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Golpe do óleo velho: o que é e como se proteger?

Redação Informe ES

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Um novo problema emergente tem preocupado os consumidores e especialistas do setor automobilístico: o golpe do óleo velho. Essa prática fraudulenta, que envolve a comercialização de lubrificantes falsificados, reutilizados ou de baixa qualidade, representa uma ameaça séria para a integridade dos veículos e a segurança dos motoristas. Neste artigo, vamos explorar o que é o golpe do óleo velho, suas consequências para os automóveis e como os consumidores podem se proteger.

O mercado de lubrificantes enfrenta várias formas de fraude, incluindo a atuação de fabricantes sem autorização ambiental, a adulteração de produtos e a pirataria de marcas. Essas práticas comprometem não apenas a qualidade dos lubrificantes, mas também enganam os consumidores, colocando em risco a segurança veicular e ambiental.

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O que é o Golpe do Óleo Velho?

O que é o Golpe do óleo velho
Foto de Tim Mossholder na Unsplash

O golpe do óleo velho refere-se à venda de lubrificantes adulterados, falsificados ou reprocessados, muitas vezes vendidos como produtos de alta qualidade. Essa prática criminosa pode incluir a mistura de óleo usado com substâncias inadequadas, a falsificação de marcas reconhecidas e até mesmo a venda de óleo queimado como se fosse novo. Uma das fraudes mais preocupantes é o reprocessamento de óleo queimado e sua venda como lubrificante sintético de alta qualidade.

Em resposta as fraudes, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tem realizado um monitoramento mais intenso. De acordo com dados do Programa de Monitoramento de Lubrificantes da ANP, antes da intensificação do monitoramento, os lubrificantes, em sua maioria, estavam regulados em todos os aspectos, mas uma porcentagem significativa apresentou parâmetros fora do padrão, evidenciando a gravidade do problema.

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Após o monitoramento mais minucioso, centenas de milhares de litros de lubrificantes irregulares foram apreendidos. A ANP apreendeu uma grande quantidade de lubrificantes irregulares nos últimos anos, principalmente devido à falta de aditivação e problemas de viscosidade.

Consequências para o Carro

O uso de lubrificantes de má qualidade pode acarretar uma série de danos ao motor do veículo. Esses lubrificantes inadequados podem não oferecer a lubrificação adequada, levando ao desgaste prematuro das peças do motor, aumento do atrito e superaquecimento. Além disso, substâncias contaminantes presentes em lubrificantes falsificados ou reutilizados podem causar entupimento de filtros, corrosão de componentes e danos irreversíveis ao sistema de lubrificação do veículo.

Como se proteger

Foto de Erik Mclean na Unsplash

Para evitar cair no golpe do óleo velho, os consumidores devem adotar algumas medidas preventivas. É essencial adquirir lubrificantes apenas em estabelecimentos confiáveis e autorizados, verificando sempre a procedência dos produtos e a integridade das embalagens.

Além disso, é recomendável ficar atento a preços muito abaixo do mercado, pois isso pode indicar a venda de produtos falsificados. Por fim, os motoristas devem estar atentos aos sinais de problemas no veículo, como ruídos incomuns, vazamentos de óleo ou falhas no desempenho do motor, e buscar a orientação de um profissional qualificado ao menor sinal de problema.

O golpe do óleo velho representa uma ameaça significativa para os proprietários de veículos, comprometendo não apenas a integridade dos automóveis, mas também a segurança dos motoristas e passageiros. Ao estar ciente dessa prática fraudulenta e adotar medidas preventivas, os consumidores podem proteger seus veículos e evitar prejuízos financeiros e mecânicos.

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O que muda com a aprovação do Redata para os data centers no Brasil?

Redação Informe ES

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O Senado aprovou nesta semana o projeto de lei que cria o Redata, Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center. Ele prevê um pacote de incentivos fiscais, suspendendo impostos federais na compra de equipamentos voltados ao armazenamento e processamento de dados, à inteligência artificial e à computação em nuvem.

