstrando sua capacidade de proteger os ocupantes em diferentes tipos de colisões. A nova geração da Triton é a primeira picape a atingir 5 estrelas dentro do protocolo atual de testes.

No caso da nova Triton, a pontuação para passageiros adultos foi de 89,89%, para crianças foi de 91,16%, para pedestres de 86,51% e de 92,1% em sistemas de assistência à segurança.

A Triton possui uma estrutura de carroceria robusta, projetada para absorver e dissipar a energia do impacto em caso de colisão. É equipada com sistemas de segurança ativa e passiva, como airbags, freios ABS, controle de estabilidade e tração.

Anúncio

A picape também demonstrou bons resultados na proteção de pedestres, minimizando o risco de lesões em caso de atropelamento.

2- Volkswagen T-Cross 

O T-Cross 2024 se destaca no mercado brasileiro como um dos SUVs compactos mais seguros, recebendo a nota máxima de 5 estrelas nos testes de colisão do Latin NCAP.

Veículo modelo T-Cross 20024
(Imagem: VW / Divulgação)

O veículo alcançou pontuações elevadas em todas as categorias de avaliação, incluindo proteção de ocupantes adultos e infantis.

Entre os resultados, veja a pontuação: 

  • Ocupante adulto: 92,31% de proteção;
  • Ocupante infantil: 89,80% de proteção;
  • Assistência à segurança: 84,96;
  • Proteção de pedestres e usuários vulneráveis das vias: 65,62%.

A plataforma do T-Cross foi projetada para absorver e dissipar a energia do impacto em caso de colisão. O veículo é equipado com seis airbags, incluindo airbags frontais, laterais e de cortina.

Conta com sistemas avançados de assistência ao motorista, como controle de estabilidade, controle de tração, assistente de partida em rampa e frenagem automática de emergência.  

Anúncio

O T-Cross também obteve classificação máxima nos testes do Euro NCAP. Os resultados dos testes do Latin NCAP e do Euro NCAP comprovam a eficácia dos recursos de segurança do veículo.

3- Volkswagen Novo Virtus

O Novo Virtus (2022) se destaca no segmento de sedãs compactos pela sua segurança, que também recebeu classificação máxima de 5 estrelas nos testes de colisão do Latin NCAP. 

Modelo de veículo Novo Virtus 2022
(Imagem: VW / Divulgação)

O veículo alcançou pontuações elevadas em todas as categorias de avaliação, incluindo proteção de ocupantes adultos e infantis, alcançando 92% dos pontos possíveis. A nota para sistemas de assistência à segurança foi de 85%. O modelo atingiu 53% na proteção de pedestres.

A estrutura do Virtus foi considerada estável, com bons resultados nas provas de impacto dianteiro e lateral. O carro é equipado com seis airbags, incluindo airbags frontais, laterais e de cortina. O Virtus conta com sistemas avançados de assistência ao motorista, como controle de estabilidade, controle de tração e frenagem automática de emergência.

A coluna de direção deformável contribui para diminuir o risco de ferimentos ao motorista. O Virtus tem freios a disco nas quatro rodas como item de série em todas as versões TSI. A combinação de uma estrutura resistente, airbags e sistemas de assistência avançados contribui para a alta segurança do Virtus.

Anúncio

4- Volkswagen Nivus

O Nivus (2022) é outro modelo da Volkswagen que alcançou a nota máxima de 5 estrelas nos testes de segurança do Latin NCAP em 2022. O veículo obteve pontuações elevadas em todas as categorias de avaliação. Veja os resultados:

Modelo de carro da VW, Nivus 2022
(Imagem: VW / Divulgação)
  • Proteção para ocupantes adultos: 92,47%;
  • Proteção para ocupantes infantis: 91,57%;
  • Proteção para pedestres e usuários vulneráveis das estradas: 48,74%;
  • Assistência à segurança: 84,95%.

O Nivus é equipado com seis airbags, incluindo airbags frontais, laterais e de cortina. Conta com sistemas avançados de assistência ao motorista, como controle de estabilidade, controle de tração e frenagem automática de emergência.

