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Quais os carros com ADAS mais baratos no Brasil em 2024?

Redação Informe ES

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O sistema de segurança ADAS, embora tenha começado em veículos mais caros, está gradualmente se tornando mais acessível e já é possível encontrar carros mais baratos com ADAS. Ele já está disponível em alguns carros de segmentos mais econômicos, embora as versões completas com recursos avançados (como piloto automático adaptativo ou reconhecimento de sinais) ainda sejam mais comuns em modelos de médio e alto custo.

Se você não está acostumado com o termo ADAS (Advanced Driver Assistance Systems), é porque essa nomenclatura começou a ser amplamente utilizada no setor automotivo nos anos 2000, à medida que os fabricantes introduziam sistemas de assistência mais sofisticados. Antes disso, os recursos que hoje integram o ADAS eram frequentemente chamados de forma individual ou categorizados como sistemas de segurança passiva e ativa.

O conceito de ADAS se firmou na indústria no início dos anos 2010, quando empresas como Tesla, Mercedes-Benz e Volvo começaram a lançar veículos com pacotes de assistência ao motorista integrados. O avanço de sensores, câmeras e software possibilitou a comunicação entre vários sistemas, levando à integração desses recursos sob um único termo. Sendo assim, hoje, o termo ADAS é amplamente aceito, representando um grupo de tecnologias voltadas à segurança e à automação parcial.

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  • Sistema ADAS: o que é e como funciona?
  • Airbags protegem após um ou vários capotamentos?
  • Tecnologia ADAS poderia salvar 250 mil vidas até 2053 no trânsito, estima estudo

7 carros mais baratos com ADAS

Em 2024, alguns dos carros considerados mais baratos com sistemas ADAS no Brasil incluem modelos com pacotes de segurança avançados. É importante deixar claro que no mercado automotivo brasileiro, mais barato não significa necessariamente um preço acessível. E que, entre os modelos listados, nem todos oferecem um pacote de segurança tão completo em função do preço.

Dito isso, confira a seguir as opções de veículos que se destacam nesta categoria.

 Hyundai HB20 Sense Plus

 Hyundai HB20 Sense Plus, um dos modelos de carros com ADAS mais baratos
(Imagem: Divulgação)

É uma das versões mais acessíveis do hatch compacto e conta com alguns sistemas de segurança que podem ser associados a recursos básicos do conceito de ADAS. No entanto, é importante observar que não oferece todos os sistemas mais avançados presentes em veículos de segmentos superiores.

Recursos de assistência presentes no HB20 Sense Plus:

  • Controle de estabilidade e tração que ajuda a manter o veículo estável em situações de derrapagem ou perda de aderência.
  • Assistente de partida em rampa para facilitar arrancadas em inclinações, evitando o recuo do carro.
  • Controle de cruzeiro (piloto automático) mantém uma velocidade constante definida pelo motorista, útil em viagens.
  • Seis airbags, incluindo airbags laterais e de cortina, que complementam os sistemas de proteção passiva​.

Fique atento porque, embora tenha bons recursos para um modelo básico, o HB20 Sense Plus não inclui sistemas como:

  • Frenagem autônoma de emergência.
  • Alerta de ponto cego.
  • Assistente de manutenção em faixa.
  • Controle adaptativo de cruzeiro.

Esses itens estão disponíveis em versões superiores do HB20, como o próximo item da lista. O modelo tem preço médio de R$ 87.000*.

Hyundai HB20 Platinum Safety TGDI AT

(Imagem: Divulgação)

Uma das versões mais completas da linha HB20 2024, equipada com o pacote Smartsense, que inclui diversas tecnologias avançadas de assistência ao motorista (ADAS). Entre os recursos disponíveis, estão:

  1. Frenagem autônoma de emergência (AEB) que detecta obstáculos e aplica os freios automaticamente para evitar colisões.
  2. Assistente de permanência e centralização em faixa (LKA) para manter o veículo na faixa de rodagem e alerta o motorista em caso de desvio.
  3. Farol alto adaptativo (HBA) que ajusta automaticamente o farol alto para evitar ofuscamento de outros motoristas.
  4. Detector de fadiga: para alertar o motorista ao identificar sinais de cansaço.

