Tecnologia
O que é a computação afetiva?

A computação afetiva é o campo da tecnologia que busca criar máquinas capazes de reconhecer, interpretar e responder às emoções humanas. O objetivo é tornar as interações entre pessoas e sistemas mais empáticas, naturais e personalizadas.
Para isso, essa área combina ciência da computação, psicologia e ciências cognitivas. Ela utiliza dados captados por sensores, como câmeras e microfones com isso identifica estados emocionais por meio de expressões faciais, tom de voz e linguagem corporal.
Trata-se de uma das vertentes mais promissoras da inteligência artificial (IA). Neste artigo, vamos explorar como essa tecnologia funciona e quais são suas principais aplicações. Acompanhe.
O que é computação afetiva?

A computação afetiva é o campo da ciência da computação que busca criar sistemas capazes de reconhecer, interpretar e simular emoções humanas. Essa área une tecnologia, psicologia e neurociência, aproximando as interações entre pessoas e máquinas.
O conceito foi desenvolvido na década de 1990 pela professora Rosalind Picard, do MIT (Massachusetts Institute of Technology), considerada a criadora do termo “Affective Computing”. Ela lidera o Grupo de Computação Afetiva do MIT Media Lab, pioneiro em pesquisas que envolvem robôs sociais, análise emocional e apoio a pessoas com dificuldades de comunicação.
Picard também fundou as startups Affectiva, focada em análise de expressões faciais e voz, e Empatica, voltada a sensores vestíveis para monitoramento emocional e neurológico.
Atualmente, a computação afetiva tem aplicações em educação, saúde digital, robótica e análise comportamental, ganhando impulso com os avanços da inteligência artificial. No Brasil, instituições como USP e Unicamp se destacam em pesquisas na área.
Como a computação afetiva funciona
O funcionamento da computação afetiva envolve o uso de algoritmos de aprendizado de máquina capazes de identificar padrões emocionais em dados multimodais (imagem, som e texto). As principais técnicas aplicadas incluem:

- Aprendizagem supervisionada: modelos são treinados com dados rotulados (por exemplo, rostos tristes e vozes alegres) para reconhecer emoções específicas em novos contextos.
- Aprendizagem não supervisionada: o sistema descobre, por conta própria, padrões e agrupamentos emocionais sem rótulos prévios, permitindo maior adaptabilidade a diferentes culturas e contextos.
- Aprendizagem por reforço: a IA aprende a reagir de acordo com o retorno do usuário, aperfeiçoando suas respostas emocionais conforme o comportamento observado.
- Aprendizagem profunda: as redes neurais profundas (deep learning) processam imagens, voz e texto em grande escala, aprimorando a precisão no reconhecimento de sentimentos.
- Aprendizagem por transferência: modelos pré-treinados em um contexto (por exemplo, emoções em vídeos) são ajustados para outros ambientes (como interações por voz).
Essas abordagens combinadas tornam os sistemas mais sensíveis e adaptáveis ao comportamento humano.
Leia mais
- IA cupido? Apps de namoro apostam na tecnologia para matches
- Namoradas virtuais com IA; conheça a nova moda
- Tinder testa ferramenta de IA que ajuda usuários a selecionar fotos mais bonitas
Aplicações práticas da computação afetiva

A computação afetiva já está presente em diversas áreas do cotidiano, influenciando a forma como interagimos com máquinas e sistemas inteligentes. Um bom exemplo é o atendimento ao cliente, em que softwares analisam o tom de voz e as expressões faciais para medir a satisfação do consumidor, permitindo respostas mais empáticas e personalizadas.
Na área da saúde e bem-estar, sistemas monitoram sinais fisiológicos e emocionais para auxiliar em tratamentos de depressão, ansiedade e outros distúrbios mentais, oferecendo alertas precoces e suporte remoto aos pacientes.
Outra vertente em que a computação afetiva tem papel importante é a educação. As plataformas que utilizam essa tecnologia adaptam o ritmo e a metodologia de ensino conforme o estado emocional do aluno, tornando o aprendizado mais eficaz e reduzindo a frustração.
No entretenimento e nos jogos, sensores já são empregados para reagir às emoções do jogador, criando experiências mais imersivas e emocionalmente envolventes. Até mesmo no setor financeiro, assistentes virtuais com comportamento mais “humano” são capazes de detectar frustrações e ajustar o tom da comunicação, melhorando a experiência do cliente e evitando interações inadequadas.
Os principais desafios