5- Chevrolet Tracker

O modelo Tracker obteve a classificação máxima de 5 estrelas nos testes de segurança do Latin NCAP em 2022. Para os consumidores que preferem SUVs compactos, o Chevrolet Tracker (2022) demonstrou excelente desempenho, com 91% de proteção para adultos e 92% para crianças.

Foto do modelo Chevrolet Tracker 2022
(Imagem: Chevrolet / Divulgação)

O veículo também registrou 92% em sistemas de assistência, destacando sua segurança. A Chevrolet Tracker foi muito bem avaliada nos testes de impacto frontal e lateral, obtendo pontuações altas para proteção de adultos e crianças.

A Tracker é equipada com seis airbags, incluindo airbags frontais, laterais e de cortina. conta com sistemas avançados de assistência ao motorista, como controle de estabilidade, controle de tração e frenagem automática de emergência.

A combinação de uma estrutura resistente, airbags e sistemas de assistência avançados contribui para a alta segurança da Tracker.

Anúncio

Leia mais:

  • O que é e como é feito um crash test
  • Como escolher um veículo seguro? Veja 5 dicas para acertar na hora da compra
  • Carros autônomos só são mais perigosos em duas situações; saiba quais

6- Volkswagen Taos

O Taos obteve a classificação máxima de 5 estrelas nos testes de segurança do Latin NCAP em 2021. O veículo alcançou pontuações elevadas em todas as categorias de avaliação, incluindo proteção de ocupantes adultos e infantis.

Carro Volkswagen Taos
(Imagem: VW / Divulgação)

Foi o primeiro carro a receber 5 estrelas dentro do protocolo mais recente do Latin NCAP. Os resultados alcançados:

  • Ocupante adulto: 94%
  • Ocupante infantil: 90%
  • Proteção de pedestres: 49%
  • Sistemas de assistência: 85%

A estrutura do Taos foi considerada estável, com bons resultados nas provas de impacto dianteiro e lateral. A plataforma do Taos foi projetada para absorver e dissipar a energia do impacto em caso de colisão.

O veículo é equipado com seis airbags, incluindo airbags frontais, laterais e de cortina. O Taos conta com sistemas avançados de assistência ao motorista, como controle de estabilidade, controle de tração e frenagem automática de emergência.

7- Chevrolet Onix e Onix Plus

Modelos populares no Brasil, ambos receberam 5 estrelas nos testes de colisão do Latin NCAP. Isso indica que eles oferecem um alto nível de proteção para ocupantes adultos e crianças.

Chevrolet Onix
(Imagem: Chevrolet / Divulgação)

O Onix Plus se destacou nos testes de impacto frontal, lateral e lateral de poste, oferecendo boa proteção para adultos e crianças. Ambos os modelos vêm equipados com recursos de segurança padrão, como airbags frontais e laterais, freios ABS e controle de estabilidade.

O Onix Plus, em particular, é o único da categoria que sai de fábrica com 6 airbags de série, controle de estabilidade e tração, alerta de ponto cego e sistema de distribuição de frenagem.

Anúncio

Os modelos também oferecem ancoragens ISOFIX com top tether nas duas posições traseiras laterais para cadeirinhas infantis. Mas é importante ressaltar que, apesar das 5 estrelas conquistadas pelo Chevrolet Onix e Onix Plus nos testes do Latin NCAP, algumas ressalvas foram feitas em relação à proteção em impactos específicos.

O Latin NCAP apontou que a proteção para as pernas do motorista e do passageiro em impactos frontais foi considerada “preocupante”. Isso significa que, em colisões frontais, há um risco maior de lesões nas pernas dos ocupantes. A proteção em colisões laterais contra poste também apresentou algumas limitações.

8- BYD Dolphin Plus 

O BYD Dolphin Plus (2024) é um modelo que se destacou recentemente no quesito segurança, recebendo a classificação máxima de 5 estrelas nos testes do Latin NCAP. Essa conquista ressalta o compromisso da BYD com a segurança veicular.

BYD Dolphin Plus
(Imagem: BYD / Divulgação)

O veículo obteve pontuações elevadas em todas as categorias de avaliação, incluindo proteção de ocupantes adultos e infantis.

