Tecnologia
Threads: rede social do Instagram é a nova concorrente do Twitter

Desde que o Elon Musk comprou o Twitter, a rede social anunciou diversas mudanças que não agradaram nem um pouco seus usuários. Como resposta, surgiram vários concorrentes ao pássaro azul. O mais recente é o Threads, lançado no início de julho pelo Instagram, da Meta.
Até agora, os rivais do Twitter não tiveram um sucesso espetacular. Mas, isso pode mudar com a chegada da nova rede social da Meta, isso porque a big tech conta com uma base de usuários do WhatsApp, Facebook e Instagram, já tem a infraestrutura necessária para escalar o negócio e ainda tem o conhecimento de sucessos e fracassos para aplicar no Threads.
O que é o Threads da Meta
Threads é um aplicativo de conversa em texto, semelhante ao Twitter. O novo aplicativo, desenvolvido pela equipe do Instagram, permite postagens com até 500 caracteres, links, fotos e vídeos de até 5 minutos.
Quando você integra sua conta do Instagram ao Threads, você recebe um aviso de que “as futuras versões do Threads terão acesso ao fediverso”. Ou seja, a ideia é torná-lo compatível com as redes sociais abertas, como o Mastodon.
Como criar sua conta no Threads
Você não precisa ter uma conta ativa no Facebook ou Instagram para se inscrever no Threads. Abaixo, ensinaremos o passo a passo para os dois grupos, ok?
Para quem já tem conta no Instagram
Começando pelo mais simples, se você já tem uma conta do Instagram, siga o passo a passo:
- Baixe o app Threads (Android e iOS);
- Na página inicial toque em “Entrar com o Instagram”;
- Abra o app do Instagram, vá em notificações (no símbolo de coração) e aprove seu acesso;
- Volte para o Threads e aguarde o reconhecimento;
- Preencha com Bio e Link ou clique em “Importar do Instagram” para completar com as informações de lá. Após, clique em “Continuar”;
- Escolha entre perfil público ou privado e toque em “Continuar”;
- Por fim, leia como o Threads funciona e toque em “Entrar no Threads”.
Como usar o Threads
Para começar, você precisa adicionar pessoas. Encontre os perfis na aba da lupa. Ali, antes mesmo de você escrever, irão aparecer algumas sugestões de contas. Basta tocar em “Seguir” para acompanhar os posts. Já para adicionar um perfil específico, digite o nome no campo de busca e, depois, em “Seguir”.
Agora, quando esses usuários postarem, eles aparecerão na primeira aba, a da casinha. De forma parecida com o Twitter, você pode curtir, comentar, republicar ou citar no seu perfil. A boa novidade é que, além de compartilhar essas postagens em outros apps, você pode publicá-las também no Instagram – para isso, basta clicar no avião e escolher.
Já para escrever uma nova postagem, toque no aba do lápis. Agora, escreva sua mensagem e, se desejar, adicione fotos, vídeos e links. Antes de publicar, você pode mudar quem pode responder. Originalmente, estará configurado para “Qualquer pessoa pode responder”. Se preferir, toque em cima do botão e altere para “Perfis que você segue” ou “Somente mencionados”.
Na aba do coração, assim como no Instagram, você acompanha a atividade de sua conta. Aprove perfis, veja respostas, menções e contas verificadas que te seguem.
Por fim, no ícone de pessoa, você tem acesso ao seu perfil no Threads. Edite suas informações, alterne para o Instagram com apenas um toque ou veja suas postagens e respostas.
Fonte: OlharDigital
Tecnologia
Artemis 2: veja como foi o oitavo dia da missão