Outros destaques:

  • Motor 1.0 TGDI turbo de 120 cv com câmbio automático de 6 marchas.
  • Bancos de couro com acabamento premium.
  • Central multimídia com tela de 8 polegadas e conectividade Android Auto/Apple CarPlay.
  • Rodas de liga leve diamantadas de 16 polegadas.
  • Sensores de estacionamento traseiros e câmera de ré.

O preço do HB20 Platinum Safety TGDI AT é de aproximadamente R$ 114.590*, variando conforme a região e pacotes opcionais​.

Peugeot 208 Griffe 1.6 AT

Modelo Peugeot 208 é um dos carros mais baratos com sistema ADAS
(Imagem/Divulgação)

Esse modelo da Peugeot é uma das versões mais completas da linha, incluindo o pacote ADAS como padrão. Oferece tecnologias avançadas, como alerta de colisão frontal, frenagem automática de emergência, reconhecimento de placas de trânsito, assistente de permanência em faixa, detector de fadiga e faróis altos automáticos.

No Brasil, o preço do Peugeot 208 Griffe Turbo 1.0 CVT é de R$ 116.490* no mercado convencional. Para o público PCD, após isenções e bônus de fábrica, o preço pode ser reduzido para cerca de R$ 97.633*​.

Além disso, o modelo apresenta outros itens premium, como teto panorâmico, central multimídia com tela de 10,3 polegadas, i-Cockpit 3D, bancos em couro, ar-condicionado digital, câmera de ré e chave presencial, entre outros.

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 Fiat Pulse Impetus

Fiat Pulse
(Imagem: Divulgação)

O Fiat Pulse Impetus, versão topo de linha do SUV compacto da Fiat, é equipado com o pacote completo de ADAS (Advanced Driver Assistance Systems). Isso inclui recursos como frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa e comutação automática do farol alto, itens que elevam a segurança e o conforto na direção.

Outros destaques desta versão incluem bancos revestidos em couro, volante com ajustes de altura e profundidade, ar-condicionado digital, piloto automático, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, monitoramento de pressão dos pneus e central multimídia com tela de 10,1 polegadas. Ele também oferece rodas diamantadas de 17 polegadas e acabamentos exclusivos.

O preço do Fiat Pulse Impetus 2024 gira em torno de R$ 123.490*. Há ainda opções de pacotes adicionais, como o Fiat Connect/Me, que adiciona conectividade avançada e GPS integrado, disponível por cerca de R$ 2.650​.

Volkswagen Virtus Highline

Volkswagen Virtus Highline, modela que é um dos carros mais baratos com ADAS
(Imagem: Divulgação)

Modelo equipado com ADAS que oferece uma ampla gama de recursos voltados para segurança e conforto. Entre as tecnologias disponíveis, estão o ACC (Controle de Cruzeiro Adaptativo), que ajusta automaticamente a velocidade para manter uma distância segura do veículo à frente, e o AEB (Frenagem Autônoma de Emergência), que ajuda a evitar colisões. Outros itens incluem o Detector de Fadiga, o Sistema de Frenagem Pós-Colisão, e o exclusivo sistema XDS+, que otimiza a estabilidade em curvas.

O modelo vem com 6 airbags, painel digital, central multimídia avançada, além de um motor 1.0 TSI, proporcionando boas retomadas e eficiência no consumo de combustível. O preço sugerido do Virtus Highline em 2024 gira em torno de R$ 139.990*.

Chevrolet Onix Premier

Versão de carros mais baratos com ADAS está o modelo Chevrolet Onix Premier
(Imagem: Reprodução)

Versão topo de linha do modelo que oferece um pacote de tecnologias de assistência ao motorista com funcionalidades como:

  • Alerta de colisão frontal com frenagem autônoma de emergência;
  • Alerta de ponto cego;
  • Assistente de estacionamento semiautomático;
  • Sensores de estacionamento dianteiros, traseiros e laterais;
  • Alerta de pedestre e de colisão traseira;
  • Alerta de distância para o veículo à frente.

Além disso, o Onix Premier conta com itens de conforto e acabamento premium, como bancos de couro, ar-condicionado digital automático, carregador de celular por indução e câmera de ré com visão panorâmica.

O preço sugerido para o Onix Premier com todos os equipamentos de segurança e tecnologia gira em torno de R$ 119.790*. Ele vem equipado com motor 1.0 turbo de 116 cv e câmbio automático de seis marchas, entregando um bom equilíbrio entre performance e eficiência​.

