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Feira dos Municípios 2024: contagem regressiva para celebrar a cultura dos capixabas

Redação Informe ES

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A contagem regressiva para a tão esperada Feira dos Municípios 2024 já começou! Marcada para acontecer de 6 a 9 de junho, no Pavilhão de Carapina, na Serra, o evento promete ser um verdadeiro mergulho na riqueza cultural e gastronômica do Espírito Santo. 

Com horários de funcionamento flexíveis para atender a todos os públicos, a Feira estará aberta das 14h às 22h nos dias 6 e 7 de junho, das 10h às 22h no dia 8 de junho e das 10h às 18h no dia 9 de junho. E o melhor de tudo: a entrada é gratuita! 

Fruto da parceria entre o Governo do Estado, por meio da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), das Secretarias do Turismo (Setur) e da Cultura (Secult), do Espírito Santo Convention & Visitors Bureau, além do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) e a Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), a Feira dos Municípios 2024 promete repetir o sucesso do ano anterior. 

Recordando o êxito de 2023, quando mais de 60 mil visitantes desfrutaram de quatro dias repletos de cultura e entretenimento, a edição deste ano promete superar todas as expectativas. Com 77 estandes representando os municípios capixabas, além de uma programação diversificada com mais de 30 manifestações culturais e 20 atrações musicais locais, os visitantes terão a oportunidade de explorar e celebrar a diversidade do Estado. 

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A estrutura da feira foi planejada para garantir uma experiência única para todos os presentes. Com um parque de diversões, uma roda gigante, mini fazenda e o charmoso Espaço Flores, os visitantes poderão se encantar com as diversas atividades disponíveis. 

E para os amantes da boa comida e bebida, a Feira dos Municípios oferecerá uma praça de alimentação interna e outra externa, com 12 restaurantes, 14 cervejarias, uma estação de drinks e uma estação de vinho. 

O secretário de Estado do Turismo, Philipe Lemos, ressaltou a importância da Feira como um evento para desenvolvimento do turismo e também como celebração da identidade e orgulho capixaba. “O turismo é um pilar fundamental para a economia do Espírito Santo, impulsionando empregos e preservando nossas tradições culturais e gastronômicas. A Feira dos Municípios é o reflexo dessa diversidade. Junte-se a nós neste evento!”.

Quinta-feira (06)

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Palco Raízes

19h    Solenidade
21h30    Zero27
    
Palco Pocar

18h    Orquestra Ammor
20h    Moxuara

Palco Experiências

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14h    Fanfarra – Ibatiba
14h30     Orquestra – Ibatiba
15h    Os Tropeirinhos – Ibatiba
16h    Grupo de Ukulelê e Violão – Ibatiba
17h    Grupo de Viola Caipira – Ibatiba
20h    Ademar Teixeira – Pinheiros

Ruas Da Feira

14h    Banda de Congo – Serra
16h    Mini Trio – São Mateus
18h    Cortejo de Todos os Povos – Aracruz

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Sexta-feira (07)

Palco Raízes

17h     Ada Koffi
19h     Douglas Lopes
21h30     Os Germanos
    
Palco Pocar

18h     Luiza Dutra
20h     Herança
22h30     Seis 3
    
Palco Experiências

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14h    Forró Fogumano – Conceição da Barra
15h    Banda da Escola Cívico Militar Divane Lessa de Moraes – Viana
17h    Orquestra de Flauta Doce – São Roque do Canaã
18h    Grupo de Dança Folclórica Frau Karolim – Itarana
19h    Paella Caipira – Itaguaçu
20h    Dança Alemã Tanzfreunde – Domingos Martins

Coreto

19h     Grupo Estirpe – Teatro – Mucurici         

Ruas Da Feira

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17h    Mini Trio –  São Mateus
18h    Banda de Congo – Fundão
20h    Grupo de Jongo São Benedito  – Alfredo Chaves
 

Sábado (08)

Palco Raízes

12h30 – Projeto Feijoada
16h – Dj Fábio Carvalho
18h – Juana Zancheta
20h – Budah
22h30 – Trio Clandestino
    
