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Governo lança projeto para recuperar celulares roubados e furtados no Espírito Santo

Redação Informe ES

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) e a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), deu início neste mês de julho às ações do “Projeto Recupera”. A iniciativa foi anunciada pelo governador Renato Casagrande nas redes sociais e consiste em uma operação permanente, dedicada à recuperação de aparelhos telefônicos roubados e furtados, com o objetivo de restituí-los aos seus legítimos proprietários.

Para isso, serão utilizadas tecnologias avançadas de rastreamento e identificação, bem como a colaboração das operadoras de telefonia e de outras autoridades de segurança pública, para localizar e devolver os aparelhos recuperados.

O cidadão que estiver de posse de celulares identificados como furtados ou roubados será intimado por meio de mensagens via WhatsApp, enviadas exclusivamente pelo número (27) 99849-4228. A intimação incluirá a unidade policial, a data e o horário para comparecimento e devolução do aparelho telefônico.

“Esse sistema já reduziu o percentual de furto e roubo, além da receptação de aparelhos no estado do Piauí. Nós vamos desenvolver aqui no Espírito Santo o nosso próprio sistema. Temos a certeza de que esse é mais um passo para diminuir os crimes contra o patrimônio, inibindo os bandidos sabendo que os aparelhos furtados ou roubados serão interceptados pela nossa Polícia e devolvidos aos donos”, afirmou o governador Casagrande.

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Com o Projeto Recupera, o compromisso do Estado é não apenas combater o crime, mas também trazer alívio e sensação de segurança para a população. Já que a Sesp e Polícia Civil entendem que a perda de um celular vai além do prejuízo material. Envolve também a perda de informações pessoais e, muitas vezes, afeta a vida profissional e social do cidadão.


Objetivos principais do Projeto Recupera:

Rastreamento Eficiente: Implementar sistemas de rastreamento de última geração para localizar dispositivos roubados e furtados de forma rápida e eficiente.

Colaboração Multissetorial: Estabelecer parcerias com operadoras de telefonia, fabricantes de dispositivos móveis e outras entidades para facilitar a recuperação dos aparelhos.

Apoio ao Cidadão: Oferecer um canal direto de comunicação para que vítimas de roubo e furto possam relatar ocorrências e acompanhar o progresso da recuperação de seus dispositivos.

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Prevenção e Conscientização: Promover campanhas educativas para conscientizar a população sobre medidas preventivas e procedimentos a serem seguidos em caso de roubo ou furto de celulares.


Estatísticas Relevantes:

De 17/05/2023 a 16/05/2024, foram registrados 21.400 aparelhos telefônicos roubados ou furtados no Estado.

Desses aparelhos, apenas 6.570 tinham o código IMEI identificado e registrado na ocorrência.

No mesmo período, foram recuperados 648 aparelhos de telefonia celular.

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Casos de sucesso:

Inspirados pelo sucesso do trabalho realizado pelo estado do Piauí, que recuperou quase seis mil celulares em nove meses e reduziu em 44% o número de furtos e roubos de telefones móveis no estado, o Projeto Recupera busca adotar e adaptar práticas inovadoras para o contexto do Espírito Santo. O protocolo piauiense será incorporado ao Programa Celular Seguro do Ministério da Justiça, destacando a eficácia de estratégias baseadas em tecnologia e inteligência.

Recentemente, os delegados de polícia Eduardo Arcos (Chefe da Divisão de Inteligência da PCES), Ícaro Ruginski (Superintendente de Polícia Regional Metropolitana) e João Francisco Filho (Superintendente de Inteligência e Ações Estratégicas) estiveram no Piauí para acompanhar de perto as operações e extrair boas práticas. Esta visita permitiu a troca de experiências e o desenvolvimento de estratégias que serão aplicadas no Projeto Recupera.


Devolução dos aparelhos recuperados

Os aparelhos recuperados serão entregues aos devidos donos em mutirões previamente agendados pelo Governo do Estado. Os donos dos aparelhos serão contatados pelas equipes do Projeto Recupera e receberão todas as orientações necessárias para a retirada de seus aparelhos.

