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Natureza reduz temperatura nas cidades em até 5 °C; entenda

Áreas verdes podem resfriar em até 5 °C a temperatura do ar em ambiente urbano. É o que mostra um estudo internacional com participação da Universidade de São Paulo (USP), que revisou 202 artigos científicos sobre o assunto.
A pesquisa avaliou resultados obtidos em jardins botânicos, parques verdes, telhados verdes, rios e lagos. Metade dos dados vieram da Ásia, sendo a China o principal país estudado na região. Nações de Europa, América do Norte, América do Sul, África, além de Austrália e Nova Zelândia, também participaram do levantamento, que analisou 51 itens divididos em dez categorias.
O maior impacto foi verificado em jardins botânicos, com máxima de 5 °C e mínima de 3,5 °C, seguidos pelas áreas úmidas, entre 3,2 °C e 4,9 °C; paredes verdes, de 4,1 °C a 4,2 °C; árvores nas ruas, 3,1 °C a 3,8 °C; e varandas com vegetação, de 2,7 °C e 3,8 °C.

“Em trabalhos anteriores, foram analisadas emissões em diferentes tipos de cozinhas em diferentes partes do mundo, e a exposição a poluentes produzidos por diferentes modais de transporte, como carros, ônibus e trens”, explica a física Maria de Fátima Andrade, professora do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, uma das autoras do artigo, ao Jornal da USP.
“A pesquisa atual teve o objetivo de fazer uma revisão de trabalhos publicados em diferentes países sobre o impacto da presença de vegetação ou água na mitigação do calor urbano”, prossegue. A idealização e coordenação do estudo ficou a cargo do professor Prashant Kumar, da Universidade de Surrey (Reino Unido).
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Áreas verdes: de olho no futuro
Cidades com elevado grau de urbanização, onde a temperatura é mais alta do que em regiões rurais próximas, são classificadas como ilhas de calor. “O trabalho integrou instituições de países que têm desenvolvido projetos em temas ligados à poluição do ar e outras questões da urbanização, como a ilha de calor urbana”, explica a professora.
“Outro ponto importante é o papel da vegetação na absorção de gás carbônico através da fotossíntese. Esse papel da vegetação pode ser determinado com medidas em superfície”, acrescenta. O CO₂ é um dos principais poluentes presentes na atmosfera, emitido principalmente a partir da queima de combustíveis fósseis.
Com base nos dados, os pesquisadores sugerem uma série de medidas para implementação por autoridades e governos, incluindo novos códigos para construções nas cidades e planos de ação oficiais para a recuperação de áreas verdes.
O artigo “Urban heat mitigation by green and blue infrastructure: Drivers, effectiveness, and future needs” (“Mitigação do calor urbano por meio de infraestruturas verdes e azuis: motivadores, eficácia e necessidades futuras”, na tradução literal) foi publicado na The Innovation.
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Artemis 2: veja como foi o oitavo dia da missão

A missão Artemis 2 teve seu oitavo dia nesta quarta-feira (8). Diferente de terça-feira (7), os tripulantes Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen aproveitaram para realizar diversos testes em conjunto com a equipe em Houston (EUA).
Ao despertar, os astronautas estavam a 322.400 quilômetros da Terra e a 134.700 quilômetros da Lua. Além das atividades programadas, os tripulantes também receberam uma mensagem enviada pela Agência Espacial Canadense (CSA).
Como parte da rotina para manter a saúde durante a missão, todos realizaram sua sessão diária de exercícios utilizando o volante de inércia, equipamento projetado para o ambiente de microgravidade.
O dispositivo funciona por meio de um sistema de cabos que permite a execução de atividades aeróbicas, como o movimento de remo, além de exercícios de resistência, incluindo agachamentos e levantamento terra. A prática regular é essencial para minimizar os efeitos da ausência de gravidade no corpo humano.
Outro foco das atividades do dia envolve testes com uma vestimenta específica para intolerância ortostática, utilizada sob o traje do Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion. Os quatro astronautas participaram de avaliações e testes com o equipamento, que tem como objetivo auxiliar na manutenção da pressão arterial e da circulação sanguínea durante o retorno à gravidade terrestre.
A intolerância ortostática pode afetar astronautas após longos períodos em microgravidade, dificultando a permanência em pé sem sintomas, como tontura ou desmaio. Para mitigar esse problema, a vestimenta aplica compressão na parte inferior do corpo, ajudando a estabilizar o fluxo sanguíneo e contribuindo para um retorno mais seguro à Terra.
A missão prevê, ainda nesta quarta, uma interação com a imprensa. Por volta das 22h45 (horário de Brasília), os jornalistas terão a oportunidade de conversar com a tripulação após a histórica passagem da espaçonave pela Lua.
Na sequência, os astronautas assumirão o controle da cápsula Orion por volta das 23h55 (horário de Brasília) para realizar mais uma demonstração de pilotagem manual. Durante o teste, a tripulação utilizará a janela de visão da nave para centralizar um alvo designado e conduzir a espaçonave até uma posição com a cauda voltada para o Sol.
A atividade tem como objetivo coletar dados adicionais sobre as características de manuseio da Orion, além de avaliar os sistemas de orientação, navegação e controle. Ao posicionar a cápsula com a cauda direcionada ao Sol, os astronautas também conseguem gerenciar melhor as condições térmicas e a geração de energia da espaçonave.
Essa não é a primeira vez que a tripulação realiza esse tipo de procedimento. Uma demonstração semelhante já havia sido conduzida no início da missão, bem como durante testes de operações de proximidade, reforçando o treinamento e a validação dos sistemas da Orion em diferentes condições de voo.