Apesar do enorme potencial, a computação afetiva ainda enfrenta desafios técnicos, éticos e culturais. Um dos principais é a precisão limitada no reconhecimento emocional, já que expressões e reações variam de acordo com cada indivíduo e contexto.
Outra questão importante é a privacidade e o consentimento, pois dados emocionais são extremamente sensíveis e exigem camadas robustas de proteção e segurança para evitar o uso indevido dessas informações.
Além disso, há diferenças culturais na forma de expressar sentimentos, o que pode gerar interpretações incorretas pelos sistemas. Outro ponto crítico é o viés nos dados de treinamento, que pode resultar em decisões injustas ou discriminatórias.
Esses desafios mostram que, embora a computação afetiva avance rapidamente, ainda é essencial equilibrar inovação tecnológica com responsabilidade ética e social.
O post O que é a computação afetiva? apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
LOUD vence NRG em série de cinco mapas, vai à final do VCT Americas e garante vaga no Champions

A LOUD está na grande final do VCT Americas. Neste sábado (5), a equipe brasileira derrotou a NRG por 3 a 2 em uma série melhor de cinco e, além de avançar à decisão, garantiu sua classificação para o Champions Shanghai.
Agora, a LOUD volta ao servidor neste domingo (6), às 14h, quando enfrenta a 100 Thieves em uma série melhor de cinco pelo título do VCT Americas. A equipe norte-americana chegou à decisão após vencer a NRG por 2 a 0 na fase anterior.
Para a LOUD, a classificação internacional também encerra um período de ausência: segundo Luque, será a primeira participação da organização no Champions em três anos.
LOUD mantém a calma para fechar série em cinco mapas

O confronto contra a NRG chegou ao quinto mapa e teve o controle emocional como um dos principais temas após a partida. Erde contou que a equipe conseguiu fazer um reset mental antes do mapa decisivo e entrar mais tranquila para buscar a vitória.
Do outro lado, a NRG reconheceu a capacidade de adaptação da adversária. Bonkar destacou especialmente a mudança de desempenho da LOUD na Lotus em relação aos treinamentos entre as equipes.
“Da última vez que jogamos contra eles, nós acabamos com eles. Desta vez, eles acabaram conosco”, afirmou Bonkar.
Apesar da eliminação, a temporada da NRG ainda não terminou. A equipe já está classificada para o Champions Shanghai, e Ethan afirmou que o resultado em São Paulo não representa uma crise semelhante a outros momentos difíceis vividos pelo time. Para ele, foram apenas “alguns dias ruins”.
LOUD volta ao Champions

Além da vaga na final, a vitória confirmou a LOUD entre os representantes das Américas no próximo Champions. Romanilli, único argentino classificado para o torneio, destacou o peso pessoal da conquista e lembrou que mantém uma bandeira de seu país no quarto em Los Angeles.
“Hoje eu subi um degrau muito grande. Quero mais. Quero ganhar amanhã”, afirmou Romanilli.
Darker também celebrou a classificação como o único colombiano no Champions e dedicou a conquista a Davis, ex-jogador já falecido.
“Um campeão não nasce campeão, ele é feito”, disse.
Para Tecazinho, que disputa sua primeira temporada nos palcos do Tier 1, a campanha também representa uma experiência inédita. O jogador classificou o momento como “incrível” e destacou tanto a química entre os companheiros quanto o apoio recebido em São Paulo.
A força da torcida voltou a ser mencionada por Luxo. Questionado sobre quanto da energia da equipe vinha dos próprios jogadores e quanto vinha das arquibancadas, ele resumiu: “50/50, a gente e a torcida.”
LOUD e 100 Thieves decidem o VCT Americas
A LOUD terá pouco tempo para comemorar. A grande final contra a 100 Thieves acontece neste domingo (06), às 14h, novamente em uma melhor de cinco.
As duas equipes chegam à decisão também com suas vagas no Champions garantidas. Para os brasileiros, porém, o domingo representa a oportunidade de transformar a recuperação durante os playoffs em título diante da própria torcida.
Depois de eliminar G2 e NRG em sequência, a LOUD agora está a uma série de terminar sua passagem por São Paulo como campeã das Américas.
A final poderá, também, ser acompanhada nas redes oficiais da VCT Americas.
O post LOUD vence NRG em série de cinco mapas, vai à final do VCT Americas e garante vaga no Champions apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Anthropic muda política de dados após pressão de clientes empresariais