A missão Artemis 2 teve seu oitavo dia nesta quarta-feira (8). Diferente de terça-feira (7), os tripulantes Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen aproveitaram para realizar diversos testes em conjunto com a equipe em Houston (EUA).
Ao despertar, os astronautas estavam a 322.400 quilômetros da Terra e a 134.700 quilômetros da Lua. Além das atividades programadas, os tripulantes também receberam uma mensagem enviada pela Agência Espacial Canadense (CSA).
Como parte da rotina para manter a saúde durante a missão, todos realizaram sua sessão diária de exercícios utilizando o volante de inércia, equipamento projetado para o ambiente de microgravidade.
O dispositivo funciona por meio de um sistema de cabos que permite a execução de atividades aeróbicas, como o movimento de remo, além de exercícios de resistência, incluindo agachamentos e levantamento terra. A prática regular é essencial para minimizar os efeitos da ausência de gravidade no corpo humano.
Outro foco das atividades do dia envolve testes com uma vestimenta específica para intolerância ortostática, utilizada sob o traje do Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion. Os quatro astronautas participaram de avaliações e testes com o equipamento, que tem como objetivo auxiliar na manutenção da pressão arterial e da circulação sanguínea durante o retorno à gravidade terrestre.
A intolerância ortostática pode afetar astronautas após longos períodos em microgravidade, dificultando a permanência em pé sem sintomas, como tontura ou desmaio. Para mitigar esse problema, a vestimenta aplica compressão na parte inferior do corpo, ajudando a estabilizar o fluxo sanguíneo e contribuindo para um retorno mais seguro à Terra.
A missão prevê, ainda nesta quarta, uma interação com a imprensa. Por volta das 22h45 (horário de Brasília), os jornalistas terão a oportunidade de conversar com a tripulação após a histórica passagem da espaçonave pela Lua.
Na sequência, os astronautas assumirão o controle da cápsula Orion por volta das 23h55 (horário de Brasília) para realizar mais uma demonstração de pilotagem manual. Durante o teste, a tripulação utilizará a janela de visão da nave para centralizar um alvo designado e conduzir a espaçonave até uma posição com a cauda voltada para o Sol.
A atividade tem como objetivo coletar dados adicionais sobre as características de manuseio da Orion, além de avaliar os sistemas de orientação, navegação e controle. Ao posicionar a cápsula com a cauda direcionada ao Sol, os astronautas também conseguem gerenciar melhor as condições térmicas e a geração de energia da espaçonave.
Essa não é a primeira vez que a tripulação realiza esse tipo de procedimento. Uma demonstração semelhante já havia sido conduzida no início da missão, bem como durante testes de operações de proximidade, reforçando o treinamento e a validação dos sistemas da Orion em diferentes condições de voo.