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Linha do tempo: o que aconteceu dia a dia na missão Artemis 2
Dia 1 (1º de abril): o retorno ao espaço profundo
- Superação de obstáculos: antes da decolagem, a NASA precisou corrigir uma falha de última hora no sistema de destruição do foguete. Entenda o problema técnico que quase adiou a missão;
- O lançamento: às 19h35 (horário de Brasília), o superfoguete SLS decolou da Flórida, levando quatro astronautas a bordo. Saiba como foi o lançamento histórico aqui;
- Painéis solares: pouco após entrar em órbita, a Orion abriu seus quatro painéis solares em formato de “X”, garantindo os 11 quilowatts de energia necessários para a viagem;
- Ajuste de órbita: a nave realizou uma manobra de elevação, estabelecendo uma órbita elíptica entre 185 km e 2.222 km de altitude para testes iniciais de sistemas.
Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua
- Rotina e exercícios: a tripulação testou o novo dispositivo de exercícios flywheel e despertou ao som de “Green Light”, de John Legend, escolhida pelo controle de missão;
- “Encanadora espacial”: a astronauta Christina Koch realizou um reparo de emergência no sistema sanitário da nave, garantindo o conforto da tripulação para o restante da viagem. Em vídeo, a astronauta conta como consertou o banheiro da Artemis 2;
- Injeção Translunar (TLI): às 20h49 (Brasília), a Orion acionou seus motores por quase seis minutos, saindo da órbita da Terra e entrando oficialmente na trajetória de cruzeiro para a Lua. Entenda em detalhes o que é a manobra que colocou a Orion na rota lunar.
Dia 3 (3 de abril): chegando cada vez mais perto
- A equipe testou vários equipamentos de primeiros socorros, como termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio;
- Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
- Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
- Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.
Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion
- No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
- A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
- Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
- Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6).
Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion
- Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
- Operação inédita: os astronautas se tornaram os primeiros a vestir e operar os novos trajes no espaço, testando rapidez e pressurização em emergências;
- Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.
Dia 6 (6 de abril): quebra de recordes e vislumbre de um eclipse solar total
- Os tripulantes a bordo da cápsula Orion bateram o recorde de distância percorrida por alguém a partir da Terra, quebrando o recorde (400 mil km) estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13;
- A equipe sobrevoou a Lua e fez análises sobre sua topografia e batizou uma cratera;
- No fim do dia, durante quase uma hora, eles puderam acompanhar um eclipse solar total que só pôde ser visto por eles. Eles aproveitaram para observar mais a Lua e o Sol.
Dia 7 (7 de abril): descanso merecido
- Orion saiu da esfera de influência lunar;
- Donald Trump, presidente dos EUA, conversou com os tripulantes;
- Um dos motores da cápsula foi acionado para realizar a primeira de três manobras de correção de rota;
- Restante do dia livre para os astronautas.
Dia 8 (8 de abril): dia de testes
- Testes de vestuário para intolerância ortostática;
- Testes de pilotagem manual.
Artemis 2: o que está planejado para os próximos dias
A agência espacial dos Estados Unidos detalhou o plano de dez dias da missão Artemis 2. Confira abaixo:
Dia 9
O último dia completo da Artemis 2 no espaço começará com os preparativos para o retorno à Terra.
A tripulação reservou um tempo para estudar os procedimentos de reentrada e pouso na água, além de conversar com a equipe de controle de voo. Outra queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a espaçonave permaneça no caminho certo.
A tripulação executará mais demonstrações para concluir sua lista de tarefas: sistemas de coleta de resíduos, caso o banheiro da Orion não funcione corretamente, e testes de ajuste das roupas para intolerância ortostática.
A intolerância ortostática, que pode causar sintomas como tontura e vertigem ao ficar em pé, é uma possibilidade para os astronautas quando retornarem à Terra e seus corpos precisarem se readaptar à força da gravidade sobre o fluxo sanguíneo. Roupas de compressão, usadas sob os trajes espaciais, podem ajudar.
Os membros da tripulação experimentarão suas roupas, terão suas circunferências corporais medidas e responderão a um questionário sobre o ajuste e a facilidade para vesti-las e retirá-las.
Dia 10
O último dia da missão Artemis 2 concentra-se em trazer a tripulação de volta para casa em segurança. Uma última queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a Orion esteja no caminho certo para o pouso na água.
A tripulação retornará sua cabine à configuração original, com os equipamentos guardados e os assentos em seus lugares, e vestirá seus trajes espaciais.
O módulo da tripulação se separará do módulo de serviço, cujos motores os guiaram ao redor da Lua e de volta à Terra. Isso vai expor o escudo térmico do módulo da tripulação, que protegerá a espaçonave e a tripulação enquanto atravessam a atmosfera terrestre e temperaturas de até cerca de 1.650ºC.
Uma vez que tenham passado com segurança pelo calor da reentrada, a cobertura que protegia o compartimento dianteiro da espaçonave será ejetada para dar lugar a uma série de paraquedas (dois paraquedas de frenagem que reduzirão a velocidade da cápsula para cerca de 495 km/h, seguidos por três paraquedas piloto que acionarão os três paraquedas principais finais).
Essas manobras reduzirão a velocidade da Orion para aproximadamente 27 km/h para um pouso no Oceano Pacífico, onde pessoal da NASA e da Marinha dos EUA estarão esperando, concluindo a missão Artemis 2.
Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.
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Astronautas ouviram sons estranhos na Lua no passado