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Volkswagen Polo Comfortline 2024

Volkswagen Polo Comfortline 2024
(Imagem: Divulgação)

É uma versão intermediária do modelo, equipada com motor 1.0 turbo (TSI) e câmbio automático de seis marchas. Ele oferece recursos como controle de cruzeiro (piloto automático), ar-condicionado digital com saídas para os bancos traseiros, sistema keyless com partida por botão, rodas de liga leve de 15 polegadas, painel digital de 8 polegadas e acabamento interno refinado, incluindo detalhes em couro no volante e na manopla de câmbio.

Quanto aos sistemas ADAS, a versão Comfortline conta com funcionalidades de assistência à condução, como controles de tração e estabilidade (ESC e ASR), Hill Hold Control (assistente de partida em rampa), sensores de estacionamento traseiros e frenagem automática pós-colisão. No entanto, não há menção a recursos avançados como piloto automático adaptativo ou frenagem autônoma de emergência nesta versão. O preço inicial é de R$ 110.990* na tabela oficial.

*Preços pesquisados em novembro de 2024, sujeitos à variação.

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Pastor processa OpenAI após conselho do ChatGPT quase custar sua vida

Redação Informe ES

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Um pastor entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, alegando que o ChatGPT forneceu recomendações médicas “extremamente perigosas”, o que teria atrasado o tratamento de uma embolia pulmonar grave e colocado sua vida em risco. O caso foi revelado pelo The New York Times.

Segundo o processo, Scott Winters procurou o chatbot para relatar sintomas relacionados ao seu estado de saúde. A ação afirma que o ChatGPT respondeu que os sinais descritos por ele “não eram algo perigoso”, o que teria contribuído para o adiamento da busca por atendimento médico.

Ainda de acordo com a acusação, o chatbot também recorreu às crenças religiosas do pastor durante a conversa, afirmando que “Deus não projetou seu corpo para falhar indefinidamente”.

Processo acusa OpenAI de negligência

  • A ação judicial acusa a OpenAI e seu diretor-presidente, Sam Altman, de negligência e de exercer ilegalmente a medicina;
  • Segundo o processo, o chatbot apresentou diagnósticos e planos de tratamento próprios em diversas ocasiões;
  • A acusação afirma ainda que o ChatGPT orientou Winters a ignorar os pedidos de familiares e amigos para procurar atendimento médico;
  • De acordo com a ação, o pastor informou ao chatbot que “as pessoas da minha igreja acham que estou louco por não ir ao hospital”;
  • Em resposta, o ChatGPT teria afirmado que “a maioria das pessoas (incluindo membros bem-intencionados da igreja) simplesmente não entende”.

Meetali Jain, advogada da ação e diretora-executiva da organização Tech Justice Law, afirmou ao Times que o chatbot acaba interferindo na relação entre usuários e as pessoas ao seu redor. “Ele se coloca como uma barreira entre o usuário e sua rede de apoio na vida real”, disse.

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Logo do ChatGPT em na tela de um notebook e na tela de um smartphone
Chatbot teria considerado que os sintomas do usuário não eram urgentes, além de questionar a intervenção de sua família e amigos – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

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Pedido inclui suspensão do ChatGPT Health

Além de solicitar indenização financeira, Winters pede que a Justiça determine a suspensão do funcionamento do ChatGPT Health até que avaliadores independentes concluam que a plataforma é segura.

Segundo o texto, o ChatGPT Health incentiva usuários a enviarem documentos médicos para que o chatbot participe de discussões relacionadas à saúde.

A ação também solicita que a OpenAI implemente mecanismos de proteção mais rígidos para impedir que o ChatGPT forneça respostas envolvendo diagnósticos médicos específicos e tratamentos.

Embora o chatbot já conte com salvaguardas destinadas a limitar esse tipo de orientação, o processo afirma que elas não funcionaram de forma confiável neste caso.

OpenAI afirma que serviço não substitui atendimento médico

A OpenAI sustenta que os termos de uso do ChatGPT deixam claro que a ferramenta não foi desenvolvida para realizar diagnósticos ou oferecer tratamentos médicos.

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Ao mesmo tempo, a empresa incentiva usuários a enviarem seus registros de saúde ao ChatGPT Health para promover discussões com o chatbot.

Segundo o texto, a companhia também destaca com frequência o uso da plataforma para questões relacionadas à saúde. Recentemente, informou que cerca de 230 milhões de pessoas utilizam semanalmente o ChatGPT para consultas sobre esse tema.