A Anthropic anunciou, nesta terça-feira (1), que vai mudar uma controversa política de retenção de dados para clientes empresariais após receber “muitos comentários” de usuários. Em seu lugar, a empresa pretende implementar uma nova solução chamada Enterprise Frontier Safeguards.
A política de retenção existente foi apresentada em junho, junto com o lançamento do Claude Fable 5 e do Mythos 5, dois dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados da companhia. Na época, a Anthropic informou que exigiria a retenção de todo o tráfego desses modelos por 30 dias como forma de ajudar a combater usos indevidos e ataques cibernéticos “complexos e novos”.
A empresa havia se comprometido a não utilizar os dados para nenhuma finalidade que não estivesse relacionada à segurança, incluindo o treinamento de modelos. Ainda assim, muitos clientes empresariais demonstraram preocupação com a medida.
Segundo Kate Jensen, chefe da Anthropic para as Américas, a companhia passou centenas de horas trabalhando com clientes para desenvolver uma alternativa.
Nova solução dá mais controle às empresas
- Com o lançamento do Enterprise Frontier Safeguards, as empresas poderão controlar como seus dados são analisados, armazenados e gerenciados. A solução também permitirá realizar monitoramento automatizado de segurança sem a necessidade de revisão humana por parte da Anthropic;
- A empresa afirmou que não cobrará pelo recurso e que os controles funcionarão tanto para clientes que acessam diretamente as tecnologias da Anthropic quanto para aqueles que utilizam os modelos por meio de provedores de nuvem;
- “Podemos fazer a análise de que realmente precisamos para ajudar todos a se sentirem confiantes, mas isso fica nos sistemas e nos dados deles, para que não precisem comprometer sua própria postura de privacidade”, disse Jensen em entrevista à CNBC;
- A política de retenção de dados anunciada em junho continuará valendo para assinantes que não são clientes empresariais e utilizam os modelos da linha Mythos.

Leia mais:
- Claude.AI: como usar inteligência artificial
- Claude IA: 4 coisas que o chatbot pode fazer que o ChatGPT não consegue
- Anthropic cria nova barreira após Claude acessar sistemas na internet
Empresas são fundamentais para a Anthropic
Fundada em 2021, a Anthropic obtém a maior parte de sua receita com a venda de produtos e serviços para empresas. O mercado corporativo é considerado especialmente importante para a companhia enquanto ela se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
A Anthropic também disputa espaço com concorrentes, como a OpenAI, que apresentou, no início deste mês, sua própria solução de retenção zero de dados para modelos avançados.
Na semana passada, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia antecipado o Enterprise Frontier Safeguards durante uma entrevista à CNBC sobre a expansão da parceria da companhia com a Salesforce.
Amodei afirmou que a solução ajuda a garantir que os dados dos clientes da Salesforce permaneçam privados e que os modelos da Anthropic “não saiam do controle”. Segundo ele, a empresa dedicou uma “enorme quantidade de esforço” ao gerenciamento das permissões da integração entre as duas companhias.
Jensen afirmou estar “muito confiante” de que a Anthropic verá uma aceleração na adoção de seus produtos após o anúncio, especialmente em tarefas que envolvem os dados mais sensíveis dos clientes.
A empresa também anunciou nesta terça-feira seus dois novos modelos, Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1, que, segundo a Anthropic, apresentam melhorias em programação, trabalho de conhecimento e pesquisa.
O Enterprise Frontier Safeguards será disponibilizado em fases, e a Anthropic pretende ampliar sua disponibilidade ao longo do outono no hemisfério Norte.
O post Anthropic muda política de dados após pressão de clientes empresariais apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Copos de papel descartáveis também liberam plástico quando entram em contato com calor

Copos de papel descartáveis usados para café, chá e outras bebidas quentes podem liberar milhões de partículas de plástico. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland (UQ), na Austrália, com recipientes revestidos por polietileno (PE) ou ácido polilático (PLA).
Os dois tipos de revestimento liberaram partículas quando entraram em contato com água quente. Nos experimentos, porém, os copos com PLA, considerado biodegradável, apresentaram uma liberação de partículas aproximadamente 12 vezes maior em massa total do que aqueles revestidos com PE.