O texto agora depende de sanção do presidente Lula para entrar em vigor. Sobre o assunto, o Olhar Digital News conversou com Luis Tossi, vice-presidente da Associação Brasileira de Data Center.

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Anthropic muda política de dados após pressão de clientes empresariais

Redação Informe ES

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A Anthropic anunciou, nesta terça-feira (1), que vai mudar uma controversa política de retenção de dados para clientes empresariais após receber “muitos comentários” de usuários. Em seu lugar, a empresa pretende implementar uma nova solução chamada Enterprise Frontier Safeguards.

A política de retenção existente foi apresentada em junho, junto com o lançamento do Claude Fable 5 e do Mythos 5, dois dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados da companhia. Na época, a Anthropic informou que exigiria a retenção de todo o tráfego desses modelos por 30 dias como forma de ajudar a combater usos indevidos e ataques cibernéticos “complexos e novos”.

A empresa havia se comprometido a não utilizar os dados para nenhuma finalidade que não estivesse relacionada à segurança, incluindo o treinamento de modelos. Ainda assim, muitos clientes empresariais demonstraram preocupação com a medida.

Segundo Kate Jensen, chefe da Anthropic para as Américas, a companhia passou centenas de horas trabalhando com clientes para desenvolver uma alternativa.

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Nova solução dá mais controle às empresas

  • Com o lançamento do Enterprise Frontier Safeguards, as empresas poderão controlar como seus dados são analisados, armazenados e gerenciados. A solução também permitirá realizar monitoramento automatizado de segurança sem a necessidade de revisão humana por parte da Anthropic;
  • A empresa afirmou que não cobrará pelo recurso e que os controles funcionarão tanto para clientes que acessam diretamente as tecnologias da Anthropic quanto para aqueles que utilizam os modelos por meio de provedores de nuvem;
  • “Podemos fazer a análise de que realmente precisamos para ajudar todos a se sentirem confiantes, mas isso fica nos sistemas e nos dados deles, para que não precisem comprometer sua própria postura de privacidade”, disse Jensen em entrevista à CNBC;
  • A política de retenção de dados anunciada em junho continuará valendo para assinantes que não são clientes empresariais e utilizam os modelos da linha Mythos.
Logo da Anthropic acima; à frente, dizeres "IPO" na tela de um smartphone na horizontal
IPO da empresa pode ocorrer muito em breve – Imagem: RixAiArt/Shutterstock

Leia mais:

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Empresas são fundamentais para a Anthropic

Fundada em 2021, a Anthropic obtém a maior parte de sua receita com a venda de produtos e serviços para empresas. O mercado corporativo é considerado especialmente importante para a companhia enquanto ela se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A Anthropic também disputa espaço com concorrentes, como a OpenAI, que apresentou, no início deste mês, sua própria solução de retenção zero de dados para modelos avançados.

Na semana passada, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia antecipado o Enterprise Frontier Safeguards durante uma entrevista à CNBC sobre a expansão da parceria da companhia com a Salesforce.

Amodei afirmou que a solução ajuda a garantir que os dados dos clientes da Salesforce permaneçam privados e que os modelos da Anthropic “não saiam do controle”. Segundo ele, a empresa dedicou uma “enorme quantidade de esforço” ao gerenciamento das permissões da integração entre as duas companhias.

Jensen afirmou estar “muito confiante” de que a Anthropic verá uma aceleração na adoção de seus produtos após o anúncio, especialmente em tarefas que envolvem os dados mais sensíveis dos clientes.

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A empresa também anunciou nesta terça-feira seus dois novos modelos, Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1, que, segundo a Anthropic, apresentam melhorias em programação, trabalho de conhecimento e pesquisa.

O Enterprise Frontier Safeguards será disponibilizado em fases, e a Anthropic pretende ampliar sua disponibilidade ao longo do outono no hemisfério Norte.