Scott Winters sobreviveu ao episódio, porém, segundo o processo, deverá enfrentar “anos de intensa recuperação física e psicológica”.

Outros processos similares

A OpenAI também enfrenta outros processos relacionados ao uso do ChatGPT em questões de saúde.

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Um deles é uma ação por morte injusta envolvendo um jovem de 19 anos que morreu por overdose após supostamente seguir um plano de tratamento elaborado pelo chatbot. Segundo a acusação, esse plano incluía orientações sobre o uso de drogas ilícitas. Assim como no caso de Winters, os autores também pedem a suspensão do ChatGPT Health.

A empresa ainda responde a outro processo por morte injusta, no qual o ChatGPT é acusado de ter contribuído para o suicídio de um adolescente.

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Tecnologia

Terra pode ganhar um anel como o de Saturno — mas ele não será natural

Redação Informe ES

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Os planos para colocar em órbita mais de um milhão de satélites destinados a data centers espaciais, além de dezenas de milhares de espelhos orbitais, podem transformar permanentemente a aparência do céu noturno.

Segundo pesquisadores ouvidos pelo Space.com, caso esses projetos avancem, a Terra poderá ganhar um brilhante “anel de Saturno” artificial, visível de qualquer ponto do planeta durante horas após o pôr do sol e antes do amanhecer.

A estrutura seria formada por satélites alinhados em uma mesma órbita e apareceria como uma faixa luminosa que atravessaria o céu. De acordo com os especialistas, o brilho desse anel seria superior ao de qualquer estrela ou planeta e poderia até superar o da Lua cheia.

Hugh Lewis, professor de astronáutica da Universidade de Birmingham (Reino Unido), afirmou que a única forma de acomodar o enorme número de constelações de data centers atualmente propostas é empilhá-las em uma órbita específica, localizada ao longo da fronteira entre o dia e a noite.

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“Se você olhasse para o céu à noite, eles estariam todos em um único plano, muito próximos uns dos outros, indo na mesma direção”, disse Lewis. “O impacto sobre o céu noturno seria absolutamente catastrófico.”

Corrida por data centers espaciais amplia preocupações

  • Segundo a reportagem, a ideia de um “anel de Saturno” artificial pareceria ficção científica até pouco tempo atrás;
  • No entanto, desde que a corrida pelo desenvolvimento de data centers orbitais ganhou força no ano passado, esse cenário passou a ser considerado uma possibilidade concreta;
  • Diversas empresas já solicitaram à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) autorização para lançar grandes constelações de satélites. Entre elas estão SpaceX, Starcloud, Cowboy Space, Orbital e Blue Origin;
  • Somados, os projetos ultrapassam a marca de um milhão de satélites destinados à operação de data centers no espaço.

A China também entrou nessa disputa e pretende desenvolver sua própria rede de data centers orbitais nos próximos cinco anos. Além disso, a empresa californiana Reflect Orbital planeja lançar 50 mil espelhos espaciais para refletir luz solar em usinas de energia solar na Terra durante a noite.

Em 10 de julho, a companhia recebeu autorização da FCC para operar seu primeiro espelho orbital, um satélite demonstrador de 18 metros por 18 metros denominado Eärendil-1, cujo lançamento está previsto para ocorrer até o fim deste ano.

Satélites precisariam permanecer na mesma órbita

Lewis explicou que tanto os data centers orbitais quanto os espelhos espaciais dependem de iluminação solar contínua para funcionar. Para isso, os equipamentos precisam permanecer em uma órbita que acompanha a linha do terminador — a fronteira entre as regiões iluminadas e escuras da Terra — passando sobre os polos Norte e Sul.

“Os data centers orbitais e a Reflect Orbital dependem daquilo que esses operadores chamam de 24 horas de luz solar no espaço”, afirmou Lewis. “Para ter isso, você precisa estar em uma órbita específica, que segue a linha do amanhecer-anoitecer. Não é como a megaconstelação Starlink, que é distribuída ao redor da Terra.”

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Saturno
Terra pode ficar parecida com Saturno – Imagem: Sebastian Voltmer/Spaceweather

Simulações indicam céu dominado por satélites

A astrônoma Samantha Lawler, da Universidade de Regina (Canadá), concorda com a avaliação de Lewis. Ela e outros pesquisadores utilizaram modelagem computacional para simular o impacto visual de diversas constelações propostas, incluindo a Starmind, da SpaceX, o Project Sunrise, da Blue Origin, e a constelação Stampede, da Cowboy Space.