Leia mais:
- Artemis 2: cientistas ficam surpresos com impactos de micrometeoros na Lua
- O elo entre Apollo e Artemis: como uma órbita em forma de 8 está levando a humanidade de volta à Lua
- “Beleza e escuridão”, astronautas da Artemis 2 contam como é o espaço profundo
Linha do tempo: o que aconteceu dia a dia na missão Artemis 2
Dia 1 (1º de abril): o retorno ao espaço profundo
- Superação de obstáculos: antes da decolagem, a NASA precisou corrigir uma falha de última hora no sistema de destruição do foguete. Entenda o problema técnico que quase adiou a missão;
- O lançamento: às 19h35 (horário de Brasília), o superfoguete SLS decolou da Flórida, levando quatro astronautas a bordo. Saiba como foi o lançamento histórico aqui;
- Painéis solares: pouco após entrar em órbita, a Orion abriu seus quatro painéis solares em formato de “X”, garantindo os 11 quilowatts de energia necessários para a viagem;
- Ajuste de órbita: a nave realizou uma manobra de elevação, estabelecendo uma órbita elíptica entre 185 km e 2.222 km de altitude para testes iniciais de sistemas.
Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua
- Rotina e exercícios: a tripulação testou o novo dispositivo de exercícios flywheel e despertou ao som de “Green Light”, de John Legend, escolhida pelo controle de missão;
- “Encanadora espacial”: a astronauta Christina Koch realizou um reparo de emergência no sistema sanitário da nave, garantindo o conforto da tripulação para o restante da viagem. Em vídeo, a astronauta conta como consertou o banheiro da Artemis 2;
- Injeção Translunar (TLI): às 20h49 (Brasília), a Orion acionou seus motores por quase seis minutos, saindo da órbita da Terra e entrando oficialmente na trajetória de cruzeiro para a Lua. Entenda em detalhes o que é a manobra que colocou a Orion na rota lunar.
Dia 3 (3 de abril): chegando cada vez mais perto
- A equipe testou vários equipamentos de primeiros socorros, como termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio;
- Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
- Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
- Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.
Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion
- No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
- A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
- Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
- Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6).
Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion
- Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
- Operação inédita: os astronautas se tornaram os primeiros a vestir e operar os novos trajes no espaço, testando rapidez e pressurização em emergências;
- Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.
Dia 6 (6 de abril): quebra de recordes e vislumbre de um eclipse solar total
- Os tripulantes a bordo da cápsula Orion bateram o recorde de distância percorrida por alguém a partir da Terra, quebrando o recorde (400 mil km) estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13;
- A equipe sobrevoou a Lua e fez análises sobre sua topografia e batizou uma cratera;
- No fim do dia, durante quase uma hora, eles puderam acompanhar um eclipse solar total que só pôde ser visto por eles. Eles aproveitaram para observar mais a Lua e o Sol.
Dia 7 (7 de abril): descanso merecido
- Orion saiu da esfera de influência lunar;
- Donald Trump, presidente dos EUA, conversou com os tripulantes;
- Um dos motores da cápsula foi acionado para realizar a primeira de três manobras de correção de rota;
- Restante do dia livre para os astronautas.
Dia 8 (8 de abril): dia de testes
- Testes de vestuário para intolerância ortostática;
- Testes de pilotagem manual.
Artemis 2: o que está planejado para os próximos dias
A agência espacial dos Estados Unidos detalhou o plano de dez dias da missão Artemis 2. Confira abaixo:
Dia 9
O último dia completo da Artemis 2 no espaço começará com os preparativos para o retorno à Terra.
A tripulação reservou um tempo para estudar os procedimentos de reentrada e pouso na água, além de conversar com a equipe de controle de voo. Outra queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a espaçonave permaneça no caminho certo.
A tripulação executará mais demonstrações para concluir sua lista de tarefas: sistemas de coleta de resíduos, caso o banheiro da Orion não funcione corretamente, e testes de ajuste das roupas para intolerância ortostática.
A intolerância ortostática, que pode causar sintomas como tontura e vertigem ao ficar em pé, é uma possibilidade para os astronautas quando retornarem à Terra e seus corpos precisarem se readaptar à força da gravidade sobre o fluxo sanguíneo. Roupas de compressão, usadas sob os trajes espaciais, podem ajudar.
Os membros da tripulação experimentarão suas roupas, terão suas circunferências corporais medidas e responderão a um questionário sobre o ajuste e a facilidade para vesti-las e retirá-las.
Dia 10
O último dia da missão Artemis 2 concentra-se em trazer a tripulação de volta para casa em segurança. Uma última queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a Orion esteja no caminho certo para o pouso na água.
A tripulação retornará sua cabine à configuração original, com os equipamentos guardados e os assentos em seus lugares, e vestirá seus trajes espaciais.
O módulo da tripulação se separará do módulo de serviço, cujos motores os guiaram ao redor da Lua e de volta à Terra. Isso vai expor o escudo térmico do módulo da tripulação, que protegerá a espaçonave e a tripulação enquanto atravessam a atmosfera terrestre e temperaturas de até cerca de 1.650ºC.
Uma vez que tenham passado com segurança pelo calor da reentrada, a cobertura que protegia o compartimento dianteiro da espaçonave será ejetada para dar lugar a uma série de paraquedas (dois paraquedas de frenagem que reduzirão a velocidade da cápsula para cerca de 495 km/h, seguidos por três paraquedas piloto que acionarão os três paraquedas principais finais).
Essas manobras reduzirão a velocidade da Orion para aproximadamente 27 km/h para um pouso no Oceano Pacífico, onde pessoal da NASA e da Marinha dos EUA estarão esperando, concluindo a missão Artemis 2.
Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.
O post Artemis 2: veja como foi o oitavo dia da missão apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Astronautas ouviram sons estranhos na Lua no passado

No dia 1º de abril (e não é mentira!), os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), partiram em uma jornada histórica: a missão Artemis 2. O voo os levou a contornar a Lua e chegar a mais de 406 mil km da Terra, estabelecendo um novo recorde de distância do planeta percorrida por humanos.
A Artemis 2 é a primeira missão tripulada do programa lunar da NASA e é comparável à Apollo 10, realizada no passado como um voo de reconhecimento antes do pouso lunar da Apollo 11. A missão atual e a histórica compartilham o objetivo de explorar e testar procedimentos críticos para futuras missões de pouso.
Em resumo:
- Apollo 10 fez voo de reconhecimento lunar em maio de 1969;
- Astronautas ouviram sons estranhos no lado oculto da Lua;
- Gene Cernan descreveu ruídos como assobios misteriosos;
- Michael Collins também ouviu sons semelhantes na missão seguinte;
- NASA explicou ruído como interferência nos rádios VHF.

