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Você pode ingerir agrotóxicos em alimentos que nem imagina, diz estudo

Redação Informe ES

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Um levantamento do relatório “Tem veneno nesse pacote”, divulgado anualmente pelo Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) aponta para um cenário preocupante. Foram encontrados traços de agrotóxicos em biscoitos maisena, bolinhos industrializados e até mesmo alimentos congelados à base de plantas e grãos, chamados de plant based, e que supostamente são mais saudáveis.

Leia mais

  • O que são e para que servem os agrotóxicos?
  • Mistura de agrotóxicos é encontrada em água de mais de 200 cidades brasileiras
  • Quais são os riscos do uso de agrotóxicos?

Alimentos estão entre os mais consumidos pelos brasileiros

  • No total, foram analisados mais de 24 produtos de oito categorias diferentes.
  • Segundo o estudo, metade deles apresentou resíduos de agrotóxicos.
  • O principal agrotóxico encontrado foi o herbicida glifosato, o mais utilizado no mundo.
  • De acordo com a Agência Internacional para a Pesquisa Sobre Câncer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS), o herbicida já foi, inclusive, proibido em diversos países.
  • De acordo com o relatório, foram detectados quatro tipos diferentes de agrotóxicos nos biscoitos maisena das marcas Marilan e Triunfo.
  • Outros alimentos com traços das substâncias foram os macarrões instantâneos da marca Nissin (o famoso miojo), o bolinho Ana Maria sabor chocolate e bebidas lácteas.
  • Especialistas explicam que a farinha de trigo utilizada nos ultraprocessados contém agrotóxicos.
  • O ingrediente também está presente na massa dos empanados e no macarrão instantâneo.
  • Já o amido de milho e o açúcar são alguns dos principais ingredientes do biscoito maisena.
  • No caso dos produtos à base de plantas, como hambúrgueres sabor carne e empanado sabor frango, o congelado da Sadia apresentou dois resquícios de agrotóxicos a mais do que a mesma versão de origem animal.
  • O mesmo ocorreu com o empanado vegetal, em terceiro lugar na lista dos produtos com mais substâncias.
Farinha de trigo utilizada nos ultraprocessados contém agrotóxicos (Imagem: Billion Photos/Shutterstock)

O que dizem os citados

A reportagem com os dados foi publicada pela Folha de São Paulo. Em resposta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse que alimentos industrializados não recebem aplicação direta de agrotóxicos no campo, mas podem conter resíduos decorrentes da matéria-prima utilizada. Nesses casos, são adotados os mesmos valores de limite estabelecidos para alimentos naturais, exceto nos casos de concentração ou desidratação do alimento.

Em nota, a Marilan, responsável pelo biscoito maisena, a Nissin, do miojo, a Selmi, da marca de macarrão Renata e a Bimbo, dos bolinhos Ana Maria, disseram que seguem a conformidade da Anvisa para agrotóxicos.

A Bagley, da marca Triunfo, disse ainda que todas as matérias-primas utilizadas na fabricação do biscoito não possuem “a menor possibilidade” da presença de qualquer resquício de substâncias tóxicas.

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A Selmi e a Nissin afirmaram fazer a análise contínua e monitoramento das farinhas utilizadas na produção e que não constataram resultados não previstos em legislação.

Já a Bimbo observou que não há nenhum lote dos bolinhos Ana Maria à venda que apresente riscos à saúde e segurança do consumidor.

A JBS, companhia que controla a Seara, ressaltou que todos os produtos da marca respeitam os parâmetros tanto da Anvisa quanto do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, além de possuir laboratório dedicado à pesquisa de contaminantes.

Por fim, a BRF, detentora da Sadia, destacou que a produção dos alimentos é fiscalizada por órgãos competentes e que os níveis apontados pelo estudo estão abaixo dos padrões previstos em legislação.