Segundo Lawler, as simulações mostram que os satélites visíveis da superfície terrestre não apenas esconderiam parte das estrelas, como também passariam a superá-las em quantidade.

À medida que a Terra gira sob essa órbita, o anel cruzaria o céu duas vezes por dia: entre o fim e o início da noite e novamente pouco antes do amanhecer. “[O anel] passaria por cima no mesmo horário todas as noites”, disse a pesquisadora. “Isso significa que seu efeito seria pior durante o inverno do que no verão.”

Efeitos podem comprometer observações astronômicas

Lawler ressalta que as simulações foram produzidas com base em informações públicas sobre os projetos e que o estudo ainda não passou pelo processo de revisão por pares.

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Mesmo assim, ela afirma que a luz espalhada pelo anel permaneceria iluminando o céu por até duas horas após os satélites desaparecerem abaixo do horizonte, de maneira semelhante ao brilho residual do Sol após o pôr do sol.

“Isso tornaria o tempo de nossos telescópios, financiados pelos contribuintes, muito menos eficaz”, afirmou. “Poderíamos fazer muito menos ciência pelo mesmo custo, e muitos casos científicos, incluindo a busca por asteroides perigosos próximos à Terra, ficariam seriamente comprometidos.” Segundo a pesquisadora, não haveria regiões do planeta livres desse fenômeno.

As simulações indicam ainda que algumas constelações, especialmente o Project Sunrise, da Blue Origin, utilizariam uma inclinação orbital diferente, formando um desenho semelhante à letra X sobre o anel principal.

“Se você estivesse perto do equador, veria virtualmente esse formato de X de satélites rastejando, surgindo no céu no início da manhã e após o pôr do sol”, explicou Lawler. “Mais ao norte, você veria isso como duas faixas separadas. Uma faixa surgiria de manhã e a outra apareceria conforme o sol se pusesse.”

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Brilho pode superar o de Vênus e afetar telescópios

Os pesquisadores afirmam que a intensidade luminosa do anel dependerá da quantidade efetiva de satélites colocados em órbita. Entretanto, destacam que cada espelho espacial da Reflect Orbital deverá apresentar brilho comparável ao de Vênus, considerado o objeto mais brilhante do céu noturno depois da Lua.

Um estudo anterior do Observatório Europeu do Sul concluiu que uma constelação com 50 mil espelhos espaciais da empresa poderia aumentar em até 300% o brilho do céu noturno, tornando praticamente inutilizáveis alguns dos telescópios mais sofisticados do mundo.

Para o astrônomo e defensor do céu escuro John Barentine, a humanidade já modificou significativamente o ambiente espacial ao redor da Terra.

“A humanidade já alterou fundamentalmente o cosmos a ponto de a Terra ser agora um ‘planeta anelado’ artificial, sufocado por satélites e detritos espaciais”, afirmou ao Space.com. “Mas projetos, como o da Reflect Orbital, transformarão esses anéis, hoje quase invisíveis, em faixas reflexivas brilhantes. Não estamos mais falando apenas de um campo disperso de pontos brilhantes em movimento.”

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Segundo Barentine, o resultado seria um fenômeno permanente capaz de alterar profundamente as condições de observação astronômica. “Em vez disso, trata-se de um efeito permanente e artificial de ‘anel de Saturno’ cortando bem no meio das janelas de observação crepuscular mais críticas para a astronomia global.”

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Tecnologia

BlackRock usa aquisições de R$ 127,6 bilhões para financiar data center da Meta

Redação Informe ES

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A BlackRock está estruturando uma emissão de dívida superior a US$ 12 bilhões (R$ 61,2 bilhões) para financiar um novo campus de data centers da Meta, em uma operação que marca a integração prática de duas das maiores aquisições realizadas recentemente pela gestora e amplia sua atuação no financiamento da expansão da inteligência artificial (IA).

Segundo a Bloomberg, a operação representa o resultado de anos de estratégia do CEO Larry Fink para transformar a BlackRock, tradicionalmente conhecida pelos investimentos em mercados públicos, em uma das principais participantes também do mercado de ativos privados.