Resultados detalhados:

Anúncio
  • Ocupante adulto: 92,60% de proteção;
  • Ocupante infantil: 93,17% de proteção;
  • Proteção de pedestres e usuários vulneráveis da estrada: 77,03%;
  • Assistência à segurança: 85,17%.

O modelo demonstrou boa proteção geral no impacto lateral e proteção marginal do tórax no impacto lateral de poste, boa proteção para ocupantes crianças e bons sistemas ADAS. O veículo é equipado com múltiplos airbags, incluindo airbags frontais, laterais e de cortina.

O Dolphin Plus conta com sistemas avançados de assistência ao motorista, como controle de estabilidade, controle de tração e frenagem automática de emergência.

Embora o Latin NCAP seja a principal referência para a segurança de carros no Brasil, o Euro NCAP também é uma avaliação importante, e o excelente desempenho do EX30 nesses testes, aliado à reputação da Volvo, o coloca como um dos carros mais seguros disponíveis no mercado brasileiro.

Os testes do Latin NCAP são realizados em condições específicas e que a segurança real de um veículo em um acidente pode variar. No entanto, os resultados fornecem uma boa indicação do nível de segurança de um veículo.

Qual o carro mais seguro do Brasil atualmente?
Anúncio

O Volvo EX30 é um forte candidato a carro mais seguro do Brasil devido à sua classificação de 5 estrelas no Euro NCAP, que testa rigorosamente a proteção de ocupantes e pedestres, e sistemas de assistência à segurança. A reputação da Volvo em segurança veicular e suas tecnologias avançadas reforçam essa posição.
Todos os outros na lista acima concorrem entre si como os mais seguros, dependendo dos quesitos avaliados.

O post Conheça o top 8 de carros mais seguros do Brasil apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo
Anúncio

Tecnologia

O que Einstein tem a ver com o GPS do seu celular? Entenda a ciência por trás da localização

Redação Informe ES

Publicado

no

Você já se perguntou como o seu celular sabe exatamente onde você está, com precisão de alguns metros? O sistema de Posicionamento Global (GPS) não é um radar que “vê” você. Na verdade, ele funciona a partir de sinais muito precisos enviados por uma constelação de satélites que orbitam a Terra. 

Cada satélite transmite um horário exato no qual o sinal foi emitido, e o seu celular recebe esses sinais de pelo menos quatro satélites para calcular a distância até cada um deles com base no tempo que esse sinal levou para chegar. A posição é então determinada pela interseção dessas distâncias – um cálculo matemático conhecido como trilateração, também chamado de triangulação espacial.

Esse funcionamento depende de algo fundamental: o tempo. Para que um receptor GPS no seu celular calcule corretamente as distâncias, os relógios nos satélites precisam ser extremamente precisos.

Por isso, os satélites carregam relógios atômicos — dispositivos que mantêm o tempo com uma estabilidade tão alta que podem errar menos de um segundo em milhões de anos. Esses relógios são essenciais porque até mesmo uma discrepância de poucos nanossegundos (bilionésimos de segundo) pode resultar em metros de erro na localização.

Anúncio

As teorias de Einstein

Apesar de todo o processo destacado acima, existe um problema que precisava ser resolvido para que o GPS funcionasse corretamente: o tempo não passa da mesma forma no espaço e na superfície da Terra.

Einstein ao lado de uma losa com cálculos (Imagem: Pumidol/Shutterstock)

E é aqui que as teorias da relatividade de Albert Einstein se tornam essenciais para o GPS funcionar. Segundo a Relatividade Especial, quanto mais rápido um objeto se move, mais devagar o tempo passa para esse objeto em relação a um observador estacionário.

Os satélites GPS se deslocam em torno da Terra a cerca de 14 000 km/h, e isso faz com que os relógios a bordo “atrasem” aproximadamente 7 microssegundos por dia em comparação aos relógios na superfície terrestre.

Ao mesmo tempo, a Relatividade Geral, outra teoria de Einstein, descreve como a gravidade influencia o fluxo do tempo. Quanto mais fraca a gravidade, mais rápido o tempo passa.