Tripulação da Apollo 10 relatou ruídos e “objetos” inusitados
Durante o voo da Apollo 10, ocorreram episódios curiosos, que não ofereceram qualquer risco à tripulação. Em um deles, os astronautas se depararam com um inesperado “indicador de gravidade zero”: um resíduo humano que escapou e passou a flutuar pela cabine, causando surpresa e constrangimento.
O segundo episódio chamou mais atenção. No lado oculto da Lua, a tripulação ouviu assobios misteriosos, descritos como uma música espacial típica de ficção científica. O piloto do módulo lunar, Gene Cernan, comentou: “Essa música até parece de outro planeta, não é? Vocês ouvem isso?”

Apesar da estranheza, a tripulação, formada por Cernan, Thomas Stafford e John Young, manteve a calma e seguiu com as tarefas programadas. O fenômeno também foi registrado em outras missões lunares, como na Apollo 11, quando Michael Collins, sozinho no módulo de comando orbitando a Lua enquanto Armstrong e Aldrin estavam na superfície, ouviu sons semelhantes do lado oculto do satélite.
Leia mais:
- Artemis 2: NASA revela foto inédita de região inteira da Lua
- Artemis 2 vai quebrar recorde de distância percorrida por humanos no espaço
- Por que a missão Artemis 2 não vai pousar na Lua?
NASA explicou origem dos ruídos
A NASA havia previsto esses ruídos e assegurou que não representavam perigo. Depois, os técnicos confirmaram que o som era interferência entre rádios VHF do módulo lunar e do Módulo de Comando.
Segundo a transcrição oficial das comunicações da tripulação da Apollo 10 registradas durante a missão, o ruído começou quando o módulo lunar se separou do módulo principal e terminou com o pouso na Lua. A interrupção temporária da comunicação aumentou a sensação de mistério para os astronautas.
Segundo a CNN, Collins relatou em seu livro Carrying the Fire que, sem aviso prévio, teria se assustado bastante com o som sinistro. A explicação da NASA tranquilizou toda a equipe e esclareceu que não havia elementos extraterrestres envolvidos.
O áudio original da Apollo 10, divulgado em 2018 pela NASA, mostra por alguns segundos que o espaço sideral soou realmente estranho. O episódio mostra como pequenas falhas técnicas podem se transformar em histórias de mistério espacial. Ao mesmo tempo, destaca o rigor das missões lunares e a capacidade dos astronautas em lidar com situações inesperadas sem comprometer a segurança .
O post Astronautas ouviram sons estranhos na Lua no passado apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
Tecnologia
Artemis 2: o que rolou no quinto dia da missão da NASA à Lua

Neste domingo (5), a missão Artemis 2, da NASA, completou o quinto dia de viagem rumo à Lua. A cápsula Orion segue sua jornada pelo espaço profundo, aproximando-se gradualmente do satélite natural da Terra para contorná-lo e ter acesso a regiões lunares ainda inexploradas por humanos.
O destaque foi o primeiro uso em órbita dos trajes espaciais laranja, chamados Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion. Eles são usados durante o lançamento, a reentrada e em situações de emergência, garantindo oxigênio e proteção por até seis dias caso a cápsula perca pressão. Durante os testes, os astronautas ensaiaram vestir e pressurizar rapidamente os trajes, usar os assentos já equipados e até comer e beber através de uma abertura especial no capacete.