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Em nota, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) disse que estudos sobre a presença de agrotóxicos em alimentos devem ser sempre baseados em informações completas e precisas, e que o referente estudo apresenta “resultados de resíduos de agrotóxicos sem mencionar que existem limites seguros estabelecidos pela legislação sanitária”, o que pode confundir o consumidor. Segundo a entidade, as “indústrias brasileiras de alimentos trabalham com alto nível de responsabilidade em seus insumos e matérias-primas” e que “atende à legislação brasileira, assim como de 190 países para os quais exporta”.

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LOUD vence NRG em série de cinco mapas, vai à final do VCT Americas e garante vaga no Champions

Redação Informe ES

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A LOUD está na grande final do VCT Americas. Neste sábado (5), a equipe brasileira derrotou a NRG por 3 a 2 em uma série melhor de cinco e, além de avançar à decisão, garantiu sua classificação para o Champions Shanghai.

Agora, a LOUD volta ao servidor neste domingo (6), às 14h, quando enfrenta a 100 Thieves em uma série melhor de cinco pelo título do VCT Americas. A equipe norte-americana chegou à decisão após vencer a NRG por 2 a 0 na fase anterior.

Para a LOUD, a classificação internacional também encerra um período de ausência: segundo Luque, será a primeira participação da organização no Champions em três anos.

LOUD mantém a calma para fechar série em cinco mapas

Imagem: TheSpike.gg/ Reprodução

O confronto contra a NRG chegou ao quinto mapa e teve o controle emocional como um dos principais temas após a partida. Erde contou que a equipe conseguiu fazer um reset mental antes do mapa decisivo e entrar mais tranquila para buscar a vitória.

Do outro lado, a NRG reconheceu a capacidade de adaptação da adversária. Bonkar destacou especialmente a mudança de desempenho da LOUD na Lotus em relação aos treinamentos entre as equipes.

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“Da última vez que jogamos contra eles, nós acabamos com eles. Desta vez, eles acabaram conosco”, afirmou Bonkar.

Apesar da eliminação, a temporada da NRG ainda não terminou. A equipe já está classificada para o Champions Shanghai, e Ethan afirmou que o resultado em São Paulo não representa uma crise semelhante a outros momentos difíceis vividos pelo time. Para ele, foram apenas “alguns dias ruins”.

LOUD volta ao Champions

Imagem: Engage XP/ Reprodução

Além da vaga na final, a vitória confirmou a LOUD entre os representantes das Américas no próximo Champions. Romanilli, único argentino classificado para o torneio, destacou o peso pessoal da conquista e lembrou que mantém uma bandeira de seu país no quarto em Los Angeles.

“Hoje eu subi um degrau muito grande. Quero mais. Quero ganhar amanhã”, afirmou Romanilli.

Darker também celebrou a classificação como o único colombiano no Champions e dedicou a conquista a Davis, ex-jogador já falecido.

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“Um campeão não nasce campeão, ele é feito”, disse.

Para Tecazinho, que disputa sua primeira temporada nos palcos do Tier 1, a campanha também representa uma experiência inédita. O jogador classificou o momento como “incrível” e destacou tanto a química entre os companheiros quanto o apoio recebido em São Paulo.

A força da torcida voltou a ser mencionada por Luxo. Questionado sobre quanto da energia da equipe vinha dos próprios jogadores e quanto vinha das arquibancadas, ele resumiu: “50/50, a gente e a torcida.”

LOUD e 100 Thieves decidem o VCT Americas

A LOUD terá pouco tempo para comemorar. A grande final contra a 100 Thieves acontece neste domingo (06), às 14h, novamente em uma melhor de cinco.

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As duas equipes chegam à decisão também com suas vagas no Champions garantidas. Para os brasileiros, porém, o domingo representa a oportunidade de transformar a recuperação durante os playoffs em título diante da própria torcida.

Depois de eliminar G2 e NRG em sequência, a LOUD agora está a uma série de terminar sua passagem por São Paulo como campeã das Américas.

A final poderá, também, ser acompanhada nas redes oficiais da VCT Americas. 

