Tecnologia
Governo proíbe redes sociais para menores de 16 anos; entenda

A decisão do governo da Austrália de proibir o uso de redes sociais para menores de 16 anos marca uma mudança significativa na forma como o país lida com a presença de crianças e adolescentes no ambiente digital.
A partir de 10 de dezembro de 2025, plataformas populares passam a ter responsabilidade direta em impedir o acesso de usuários abaixo da idade mínima, com foco na proteção da saúde mental e na redução de riscos ligados ao uso intenso das mídias sociais, estabelecendo um novo parâmetro de regulação internacional.
O que diz a nova lei de idade mínima em redes sociais na Austrália
A chamada Lei de Emenda à Segurança Online (Idade Mínima em Mídias Sociais) de 2024 altera a Lei de Segurança Online de 2021 e estabelece que menores de 16 anos não podem ter contas em redes sociais na Austrália.
Isso inclui plataformas como Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok, YouTube, X (antigo Twitter) e serviços similares, alcançando tanto contas novas quanto perfis já existentes.
A decisão do governo da Austrália de proibir o uso de redes sociais para menores de 16 anos marca uma mudança significativa na forma como o país lida com a presença de crianças e adolescentes no ambiente digital.
A partir de 10 de dezembro de 2025, plataformas populares passam a ter responsabilidade direta em impedir o acesso de usuários abaixo da idade mínima, com foco na proteção da saúde mental e na redução de riscos ligados ao uso intenso das mídias sociais, estabelecendo um novo parâmetro de regulação internacional.
O que diz a nova lei de idade mínima em redes sociais na Austrália
A chamada Lei de Emenda à Segurança Online (Idade Mínima em Mídias Sociais) de 2024 altera a Lei de Segurança Online de 2021 e estabelece que menores de 16 anos não podem ter contas em redes sociais na Austrália.
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Isso inclui plataformas como Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok, YouTube, X (antigo Twitter) e serviços similares, alcançando tanto contas novas quanto perfis já existentes.
Não há exceção por meio de consentimento dos pais: mesmo com autorização familiar, a criação e manutenção de contas por menores de 16 anos permanece vedada.
A responsabilidade legal recai sobre as plataformas, que precisam demonstrar que adotam medidas razoáveis de verificação de idade, sob risco de multas que podem chegar a 49,5 milhões de dólares australianos.
Por que a Austrália proibiu redes sociais para menores de 16 anos
A palavra-chave central desse debate é a proibição de redes sociais para menores de 16 anos, apresentada como instrumento de proteção à infância e à adolescência.
Estudos internacionais indicam correlação entre uso excessivo de mídias sociais e problemas de saúde mental, com sintomas de ansiedade, queda de autoestima e dificuldades de sono em jovens usuários.
Além do aspecto emocional, a legislação menciona riscos práticos, como contato com desconhecidos, golpes, coleta abusiva de dados pessoais e exposição a conteúdos violentos ou inadequados.
A intenção é garantir que crianças tenham mais tempo para desenvolver competências sociais e emocionais em ambientes físicos, antes de ingressarem plenamente no universo digital
Como as plataformas devem aplicar a proibição de redes sociais para menores
A aplicação da proibição de redes sociais para menores de 16 anos exige mudanças técnicas e operacionais nas empresas de tecnologia.
As plataformas são obrigadas a implantar sistemas de verificação de idade mais robustos, como verificação documental, uso de inteligência artificial para estimar idade e checagem cruzada com bancos de dados confiáveis.
Para cumprir a lei, as empresas precisam apresentar evidências de que estão tomando medidas razoáveis de proteção. Entre as principais ações previstas estão:
- Bloqueio automático de contas identificadas como pertencentes a menores de 16 anos.
- Sistemas de denúncia para perfis suspeitos de pertencerem a crianças.
- Ajustes nos termos de uso e políticas de privacidade, deixando claras as restrições de idade.
- Parcerias com órgãos reguladores para aprimorar métodos de verificação.
Quais são os principais impactos dessa lei para famílias e empresas
A mudança regulatória na Austrália afeta diretamente famílias e empresas de tecnologia, modificando a rotina digital de crianças e adolescentes.
Jovens tendem a migrar para outras formas de comunicação, como mensagens privadas, jogos online ou plataformas educacionais, enquanto responsáveis legais passam a contar com respaldo jurídico mais claro para limitar o uso desses serviços.
Para as empresas, o impacto é sobretudo regulatório e financeiro, com necessidade de investimento em ferramentas de verificação de idade e equipes de conformidade.
Em diferentes horizontes de tempo, espera-se a adequação técnica das plataformas, a avaliação de efeitos sobre saúde mental e, no longo prazo, eventuais revisões legislativas conforme resultados observados e avanços tecnológicos.
Fonte: OAntagonista
Tecnologia
Robôs em data centers: Meta testa automação e gera debate sobre empregos

