Tecnologia
Spotify interrompe totalmente suas operações na Rússia

Mais uma multinacional do ocidente deixa a Rússia em resposta à invasão da Ucrânia: desta vez foi o Spotify, um dos principais serviços de streaming de música, podcast e vídeo do mundo, com sede na Suécia. Em declaração ao site iMore nesta sexta-feira (25), a empresa confirmou que sua retirada total de Moscou se deve à recente implantação de novas leis referentes à informação e à liberdade de expressão.
No início deste mês (3), o Spotify já havia fechado seus escritórios na Rússia, além de remover de sua plataforma uma série de conteúdos patrocinados pelo Estado. Na época, a empresa ainda cogitava continuar suas operações, afirmando que “é extremamente importante tentar manter nosso serviço operacional na Rússia para permitir o fluxo global de informações”.
Fechando as portas em Moscou
Hoje, a empresa disse continuar acreditando na importância de manter um serviço de informações confiáveis e independentes na região. Mas, ao fazer isso, afirmou um porta-voz ao iMore, pode estar colocando “em risco a segurança dos funcionários do Spotify e possivelmente até de nossos ouvintes”.
Chamando de difícil a decisão de suspender totalmente seus serviços na Rússia, o serviço de streaming afirmou que as medidas operacionais necessárias implicam que a medida só entrará em vigor a partir do início de abril. Além disso, como o Spotify fala em “suspensão” dos serviços, isso deixa aberta a possibilidade de um possível retorno futuro.
Fonte: Tecmundo
Imagem: Olhar Digital
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Confira o Olhar Digital News na íntegra (15/06/2026)
Veja os destaques do Olhar Digital News desta segunda-feira:
Anthropic tenta derrubar bloqueio de modelos mais avançados de IA
A Anthropic tenta encontrar uma solução que permita restabelecer o acesso aos modelos de inteligência artificial mais avançados da empresa. Na última sexta-feira, a Casa Branca decidiu restringir o uso dos modelos de IA Fable 5 e Mythos 5. A medida levou a companhia a suspender o acesso às ferramentas também fora dos Estados Unidos.
Via Láctea já foi “quebrada” por colisão cósmica – e isso pode se repetir
Parte da história da Via Láctea foi revelada por um novo estudo. De acordo com o trabalho, a nossa galáxia se envolveu em uma colisão cósmica de grandes proporções, deixando marcas que puderam ser identificadas mesmo bilhões de anos depois. Além disso, os cientistas alertam que um evento do tipo pode se repetir no futuro.
SpaceX eleva arrecadação com ações e acelera aposta em foguetes e IA
No segundo dia de negociações na Bolsa de Valores, as ações da SpaceX voltaram a registrar uma alta expressiva. A valorização de 14% marcou mais um recorde para a empresa de Elon Musk.
Reino Unido vai proibir uso de redes sociais por menores de 16 anos
O governo do Reino Unido vai proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A declaração foi feita pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, nesta segunda-feira. As novas regras valerão para YouTube, Facebook e X, por exemplo. Já os serviços de mensagens como WhatsApp e Signal ficarão de fora.
Fox e Roku juntos? A fusão que pode criar um novo gigante da TV
A Fox anunciou a compra da Roku em um acordo avaliado em cerca de US$ 22 bilhões (R$ 110 bilhões). A negociação é uma tentativa de reposicionamento no mercado em um momento em que o consumo de conteúdo continua migrando rapidamente da TV para o streaming.
O Olhar Digital News vai ao ar de segunda a sexta-feira nas nossas redes sociais e YouTube.
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Tecnologia
Google contesta decisão histórica sobre responsabilidade por conteúdo de IA

A Alphabet, empresa-mãe do Google, anunciou, nesta sexta-feira (12), que irá recorrer de uma decisão judicial alemã que considerou a empresa legalmente responsável por alegações falsas que aparecem nos Resumos de IA (AI Overviews), uma funcionalidade que exibe sumários gerados por inteligência artificial (IA) acima dos resultados tradicionais de busca.
Decisão judicial contra o Google marca precedente importante
- O tribunal de Munique (Alemanha) emitiu uma decisão histórica contra os resumos gerados por IA do Google, determinando que o AI Overviews constitui conteúdo próprio da empresa;
- Esta decisão pode impactar significativamente outros desenvolvedores de inteligência artificial;
- “Este caso foca em erros específicos e pontuais, não na forma fundamental como o AI Overviews exibe conteúdo da web. Discordamos da decisão e planejamos recorrer”, disse um porta-voz do Google por e-mail à Reuters;
- O processo foi movido por duas editoras alemãs que alegaram que os Resumos de IA falsamente as vincularam a golpes e práticas comerciais duvidosas;
- A empresa reconhece que, embora a grande maioria dos AI Overviews seja precisa, podem ocorrer casos em que os resumos perdem contexto ou interpretam mal o conteúdo da web.

