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NASA encontra resposta para dúvida sobre buracos negros

Redação Informe ES

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Como os raios X são gerados em ambientes extremos, como buracos negros? Essa pergunta de longa data, agora, tem uma resposta plausível graças a uma descoberta da NASA em missão realizada em parceria com a Agência Espacial Italiana (ASI, na sigla em italiano).

Em resumo, os cientistas propõem que as interações entre elétrons em movimento rápido e partículas de luz, chamadas fótons, levam a essa emissão de raios X. O estudo detalhado ainda será publicado na revista Astrophysical Journal Letters, mas já está disponível no servidor de pré-impressão arXiv.

A conclusão partiu de análise feita pelo Imaging X-ray Polarimetry Explorer (IXPE) da NASA em colaboração com telescópios de rádio e ópticos no blazar BL Lacertae, buraco negro supermassivo cercado por disco brilhante e jatos orientados para a Terra.

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Concepção artística descreve a região central do blazar BL Lacertae (Imagem: Divulgação/NASA)

NASA, desenha pra gente, por favor?

  • A NASA divulgou concepção artística (logo acima) mostrando a região central do blazar BL Lacertae;
  • O buraco negro central da galáxia é cercado por redemoinhos de laranja em vários tons, representando o disco de acreção de material que cai em direção ao buraco negro;
  • Embora sejam conhecidos por puxar material, esse processo de acreção pode resultar na ejeção de jatos de elétrons quase à velocidade da luz;
  • O jato de matéria é representado pelo cone de luz que começa no centro do buraco negro e se alarga à medida que atinge a parte inferior da imagem;
  • Ele é riscado com linhas brancas, rosa e roxas que representam campos magnéticos em forma de hélice. Podemos observar esses jatos em muitos comprimentos de onda de luz, incluindo rádio, óptico e raios X.

Leia mais:

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Desvendando a mágica…

Os cientistas tinham duas explicações possíveis para os raios X, uma envolvendo prótons e outra envolvendo elétrons. As teses consideram diferentes polarizações da luz de raios, ou seja, a direção média das ondas eletromagnéticas:

  • Se os raios X nos jatos de um buraco negro forem altamente polarizados, isso significaria que os raios X são produzidos por prótons girando no campo magnético do jato ou por prótons interagindo com os fótons do jato;
  • Se os raios X tiverem grau de polarização mais baixo, isso sugeriria que as interações elétron-fótons levam à produção de raios X.  

Após análises, os cientistas identificaram que os elétrons são responsáveis por processo chamado espalhamento Compton, que ocorre quando um fóton perde ou ganha energia após interagir com uma partícula carregada (geralmente um elétron).

Sonda IXPE observa o recém-descoberto sistema binário Swift J1727.8-1613 à distância (Imagem: Divulgação/NASA)

Dentro dos jatos de buracos negros supermassivos, os elétrons se movem próximos à velocidade da luz. O IXPE ajudou os cientistas a descobrir que, no caso de um jato de blazar, os elétrons têm energia suficiente para espalhar fótons de luz infravermelha até comprimentos de onda de raios X. 

O BL Lacertae foi observado, inicialmente, pelo IXPE, no final de novembro de 2023 por sete dias, com vários telescópios terrestres que mediram a polarização óptica e de rádio simultaneamente.

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Meta diz ao TSE que canal “Exército do Lula” não viola regras do WhatsApp

Redação Informe ES

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A Meta afirmou nesta sexta-feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontrou violações das regras do WhatsApp no canal “Exército do Lula”, criado para divulgar publicações de apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação foi apresentada após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, solicitar uma análise técnica do funcionamento do canal.

Segundo a empresa, a avaliação concluiu que o canal não desrespeita as políticas da plataforma. A Meta também afirmou que o relatório técnico encaminhado ao tribunal detalha as regras consideradas e a metodologia utilizada para identificar conteúdos que violam suas diretrizes.

O pedido de análise foi feito após uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que alegou haver indícios de que as plataformas da Meta não estariam cumprindo o plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral para garantir a integridade do processo eleitoral.