Os satélites do GPS orbitam a cerca de 20.000 km acima da superfície, onde o efeito gravitacional é menor do que na Terra. Isso faz com que os relógios nos satélites “avancem” cerca de 45 microssegundos por dia em relação aos relógios de referência na superfície.

Anúncio

Somando esses dois efeitos relativísticos — o atraso pela velocidade e o adiantamento pela gravidade — o resultado líquido é que os relógios dos satélites passam cerca de 38 microssegundos mais rápido por dia do que os relógios na Terra.

Embora essa diferença pareça ínfima, ela é crítica para a precisão do GPS: sem as correções baseadas nas fórmulas de Einstein, os erros de posicionamento cresceriam rapidamente. Em apenas um dia, a diferença acumulada chegaria a cerca de 10 quilômetros de erro na localização, o que tornaria inútil o sistema de navegação do seu celular.

GPS
Pessoa utilizando GPS (Créditos: Thx4Stock / iStock)

Leia mais:

  • Waze testa mudança visual importante na navegação
  • Google Maps não funciona? Veja como resolver!
  • IA inovadora permite navegação sem GPS em áreas urbanas

Por isso, os engenheiros que projetaram o GPS incluem as correções relativísticas diretamente no sistema.

Os relógios atômicos dos satélites são calibrados e ajustados de forma que, quando sujeitos aos efeitos da velocidade e da gravidade no espaço, eles mantenham a sincronização com os relógios na Terra. Além disso, os sinais dos satélites são continuamente monitorados e corrigidos por estações de controle no solo para manter a precisão necessária.

Em essência, quando você usa o GPS no seu celular para pedir um carro pelo aplicativo ou para traçar rotas no mapa, você está se beneficiando de teorias físicas que Albert Einstein desenvolveu há mais de um século. O GPS moderno é um dos exemplos mais práticos de como ideias aparentemente abstratas da física teórica têm aplicações diretas no dia a dia.

Anúncio

O post O que Einstein tem a ver com o GPS do seu celular? Entenda a ciência por trás da localização apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Tecnologia

Por que os aviões ainda usam disquetes e sistemas de 30 anos atrás?

Redação Informe ES

Publicado

no

Um Boeing 747-400 é uma das aeronaves mais icônicas da história que custa centenas de milhões de dólares. Agora, você sabia que o piloto, ao entrar no cockpit, em vez de conectar um tablet ultraveloz ou baixar uma atualização via nuvem, ele retira do bolso um disquete de 3,5 polegadas?

Parece retrô, mas em pleno 2025, essa ainda é a realidade de muitas frotas comerciais ao redor do mundo. Enquanto o seu smartphone é atualizado durante a noite via Wi-Fi, o “cérebro” de gigantes do ar ainda depende de tecnologias que a maioria dos jovens de hoje só viu em museus.

Por que os aviões ainda usam disquetes e sistemas de 30 anos atrás?

A principal razão para essa “viagem no tempo” é a necessidade de atualizar os bancos de dados de navegação. Esses arquivos contêm informações vitais sobre aeroportos, pistas, frequências de rádio e rotas de voo. Por regulação internacional, esses dados precisam ser renovados a cada 28 dias.

Avião modelo Boeing 747-400
Avião modelo Boeing 747-400 (Imagem: Reprodução/Wikipédia)

Em modelos como o Boeing 747-400 e alguns modelos antigos do Airbus A320, essa tarefa exige que um técnico insira fisicamente uma série de disquetes em um leitor localizado no painel da aeronave ou em compartimentos de manutenção. Como reportado por especialistas em segurança aérea, o processo de carregar todos os dados pode levar horas, exigindo paciência e precisão manual.

Por que aviões não usam um simples pendrive?

Você pode estar se perguntando: “Por que não trocar o leitor de disquetes por uma entrada USB ou uma conexão sem fio?“. A resposta curta é: certificação.

Anúncio

Na aviação, a segurança é absoluta. Cada componente de um avião, do parafuso ao software, passa por um processo de certificação rigorosíssimo e caríssimo.