Leia mais:
- Google permitirá que sites parem de aparecer nos resultados de busca com IA
- 6 funções do Google que todo mundo precisa testar
- Sua pesquisa no Google pode ter como resposta comentários em rede social
Impactos na indústria de conteúdo
A integração de IA nos resultados de busca online do Google tem gerado críticas de editores e provedores de conteúdo, que afirmam que isso afetou negativamente seu tráfego, audiência e receita. Reguladores antitruste também estão investigando a questão.
O Google afirmou que toma ações rápidas contra violações de suas políticas para AI Overviews e que está comprometido em melhorar continuamente a precisão da tecnologia.
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Astrônomos descobrem ventos de buraco negro rápidos como forte furacão

Astrônomos identificaram um quasar distante — ou núcleo ativo de uma galáxia — alimentado por um buraco negro supermassivo que lança ventos em uma velocidade recorde de 30% da velocidade da luz, o equivalente a cerca de 323 milhões km/h. Segundo os pesquisadores, trata-se do vento de buraco negro mais rápido já observado especificamente em comprimentos de onda ultravioleta.
O objeto, chamado J2318, abriga um buraco negro com massa estimada em 1,7 bilhão de vezes a massa do Sol e está localizado a cerca de três bilhões de anos-luz da Terra. Embora essa seja uma massa considerada bastante típica para um buraco negro supermassivo, a velocidade dos ventos observados está longe de ser comum, afirmou Patrick Hall, pesquisador da Universidade de York (Canadá) e integrante da equipe.
“Em termos de velocidade, o vento deste quasar poderia ser chamado de um furacão categoria 79”, disse Lucas Seaton, líder do estudo e pesquisador da Universidade de York, em comunicado. “Cada categoria de furacão é cerca de 20% mais rápida do que a categoria abaixo. Chamar isso de categoria 79 dá uma ideia de quão rápido ele é, mas, é claro, esse vento é diferente de tudo o que existe na Terra.”
A origem desses ventos está no comportamento dos quasares. As galáxias grandes são consideradas lar de um buraco negro supermassivo em seus centros, com massas de milhões ou até bilhões de vezes a do Sol.
Mas nem todos esses gigantes cósmicos alimentam quasares ou emitem ventos tão potentes. Os quasares surgem quando esses buracos negros centrais são cercados por enormes quantidades de gás e poeira, chamadas de discos de acreção, que os alimentam gradualmente.
Leia mais:
- O que é um buraco negro?
- Buracos negros estão por trás de tecnologias essenciais do mundo moderno
- Buracos negros: nova técnica permite imagens coloridas e mais frequentes

“Ventos” de buraco negro?
- Como essas massas colossais geram forças gravitacionais intensas, os discos de acreção também sofrem fortes forças de maré, que produzem atrito e fazem o sistema brilhar intensamente em todo o espectro eletromagnético. Essa radiação também empurra matéria para longe dos discos, sob a forma de intensos “ventos” de buraco negro.
- “Nos quasares, muitas vezes vemos ventos de gás empurrados para longe do buraco negro pela luz do quasar”, disse Seaton. “O vento em J2318 pode ser visto em comprimentos de onda ultravioleta, com velocidades de até 30% da velocidade da luz. Ventos ainda mais rápidos podem ser vistos em comprimentos de onda de raios X, mas J2318 é o mais rápido já descoberto em comprimentos de onda ultravioleta”;
- A principal diferença em relação aos ventos terrestres está no fato de que os ventos de buracos negros são impulsionados pela radiação, por partículas de luz chamadas fótons que colidem com os átomos, e não pela pressão do ar.
“Os quasares emitem tantos fótons que esses pequenos impulsos se somam e geram velocidades extremas”, disse Seaton. “O problema é que os fótons também podem remover todos os elétrons dos átomos, tornando-os invisíveis. Como empurrar o gás até as velocidades que vemos enquanto mantemos intactos os íons de carbono e silício que observamos… é um verdadeiro quebra-cabeça!”
Para tentar resolver essa questão, a equipe recorreu a dados observacionais do SDSS-IV Time-Domain Spectroscopic Survey e do SDSS-V Black Hole Mapper, ambos parte do Sloan Digital Sky Survey (SDSS).
Seaton explicou que o sistema funciona como um prisma: “Assim como um arco-íris espalha a luz do Sol em diferentes comprimentos de onda, cores, o SDSS espalha a luz de certas estrelas, galáxias e quasares no que chamamos de seus espectros. A partir desses espectros, com prática, os estudantes aprendem a identificar quasares incomuns.”
Esses espectros detalhados de J2318 revelaram os ventos em alta velocidade do quasar no ultravioleta. O estudo de ventos de buracos negros como esse é considerado importante para entender como as galáxias evoluem, já que esses ventos são a forma como buracos negros supermassivos trocam energia com suas galáxias hospedeiras. Em especial, essa energia pode expulsar gás e poeira, matéria-prima para a formação de estrelas, sufocando o nascimento estelar nas galáxias.
“Esses fluxos extremos carregam quantidades incríveis de energia que podem afetar as galáxias ao redor. Eles funcionam como uma espécie de elo perdido: o feedback elusivo entre a região central ativa de uma galáxia e o restante da galáxia”, disse Paola Rodríguez Hidalgo, professora associada da Universidade de Washington em Bothell.
“Embora esse processo tenha sido incluído em simulações de formação de galáxias por décadas, ainda há muito trabalho a ser feito para entendê-lo por meio de observações e garantir que as simulações o tratem corretamente.”
A equipe e outros astrônomos devem continuar buscando ventos de buracos negros de alta velocidade na radiação ultravioleta, mas não estão confiantes de que encontrarão algo tão rápido quanto o de J2318.
“Não será fácil encontrar um outflow ultravioleta mais rápido do que o de J2318, mas estamos continuando essa busca do Universo próximo até os confins mais distantes do Universo que podemos ver”, concluiu Flores.
A pesquisa da equipe foi publicada na quinta-feira (4) no The Astrophysical Journal.
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