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Anthropic muda política de dados após pressão de clientes empresariais

Redação Informe ES

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A Anthropic anunciou, nesta terça-feira (1), que vai mudar uma controversa política de retenção de dados para clientes empresariais após receber “muitos comentários” de usuários. Em seu lugar, a empresa pretende implementar uma nova solução chamada Enterprise Frontier Safeguards.

A política de retenção existente foi apresentada em junho, junto com o lançamento do Claude Fable 5 e do Mythos 5, dois dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados da companhia. Na época, a Anthropic informou que exigiria a retenção de todo o tráfego desses modelos por 30 dias como forma de ajudar a combater usos indevidos e ataques cibernéticos “complexos e novos”.

A empresa havia se comprometido a não utilizar os dados para nenhuma finalidade que não estivesse relacionada à segurança, incluindo o treinamento de modelos. Ainda assim, muitos clientes empresariais demonstraram preocupação com a medida.

Segundo Kate Jensen, chefe da Anthropic para as Américas, a companhia passou centenas de horas trabalhando com clientes para desenvolver uma alternativa.

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Nova solução dá mais controle às empresas

  • Com o lançamento do Enterprise Frontier Safeguards, as empresas poderão controlar como seus dados são analisados, armazenados e gerenciados. A solução também permitirá realizar monitoramento automatizado de segurança sem a necessidade de revisão humana por parte da Anthropic;
  • A empresa afirmou que não cobrará pelo recurso e que os controles funcionarão tanto para clientes que acessam diretamente as tecnologias da Anthropic quanto para aqueles que utilizam os modelos por meio de provedores de nuvem;
  • “Podemos fazer a análise de que realmente precisamos para ajudar todos a se sentirem confiantes, mas isso fica nos sistemas e nos dados deles, para que não precisem comprometer sua própria postura de privacidade”, disse Jensen em entrevista à CNBC;
  • A política de retenção de dados anunciada em junho continuará valendo para assinantes que não são clientes empresariais e utilizam os modelos da linha Mythos.
Logo da Anthropic acima; à frente, dizeres "IPO" na tela de um smartphone na horizontal
IPO da empresa pode ocorrer muito em breve – Imagem: RixAiArt/Shutterstock

Leia mais:

  • Claude.AI: como usar inteligência artificial
  • Claude IA: 4 coisas que o chatbot pode fazer que o ChatGPT não consegue
  • Anthropic cria nova barreira após Claude acessar sistemas na internet

Empresas são fundamentais para a Anthropic

Fundada em 2021, a Anthropic obtém a maior parte de sua receita com a venda de produtos e serviços para empresas. O mercado corporativo é considerado especialmente importante para a companhia enquanto ela se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A Anthropic também disputa espaço com concorrentes, como a OpenAI, que apresentou, no início deste mês, sua própria solução de retenção zero de dados para modelos avançados.

Na semana passada, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia antecipado o Enterprise Frontier Safeguards durante uma entrevista à CNBC sobre a expansão da parceria da companhia com a Salesforce.

Amodei afirmou que a solução ajuda a garantir que os dados dos clientes da Salesforce permaneçam privados e que os modelos da Anthropic “não saiam do controle”. Segundo ele, a empresa dedicou uma “enorme quantidade de esforço” ao gerenciamento das permissões da integração entre as duas companhias.

Jensen afirmou estar “muito confiante” de que a Anthropic verá uma aceleração na adoção de seus produtos após o anúncio, especialmente em tarefas que envolvem os dados mais sensíveis dos clientes.

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A empresa também anunciou nesta terça-feira seus dois novos modelos, Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1, que, segundo a Anthropic, apresentam melhorias em programação, trabalho de conhecimento e pesquisa.

O Enterprise Frontier Safeguards será disponibilizado em fases, e a Anthropic pretende ampliar sua disponibilidade ao longo do outono no hemisfério Norte.