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Copos de papel descartáveis também liberam plástico quando entram em contato com calor

Redação Informe ES

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Copos de papel descartáveis usados para café, chá e outras bebidas quentes podem liberar milhões de partículas de plástico. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland (UQ), na Austrália, com recipientes revestidos por polietileno (PE) ou ácido polilático (PLA).

Os dois tipos de revestimento liberaram partículas quando entraram em contato com água quente. Nos experimentos, porém, os copos com PLA, considerado biodegradável, apresentaram uma liberação de partículas aproximadamente 12 vezes maior em massa total do que aqueles revestidos com PE.

Microplásticos contaminação
Um simples café quente pode entrar em contato com partículas liberadas pelo revestimento interno do copo descartável. Imagem: Svetlozar Hristov/iStock

O papel esconde uma camada plástica

Para entender a liberação de partículas, os pesquisadores analisaram dois tipos de copos descartáveis: aqueles revestidos internamente com polietileno (PE) e os que usam ácido polilático (PLA), uma alternativa biodegradável ao plástico convencional.

Embora sejam chamados de copos de papel, esses recipientes normalmente recebem uma fina camada de material plástico na parte interna. O objetivo é evitar que a bebida atravesse o papel e, ao mesmo tempo, ajudar o copo a manter sua estrutura quando entra em contato com líquidos.

É justamente essa camada que entrou no foco do estudo. Quando os copos foram expostos à água quente, tanto o PE quanto o PLA liberaram partículas plásticas. A diferença apareceu na quantidade liberada por cada material.

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Um copo feito principalmente de papel não significa que o copo seja livre de plástico, porque muitos contêm um fino revestimento plástico que proporciona resistência à água e integridade estrutural.

Dr. Elvis Okoffo, pesquisador da Queensland Alliance for Environmental Health Sciences (QAEHS), da Universidade de Queensland, em nota.

PLA liberou mais partículas

A diferença entre os materiais apareceu nas medições. Os pesquisadores encontraram aproximadamente 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro nos copos com PLA. Nos recipientes revestidos com PE, foram cerca de 2,7 milhões de partículas por mililitro.

As nanopartículas são extremamente pequenas: têm espessura equivalente a cerca de um milésimo da de um fio de cabelo humano.

Os principais resultados do experimento foram:

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  • Os revestimentos de PE liberaram partículas plásticas na presença de água quente.
  • O mesmo ocorreu com os copos revestidos de PLA.
  • A massa total de partículas liberada pelo PLA foi aproximadamente 12 vezes maior.
  • Copos de PLA apresentaram cerca de 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro.
  • Nos copos de PE, foram registradas aproximadamente 2,7 milhões de partículas por mililitro.
Os efeitos das partículas plásticas sobre a saúde humana ainda não estão claros, segundo os pesquisadores. Imagem: Deemerwha studio/Shutterstock

O impacto na saúde ainda é incerto

Os pesquisadores não afirmam que o consumo de bebidas em copos descartáveis cause problemas de saúde. O que acontece com essas partículas depois que chegam ao organismo ainda não está claro.

“Isso não significa necessariamente que as pessoas devam parar de usar copos de papel, ou que o PLA seja inerentemente inseguro”, disse Okoffo.

Leia mais:

  • Microplásticos no dia a dia: onde eles estão sem você notar
  • Cinco perguntas sobre microplásticos que você precisa fazer
  • Plástico “vivo” usa bactérias para se autodestruir sob comando

Para o pesquisador, os materiais usados em produtos que entram em contato com alimentos precisam ser avaliados também pela quantidade de partículas que podem liberar durante o uso cotidiano.

A equipe defende que consumidores recebam informações sobre os materiais presentes nos revestimentos e que órgãos reguladores considerem testes de liberação de micro e nanoplásticos na avaliação de segurança de produtos destinados a bebidas quentes.

“Os formuladores de políticas e reguladores poderiam considerar se os testes de liberação de micro e nanoplásticos deveriam fazer parte da avaliação de segurança dos materiais que entram em contato com alimentos, especialmente produtos desenvolvidos para bebidas quentes”, afirmou.

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