Palco Pocar

17h – Ronnie Silveira
19h – Eloá Puri
21h – Macucos
    
Palco Experiências

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10h – Mini Coagem de Café – Brejetuba
11h – Grupo Senzala Patrimônio dos Pretos de Santa Luzia – Ecoporanga
12h – Feijoada Da Dona Isolina e Caxambu Da Velha Rita – Cachoeiro de Itapemirim
13h – Grupo Pfalplatter – Dança Alemã – Vila Pavão
14h – Jongo Mãe África – Presidente Kenedy
15h – Boi Azulão – Muniz Freire
16h – Omelete – Sta Maria De Jetibá
17h – Folia de Reis Estrela do Oriente – Muqui
18h – Fritada da Carne de Sol – Montanha
19h – Jongo de São Cosme e São Damião Mestra Bibiu – Conceição Da Barra
20h – Lira Mateense – São Mateus
21h – Banda Estrela dos Artistas – Serra

Coreto

11h – Associação Cultural Educacional de Capoeira Filhos da Princesa do Sul – Piúma
12h – Final do Cortejo Cultural Carnevale Di Venezia – Nova Venécia
15h – Grupo Di Ballo Figli Della Terra – Itaguaçu
16h – Grupo Radice D’itália – Marilândia
17h – Grupo Bate Flecha – Alegre
18h – Folia de Reis de São Sebastião – Afonso Cláudio

Ruas Da Feira

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10h – Quadrilha do São João – Irupi
11h – Grupo de Metais – Banda Bila Eins – Santa Maria de Jetibá
12h – Cortejo Cultural Carnevale Di Venezia – Nova Venécia
14h – Grupo Raízes e Evolução – Cortejo – Jaguaré
15h – Bloco de Carnaval – Atílio Vivaqua
16h – Mini Trio – São Mateus
18h – Cortejo Carne De Sol – Montanha
19h – Banda Lira 23 de Dezembro – Rio Novo do Sul
20h – Banda de Congo São Sebastião e São Benedito De Piapitangui – Viana
21h – Cortejo Banda Por do Sol – Conceição da Barra

Domingo (09)

Palco Raízes

12h – Jenifer

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15h – Premiação

17h30 – Marcos E Willian

Palco Pocar

13h30 – Regional Da Nair

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16h – Pele Morena

19h – Banda Auê

Palco Experiências

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10h – Chegada da Cavalgada –  Afonso Cláudio

11h – Grupo A.C.A.P.O.E.I.R.A. – Mestre Cota – Guarapari

12h – Aula Show Tropeiro de Ibatiba

13h – Grupo de Dança Caribó Origem e Arte – São Domingos do Norte

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14h – Matuta Moderna – Quadrilha – Mantenópolis

15h – Grupo de Dança Estrela do Oriente –  Ibatiba

16h – Dança Polonesa – Grupo Orzet Biaty – Águia Branca

17h – Grupo Folclórico Vasco Fernandes Coutinho – Vila Velha

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18h – Grupo Educart Caparaó – Irupi

Coreto

11h – Grupo de Dança Infantil Circolo Trentino – Santa Teresa

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14h – Grupo Folcloristico Piccinini Dei Monti – Araguaia – Marechal Floriano

Ruas Da Feira

10h – Cortejo Da Cavalgada De Afonso Cláudio

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11h – Cortejo Pomerano – Santa Maria de Jetibá 

12h – Banda de Congo de São Benedito do Bairro São Cristovão – Ibiraçu

13h – Associação das Bandas de Congo de Cariacica

14h – Grupo Folclórico Jaraguá De Anchieta

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15h – Mini trio – São Mateus

16h – Cortejo Grupo Afrozumba – Nova Venécia 

17h – Cortejo Tropeiro Móvel – Ibatiba

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Setur
Leonardo Sales
(27) 3636-8009
imprensa@turismo.es.gov.br

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Juiz de Fora: desastre reflete negligência com aquecimento global

Redação Informe ES

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Os temporais que deixaram pelo menos 3 mil pessoas desabrigadas, 400 desalojados e 47 mortos na Zona da Mata mineira são reflexo de negligência com as mudanças climáticas. A avaliação é de especialistas ouvidos pela Agência Brasil que consideram os fatores climáticos e humanos responsáveis pelas fortes chuvas em Juiz de Fora e Ubá, com enxurradas, deslizamentos de terra e cheias de rios acima do normal.

