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Tecnologia

Spotify interrompe totalmente suas operações na Rússia

Colunista Noel Junior

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Mais uma multinacional do ocidente deixa a Rússia em resposta à invasão da Ucrânia: desta vez foi o Spotify, um dos principais serviços de streaming de música, podcast e vídeo do mundo, com sede na Suécia. Em declaração ao site iMore nesta sexta-feira (25), a empresa confirmou que sua retirada total de Moscou se deve à recente implantação de novas leis referentes à informação e à liberdade de expressão.

No início deste mês (3), o Spotify já havia fechado seus escritórios na Rússia, além de remover de sua plataforma uma série de conteúdos patrocinados pelo Estado. Na época, a empresa ainda cogitava continuar suas operações, afirmando que “é extremamente importante tentar manter nosso serviço operacional na Rússia para permitir o fluxo global de informações”.

Fechando as portas em Moscou

Hoje, a empresa disse continuar acreditando na importância de manter um serviço de informações confiáveis e independentes na região. Mas, ao fazer isso, afirmou um porta-voz ao iMore, pode estar colocando “em risco a segurança dos funcionários do Spotify e possivelmente até de nossos ouvintes”.

Chamando de difícil a decisão de suspender totalmente seus serviços na Rússia, o serviço de streaming afirmou que as medidas operacionais necessárias implicam que a medida só entrará em vigor a partir do início de abril. Além disso, como o Spotify fala em “suspensão” dos serviços, isso deixa aberta a possibilidade de um possível retorno futuro.

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Fonte: Tecmundo
Imagem: Olhar Digital

Tecnologia

Como os buracos negros supermassivos crescem? IA encontra novas pistas

Redação Informe ES

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Um dos maiores mistérios da astronomia é entender como os buracos negros supermassivos alcançam massas equivalentes a milhões ou até bilhões de vezes a do Sol. Agora, uma equipe de pesquisadores acredita ter encontrado novas pistas para responder a essa pergunta com a ajuda da inteligência artificial (IA).

Utilizando um modelo de aprendizado de máquina para analisar dados do Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), astrônomos identificaram sete candidatos promissores a quasares que também funcionam como lentes gravitacionais — um fenômeno raro previsto pela teoria da relatividade de Albert Einstein.

Segundo os pesquisadores, esses sistemas podem oferecer uma oportunidade única para observar buracos negros supermassivos em crescimento e entender melhor como eles evoluíram ao longo da história do Universo.

O estudo foi publicado em 22 de julho na revista científica The Astrophysical Journal.

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Quasares revelam a “infância” dos buracos negros

  • Os quasares são os núcleos extremamente brilhantes de algumas galáxias, alimentados por buracos negros supermassivos que estão consumindo grandes quantidades de gás e poeira;
  • Durante esse processo, uma enorme quantidade de energia é liberada, tornando os quasares tão luminosos que podem ofuscar completamente as galáxias onde estão localizados;
  • Para Everett McArthur, estudante de doutorado em astronomia da Universidade Estadual de Ohio e principal autor do estudo, esses objetos funcionam como registros dos primeiros estágios da evolução desses gigantes cósmicos;
  • “Os quasares são como fotos de bebê de um buraco negro supermassivo. Entender como passamos dos quasares para esses enormes buracos negros é realmente importante”, disse.

Alinhamento raro no Universo

Em alguns casos excepcionais, um quasar também atua como uma lente gravitacional. Isso acontece quando a intensa gravidade do objeto curva e amplia a luz emitida por uma galáxia ainda mais distante, funcionando como uma gigantesca lente natural.

Esses alinhamentos são extremamente raros, mas oferecem uma vantagem importante: permitem que os cientistas observem simultaneamente o quasar e a galáxia cuja luz está sendo ampliada, ajudando a reconstruir a evolução tanto do buraco negro quanto da própria galáxia.

Ilustração de um quasar
Ilustração de um quasar – Imagem: NASA, ESA, Joseph Olmsted (STScI)

Leia mais:

  • O que é um buraco negro?
  • Buracos negros supermassivos: como se formam os maiores monstros do Universo?
  • Buraco negro vizinho pode ser alvo de uma das maiores missões da humanidade

IA encontrou sete candidatos

Para localizar esses sistemas, os pesquisadores analisaram um catálogo com aproximadamente 800 mil quasares identificados pelo DESI.

Como existem poucos exemplos conhecidos de quasares que atuam como lentes gravitacionais, a equipe precisou criar simulações desses fenômenos para treinar o algoritmo de IA.

Depois do treinamento, o modelo reduziu o universo de pesquisa para cerca de 200 candidatos. Em seguida, os astrônomos analisaram manualmente cada caso até selecionar sete sistemas considerados promissores.

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Segundo os pesquisadores, a descoberta praticamente dobra o número de quasares desse tipo identificados em levantamentos astronômicos semelhantes.

Próximo passo é confirmar as descobertas

Os sete candidatos ainda precisam ser confirmados por meio de novas observações. Se forem validados, poderão fornecer uma nova ferramenta para investigar como buracos negros supermassivos cresceram e influenciaram a formação e a evolução das galáxias ao longo da história do Universo.

Além disso, o trabalho demonstra como a IA pode ajudar cientistas a encontrar fenômenos extremamente raros escondidos em enormes bancos de dados astronômicos, como os produzidos pelo DESI, responsável por mapear milhões de galáxias e quasares.

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Tecnologia

BYD cria carro que faz drift sozinho; motorista só desenha o percurso

Redação Informe ES

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A BYD apresentou um recurso inédito para seu esportivo Denza Z9: um modo de condução que permite ao carro realizar derrapagens controladas (drifts) de forma totalmente autônoma, sem que o motorista precise tocar no volante ou nos pedais durante a manobra.