  • Interferência eletromagnética: Se você troca um leitor de disquete por um USB, precisa provar para agências como a FAA (EUA) ou a ANAC (Brasil) que essa nova peça não causará interferências nos sistemas de comunicação ou nos comandos de voo (fly-by-wire).
  • Custo financeiro: Modernizar uma frota inteira pode custar milhões de dólares por aeronave. Para companhias aéreas, se o sistema de 30 anos atrás ainda funciona perfeitamente e é seguro, o investimento em “perfumaria tecnológica” muitas vezes não se justifica economicamente.

Windows 95: o herói da manutenção

Não são apenas os disquetes que sobrevivem. Muitos terminais de manutenção em solo ainda rodam versões do Windows 95 ou 98. Isso acontece porque esses sistemas operacionais são os únicos 100% compatíveis com o software de diagnóstico original desenvolvido quando o avião foi projetado.

Essas máquinas de manutenção são tratadas como ferramentas específicas: elas não servem para navegar na internet ou rodar jogos modernos, mas são imbatíveis em “falar a mesma língua” que os computadores de bordo da década de 90.

Leia mais:

  • Ar que respiramos em aviões e hospitais pode ser mais seguro do que parece
  • Airbus aponta novo problema em A320 após anúncio de recall
  • Como e por que a radiação solar afeta os sistemas de uma aeronave?

Curiosamente, o que parece ser uma fraqueza tecnológica acaba se tornando um escudo. Em uma era de ataques cibernéticos sofisticados e vulnerabilidades em nuvem, o disquete possui uma vantagem estratégica: ele é desconectado (air-gapped).

disquetes japão
Diquetes de computador (magem: Akarin Promdan/Shutterstock)

É extremamente difícil hackear remotamente um sistema que não possui conexão com a internet e exige a inserção física de um disco magnético para ser alterado.

Além disso, sistemas de controle de tráfego aéreo ainda dependem de tecnologias legadas justamente pela estabilidade. Um software de 30 anos já teve todos os seus erros (bugs) descobertos e corrigidos. Em um setor onde a novidade pode trazer riscos desconhecidos, o “velho e conhecido” é sinônimo de tranquilidade.

Anúncio

O post Por que os aviões ainda usam disquetes e sistemas de 30 anos atrás? apareceu primeiro em Olhar Digital.

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Tecnologia

Por que abraçar nos faz sentir melhor?

Redação Informe ES

Publicado

no

Abraçar é um gesto presente no cotidiano das pessoas desde a infância, e que tem um significado emocional e biológico mais profundo do que parece à primeira vista.

Em diferentes culturas e contextos sociais, ele surge como uma forma espontânea de demonstrar carinho, apoio, conforto e conexão, mesmo quando faltam palavras para expressar sentimentos complexos. Esse contato físico é interpretado pelo corpo como um sinal de segurança e proximidade.

Apesar de parecer apenas um costume social ou um ato de afeto, o abraço provoca reações reais no organismo. Em poucos segundos de contato físico, o cérebro passa a liberar substâncias químicas ligadas ao prazer, à calma e à criação de vínculos emocionais, influenciando diretamente o humor, o nível de estresse e até a forma como lidamos com emoções negativas. Por isso, muitas pessoas relatam se sentir melhor após um abraço.

Nos últimos anos, a ciência passou a investigar mais profundamente por que esse gesto aparentemente simples é capaz de gerar tantos efeitos positivos no corpo e na mente. A conclusão é que o abraço vai muito além do simbolismo emocional e envolve processos fisiológicos importantes. Entenda, a seguir, como e por que abraçar alguém faz tão bem.

Anúncio

Como e por que abraçar alguém faz bem?

O ser humano é uma espécie social por natureza, e o contato físico sempre desempenhou um papel central na nossa sobrevivência e desenvolvimento.

Abraçar é um gesto presente no cotidiano das pessoas desde a infância, e que tem um significado emocional e biológico mais profundo do que parece à primeira vista. (Imagem: freepik/Freepik)

Desde os primeiros dias de vida, o toque é essencial para a formação de vínculos, ajudando bebês a reconhecerem segurança, cuidado e pertencimento. A ausência desse contato pode gerar impactos negativos no desenvolvimento emocional e psicológico ao longo da vida.