O papel esconde uma camada plástica
Para entender a liberação de partículas, os pesquisadores analisaram dois tipos de copos descartáveis: aqueles revestidos internamente com polietileno (PE) e os que usam ácido polilático (PLA), uma alternativa biodegradável ao plástico convencional.
Embora sejam chamados de copos de papel, esses recipientes normalmente recebem uma fina camada de material plástico na parte interna. O objetivo é evitar que a bebida atravesse o papel e, ao mesmo tempo, ajudar o copo a manter sua estrutura quando entra em contato com líquidos.
É justamente essa camada que entrou no foco do estudo. Quando os copos foram expostos à água quente, tanto o PE quanto o PLA liberaram partículas plásticas. A diferença apareceu na quantidade liberada por cada material.
Um copo feito principalmente de papel não significa que o copo seja livre de plástico, porque muitos contêm um fino revestimento plástico que proporciona resistência à água e integridade estrutural.
Dr. Elvis Okoffo, pesquisador da Queensland Alliance for Environmental Health Sciences (QAEHS), da Universidade de Queensland, em nota.
PLA liberou mais partículas
A diferença entre os materiais apareceu nas medições. Os pesquisadores encontraram aproximadamente 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro nos copos com PLA. Nos recipientes revestidos com PE, foram cerca de 2,7 milhões de partículas por mililitro.
As nanopartículas são extremamente pequenas: têm espessura equivalente a cerca de um milésimo da de um fio de cabelo humano.
Os principais resultados do experimento foram:
- Os revestimentos de PE liberaram partículas plásticas na presença de água quente.
- O mesmo ocorreu com os copos revestidos de PLA.
- A massa total de partículas liberada pelo PLA foi aproximadamente 12 vezes maior.
- Copos de PLA apresentaram cerca de 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro.
- Nos copos de PE, foram registradas aproximadamente 2,7 milhões de partículas por mililitro.

O impacto na saúde ainda é incerto
Os pesquisadores não afirmam que o consumo de bebidas em copos descartáveis cause problemas de saúde. O que acontece com essas partículas depois que chegam ao organismo ainda não está claro.
“Isso não significa necessariamente que as pessoas devam parar de usar copos de papel, ou que o PLA seja inerentemente inseguro”, disse Okoffo.
Leia mais:
- Microplásticos no dia a dia: onde eles estão sem você notar
- Cinco perguntas sobre microplásticos que você precisa fazer
- Plástico “vivo” usa bactérias para se autodestruir sob comando
Para o pesquisador, os materiais usados em produtos que entram em contato com alimentos precisam ser avaliados também pela quantidade de partículas que podem liberar durante o uso cotidiano.
A equipe defende que consumidores recebam informações sobre os materiais presentes nos revestimentos e que órgãos reguladores considerem testes de liberação de micro e nanoplásticos na avaliação de segurança de produtos destinados a bebidas quentes.
“Os formuladores de políticas e reguladores poderiam considerar se os testes de liberação de micro e nanoplásticos deveriam fazer parte da avaliação de segurança dos materiais que entram em contato com alimentos, especialmente produtos desenvolvidos para bebidas quentes”, afirmou.
O post Copos de papel descartáveis também liberam plástico quando entram em contato com calor apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
-

Cidades2 dias agoSerra: farmácias municipais ultrapassam 1 milhão de atendimentos em 2026
-

Saúde2 dias agoPacientes do SUS no Espírito Santo serão atendidos por hospitais particulares para a realização de 4,5 mil procedimentos
-

Eleições 202612 horas agoEleitores terão seis escolhas na urna no primeiro turno das eleições de 2026
-

Geral11 horas agoCVM multa Daniel Vorcaro em R$ 20 milhões por fraude em fundo imobiliário
-

Eleições 20267 horas agoBigData: Com 49%, Ricardo Ferraço amplia vantagem e dispara na preferência dos capixabas