No dia 1º de abril (e não é mentira!), os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), partiram em uma jornada histórica: a missão Artemis 2. O voo os levou a contornar a Lua e chegar a mais de 406 mil km da Terra, estabelecendo um novo recorde de distância do planeta percorrida por humanos.
A Artemis 2 é a primeira missão tripulada do programa lunar da NASA e é comparável à Apollo 10, realizada no passado como um voo de reconhecimento antes do pouso lunar da Apollo 11. A missão atual e a histórica compartilham o objetivo de explorar e testar procedimentos críticos para futuras missões de pouso.
Em resumo:
- Apollo 10 fez voo de reconhecimento lunar em maio de 1969;
- Astronautas ouviram sons estranhos no lado oculto da Lua;
- Gene Cernan descreveu ruídos como assobios misteriosos;
- Michael Collins também ouviu sons semelhantes na missão seguinte;
- NASA explicou ruído como interferência nos rádios VHF.

Tripulação da Apollo 10 relatou ruídos e “objetos” inusitados
Durante o voo da Apollo 10, ocorreram episódios curiosos, que não ofereceram qualquer risco à tripulação. Em um deles, os astronautas se depararam com um inesperado “indicador de gravidade zero”: um resíduo humano que escapou e passou a flutuar pela cabine, causando surpresa e constrangimento.
O segundo episódio chamou mais atenção. No lado oculto da Lua, a tripulação ouviu assobios misteriosos, descritos como uma música espacial típica de ficção científica. O piloto do módulo lunar, Gene Cernan, comentou: “Essa música até parece de outro planeta, não é? Vocês ouvem isso?”

Apesar da estranheza, a tripulação, formada por Cernan, Thomas Stafford e John Young, manteve a calma e seguiu com as tarefas programadas. O fenômeno também foi registrado em outras missões lunares, como na Apollo 11, quando Michael Collins, sozinho no módulo de comando orbitando a Lua enquanto Armstrong e Aldrin estavam na superfície, ouviu sons semelhantes do lado oculto do satélite.
Leia mais:
- Artemis 2: NASA revela foto inédita de região inteira da Lua
- Artemis 2 vai quebrar recorde de distância percorrida por humanos no espaço
- Por que a missão Artemis 2 não vai pousar na Lua?
NASA explicou origem dos ruídos
A NASA havia previsto esses ruídos e assegurou que não representavam perigo. Depois, os técnicos confirmaram que o som era interferência entre rádios VHF do módulo lunar e do Módulo de Comando.
Segundo a transcrição oficial das comunicações da tripulação da Apollo 10 registradas durante a missão, o ruído começou quando o módulo lunar se separou do módulo principal e terminou com o pouso na Lua. A interrupção temporária da comunicação aumentou a sensação de mistério para os astronautas.
Segundo a CNN, Collins relatou em seu livro Carrying the Fire que, sem aviso prévio, teria se assustado bastante com o som sinistro. A explicação da NASA tranquilizou toda a equipe e esclareceu que não havia elementos extraterrestres envolvidos.
O áudio original da Apollo 10, divulgado em 2018 pela NASA, mostra por alguns segundos que o espaço sideral soou realmente estranho. O episódio mostra como pequenas falhas técnicas podem se transformar em histórias de mistério espacial. Ao mesmo tempo, destaca o rigor das missões lunares e a capacidade dos astronautas em lidar com situações inesperadas sem comprometer a segurança .
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Artemis 2: o que rolou no quinto dia da missão da NASA à Lua