O gesto ativa regiões do cérebro ligadas à empatia, à confiança e à conexão social, reforçando a sensação de que estamos protegidos e amparados. Esse estímulo físico envia ao cérebro a mensagem de que o ambiente é seguro, o que ajuda a reduzir estados de alerta excessivo e ansiedade.

Um dos principais efeitos biológicos do abraço é a liberação de oxitocina, um hormônio produzido pelo hipotálamo e liberado pela hipófise, amplamente conhecido por seu papel na criação e no fortalecimento de vínculos emocionais.

Esse hormônio é ativado em situações de proximidade física e contato afetivo, como abraços, carícias, segurar as mãos e até o simples toque pele a pele, funcionando como um mediador químico da conexão humana.

Anúncio

Quando a oxitocina é liberada durante um abraço, ela atua diretamente em áreas do cérebro ligadas à emoção, à memória social e à percepção de confiança. Esse processo ajuda a reduzir sentimentos de medo, insegurança e desconfiança, criando uma sensação subjetiva de acolhimento e proximidade emocional.

É por isso que abraços costumam ser associados a sentimentos de conforto e tranquilidade, mesmo em momentos de tensão.

Além do efeito emocional imediato, a oxitocina também influencia comportamentos sociais a longo prazo, fortalecendo laços afetivos e promovendo maior empatia entre as pessoas. Níveis mais elevados desse hormônio estão relacionados a relações interpessoais mais estáveis, maior capacidade de cooperação e sensação de pertencimento social, fatores fundamentais para a saúde mental.

Leia mais:

Anúncio
  • Por que assistir à mesma série várias vezes te faz sentir menos estressado
  • Menino abraça irmão pela primeira vez após ganhar prótese de braço
  • Conheça o HuggieBot, o robô projetado para abraçar

Redução do estresse e do cortisol

Abraçar alguém também está diretamente ligado à redução dos níveis de cortisol, o principal hormônio associado ao estresse. Em situações de pressão constante, ansiedade ou sobrecarga emocional, o organismo tende a manter o cortisol elevado por longos períodos, o que pode gerar efeitos negativos como irritabilidade, dificuldade de concentração, fadiga e alterações no sono.

Um dos principais efeitos biológicos do abraço é a liberação de oxitocina, um hormônio produzido pelo hipotálamo e liberado pela hipófise, amplamente conhecido por seu papel na criação e no fortalecimento de vínculos emocionais. (Imagem: freepik/Freepik)

O contato físico promovido pelo abraço atua como um sinal de segurança para o sistema nervoso, ajudando o corpo a sair do estado de alerta contínuo. Ao perceber esse estímulo, o cérebro reduz gradualmente a produção de cortisol, permitindo que o organismo entre em um estado mais equilibrado e relaxado.

Esse mecanismo ajuda a explicar por que abraçar alguém em momentos difíceis pode aliviar a tensão emocional de forma quase imediata. A redução do estresse não ocorre apenas no campo psicológico, mas também no nível fisiológico, contribuindo para um melhor funcionamento geral do corpo.

Efeitos no sistema nervoso

Durante um abraço mais prolongado, o sistema nervoso parassimpático é ativado, sendo responsável por desacelerar funções corporais associadas ao estresse. Esse sistema regula processos como a diminuição da frequência cardíaca, a redução da pressão arterial e a normalização da respiração, criando uma sensação geral de relaxamento.

Esse efeito é particularmente importante em situações de ansiedade ou agitação emocional, nas quais o corpo permanece em estado de alerta constante. O abraço ajuda a “desligar” esse modo de defesa, sinalizando que não há perigo imediato, o que favorece a recuperação do equilíbrio emocional.

Com o tempo, a repetição desse tipo de estímulo positivo pode contribuir para uma melhor regulação emocional, tornando o organismo mais resiliente a situações de estresse no dia a dia.

Anúncio

Benefícios emocionais do abraço

Do ponto de vista emocional, o abraço funciona como um reforço de apoio e aceitação, reduzindo sentimentos de solidão, abandono e tristeza. Ele transmite, de forma não verbal, a mensagem de que a pessoa não está sozinha, o que pode ter um impacto profundo em momentos de vulnerabilidade emocional.