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Copos de papel descartáveis também liberam plástico quando entram em contato com calor

Redação Informe ES

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Copos de papel descartáveis usados para café, chá e outras bebidas quentes podem liberar milhões de partículas de plástico. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland (UQ), na Austrália, com recipientes revestidos por polietileno (PE) ou ácido polilático (PLA).

Os dois tipos de revestimento liberaram partículas quando entraram em contato com água quente. Nos experimentos, porém, os copos com PLA, considerado biodegradável, apresentaram uma liberação de partículas aproximadamente 12 vezes maior em massa total do que aqueles revestidos com PE.

Microplásticos contaminação
Um simples café quente pode entrar em contato com partículas liberadas pelo revestimento interno do copo descartável. Imagem: Svetlozar Hristov/iStock

O papel esconde uma camada plástica

Para entender a liberação de partículas, os pesquisadores analisaram dois tipos de copos descartáveis: aqueles revestidos internamente com polietileno (PE) e os que usam ácido polilático (PLA), uma alternativa biodegradável ao plástico convencional.

Embora sejam chamados de copos de papel, esses recipientes normalmente recebem uma fina camada de material plástico na parte interna. O objetivo é evitar que a bebida atravesse o papel e, ao mesmo tempo, ajudar o copo a manter sua estrutura quando entra em contato com líquidos.

É justamente essa camada que entrou no foco do estudo. Quando os copos foram expostos à água quente, tanto o PE quanto o PLA liberaram partículas plásticas. A diferença apareceu na quantidade liberada por cada material.

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Um copo feito principalmente de papel não significa que o copo seja livre de plástico, porque muitos contêm um fino revestimento plástico que proporciona resistência à água e integridade estrutural.

Dr. Elvis Okoffo, pesquisador da Queensland Alliance for Environmental Health Sciences (QAEHS), da Universidade de Queensland, em nota.

PLA liberou mais partículas

A diferença entre os materiais apareceu nas medições. Os pesquisadores encontraram aproximadamente 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro nos copos com PLA. Nos recipientes revestidos com PE, foram cerca de 2,7 milhões de partículas por mililitro.

As nanopartículas são extremamente pequenas: têm espessura equivalente a cerca de um milésimo da de um fio de cabelo humano.

Os principais resultados do experimento foram:

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  • Os revestimentos de PE liberaram partículas plásticas na presença de água quente.
  • O mesmo ocorreu com os copos revestidos de PLA.
  • A massa total de partículas liberada pelo PLA foi aproximadamente 12 vezes maior.
  • Copos de PLA apresentaram cerca de 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro.
  • Nos copos de PE, foram registradas aproximadamente 2,7 milhões de partículas por mililitro.
Os efeitos das partículas plásticas sobre a saúde humana ainda não estão claros, segundo os pesquisadores. Imagem: Deemerwha studio/Shutterstock

O impacto na saúde ainda é incerto

Os pesquisadores não afirmam que o consumo de bebidas em copos descartáveis cause problemas de saúde. O que acontece com essas partículas depois que chegam ao organismo ainda não está claro.

“Isso não significa necessariamente que as pessoas devam parar de usar copos de papel, ou que o PLA seja inerentemente inseguro”, disse Okoffo.

Leia mais:

  • Microplásticos no dia a dia: onde eles estão sem você notar
  • Cinco perguntas sobre microplásticos que você precisa fazer
  • Plástico “vivo” usa bactérias para se autodestruir sob comando

Para o pesquisador, os materiais usados em produtos que entram em contato com alimentos precisam ser avaliados também pela quantidade de partículas que podem liberar durante o uso cotidiano.

A equipe defende que consumidores recebam informações sobre os materiais presentes nos revestimentos e que órgãos reguladores considerem testes de liberação de micro e nanoplásticos na avaliação de segurança de produtos destinados a bebidas quentes.

“Os formuladores de políticas e reguladores poderiam considerar se os testes de liberação de micro e nanoplásticos deveriam fazer parte da avaliação de segurança dos materiais que entram em contato com alimentos, especialmente produtos desenvolvidos para bebidas quentes”, afirmou.

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