Neste domingo (5), a missão Artemis 2, da NASA, completou o quinto dia de viagem rumo à Lua. A cápsula Orion segue sua jornada pelo espaço profundo, aproximando-se gradualmente do satélite natural da Terra para contorná-lo e ter acesso a regiões lunares ainda inexploradas por humanos.
O destaque foi o primeiro uso em órbita dos trajes espaciais laranja, chamados Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion. Eles são usados durante o lançamento, a reentrada e em situações de emergência, garantindo oxigênio e proteção por até seis dias caso a cápsula perca pressão. Durante os testes, os astronautas ensaiaram vestir e pressurizar rapidamente os trajes, usar os assentos já equipados e até comer e beber através de uma abertura especial no capacete.

Segundo a NASA, os exercícios também avaliaram mobilidade, ergonomia, conforto, ajuste, controle térmico e comunicação do traje em microgravidade. Procedimentos de emergência foram repetidos, e dados importantes foram coletados para garantir que cada sistema funcione corretamente em qualquer situação inesperada. Em uma atualização, a agência anunciou o adiamento da atividade de despressurização da cabine, que estava marcada para hoje.
Após a avaliação dos trajes espaciais, concluída à 0h03 de segunda-feira (6), pelo horário de Brasília, a tripulação iniciou uma correção de trajetória (OTC, na sigla em inglês), para ajustar a rota da espaçonave rumo à Lua – procedimento que durou 17,5 segundos.
Anteriormente na missão, os controladores de voo haviam cancelado duas correções planejadas, já que a trajetória da Orion se manteve precisa.
Ainda de acordo com a NASA, a tripulação entrará na esfera de influência gravitacional lunar aproximadamente à 1h41 da madrugada de segunda-feira (6), dia em que a missão atinge o lado oculto da Lua.
Cada atividade reforça a segurança da nave e prepara os astronautas para os desafios de explorar o espaço profundo, trazendo informações inéditas para futuras missões lunares.
Linha do tempo: o que aconteceu dia a dia na missão Artemis 2
Dia 1 (1º de abril): o retorno ao espaço profundo
- Superação de obstáculos: antes da decolagem, a NASA precisou corrigir uma falha de última hora no sistema de destruição do foguete. Entenda o problema técnico que quase adiou a missão;
- O lançamento: às 19h35 (horário de Brasília), o superfoguete SLS decolou da Flórida, levando quatro astronautas a bordo. Saiba como foi o lançamento histórico aqui;
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- Ajuste de órbita: a nave realizou uma manobra de elevação, estabelecendo uma órbita elíptica entre 185 km e 2.222 km de altitude para testes iniciais de sistemas.

Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua
- Rotina e exercícios: a tripulação testou o novo dispositivo de exercícios flywheel e despertou ao som de “Green Light”, de John Legend, escolhida pelo controle de missão;
- “Encanadora espacial”: a astronauta Christina Koch realizou um reparo de emergência no sistema sanitário da nave, garantindo o conforto da tripulação para o restante da viagem. Em vídeo, a astronauta conta como consertou o banheiro da Artemis 2;
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Dia 3 (3 de abril): chegando cada vez mais perto
- A equipe testou vários equipamentos de primeiros socorros, como termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio;
- Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
- Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
- Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.
Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion
- No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
- A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
- Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
- Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6).
Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion
- Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
- Operação inédita: os astronautas se tornaram os primeiros a vestir e operar os novos trajes no espaço, testando rapidez e pressurização em emergências;
- Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.