Segundo a montadora chinesa, o sistema é o primeiro do tipo no mundo e está disponível de fábrica em todas as versões do Denza Z equipadas com a plataforma esportiva e³, que utiliza três motores elétricos.

Para iniciar a função, o motorista precisa apenas desenhar na tela central do veículo o formato da trajetória desejada, como um círculo ou um “8”. Em seguida, o carro executa automaticamente a derrapagem, reproduzindo o percurso indicado.

Durante a manobra, o motorista deve manter as mãos fora do volante e os pés longe dos pedais, já que todo o controle fica a cargo do sistema eletrônico do veículo.

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Mais de 1.500 cv de potência

  • O Denza Z é oferecido em quatro configurações de carroceria: cupê, conversível com capota de lona, perua esportiva e sedã;
  • A versão mais potente utiliza a plataforma e³ com três motores elétricos, que entregam 1.582 cavalos de potência (1.604 cv métricos);
  • Com esse conjunto, o esportivo acelera de 0 a 97 km/h em apenas 1,96 segundo, desempenho que o coloca na categoria dos hipercarros e faz dele o modelo mais rápido já produzido pela BYD.
Carro da BYD fazendo drift
Denza Z é oferecido em quatro configurações de carroceria: cupê, conversível com capota de lona, perua esportiva e sedã – Imagem: Reprodução/YouTube/Supercar Blondie

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Como o carro da BYD consegue derrapar sozinho

O sistema utiliza controle totalmente independente das rodas traseiras e esterçamento ativo do eixo traseiro para provocar e controlar continuamente a perda e a recuperação de aderência dos pneus. Dessa forma, o veículo consegue manter a derrapagem de maneira precisa, sem necessidade de comandos do motorista.

No entanto, a BYD alerta que o recurso não desvia automaticamente de obstáculos durante a execução do drift. Depois que a trajetória é definida, o software apenas segue o caminho programado. Por isso, a fabricante recomenda que a função seja utilizada apenas em pistas ou locais fechados, evitando riscos de acidentes.

Tecnologia também foi desenvolvida para aumentar a segurança

Embora o modo de drift tenha um forte apelo esportivo, a BYD afirma que a tecnologia foi criada principalmente para melhorar a segurança. Durante a manobra, o sistema monitora continuamente fatores como aderência do piso, ângulo de deslizamento dos pneus e inclinação da carroceria para manter o veículo equilibrado.

Segundo a empresa, os mesmos algoritmos capazes de controlar uma derrapagem intencional podem corrigir derrapagens inesperadas em alta velocidade mais rapidamente do que um motorista conseguiria.

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Tecnologia

Após invasão de agente da OpenAI, Sam Altman encontra senadores

Redação Informe ES

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O diretor-presidente da OpenAI, Sam Altman, reuniu-se nesta quarta-feira (29) com senadores dos Estados Unidos para discutir os próximos modelos de inteligência artificial (IA) da empresa. Os encontros acontecem poucos dias após a OpenAI revelar que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente de contenção durante um teste de segurança e realizou um ataque cibernético.

O episódio também levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a afirmar que seu governo avalia a adoção de “controles” para a IA, embora tenha ressaltado que não pretende limitar o desenvolvimento da tecnologia pelas empresas do setor.

Trump diz avaliar controles para IA

Questionado por jornalistas no Salão Oval sobre o incidente envolvendo o agente de IA da OpenAI, Trump afirmou que sua administração estuda a possibilidade de adotar mecanismos de controle para a tecnologia. “Estamos analisando controles”, declarou o presidente.

Ao mesmo tempo, Trump afirmou que não pretende impor restrições que impeçam as empresas de tecnologia de continuar desenvolvendo novos produtos de IA.

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Altman se reúne com senadores

Durante sua passagem por Washington, Altman participou de reuniões com os senadores Bernie Moreno e Jon Husted, segundo assessores dos parlamentares.

O executivo também foi visto entrando no gabinete do senador Raphael Warnock e ainda deve se reunir com o senador Mark Warner, principal democrata do Comitê de Inteligência do Senado, de acordo com um porta-voz do parlamentar.

Donald Trump em um púlpito com as mãos abertas e falando em um microfone
Trump quer controlar a IA após ela sair do controle da OpenAI – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

Questionado sobre o encontro com os legisladores, Altman confirmou que o incidente envolvendo o agente de IA foi discutido. “Tivemos várias reuniões sobre o que aconteceu”, afirmou. Segundo o executivo, porém, o episódio não foi o principal tema das conversas realizadas nesta quarta.

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  • Caso Hugging Face mostra como controlar agentes de IA virou desafio

Agente de IA escapou de ambiente de contenção

As reuniões em Washington acontecem dias depois de a OpenAI divulgar que um de seus agentes de IA conseguiu escapar de um ambiente de contenção durante um teste de segurança.

De acordo com a empresa, o sistema iniciou um ataque cibernético que comprometeu a infraestrutura da Hugging Face, plataforma amplamente utilizada por desenvolvedores para armazenar código e colaborar na criação de modelos de IA.

A Reuters revelou ainda que o agente também invadiu os sistemas de um cliente da Modal Labs, empresa de tecnologia sediada em Nova York.

Caso reforça debate sobre segurança

O episódio aumentou as preocupações de especialistas sobre os riscos associados ao avanço das capacidades da IA, especialmente na área de segurança cibernética.

O caso também evidenciou que mesmo as principais desenvolvedoras de IA podem enfrentar vulnerabilidades capazes de ser exploradas por seus próprios modelos, alimentando o debate sobre mecanismos de segurança e supervisão à medida que esses sistemas se tornam mais avançados.

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