Canal já havia sido suspenso pelo TSE

  • A disputa em torno do “Exército do Lula” envolve decisões distintas dentro do próprio tribunal;
  • Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão do canal após considerar que publicações reproduziam conteúdos anteriormente classificados como inverídicos pela Justiça Eleitoral;
  • Posteriormente, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva derrubou a suspensão. Nunes Marques voltou a determinar a interrupção do canal, argumentando que ele teria vínculo com a campanha oficial e deveria, portanto, ser registrado no TSE;
  • O funcionamento foi liberado depois que o canal passou a ter registro oficial na Justiça Eleitoral;
  • Nesta sexta-feira, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que o canal não poderá ser suspenso ou restringido novamente por decisões individuais de integrantes da Corte. Segundo ele, uma eventual nova decisão sobre o tema deverá ser tomada pelo plenário do TSE;
  • A medida foi adotada após a campanha de Lula apresentar um mandado de segurança preventivo para impedir nova suspensão.

logo do TSE com um título de eleitor a frente
Canal já havia sido suspenso pelo TSE – Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock

Leia mais:

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Meta afirma não ter encontrado irregularidades

A análise apresentada pela Meta responde ao pedido de investigação sobre o funcionamento do canal, incluindo possíveis ações coordenadas entre contas, padrões de engajamento e atividades publicitárias.

A empresa declarou que não identificou violações de suas políticas na avaliação realizada. A conclusão diz respeito às regras da plataforma e não substitui a análise da Justiça Eleitoral sobre eventuais infrações à legislação brasileira.

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O caso ocorre em meio à disputa entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre a atuação das plataformas digitais durante a eleição presidencial.

A campanha de Flávio questiona o funcionamento do canal de apoio ao presidente, enquanto a campanha petista já havia apresentado questionamentos sobre decisões e procedimentos relacionados à circulação de conteúdo político nas redes sociais.

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“Grampo” na OpenAI: juiz vê risco de fuga e nega liberdade a ex-engenheiro da empresa

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Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, permaneça preso sem direito a fiança enquanto aguarda o andamento do processo criminal em que é acusado de instalar um dispositivo de gravação clandestino em um escritório da empresa em São Francisco, na Califórnia (EUA).

A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), após o magistrado Alex Tse considerar que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça. Durante a audiência, o juiz também questionou a proposta do consulado saudita de assumir integralmente o pagamento de uma eventual fiança, classificando a oferta como problemática.

Alfozan, de 35 anos, foi preso em 9 de outubro. Ele é acusado de interceptar comunicações orais por meio de dispositivo eletrônico e pode enfrentar até cinco anos de prisão se for condenado.

Promotores apontam contatos com a família real saudita

  • Em documentos judiciais, os promotores afirmaram que Alfozan mantinha contato frequente com um integrante não identificado da família real da Arábia Saudita. Segundo a acusação, essa pessoa teria tentado recrutá-lo em diversas ocasiões para participar de uma iniciativa de inteligência artificial (IA) no país;
  • Uma das mensagens trocadas pelo WhatsApp, reproduzida no processo, trazia a frase: “A Arábia Saudita precisa mais de você do que os Estados Unidos”. De acordo com os promotores, Alfozan respondeu com “100”, expressão usada para indicar concordância;
  • Os procuradores também apontaram que o engenheiro havia comprado uma passagem aérea só de ida para Riade, capital saudita, com embarque previsto para 12 de outubro. Para a acusação, a compra reforça o risco de fuga;
  • O advogado de defesa, William Pernik, contestou essa interpretação. Ele afirmou que Alfozan tinha uma entrevista para obter a cidadania estadunidense marcada para 6 de novembro;
  • A esposa do engenheiro e o bebê do casal deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, um dia após a prisão. Segundo os promotores, as passagens foram pagas por um oficial militar saudita.

Ao fundo, logo da OpenAI; à frente, martelo de juiz
Magistrado Alex Tse considera que há risco significativo de o acusado não comparecer à Justiça – Imagem: Bangla press/Shutterstock

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Dispositivo foi encontrado em sala de reuniões

Alfozan trabalhava na OpenAI desde 2025. A empresa descobriu um dispositivo de gravação escondido atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executiva, em setembro. O equipamento estava envolto em papel higiênico e conectado a uma porta USB.

De acordo com a acusação, as reuniões realizadas no local frequentemente envolviam informações confidenciais sobre pesquisas, produtos, estratégias comerciais e decisões da companhia.

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Embora o caso tenha levantado preocupações sobre segurança nacional entre autoridades estadunidenses, Alfozan não foi formalmente acusado de espionagem. Os promotores afirmam que a investigação continua e que ela pode resultar em acusações adicionais.

A próxima audiência está prevista para 6 de novembro.

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