Orientação para quem recebeu a intimação de devolução de celulares produtos de furto ou roubo:

O cidadão que estiver de posse de celulares identificados como furtados ou roubados será intimado por meio de um aplicativo de mensagens.

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A mensagem de intimação informará o nome da pessoa que deve fazer a entrega, os dados do telefone celular, o nome, o endereço e telefone da unidade policial, além da data e horário para comparecimento.

O cidadão convocado a entregar o aparelho celular deverá portar um documento de identificação com foto.

ATENÇÃO: A PCES não solicitará a entrega do aparelho em qualquer lugar que não seja suas delegacias ou distritos, nem pedirá que o aparelho seja entregue a terceiros como motoboys, motoristas de aplicativos ou outros tipos de serviços de entrega.

Caso a intimação e a solicitação de devolução não sejam atendidas, os cidadãos serão procurados por equipes da PCES para a entrega do aparelho e responderão pelas devidas implicações judiciais.

Ao entregar o aparelho o cidadão receberá um documento comprobatório de comparecimento e entrega do bem.

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Em caso de dúvidas, a PCES orienta sempre procurar informações oficiais em suas unidades, acessar o site da PCES ou entrar em contato pelo número de dúvidas.

As mensagens serão encaminhadas pelo aplicativo WhatsApp utilizando a linha telefônica (27) 99849-4228, e a foto de perfil será o Brasão da Polícia Civil do Espírito Santo.

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Governo
Giovani Pagotto
(27) 98895-0843

Assessoria de Comunicação da Sesp
Victor Muniz
(27) 3636-1572 / 99284-3303
comunicasespes@gmail.com

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“Grampo” na OpenAI: juiz vê risco de fuga e nega liberdade a ex-engenheiro da empresa

Redação Informe ES

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Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, permaneça preso sem direito a fiança enquanto aguarda o andamento do processo criminal em que é acusado de instalar um dispositivo de gravação clandestino em um escritório da empresa em São Francisco, na Califórnia (EUA).

A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), após o magistrado Alex Tse considerar que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça. Durante a audiência, o juiz também questionou a proposta do consulado saudita de assumir integralmente o pagamento de uma eventual fiança, classificando a oferta como problemática.

Alfozan, de 35 anos, foi preso em 9 de outubro. Ele é acusado de interceptar comunicações orais por meio de dispositivo eletrônico e pode enfrentar até cinco anos de prisão se for condenado.

Promotores apontam contatos com a família real saudita

  • Em documentos judiciais, os promotores afirmaram que Alfozan mantinha contato frequente com um integrante não identificado da família real da Arábia Saudita. Segundo a acusação, essa pessoa teria tentado recrutá-lo em diversas ocasiões para participar de uma iniciativa de inteligência artificial (IA) no país;
  • Uma das mensagens trocadas pelo WhatsApp, reproduzida no processo, trazia a frase: “A Arábia Saudita precisa mais de você do que os Estados Unidos”. De acordo com os promotores, Alfozan respondeu com “100”, expressão usada para indicar concordância;
  • Os procuradores também apontaram que o engenheiro havia comprado uma passagem aérea só de ida para Riade, capital saudita, com embarque previsto para 12 de outubro. Para a acusação, a compra reforça o risco de fuga;
  • O advogado de defesa, William Pernik, contestou essa interpretação. Ele afirmou que Alfozan tinha uma entrevista para obter a cidadania estadunidense marcada para 6 de novembro;
  • A esposa do engenheiro e o bebê do casal deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, um dia após a prisão. Segundo os promotores, as passagens foram pagas por um oficial militar saudita.