Operação reúne empresas adquiridas por mais de R$ 122,5 bilhões

A emissão de dívida reúne duas empresas adquiridas pela BlackRock nos últimos anos: a Global Infrastructure Partners (GIP), comprada por US$ 12,5 bilhões (R$ 63,8 bilhões), e a HPS Investment Partners, adquirida por US$ 12 bilhões.

De acordo com pessoas familiarizadas com a operação, a transação também demonstra como a BlackRock pretende combinar as capacidades das duas unidades em futuros negócios.

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Historicamente, a GIP concentra suas atividades em investimentos em projetos de infraestrutura, enquanto a HPS desenvolveu experiência em operações de crédito estruturado e financiamentos complexos.

Segundo Larry Fink, as duas divisões já começaram a atuar de forma integrada na originação de novos negócios.

Após a divulgação dos resultados trimestrais da BlackRock na semana passada, o executivo afirmou a analistas que o pipeline conjunto das duas empresas está crescendo.

Segundo Fink, os novos projetos estão sendo desenvolvidos “de maneiras que reforçam nossa convicção na plataforma combinada, particularmente em infraestrutura digital”.

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BlackRock terá participação majoritária no empreendimento

  • O acordo firmado com a Meta prevê que fundos administrados pela GIP e pela HPS detenham 80% da participação na Project Sopaipilla Holdings, nome oficial da joint venture criada para desenvolver o projeto;
  • Essa empresa é a responsável pela captação dos recursos por meio da emissão de títulos de dívida;
  • Os 20% restantes da joint venture pertencem à Meta, que será responsável pela construção do campus de data centers e continuará administrando as operações do empreendimento;
  • Segundo pessoas envolvidas nas negociações, além da emissão de dívida, GIP e HPS também possuem participação acionária no projeto;
  • O novo complexo de data centers terá capacidade da ordem de um gigawatt e deverá entrar em operação em 2028;
  • Quando estiver concluído, o empreendimento deverá gerar mais de 300 empregos permanentes no local.

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Logo da Meta em um smartphone
20% restantes da joint venture pertencem à Meta, que será responsável pela construção do campus de data centers e continuará administrando as operações do empreendimento – Imagem: jackpress/Shutterstock

Venda dos títulos já começou

A comercialização dos mais de US$ 12 bilhões em títulos começou nesta segunda-feira (20), conduzida pelos bancos JPMorgan Chase e Morgan Stanley.

Durante as apresentações aos investidores, a BlackRock será representada pelos diretores Wes Altman, da GIP, e Garrett Cockren, da HPS, segundo pessoas com conhecimento do processo.

Meta repete modelo utilizado em outro projeto

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a Meta considera a entrada da BlackRock como parceira um importante avanço para o projeto.

A estrutura da operação é semelhante à utilizada anteriormente pela empresa em parceria com a Blue Owl Capital no projeto Hyperion, localizado em uma área rural do Estado estadunidense da Louisiana.

Naquele empreendimento, a Blue Owl também ficou com 80% da joint venture, enquanto a Meta manteve os 20% restantes.

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Esse modelo permite que a empresa de tecnologia mantenha a dívida fora de seu balanço patrimonial, ao mesmo tempo em que preserva o controle sobre a administração cotidiana do data center.

Neste mês, a Meta anunciou a expansão do projeto Hyperion além da área inicialmente contemplada pela joint venture.

BlackRock amplia investimentos em inteligência artificial

A operação reforça a estratégia da BlackRock de ampliar seus investimentos em infraestrutura voltada à inteligência artificial e ao setor de data centers. Em outubro, a gestora anunciou um acordo de US$ 40 bilhões (R$ 204,2 bilhões) para adquirir a Aligned Data Centers.

Essa operação, cuja conclusão é esperada para breve, reúne a GIP, a BlackRock, além de parceiros, como Microsoft, Nvidia e a MGX, plataforma de investimentos em tecnologia criada pelo fundo soberano Mubadala Investment Company, de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), em conjunto com a empresa de IA G42.

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Segundo a Bloomberg, a BlackRock também passa a disputar um mercado cada vez mais competitivo de financiamento da infraestrutura necessária para sustentar o crescimento da IA, segmento no qual concorrentes como Blue Owl Capital e Blackstone vêm liderando algumas das maiores operações de financiamento de data centers.

Nem a BlackRock nem a Meta comentaram oficialmente a operação.

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