“Quando estamos falando de extremos, de riscos ambientais, estamos falando de mudanças climáticas”, afirmou o geógrafo Miguel Felippe, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

De acordo com ele, a prevenção passa pela adoção de uma agenda de políticas públicas para o meio ambiente, tema que tem sido negligenciado nos últimos anos. “Toda essa onda negacionista relacionada às mudanças climáticas, obviamente, reverbera agora em desastres como esses.”

Para Felippe, especialista em hidrologia, geografia física e riscos socioambientais, as chuvas extremas e os eventos extremos tendem a ficar mais comuns daqui para a frente.

A negligência ocorre em todos os níveis de governo no Brasil e no mundo, onde a pauta climática, da qual faz parte o planejamento urbano, é apresentada por políticos como um entrave ao desenvolvimento econômico, analisou o geógrafo. “Essa falsa contraposição continua sendo usada como ativo na disputa eleitoral”, analisou.
 

Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Casas são destruídas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Casas são destruídas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil

Mesmo assim, explica, é na política que é preciso buscar soluções. O professor da UFJF  sugere começar pelo ordenamento urbano das cidades. Segundo ele, o Poder Público perdeu o controle dos terrenos para o capital imobiliário que, na prática, define qual o valor dos imóveis e, logo, o perfil socioeconômico dos moradores. O resultado é que as pessoas pobres são empurradas para áreas de menor valor econômico, que são as de maior risco de desastre ambiental.

“O discurso de que as pessoas pobres não devem ocupar áreas de risco despreza o elemento mais importante: é o capital imobiliário que define quem vai morar aonde”, destacou.

Dessa forma, segundo Felippe, as áreas com maiores perdas de vidas e materiais, em Juiz de Fora, são os bairros pobres. “Esta é a população com menor capacidade de resiliência e que vai ter mais dificuldade de se reconstituir.”

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O professor lembrou que as áreas de risco são conhecidas. No entanto, ações de mitigação, parte da política ambiental, esbarram na falta de recursos. “Pelo que li nos jornais, em Minas Gerais, verbas destinadas ao enfrentamento de chuvas sofreram cortes expressivos entre 2023 e 2025”, afirmou.

Levantamento realizado pelo jornal O Globo, com dados oficiais do Portal da Transparência, mostra que os recursos para a Defesa Civil estadual caíram de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões, coincidindo com o segundo governo de Romeu Zema. Procurado pela reportagem, o governo estadual não comentou.
 

Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Bombeiros retiram corpo de escombros após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Bombeiros retiram corpo de escombros após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil

As políticas de resiliência precisam incluir também a conscientização da população, de acordo com Felippe. Em muitos casos, moradores de áreas de risco não sabem o que fazer em casos de alertas geológicos. “É preciso ir a campo, conversar com as pessoas, instruir, ter um plano de contingência muito claro”, recomendou.

A maioria das vítimas dos temporais de segunda-feira (23) é de Juiz de Fora, cidade que tem uma das maiores proporções de pessoas morando em áreas de risco, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). De acordo com o órgão, o município recebeu, em um dia, quase toda a chuva esperada para fevereiro, com impactos concentrados nos bairros Morro do Imperador, Paineiras e Parque Burnier, onde a Agência Brasil relatou um resgate.

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Combinação de riscos

A topografia da cidade, em área de montanha, com suscetibilidade natural a deslizamentos e inundações, ajuda a explicar porque o município é um dos que mais recebem alertas do Cemaden.  A posição geográfica faz com que Juiz de Fora receba umidade vinda direta do mar. E, como o mar está mais quente, há mais evaporação de água que, ao subir e encontrar as montanhas, deságua em chuvas, explicou Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagem do Cemaden.

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De acordo com o meteorologista, o aquecimento global está por trás desse efeito. “O Oceano Atlântico está muito mais quente do que o normal. Na costa, a temperatura está 3 graus Celsius (°C) acima do normal e isso é muito para o oceano”, avaliou.

Seluchi explicou que o ar que transita em cima do mar carrega mais umidade.

“Nos últimos anos, temos mais umidade do que costumamos ter nesta época e isso é uma consequência do aquecimento global”, afirmou.

“Esse é um preço que pagamos pelas decisões tomadas no passado”, avaliou, criticando o descumprimento de acordos internacionais para conter os impactos no clima.