Do ponto de vista emocional, o abraço funciona como um reforço de apoio e aceitação, reduzindo sentimentos de solidão, abandono e tristeza. (Imagem: DC Studio/Freepik)

Esse tipo de contato também contribui para o fortalecimento da autoestima, pois reforça a sensação de ser valorizado e acolhido. Para muitas pessoas, o abraço atua como uma forma silenciosa de validação emocional, algo essencial para o bem-estar psicológico.

Em contextos de luto, estresse ou dificuldades emocionais, o abraço pode funcionar como um dos gestos mais eficazes de apoio, justamente por atuar diretamente no campo emocional, sem a necessidade de explicações ou conselhos.

O abraço como forma de comunicação não verbal

Nem todas as emoções podem ser expressas com palavras, e o abraço surge como uma das formas mais poderosas de comunicação não verbal. Ele transmite empatia, solidariedade, cuidado e compreensão de maneira imediata, ultrapassando barreiras linguísticas e culturais.

Em muitas situações, princiopalmente quando alguém enfrenta sofrimento emocional, um abraço pode ser mais significativo do que longos discursos. O corpo interpreta esse gesto como um sinal de proximidade genuína, criando uma conexão emocional mais profunda entre as pessoas envolvidas.

Anúncio

Essa comunicação silenciosa ajuda a fortalecer relações e a criar ambientes emocionais mais seguros, nos quais as pessoas se sentem à vontade para expressar sentimentos e vulnerabilidades.

Impactos positivos na saúde mental

O contato físico afetuoso, como abraços frequentes, está associado a menores índices de ansiedade, depressão e estresse crônico. O abraço atua como um regulador emocional, ajudando o cérebro a lidar melhor com emoções negativas.

Além disso, o contato físico positivo pode contribuir para uma maior estabilidade emocional, favorecendo a sensação de bem-estar no cotidiano. Pessoas que recebem mais afeto físico tendem a apresentar maior resiliência emocional diante de desafios.

Esse efeito protetor é muito relevante em contextos de isolamento social, nos quais a ausência de contato físico pode intensificar sentimentos de solidão e sofrimento psicológico.

Anúncio

Fortalecimento dos vínculos sociais

Abraçar fortalece laços afetivos ao longo do tempo, sejam eles familiares, românticos ou de amizade. Esse gesto simples ajuda a construir confiança mútua, reforçando a sensação de proximidade e conexão emocional entre as pessoas.

O contato físico afetuoso, como abraços frequentes, está associado a menores índices de ansiedade, depressão e estresse crônico. (Imagem: freepik/Freepik)

Relações que envolvem contato físico respeitoso e consentido tendem a ser percebidas como mais seguras e satisfatórias. O abraço atua como um elemento de manutenção desses vínculos, ajudando a criar relações mais estáveis e duradouras.

Esse fortalecimento social também tem reflexos positivos na saúde mental, já que relações sólidas funcionam como uma rede de apoio emocional importante.

O cérebro associa o abraço a experiências positivas e seguras, criando uma resposta emocional automática de conforto. Por isso, em momentos de medo, tristeza ou insegurança, muitas pessoas buscam instintivamente esse tipo de contato.

Essa sensação de segurança emocional ajuda a regular emoções intensas, permitindo que a pessoa se sinta mais amparada para lidar com situações difíceis. O abraço funciona, nesse sentido, como um recurso natural de autorregulação emocional.

Anúncio

Com o tempo, essas experiências reforçam a percepção de que o mundo social pode ser um lugar seguro, desde que existam conexões afetivas significativas.

Mesmo em um mundo cada vez mais digital, o abraço continua sendo uma das formas mais eficazes de conexão humana. Ele atua simultaneamente no corpo e na mente, promovendo benefícios emocionais, psicológicos e fisiológicos de forma integrada.

Entender por que abraçar nos faz sentir melhor ajuda a valorizar esse gesto simples, mas profundamente poderoso, que contribui para a saúde emocional, o bem-estar e a qualidade das relações humanas ao longo da vida.

O post Por que abraçar nos faz sentir melhor? apareceu primeiro em Olhar Digital.

Anúncio

Powered by WPeMatico

Continuar Lendo

Em Alta

Copyright © 2023 - Todos os Direitos Reservados