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Estudos em camundongos revelam que roer é prazeroso: a chave pode explicar por que alguns humanos rangem os dentes sem saberem

Pesquisadores descobriram recentemente que o ato de mastigar e roer está diretamente ligado à liberação de dopamina no cérebro. Este circuito neural do roer funciona como um mecanismo de recompensa, o que ajuda a explicar por que hábitos repetitivos, como o bruxismo, são tão comuns em seres humanos. Entenda como essa descoberta científica em roedores pode transformar nossa compreensão sobre a saúde bucal e o controle do estresse no dia a dia.
O que é o circuito neural do roer descoberto recentemente?
Segundo um estudo realizado pela University of Michigan, existe uma via cerebral específica que motiva o comportamento de roer em mamíferos. A pesquisa identificou que o núcleo accumbens é ativado durante essa atividade, transformando um instinto de sobrevivência em uma fonte de prazer sensorial imediato para o sistema nervoso.
Essa conexão entre o movimento mandibular e o sistema límbico sugere que o corpo utiliza o ato de mastigar para regular o humor e a ansiedade de forma autônoma. Ao monitorar a atividade neuronal de camundongos, os cientistas mapearam como esse impulso nasce e se consolida, criando um padrão difícil de ser quebrado sem intervenção consciente.
🧠 Ativação Inicial: Identificação do estímulo motor no tronco cerebral e prosencéfalo.
⚡ Liberação de Dopamina: O centro de recompensa é ativado, gerando uma sensação de alívio e bem-estar.
🔄 Ciclo de Hábito: A repetição do comportamento é reforçada pela necessidade cerebral de reduzir o cortisol.
Como esse comportamento se manifesta em seres humanos?
Embora o estudo tenha focado em roedores, os paralelos biológicos com a espécie humana são extremamente relevantes para a odontologia e neurologia moderna. Em humanos, esse instinto muitas vezes se manifesta de forma subconsciente através de hábitos que parecem impossíveis de controlar sem uma análise profunda dos gatilhos emocionais.
O cérebro humano herdou estruturas evolutivas que associam a mastigação à segurança e ao relaxamento muscular, o que perpetua vícios orais involuntários. Esses comportamentos são frequentemente observados em situações de alta pressão cognitiva ou tédio extremo, manifestando-se das seguintes formas:
- Bruxismo noturno (ranger de dentes) e apertamento dental diurno.
- Hábito de roer unhas (onicofagia) em momentos de ansiedade.
- Uso compulsivo de chicletes ou balas para aumentar a concentração.
- Morder objetos como tampas de canetas ou lápis durante o trabalho.

Por que o circuito neural do roer gera sensação de prazer?
O segredo desse mecanismo reside na dopamina, um neurotransmissor responsável por nos fazer sentir gratificação após realizarmos certas ações. O circuito neural do roer “engana” o cérebro, fazendo-o acreditar que a mastigação repetitiva é uma atividade essencial que merece ser recompensada constantemente.
Esse fenômeno cria um loop de feedback positivo, onde o indivíduo sente um alívio momentâneo da tensão mental ao exercer pressão sobre os dentes. Para comparar as diferentes motivações e efeitos desse processo neurológico, veja a tabela de correlação apresentada pelos pesquisadores abaixo:
| Estímulo | Reação Neural | Resultado Típico |
|---|---|---|
| Estresse Agudo | Picos de cortisol | Roer objetos compulsivamente |
| Tensão Crônica | Ativação do circuito | Bruxismo e desgaste dental |
| Tédio/Foco | Busca por dopamina | Mascar chicletes ou unhas |
Quais são as consequências do bruxismo para a saúde?
O desgaste excessivo dos dentes é apenas a ponta do iceberg quando falamos de uma atividade mandibular descontrolada pelo cérebro. A pressão constante exercida pelos músculos da face pode levar a dores de cabeça crônicas, problemas na articulação temporomandibular (ATM) e até distúrbios graves do sono.
Identificar a causa neurológica por trás desse ato é o primeiro passo para tratamentos mais eficazes que vão além das simples placas de mordida. A compreensão de que o problema pode estar no processamento cerebral abre portas para terapias baseadas em neurociência e controle de impulsos repetitivos.
Existe alguma forma de controlar esse impulso instintivo?
O gerenciamento do estresse é fundamental para desativar as vias neurais que buscam prazer na mastigação excessiva em momentos de crise. Técnicas de relaxamento, meditação e higiene do sono podem ajudar a reduzir a carga sobre o sistema nervoso, diminuindo a necessidade biológica de “descarregar” a tensão nos dentes.
Em casos mais severos, o acompanhamento multidisciplinar com dentistas e psicólogos é a estratégia mais recomendada para garantir bem-estar a longo prazo. Compreender que somos movidos por circuitos ancestrais nos ajuda a ter mais foco na busca por soluções saudáveis para o equilíbrio da nossa mente.
Leia mais:
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LOUD vence NRG em série de cinco mapas, vai à final do VCT Americas e garante vaga no Champions