“O que nos resta? Nos adaptarmos. Tornar as cidades mais resilientes a esses desastres, o que é muito mais difícil”, analisou. Como conter inundações e deslizamentos é mais difícil, ele considera que o certo é retirar as pessoas sempre que houver um alerta, além de controlar a expansão de áreas de risco.

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Seluchi cita como exemplo a experiência do Japão, país frequentemente afetado por grandes desastres, que treina os moradores para escapar nesses casos. “A Defesa Civil não evacua um por um. Ali, as pessoas já sabem a rota de fuga”.
 

Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Moradores retiram móveis de suas casas  após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Moradores retiram móveis de suas casas após fortes chuvas em Juiz de Fora – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil

Resiliência das cidades

Pensando também na resiliência das cidades, dentro de uma política para o enfrentamento das mudanças climáticas, há soluções de engenharia que podem ser adotadas, na visão do professor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Matheus Martins, especialista em drenagem urbana.

Ele lembrou que Juiz de Fora cresceu do Vale do Rio Paraibuna para as encostas e que, por isso, é uma cidade muito suscetível a cheias e a deslizamentos com as chuvas.

“Trata-se de um vale encharcado que, quando tem excesso de chuva, a água ocupa a planície, inundando a várzea, que é onde a cidade cresceu”, afirmou.  

Para evitar tragédias nessas áreas mais próximas aos rios, ele sugere intervenções como pôlders, uma técnica que consiste em isolar uma área inundável por meio de muros e utilizar bombas para remover o excesso aos poucos. Essa intervenção de engenharia, conhecida no Brasil, vem da Holanda, país no nível do mar que exige manutenção constante, embora só seja usada a cada dez ou 20 anos.
 

Juiz de Fora (MG), 24/02/2026 - Rio acima do nível normal após fortes chuvas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rio sobe acima do nível normal após fortes chuvas em Juiz de Fora – Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Talvez, para grandes volumas [de chuva], o alagamento seja inevitável”, disse o professor da UFRJ. “Mas temos que trabalhar a cidade para que ela consiga conviver o melhor possível com isso e os pôlderes são uma das soluções.”  

Nessas áreas mais baixas, de várzea, próximas aos rios, outra opção, sugere, é a construção de parques públicos, quando possível, além de intervenções para tornar o solo mais permeável, medida que deve ser adotada também nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, que também vêm sofrendo com inundações.

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“No solo com floresta, projetamos que 10% da chuva vão escoar, mas 90% ficam retidos, se infiltrando aos poucos no solo. Uma chuva de dia a dia, num bairro urbanizado,  é quase o contrário: 10% ficam retidos em pequenos pontos, no telhado, em buracos; na urbanização, 90% viram escoamento superficial [que gera alagamento]”, disse.

A prefeitura de Juiz de Fora tem estudos para fazer intervenções em bairros específicos, mas as obras ainda não foram concluídas. Somente o governo federal aprovou R$ 30,1 milhões para contenção de encostas no município entre 2024 e 2025 por meio do Novo PAC, mas, segundo o Ministério das Cidades, recursos de R$ 1,2 milhão foram liberados. Para drenagem urbana, há um repasse de R$ 356 milhões programado.

As obras são do projeto de macrodrenagem Juiz de Fora + 100, da prefeitura, e incluem os bairros de Santa Luzia, Industrial, Mariano Procópio e Democrata.

Agencia Brasil

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Mais 24 mil pessoas no Espírito Santo terão internet de alta qualidade e melhor sinal de celular

Redação Informe ES

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Com ações estratégicas de inclusão digital, o Ministério das Comunicações e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), levarão internet de melhor sinal de celular para 22 localidades de 17 municípios do Espírito Santo. Ao todo, cerca de 24 mil pessoas serão beneficiadas.

As melhorias fazem parte das metas do edital de licitação da faixa de 700 MHz, lançado em fevereiro deste ano para ampliar a cobertura móvel, com tecnologia 5G em diversas regiões do país. O leilão, previsto para abril, priorizará a expansão do serviço em áreas rurais e remotas.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, explicou que a medida vem para reduzir desigualdades no acesso das pessoas à internet. “Esse leilão é essencial para levar sinal de celular e conectividade a lugares com falhas de cobertura. Todos os brasileiros precisam ter acesso à comunicação, aos serviços digitais e às oportunidades que a internet oferece”, disse.