Segundo a NASA, os exercícios também avaliaram mobilidade, ergonomia, conforto, ajuste, controle térmico e comunicação do traje em microgravidade. Procedimentos de emergência foram repetidos, e dados importantes foram coletados para garantir que cada sistema funcione corretamente em qualquer situação inesperada. Em uma atualização, a agência anunciou o adiamento da atividade de despressurização da cabine, que estava marcada para hoje.
Após a avaliação dos trajes espaciais, concluída à 0h03 de segunda-feira (6), pelo horário de Brasília, a tripulação iniciou uma correção de trajetória (OTC, na sigla em inglês), para ajustar a rota da espaçonave rumo à Lua – procedimento que durou 17,5 segundos.
Anteriormente na missão, os controladores de voo haviam cancelado duas correções planejadas, já que a trajetória da Orion se manteve precisa.
Ainda de acordo com a NASA, a tripulação entrará na esfera de influência gravitacional lunar aproximadamente à 1h41 da madrugada de segunda-feira (6), dia em que a missão atinge o lado oculto da Lua.
Cada atividade reforça a segurança da nave e prepara os astronautas para os desafios de explorar o espaço profundo, trazendo informações inéditas para futuras missões lunares.
Linha do tempo: o que aconteceu dia a dia na missão Artemis 2
Dia 1 (1º de abril): o retorno ao espaço profundo
- Superação de obstáculos: antes da decolagem, a NASA precisou corrigir uma falha de última hora no sistema de destruição do foguete. Entenda o problema técnico que quase adiou a missão;
- O lançamento: às 19h35 (horário de Brasília), o superfoguete SLS decolou da Flórida, levando quatro astronautas a bordo. Saiba como foi o lançamento histórico aqui;
- Painéis solares: pouco após entrar em órbita, a Orion abriu seus quatro painéis solares em formato de “X”, garantindo os 11 quilowatts de energia necessários para a viagem;
- Ajuste de órbita: a nave realizou uma manobra de elevação, estabelecendo uma órbita elíptica entre 185 km e 2.222 km de altitude para testes iniciais de sistemas.

Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua
- Rotina e exercícios: a tripulação testou o novo dispositivo de exercícios flywheel e despertou ao som de “Green Light”, de John Legend, escolhida pelo controle de missão;
- “Encanadora espacial”: a astronauta Christina Koch realizou um reparo de emergência no sistema sanitário da nave, garantindo o conforto da tripulação para o restante da viagem. Em vídeo, a astronauta conta como consertou o banheiro da Artemis 2;
- Injeção Translunar (TLI): às 20h49 (Brasília), a Orion acionou seus motores por quase seis minutos, saindo da órbita da Terra e entrando oficialmente na trajetória de cruzeiro para a Lua. Entenda em detalhes o que é a manobra que colocou a Orion na rota lunar.
Dia 3 (3 de abril): chegando cada vez mais perto
- A equipe testou vários equipamentos de primeiros socorros, como termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio;
- Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
- Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
- Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.
Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion
- No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
- A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
- Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
- Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6).
Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion
- Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
- Operação inédita: os astronautas se tornaram os primeiros a vestir e operar os novos trajes no espaço, testando rapidez e pressurização em emergências;
- Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.