A LOUD está na grande final do VCT Americas. Neste sábado (5), a equipe brasileira derrotou a NRG por 3 a 2 em uma série melhor de cinco e, além de avançar à decisão, garantiu sua classificação para o Champions Shanghai.
Agora, a LOUD volta ao servidor neste domingo (6), às 14h, quando enfrenta a 100 Thieves em uma série melhor de cinco pelo título do VCT Americas. A equipe norte-americana chegou à decisão após vencer a NRG por 2 a 0 na fase anterior.
Para a LOUD, a classificação internacional também encerra um período de ausência: segundo Luque, será a primeira participação da organização no Champions em três anos.
LOUD mantém a calma para fechar série em cinco mapas

O confronto contra a NRG chegou ao quinto mapa e teve o controle emocional como um dos principais temas após a partida. Erde contou que a equipe conseguiu fazer um reset mental antes do mapa decisivo e entrar mais tranquila para buscar a vitória.
Do outro lado, a NRG reconheceu a capacidade de adaptação da adversária. Bonkar destacou especialmente a mudança de desempenho da LOUD na Lotus em relação aos treinamentos entre as equipes.
“Da última vez que jogamos contra eles, nós acabamos com eles. Desta vez, eles acabaram conosco”, afirmou Bonkar.
Apesar da eliminação, a temporada da NRG ainda não terminou. A equipe já está classificada para o Champions Shanghai, e Ethan afirmou que o resultado em São Paulo não representa uma crise semelhante a outros momentos difíceis vividos pelo time. Para ele, foram apenas “alguns dias ruins”.
LOUD volta ao Champions

Além da vaga na final, a vitória confirmou a LOUD entre os representantes das Américas no próximo Champions. Romanilli, único argentino classificado para o torneio, destacou o peso pessoal da conquista e lembrou que mantém uma bandeira de seu país no quarto em Los Angeles.
“Hoje eu subi um degrau muito grande. Quero mais. Quero ganhar amanhã”, afirmou Romanilli.
Darker também celebrou a classificação como o único colombiano no Champions e dedicou a conquista a Davis, ex-jogador já falecido.
“Um campeão não nasce campeão, ele é feito”, disse.
Para Tecazinho, que disputa sua primeira temporada nos palcos do Tier 1, a campanha também representa uma experiência inédita. O jogador classificou o momento como “incrível” e destacou tanto a química entre os companheiros quanto o apoio recebido em São Paulo.
A força da torcida voltou a ser mencionada por Luxo. Questionado sobre quanto da energia da equipe vinha dos próprios jogadores e quanto vinha das arquibancadas, ele resumiu: “50/50, a gente e a torcida.”
LOUD e 100 Thieves decidem o VCT Americas
A LOUD terá pouco tempo para comemorar. A grande final contra a 100 Thieves acontece neste domingo (06), às 14h, novamente em uma melhor de cinco.
As duas equipes chegam à decisão também com suas vagas no Champions garantidas. Para os brasileiros, porém, o domingo representa a oportunidade de transformar a recuperação durante os playoffs em título diante da própria torcida.
Depois de eliminar G2 e NRG em sequência, a LOUD agora está a uma série de terminar sua passagem por São Paulo como campeã das Américas.
A final poderá, também, ser acompanhada nas redes oficiais da VCT Americas.
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Anthropic muda política de dados após pressão de clientes empresariais

A Anthropic anunciou, nesta terça-feira (1), que vai mudar uma controversa política de retenção de dados para clientes empresariais após receber “muitos comentários” de usuários. Em seu lugar, a empresa pretende implementar uma nova solução chamada Enterprise Frontier Safeguards.
A política de retenção existente foi apresentada em junho, junto com o lançamento do Claude Fable 5 e do Mythos 5, dois dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados da companhia. Na época, a Anthropic informou que exigiria a retenção de todo o tráfego desses modelos por 30 dias como forma de ajudar a combater usos indevidos e ataques cibernéticos “complexos e novos”.
A empresa havia se comprometido a não utilizar os dados para nenhuma finalidade que não estivesse relacionada à segurança, incluindo o treinamento de modelos. Ainda assim, muitos clientes empresariais demonstraram preocupação com a medida.
Segundo Kate Jensen, chefe da Anthropic para as Américas, a companhia passou centenas de horas trabalhando com clientes para desenvolver uma alternativa.
Nova solução dá mais controle às empresas
- Com o lançamento do Enterprise Frontier Safeguards, as empresas poderão controlar como seus dados são analisados, armazenados e gerenciados. A solução também permitirá realizar monitoramento automatizado de segurança sem a necessidade de revisão humana por parte da Anthropic;
- A empresa afirmou que não cobrará pelo recurso e que os controles funcionarão tanto para clientes que acessam diretamente as tecnologias da Anthropic quanto para aqueles que utilizam os modelos por meio de provedores de nuvem;
- “Podemos fazer a análise de que realmente precisamos para ajudar todos a se sentirem confiantes, mas isso fica nos sistemas e nos dados deles, para que não precisem comprometer sua própria postura de privacidade”, disse Jensen em entrevista à CNBC;
- A política de retenção de dados anunciada em junho continuará valendo para assinantes que não são clientes empresariais e utilizam os modelos da linha Mythos.