Municípios do Espírito Santo que serão atendidos: Aracruz, Boa Esperança, Cachoeiro de Itapemirim, Domingos Martins, Ecoporanga, Ibitirama, Itapemirim, Jaguaré, Linhares, Mantenópolis, Mimoso do Sul, Muqui, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Mateus, Vargem Alta e Viana.

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Novos serviços

No Brasil, a expectativa com o leilão é de 1,2 milhão de pessoas beneficiadas e 500 pequenas localidades sejam conectadas. Além de fortalecer o 4G, a faixa de 700 MHz vai ampliar o alcance do 5G, levando a tecnologia a locais que hoje ainda não contam com conexão de qualidade. A iniciativa também abre caminho para novos serviços, como equipamentos conectados à internet.

Diferente de outros leilões, este não tem como foco arrecadar recursos para o governo federal. A maior parte do valor pago pelas empresas será convertida em investimentos obrigatórios para ampliar a cobertura do serviço móvel, principalmente em regiões que hoje não são atendidas de forma adequada.

A liberação da faixa de 700 MHz foi possível após o avanço da TV digital, que permitiu reorganizar o uso das frequências e abrir espaço para a expansão dos serviços móveis.

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O edital, aprovado pelo Tribunal de Contas da União, está alinhado à política pública de ampliar a competição, acelerar a cobertura e evitar que o espectro permaneça ocioso caso não haja interesse nas etapas iniciais.

Como vai funcionar o leilão:

  • A faixa será oferecida novamente para aumentar a concorrência entre as operadoras.
  • O espectro será dividido em blocos regionais.
  • Cada empresa poderá adquirir até duas regiões.
  • O processo terá três etapas, começando por operadoras regionais e, ao final, aberto a qualquer empresa interessada.
  • O foco é ampliar a cobertura, estimular investimentos e melhorar a qualidade do sinal.

Ascom MCom
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério das Comunicações

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PRF: quase 44% das mortes nas estradas envolvem veículos de carga

Redação Informe ES

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No balanço da Operação Rodovida, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, nesta segunda-feira (23), que das 1.172 mortes nas estradas federais brasileiras registradas nos últimos 66 dias, um total de 514 vítimas esteve em acidentes que envolveram veículos de carga. O número representou 43,93% do total.

Os acidentes com esse tipo de veículo totalizaram 3.149  casos. Eles representam 23,81% do total de sinistros nas estradas. Os dados foram apresentados em evento na cidade de Aracaju (SE) no encerramento da operação. 

A Operação Rodovida começou em 18 de dezembro do ano passado e durou até o último domingo (22). 

A corporação afirmou que, dentre esses acidentes com veículos de carga, as colisões frontais foram as que mais resultaram em mortes, com 288 no total (o maior número). 

Mortes no carnaval

Durante o período carnavalesco, pelo menos 130 pessoas morreram nas estradas. Segundo a corporação, foi o carnaval mais violento da década. 

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Os números mostraram ainda um aumento de 8,54% nos acidentes de trânsito graves durante os dias de folia. A  maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas.

Alta velocidade

Durante toda a Operação Rodovida, ao menos 1,2 milhão de veículos dos mais diferentes tipos apresentaram excesso de velocidade. Outros números que trouxeram preocupação à corporação foram de  58,7 mil ultrapassagens irregulares e 11,1 mil motoristas embriagados ao volante. 

Segundo a PRF, a proposta da operação foi de fazer a segurança nos períodos de maior movimentação nas estradas, o que incluiu as férias escolares e as operações Natal, Ano Novo e Carnaval. 

Celular ao volante

Segundo ainda a corporação, foram flagrados também 9,6 mil condutores utilizando o celular enquanto dirigiam. Além disso, 54,5 mil pessoas não usaram o cinto de segurança ou a “cadeirinha” para crianças até quatro anos de idade. 

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Entre os ocupantes de motocicletas, 10,3 mil pessoas não usaram o capacete. Entre os motoristas profissionais (de ônibus ou caminhão, por exemplo), 17,1 mil não respeitaram a Lei do Descanso (que estabelece ao menos 11 horas de pausa em um dia).

Agencia Brasil

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