Leia mais:
- Artemis 2: NASA revela foto inédita de região inteira da Lua
- Artemis 2 vai quebrar recorde de distância percorrida por humanos no espaço
- Por que a missão Artemis 2 não vai pousar na Lua?
Artemis 2: o que está planejado para os próximos dias
A agência espacial dos Estados Unidos detalhou o plano de dez dias da missão Artemis 2. Confira abaixo:
Dia 6
A tripulação da Artemis 2 chegará mais perto da Lua no sexto dia de voo, viajando ao mesmo tempo mais longe da Terra.
A Artemis 2 poderá estabelecer um recorde de distância percorrida por alguém a partir da Terra, dependendo do dia do lançamento, quebrando o recorde atual (400 mil km) estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13.
Ao longo do dia, a tripulação chegará a uma distância de 6,4 mil a 9,6 mil km da superfície lunar enquanto contorna o lado oculto da Lua, que deverá parecer do tamanho de uma bola de basquete à distância de um braço.
Eles dedicarão a maior parte do dia a tirar fotos e gravar vídeos da Lua, registrando suas observações, tornando-se os primeiros a ver algumas partes da Lua com seus próprios olhos.
A tripulação registrará suas observações em tempo real, enquanto tira fotos e grava vídeos (inclusive durante os 30 a 50 minutos em que perderem a comunicação com a Terra ao passarem atrás da Lua). Dessa forma, suas observações poderão ser posteriormente vinculadas às imagens exatas que capturaram.
Dia 7
A Orion sairá da esfera de influência lunar na manhã do sétimo dia do voo. Antes que a tripulação da Artemis 2 se afaste muito da Lua, cientistas em solo, terão a oportunidade de conversar com a tripulação.
Na segunda metade do dia, o motor da Orion será acionado novamente para a primeira de três manobras de correção de trajetória de retorno, que ajustarão o caminho da Orion para casa.
O restante do dia será, em grande parte, livre para a tripulação, dando-lhes a oportunidade de descansar antes de retomarem suas tarefas finais antes do retorno à Terra.
Dia 8
As principais atividades do oitavo dia do voo incluem duas demonstrações da Orion.
Primeiro, a tripulação avaliará sua capacidade de se proteger de eventos de alta radiação, como erupções solares. Eles usarão os suprimentos e equipamentos da Orion para construir um abrigo, se necessário.
A radiação será uma preocupação constante à medida que os humanos se aventurarem no espaço profundo. E vários experimentos serão realizados com o objetivo de coletar dados sobre os níveis de radiação dentro da Orion.
Ao final do dia, a tripulação testará a capacidade de pilotagem manual da Orion, conduzindo a espaçonave por diversas tarefas. Eles vão:
- Centralizar um alvo escolhido nas janelas da Orion;
- Posicionar a espaçonave com a cauda voltada para o Sol;
- Executar manobras de atitude, comparando os modos de controle de atitude de seis e três graus de liberdade da espaçonave.
Dia 9
O último dia completo da Artemis 2 no espaço começará com os preparativos para o retorno à Terra.
A tripulação reservou um tempo para estudar os procedimentos de reentrada e pouso na água, além de conversar com a equipe de controle de voo. Outra queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a espaçonave permaneça no caminho certo.
A tripulação executará mais demonstrações para concluir sua lista de tarefas: sistemas de coleta de resíduos, caso o banheiro da Orion não funcione corretamente, e testes de ajuste das roupas para intolerância ortostática.
A intolerância ortostática, que pode causar sintomas como tontura e vertigem ao ficar em pé, é uma possibilidade para os astronautas quando retornarem à Terra e seus corpos precisarem se readaptar à força da gravidade sobre o fluxo sanguíneo. Roupas de compressão, usadas sob os trajes espaciais, podem ajudar.
Os membros da tripulação experimentarão suas roupas, terão suas circunferências corporais medidas e responderão a um questionário sobre o ajuste e a facilidade para vesti-las e retirá-las.
Dia 10
O último dia da missão Artemis 2 concentra-se em trazer a tripulação de volta para casa em segurança. Uma última queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a Orion esteja no caminho certo para o pouso na água.
A tripulação retornará sua cabine à configuração original, com os equipamentos guardados e os assentos em seus lugares, e vestirá seus trajes espaciais.
O módulo da tripulação se separará do módulo de serviço, cujos motores os guiaram ao redor da Lua e de volta à Terra. Isso vai expor o escudo térmico do módulo da tripulação, que protegerá a espaçonave e a tripulação enquanto atravessam a atmosfera terrestre e temperaturas de até cerca de 1.650ºC.
Uma vez que tenham passado com segurança pelo calor da reentrada, a cobertura que protegia o compartimento dianteiro da espaçonave será ejetada para dar lugar a uma série de paraquedas (dois paraquedas de frenagem que reduzirão a velocidade da cápsula para cerca de 495 km/h, seguidos por três paraquedas piloto que acionarão os três paraquedas principais finais).
Essas manobras reduzirão a velocidade da Orion para aproximadamente 27 km/h para um pouso no Oceano Pacífico, onde pessoal da NASA e da Marinha dos EUA estarão esperando, concluindo a missão Artemis 2.
Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.
O post Artemis 2: o que rolou no quinto dia da missão da NASA à Lua apareceu primeiro em Olhar Digital.
Powered by WPeMatico
-

Economia2 dias atrásGoverno eleva imposto do cigarro para bancar querosene e biodiesel
-

Tecnologia1 dia atrásAstronautas ouviram sons estranhos na Lua no passado
-
Negócios1 dia atrás
Oncoclínicas Comunica Renúncia de Presidente do Conselho
-

Cidades22 horas atrásCariacica publica no Diário Oficial nomeação de aprovados em concurso público
-

Geral2 dias atrásGovernador Ricardo Ferraço anuncia Jordano Bruno como novo delegado-geral da Polícia Civil
-
Negócios3 horas atrás
3 “Red Flags” Que Eliminam Candidatos no Google, Segundo VP de Recrutamento
-

Tecnologia3 horas atrásArtemis 2: veja como foi o oitavo dia da missão