Leia mais:
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Empresas são fundamentais para a Anthropic
Fundada em 2021, a Anthropic obtém a maior parte de sua receita com a venda de produtos e serviços para empresas. O mercado corporativo é considerado especialmente importante para a companhia enquanto ela se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
A Anthropic também disputa espaço com concorrentes, como a OpenAI, que apresentou, no início deste mês, sua própria solução de retenção zero de dados para modelos avançados.
Na semana passada, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia antecipado o Enterprise Frontier Safeguards durante uma entrevista à CNBC sobre a expansão da parceria da companhia com a Salesforce.
Amodei afirmou que a solução ajuda a garantir que os dados dos clientes da Salesforce permaneçam privados e que os modelos da Anthropic “não saiam do controle”. Segundo ele, a empresa dedicou uma “enorme quantidade de esforço” ao gerenciamento das permissões da integração entre as duas companhias.
Jensen afirmou estar “muito confiante” de que a Anthropic verá uma aceleração na adoção de seus produtos após o anúncio, especialmente em tarefas que envolvem os dados mais sensíveis dos clientes.
A empresa também anunciou nesta terça-feira seus dois novos modelos, Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1, que, segundo a Anthropic, apresentam melhorias em programação, trabalho de conhecimento e pesquisa.
O Enterprise Frontier Safeguards será disponibilizado em fases, e a Anthropic pretende ampliar sua disponibilidade ao longo do outono no hemisfério Norte.
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Copos de papel descartáveis também liberam plástico quando entram em contato com calor

Copos de papel descartáveis usados para café, chá e outras bebidas quentes podem liberar milhões de partículas de plástico. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland (UQ), na Austrália, com recipientes revestidos por polietileno (PE) ou ácido polilático (PLA).
Os dois tipos de revestimento liberaram partículas quando entraram em contato com água quente. Nos experimentos, porém, os copos com PLA, considerado biodegradável, apresentaram uma liberação de partículas aproximadamente 12 vezes maior em massa total do que aqueles revestidos com PE.

O papel esconde uma camada plástica
Para entender a liberação de partículas, os pesquisadores analisaram dois tipos de copos descartáveis: aqueles revestidos internamente com polietileno (PE) e os que usam ácido polilático (PLA), uma alternativa biodegradável ao plástico convencional.
Embora sejam chamados de copos de papel, esses recipientes normalmente recebem uma fina camada de material plástico na parte interna. O objetivo é evitar que a bebida atravesse o papel e, ao mesmo tempo, ajudar o copo a manter sua estrutura quando entra em contato com líquidos.
É justamente essa camada que entrou no foco do estudo. Quando os copos foram expostos à água quente, tanto o PE quanto o PLA liberaram partículas plásticas. A diferença apareceu na quantidade liberada por cada material.
Um copo feito principalmente de papel não significa que o copo seja livre de plástico, porque muitos contêm um fino revestimento plástico que proporciona resistência à água e integridade estrutural.
Dr. Elvis Okoffo, pesquisador da Queensland Alliance for Environmental Health Sciences (QAEHS), da Universidade de Queensland, em nota.
PLA liberou mais partículas
A diferença entre os materiais apareceu nas medições. Os pesquisadores encontraram aproximadamente 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro nos copos com PLA. Nos recipientes revestidos com PE, foram cerca de 2,7 milhões de partículas por mililitro.
As nanopartículas são extremamente pequenas: têm espessura equivalente a cerca de um milésimo da de um fio de cabelo humano.
Os principais resultados do experimento foram:
- Os revestimentos de PE liberaram partículas plásticas na presença de água quente.
- O mesmo ocorreu com os copos revestidos de PLA.
- A massa total de partículas liberada pelo PLA foi aproximadamente 12 vezes maior.
- Copos de PLA apresentaram cerca de 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro.
- Nos copos de PE, foram registradas aproximadamente 2,7 milhões de partículas por mililitro.

O impacto na saúde ainda é incerto
Os pesquisadores não afirmam que o consumo de bebidas em copos descartáveis cause problemas de saúde. O que acontece com essas partículas depois que chegam ao organismo ainda não está claro.
“Isso não significa necessariamente que as pessoas devam parar de usar copos de papel, ou que o PLA seja inerentemente inseguro”, disse Okoffo.
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Para o pesquisador, os materiais usados em produtos que entram em contato com alimentos precisam ser avaliados também pela quantidade de partículas que podem liberar durante o uso cotidiano.
A equipe defende que consumidores recebam informações sobre os materiais presentes nos revestimentos e que órgãos reguladores considerem testes de liberação de micro e nanoplásticos na avaliação de segurança de produtos destinados a bebidas quentes.
“Os formuladores de políticas e reguladores poderiam considerar se os testes de liberação de micro e nanoplásticos deveriam fazer parte da avaliação de segurança dos materiais que entram em contato com alimentos, especialmente produtos desenvolvidos para bebidas quentes”, afirmou.
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