Ao fundo, logo da OpenAI; à frente, martelo de juiz
Magistrado Alex Tse considera que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça – Imagem: Bangla press/Shutterstock

Leia mais:

  • 8 estados dos EUA processam OpenAI e acusam ChatGPT de colocar jovens em risco
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Dispositivo foi encontrado em sala de reuniões

Alfozan trabalhava na OpenAI desde 2025. A empresa descobriu um dispositivo de gravação escondido atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executiva, em setembro. O equipamento estava envolto em papel higiênico e conectado a uma porta USB.

De acordo com a acusação, as reuniões realizadas no local frequentemente envolviam informações confidenciais sobre pesquisas, produtos, estratégias comerciais e decisões da companhia.

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Embora o caso tenha levantado preocupações sobre segurança nacional entre autoridades estadunidenses, Alfozan não foi formalmente acusado de espionagem. Os promotores afirmam que a investigação continua e que ela pode resultar em acusações adicionais.

A próxima audiência está prevista para 6 de novembro.

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Justiça obriga OpenAI a entregar documentos de contratação em processo da Apple

Redação Informe ES

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A Justiça dos Estados Unidos determinou que a OpenAI entregue documentos relacionados à contratação de ex-funcionários da Apple, em processo no qual a fabricante do iPhone acusa a empresa de inteligência artificial (IA) de se beneficiar de informações comerciais confidenciais.

A decisão, proferida nesta terça-feira (13), permite que a Apple tenha acesso antecipado a registros de entrevistas, mensagens privadas e outras evidências que podem ajudar a esclarecer as acusações.

O juiz federal Edward Davila, responsável pelo caso no Distrito Norte da Califórnia, concedeu parte dos pedidos apresentados pela Apple para acelerar a fase de produção de provas. A OpenAI terá cinco dias para entregar os materiais que já reuniu e 14 dias para apresentar os demais documentos abrangidos pela determinação.

A disputa está relacionada à contratação de antigos funcionários da Apple pela OpenAI, especialmente para equipes envolvidas no desenvolvimento de produtos de hardware e robótica. A empresa de Tim Cook suspeita que informações confidenciais sobre tecnologias e produtos ainda não lançados tenham sido obtidas e utilizadas indevidamente durante esse processo.

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Quais documentos a OpenAI terá de entregar?

  • A determinação judicial abrange diferentes categorias de materiais que podem ajudar a reconstruir como informações da Apple teriam circulado durante o recrutamento de funcionários;
  • Entre os documentos solicitados estão listas de verificação, guias, instruções, manuais e roteiros utilizados nas entrevistas de candidatos provenientes da Apple para a equipe de produtos de hardware de consumo da OpenAI;
  • A empresa também deverá apresentar apresentações técnicas e outros registros que documentem o conteúdo dessas entrevistas, incluindo eventuais referências a tecnologias, componentes e projetos da fabricante do iPhone;
  • Outro ponto importante envolve as evidências digitais. A decisão prevê a entrega de imagens forenses de dispositivos já coletadas no contexto das acusações, além de conversas privadas trocadas pelo aplicativo de mensagens LINE entre Chang Liu e Alyssa Peng desde janeiro de 2026;
  • O juiz também autorizou depoimentos antecipados de três ex-funcionários da Apple: Chang Liu, Alyssa Peng e Tang Yew Tan, atual diretor de hardware da OpenAI. Os depoimentos deverão ajudar a esclarecer as circunstâncias das contratações e o possível uso de informações confidenciais;
  • A Apple argumenta que o acesso antecipado é necessário para compreender a extensão do suposto desvio de segredos comerciais e fundamentar seu pedido de medidas judiciais contra os envolvidos.

Apple acusa ex-funcionários de levar informações confidenciais

A Apple entrou com a ação em julho de 2026, alegando que antigos funcionários teriam obtido ou utilizado indevidamente informações relacionadas a produtos e tecnologias ainda não anunciados.

Entre as acusações estão o download de documentos técnicos confidenciais em computadores fornecidos pela Apple, a retenção de equipamentos corporativos após o desligamento e o compartilhamento de informações com outros profissionais interessados em trabalhar na OpenAI.