A Meta está testando o uso de robôs para realizar tarefas operacionais de manutenção em seus data centers nos Estados Unidos. A informação foi revelada por funcionários da empresa em reportagem da revista Wired. As máquinas estão sendo avaliadas para funções como troca de cabos de rede, manuseio de servidores e controle de energia das instalações.
Os testes ocorrem em unidades como a de Altoona, no estado de Iowa, e a de New Albany, em Ohio. Entre os modelos em avaliação estão o Kinova Gen3, equipado com braço robótico para operar servidores, e um equipamento de quatro rodas com plataforma elevatória voltado para a troca de peças. Atualmente, a empresa também utiliza soluções de fornecedores como ABB e Watney Robotics.

De acordo com analistas do setor, a adoção dessas tecnologias tornou-se viável devido à queda no custo de produção de hardware, ao avanço do desenvolvimento de inteligência artificial e ao surgimento de startups focadas em robótica comercial.
Leia mais:
- Project Phoenix: Meta pode ter vazado imagens do novo headset de realidade mista
- Meta começa a testar Notas da Comunidade na América Latina
- Meta lança Muse, agente de IA que envia e-mails, compra produtos e reserva viagens
Os dois lados do debate
A introdução das máquinas suscita discussões entre a empresa e os trabalhadores:
- Visão da empresa: O porta-voz da Meta, Francis Brennan, afirmou que a companhia continua investindo no treinamento e na contratação de pessoal, destacando a escassez de mão de obra qualificada no setor de infraestrutura dos EUA. Defensores da tecnologia pontuam que os robôs podem assumir rotinas repetitivas ou perigosas, liberando os técnicos humanos para tarefas mais complexas, além de possibilitar a operação de data centers em locais de difícil acesso.
- Preocupação dos funcionários: Trabalhadores ouvidos anonimamente temem o impacto nas vagas de emprego. Segundo relatos, modelos em teste para substituição de cabos têm potencial para absorver grande parte da carga de trabalho manual de determinadas funções.
Impacto em incentivos fiscais
O debate alcança também políticas públicas locais. Em algumas regiões, a Meta recebe isenções fiscais sob a premissa de gerar postos de trabalho para a população local. Com a automação gradual de rotinas operacionais, questiona-se como ficará o equilíbrio entre os subsídios concedidos pelas cidades e o volume de empregos presenciais mantidos.
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Tecnologia
Smartwatch bonito e funcional? Separamos uma seleção em promoção na Amazon

Se você está pensando em comprar um smartwatch ou presentear alguém com um, este é um bom momento para dar uma olhada nas opções disponíveis na Amazon. Reunimos três modelos em destaque — com design moderno e recursos práticos do dia a dia — para facilitar a sua escolha. Confira:

Smartwatch Samsung Galaxy Fit3 Display 1.6″ Grafite
O Galaxy Fit3 da Samsung trouxe uma tela AMOLED de 1,6 polegadas em um corpo leve e resistente, ideal para quem quer monitoramento de saúde e notificações sem abrir mão do conforto no pulso. A versão na cor grafite combina com estilos mais neutros e esportivos.
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Redmi Watch 5 Active
O Redmi Watch 5 Active é uma opção acessível que não abre mão de funcionalidades úteis: monitoramento de frequência cardíaca, acompanhamento de sono, GPS e uma bateria com boa autonomia. Boa pedida para quem quer entrar no universo dos wearables sem gastar muito.
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Smartwatch Samsung Galaxy Fit3 Display 1.6″ Rosé
A versão rosé do Galaxy Fit3 entrega exatamente os mesmos recursos do modelo grafite — tela AMOLED grande, leveza e monitoramento completo de saúde — mas com um visual mais delicado e versátil. Uma boa escolha para quem quer unir tecnologia e estilo.
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Ofertas assim costumam mudar rápido na Amazon — tanto em disponibilidade quanto nas condições. Se algum desses modelos chamou a sua atenção, vale acessar o link e conferir agora mesmo antes que o estoque acabe ou as condições mudem.
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Tecnologia
Rocket Lab contesta contrato de R$ 3,7 bilhões da NASA dado à Blue Origin