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Artemis 2: o que está planejado para os próximos dias
A agência espacial dos Estados Unidos detalhou o plano de dez dias da missão Artemis 2. Confira abaixo:
Dia 6
A tripulação da Artemis 2 chegará mais perto da Lua no sexto dia de voo, viajando ao mesmo tempo mais longe da Terra.
A Artemis 2 poderá estabelecer um recorde de distância percorrida por alguém a partir da Terra, dependendo do dia do lançamento, quebrando o recorde atual (400 mil km) estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13.
Ao longo do dia, a tripulação chegará a uma distância de 6,4 mil a 9,6 mil km da superfície lunar enquanto contorna o lado oculto da Lua, que deverá parecer do tamanho de uma bola de basquete à distância de um braço.
Eles dedicarão a maior parte do dia a tirar fotos e gravar vídeos da Lua, registrando suas observações, tornando-se os primeiros a ver algumas partes da Lua com seus próprios olhos.
A tripulação registrará suas observações em tempo real, enquanto tira fotos e grava vídeos (inclusive durante os 30 a 50 minutos em que perderem a comunicação com a Terra ao passarem atrás da Lua). Dessa forma, suas observações poderão ser posteriormente vinculadas às imagens exatas que capturaram.
Dia 7
A Orion sairá da esfera de influência lunar na manhã do sétimo dia do voo. Antes que a tripulação da Artemis 2 se afaste muito da Lua, cientistas em solo, terão a oportunidade de conversar com a tripulação.
Na segunda metade do dia, o motor da Orion será acionado novamente para a primeira de três manobras de correção de trajetória de retorno, que ajustarão o caminho da Orion para casa.
O restante do dia será, em grande parte, livre para a tripulação, dando-lhes a oportunidade de descansar antes de retomarem suas tarefas finais antes do retorno à Terra.
Dia 8
As principais atividades do oitavo dia do voo incluem duas demonstrações da Orion.
Primeiro, a tripulação avaliará sua capacidade de se proteger de eventos de alta radiação, como erupções solares. Eles usarão os suprimentos e equipamentos da Orion para construir um abrigo, se necessário.
A radiação será uma preocupação constante à medida que os humanos se aventurarem no espaço profundo. E vários experimentos serão realizados com o objetivo de coletar dados sobre os níveis de radiação dentro da Orion.
Ao final do dia, a tripulação testará a capacidade de pilotagem manual da Orion, conduzindo a espaçonave por diversas tarefas. Eles vão:
- Centralizar um alvo escolhido nas janelas da Orion;
- Posicionar a espaçonave com a cauda voltada para o Sol;
- Executar manobras de atitude, comparando os modos de controle de atitude de seis e três graus de liberdade da espaçonave.
Dia 9
O último dia completo da Artemis 2 no espaço começará com os preparativos para o retorno à Terra.
A tripulação reservou um tempo para estudar os procedimentos de reentrada e pouso na água, além de conversar com a equipe de controle de voo. Outra queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a espaçonave permaneça no caminho certo.
A tripulação executará mais demonstrações para concluir sua lista de tarefas: sistemas de coleta de resíduos, caso o banheiro da Orion não funcione corretamente, e testes de ajuste das roupas para intolerância ortostática.
A intolerância ortostática, que pode causar sintomas como tontura e vertigem ao ficar em pé, é uma possibilidade para os astronautas quando retornarem à Terra e seus corpos precisarem se readaptar à força da gravidade sobre o fluxo sanguíneo. Roupas de compressão, usadas sob os trajes espaciais, podem ajudar.
Os membros da tripulação experimentarão suas roupas, terão suas circunferências corporais medidas e responderão a um questionário sobre o ajuste e a facilidade para vesti-las e retirá-las.
Dia 10
O último dia da missão Artemis 2 concentra-se em trazer a tripulação de volta para casa em segurança. Uma última queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a Orion esteja no caminho certo para o pouso na água.
A tripulação retornará sua cabine à configuração original, com os equipamentos guardados e os assentos em seus lugares, e vestirá seus trajes espaciais.
O módulo da tripulação se separará do módulo de serviço, cujos motores os guiaram ao redor da Lua e de volta à Terra. Isso vai expor o escudo térmico do módulo da tripulação, que protegerá a espaçonave e a tripulação enquanto atravessam a atmosfera terrestre e temperaturas de até cerca de 1.650ºC.
Uma vez que tenham passado com segurança pelo calor da reentrada, a cobertura que protegia o compartimento dianteiro da espaçonave será ejetada para dar lugar a uma série de paraquedas (dois paraquedas de frenagem que reduzirão a velocidade da cápsula para cerca de 495 km/h, seguidos por três paraquedas piloto que acionarão os três paraquedas principais finais).
Essas manobras reduzirão a velocidade da Orion para aproximadamente 27 km/h para um pouso no Oceano Pacífico, onde pessoal da NASA e da Marinha dos EUA estarão esperando, concluindo a missão Artemis 2.
Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.
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