A fabricante também afirma que candidatos teriam sido orientados sobre quais conhecimentos estudar para entrevistas e que o processo de recrutamento teria sido usado para obter detalhes sobre projetos sigilosos, componentes e métodos de desenvolvimento.

Um dos nomes centrais da disputa é Tang Yew Tan, que trabalhou na Apple por 24 anos e ocupou o cargo de vice-presidente de design de produtos para o iPhone e o Apple Watch antes de ingressar na OpenAI. Chang Liu, outro ex-funcionário citado no processo, teria trabalhado durante oito anos na Apple como engenheiro sênior de sistemas elétricos.

A Apple sustenta que as informações envolvidas na disputa incluem especificações técnicas, apresentações de engenharia, dados de projetos proprietários e detalhes sobre tecnologias ainda não lançadas.

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Essas alegações fazem parte do processo judicial e ainda não representam uma conclusão definitiva de que houve roubo de segredos comerciais.

Logo da OpenAI na tela de um smartphone que está na horizontal
Disputa está relacionada à contratação de antigos funcionários da Apple pela OpenAI, especialmente para equipes envolvidas no desenvolvimento de produtos de hardware e robótica – Imagem: Vitor Miranda/Shutterstock

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Disputa envolve futuro dispositivo de hardware da OpenAI

O processo ocorre enquanto a OpenAI trabalha no desenvolvimento de produtos físicos voltados ao consumidor. A empresa adquiriu a startup io, ligada ao ex-chefe de design da Apple Jony Ive, em negócio anunciado em 2025 por US$ 6,5 bilhões (cerca de R$ 35 bilhões).

A iniciativa ampliou as ambições da OpenAI no mercado de hardware, em momento no qual a companhia busca levar suas tecnologias de inteligência artificial (IA) para além dos computadores e smartphones tradicionais.

A Apple considera que informações confidenciais sobre seus projetos podem ter sido incorporadas aos esforços de desenvolvimento da OpenAI. A disputa, portanto, não se limita à saída de profissionais de uma empresa para outra: envolve a possibilidade de utilização de conhecimentos protegidos por segredo comercial em produtos concorrentes.

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A OpenAI, por sua vez, contestou as acusações e classificou o processo como infundado. A empresa também argumenta que a ação seria uma tentativa da Apple de compensar dificuldades na disputa por talentos do setor tecnológico.

Até agora, não há decisão definitiva sobre a existência de apropriação indevida de informações nem sobre o eventual impacto dessas informações nos produtos desenvolvidos pela OpenAI.

Juiz rejeita parte dos pedidos da Apple

Embora tenha autorizado o acesso antecipado a documentos de contratação, mensagens e evidências digitais, Davila não atendeu a todas as solicitações da Apple.

O juiz rejeitou o pedido para acelerar a entrega de documentos relacionados às pesquisas e ao desenvolvimento da OpenAI em áreas como acabamentos metálicos, gerenciamento de energia e funcionamento de baterias para dispositivos de consumo.

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Esses materiais poderão ser solicitados durante a fase regular de produção de provas, mas não terão o mesmo tratamento prioritário concedido aos registros de entrevistas e às demais evidências previstas na decisão.

O magistrado também deixou em aberto alguns pedidos mais amplos relacionados ao que a Apple chama de informações originadas na própria empresa. Segundo a decisão, a definição apresentada era vaga demais e poderia impor uma tarefa excessivamente onerosa à OpenAI. A Apple poderá tentar reformular o pedido para torná-lo mais específico.

A decisão sobre a produção antecipada de provas ocorre às vésperas de audiência marcada para discutir o pedido da OpenAI para encerrar o processo e a solicitação da Apple por uma liminar que impeça o uso dos segredos comerciais supostamente envolvidos.

A disputa judicial ainda está em andamento. Os documentos e depoimentos autorizados poderão ampliar o conjunto de evidências disponível às partes, mas não determinam, por si só, o resultado final do caso.

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