A Rocket Lab decidiu contestar formalmente a escolha da NASA de contratar a Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, para construir, lançar e operar um novo orbitador de comunicações em Marte. A companhia apresentou nesta sexta-feira (11) um protesto ao Government Accountability Office (GAO), órgão responsável por analisar disputas relacionadas a contratos do governo dos Estados Unidos.
A decisão da NASA prevê o pagamento de US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões) à Blue Origin pelo desenvolvimento do Mars Telecommunications Network (MTN). O projeto será responsável por estabelecer importante elo de comunicação entre controladores na Terra e outras espaçonaves da agência que estudam o planeta vermelho.
Em publicação no X, a Rocket Lab afirmou que a decisão da NASA aparentemente não está de acordo com os critérios de elegibilidade estabelecidos pelo Congresso dos Estados Unidos. A empresa também questionou a maneira como sua proposta técnica foi avaliada.
“A decisão da NASA parece ser inconsistente com os critérios de elegibilidade determinados pelo Congresso. Além disso, a avaliação punitiva da agência sobre o volume técnico da Rocket Lab foi inconsistente, fazendo afirmações e conclusões incorretas”, afirmou a companhia.
A Rocket Lab acrescentou que os padrões de contratação existem para garantir uma competição justa e proteger investimentos públicos. Segundo a empresa, o objetivo do protesto é assegurar que essas regras sejam respeitadas em uma infraestrutura considerada importante para a exploração de Marte nas próximas décadas.

Leia mais:
- Rover Curiosity encontra buracos misteriosos no solo de Marte
- NASA vai abrir dados da Lua para cientistas do mundo todo
- Blue Origin expande suas operações no Cabo Canaveral
Um único orbitador, apesar do nome “Network”
- Apesar do nome Mars Telecommunications Network, o projeto será formado por apenas uma espaçonave;
- O orbitador terá a função de atuar como uma espécie de ponte de comunicação entre a Terra e as missões da NASA na superfície e na órbita de Marte;
- Atualmente, apenas dois orbitadores da NASA cumprem essa função de retransmissão de dados no planeta. São eles: a Mars Odyssey, lançada em 2001, e a Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), que chegou ao espaço em 2005;
- A agência já estudava a criação de um novo orbitador de telecomunicações para Marte havia anos. O financiamento de US$ 700 milhões foi aprovado pelo Congresso em julho de 2025, e a NASA abriu a concorrência para propostas em maio deste ano;
- Rocket Lab e Blue Origin eram consideradas as principais concorrentes pelo contrato. No início deste mês, a NASA anunciou a escolha da empresa de Bezos;
- O acordo determina que a Blue Origin entregue a espaçonave à NASA até 31 de dezembro de 2028. A expectativa é que o sistema esteja funcionando em Marte em 2030.
Blue Origin já fez o mesmo com a NASA
A disputa atual também reproduz uma situação pela qual a própria Blue Origin passou alguns anos atrás. Em 2021, a empresa de Jeff Bezos apresentou um protesto ao GAO depois que a NASA escolheu a SpaceX para fornecer o primeiro módulo lunar tripulado do programa Artemis.
Na ocasião, o GAO rejeitou o protesto, em julho daquele ano. A Blue Origin posteriormente processou a NASA, mas perdeu a disputa judicial em novembro de 2021.
A história, porém, acabou tendo outro desfecho para a empresa. A NASA decidiu posteriormente selecionar um segundo módulo lunar para o programa Artemis e a Blue Origin venceu esse contrato em 2023.
Agora, é a Rocket Lab que tenta reverter uma decisão da NASA por meio do mesmo mecanismo de contestação utilizado anteriormente pela empresa de Bezos.
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