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Country Manager da Audible Brasil Mostra o Poder das Conexões na Carreira

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
“A sorte me encontrou trabalhando.” A famosa frase atribuída a Pablo Picasso define bem a trajetória de Adriana Alcântara. Country manager da Audible Brasil, divisão de audiolivros da Amazon, ela construiu uma carreira que não só daria um livro como, de fato, virou um.
No início deste ano, a executiva com passagens por Apple, Globosat, Cartoon Network e Nickelodeon lançou “Conexões”, obra que também ganhou versão em audiolivro, narrada por ela mesma. O título faz jus a uma carreira marcada por encontros e relações que se transformaram em oportunidades e grandes amizades. “Quem tem boca vai a Roma. Sempre fui comunicativa, de fazer amizade e, quando você vê, essa amizade vira um emprego, um projeto”, diz.
Não por acaso, o primeiro capítulo do livro é dedicado à sorte – a mesma que guiou o primeiro capítulo de sua vida profissional. “Nunca é só sorte. Quando a oportunidade veio, eu agarrei e trabalhei para transformar em algo maior.” Com apenas alguns meses de vida, Adriana começou a atuar como modelo em comerciais, depois que sua mãe conheceu uma produtora durante um passeio com a filha ainda no carrinho de bebê, no Parque Ibirapuera.
Anos mais tarde, trabalhou como repórter e apresentadora do programa Walking Show, produzido pela Casablanca, daquela mesma produtora do parque, a empresária Arlette Siaretta, que morreu nesta semana.
Ao longo da carreira, Adriana passou por canais de TV por assinatura, trabalhou na gigante NBC, em Nova York, onde concluiu um mestrado na NYU, foi professora da pós-graduação da FAAP e participou da construção de startups. “Continuo bastante próxima das boas histórias”, resume.
À frente da Audible, lançada no Brasil há dois anos, e de uma equipe de cerca de 20 pessoas, viu o catálogo da plataforma crescer de 4 mil para mais de 7.800 títulos em português. “A Audible vem cumprindo um papel de desenvolver a economia criativa”, diz. Em 2025, liderou a produção de clássicos como “1984” e “Orgulho e Preconceito”, narrados por vozes como Lázaro Ramos, Alice Carvalho e Rodrigo Simas, além de projetos autorais. Mais recentemente, em parceria com a TIC Trens, levou audiolivros gratuitos aos passageiros de São Paulo, incluindo o seu “Conexões”.
A seguir, Adriana Alcântara revisita sua trajetória e compartilha os altos e baixos da carreira, os desafios enfrentados, as lições aprendidas, as conquistas que marcaram sua jornada e a forma como se reenergiza por meio da arte.
Forbes: Como chegou até a Audible?
Adriana Alcântara: Como é tudo conectado, foi a mesma consultoria que me chamou para participar de um processo para uma vaga no Twitter, em 2013. Em 2022, 9 anos depois, me mandaram uma mensagem pelo LinkedIn. Na época, tinha recém-saído do Cartoon Network, fui mandada embora numa reestruturação. Eles acham natural contar para você que é muito difícil conseguir outro emprego. Então, eles te dão um salário a mais e você fica arrasada achando que a vida acabou. Eu achava que eu não ia me recolocar. Meu plano era voltar a dar aula e prestar consultoria. O consultor me perguntou: “Você quer voltar para o mercado corporativo?” Eu falei que sim, mas que já estava com 47 anos. A própria Egon Zehnder me confirmou que depois dos 45 realmente fica um pouco mais difícil. Ele falou que tinha compartilhado vários currículos com o cliente e o meu estava entre os selecionados.
O que você acha que te destacou para assumir a posição?
Acho que tem dois pontos. O primeiro é por que o meu currículo foi selecionado pela Audible. Curiosamente, acho que a Apple teve um peso. O iTunes e a Audible são serviços digitais, com uma visão de produto e user experience e ambos eram lançamentos. É um segmento muito novo no Brasil. Não existia um executivo com anos de experiência dentro do universo de audiolivros. Isso fez com que o meu currículo fosse selecionado. E aí durante o processo de entrevistas, eu acho que estava madura para entender o que era pedido do outro lado. Apresentei um plano de expansão, um plano de negócio, por onde eu começaria. E certamente tive uma sinergia muito grande com a minha manager, que é quem tinha o maior poder de decisão. A gente tinha similaridades na forma de se comunicar, no background, ela também trabalhou na Viacom, da Nickelodeon, e também estudou na NYU. Acho que foi uma combinação de afinidade, preparo e maturidade.
Quais os primeiros resultados desses dois anos de Audible sob a sua liderança que já te dão orgulho?
Desde que a gente lançou a Audible até hoje – estamos falando de dois anos –, tanto o audiolivro enquanto produto quanto a Audible enquanto marca estão num outro lugar. Pelo tempo e pelas possibilidades que a gente já teve, tudo foi muito otimizado. Trabalhamos bastante próximo das editoras, que fazem lançamentos simultâneos, temos produções originais e de qualidade com talentos que são muito parceiros. A Audible também vem cumprindo um papel de desenvolver a economia criativa como um todo. Temos 700 vozes que entraram no estúdio para gravar audiolivros, e boa parte deles há dois anos nunca tinha feito isso. O audiolivro hoje é uma nova oportunidade de trabalho para estúdios de áudio, para produtoras de audiovisual como um todo, para atores, locutores, dubladores, radialistas. Eu vejo isso pulsando. A gente já recebe projetos de criadores que querem trabalhar com a gente. Isso mostra que a indústria criativa vê um movimento novo e interessante. E vejo também as pessoas consumindo o audiolivro como uma forma de complementar a leitura tradicional. Eu arrisco dizer que o catálogo que a gente oferece hoje já faz diferença na vida de muita gente que pega trânsito de uma forma mais produtiva e prazerosa, ou arruma a casa, cozinha.
Qual o seu objetivo à frente da empresa?
Uma vez que os brasileiros têm tantos desafios para conseguir acessar a literatura, gostaria de fazer com que experimentassem o audiolivro como uma possibilidade de crescer, de ter mais repertório e de avançar carreira de uma forma mais rápida. No Brasil, o audiolivro ainda é um formato novo que as pessoas estão descobrindo. Nosso objetivo é fazer com que essa descoberta seja acelerada e que o mais rápido possível os brasileiros tenham esses resultados.
Quais as diferenças entre o audiolivro e o podcast?
O diferencial do audiolivro é que ele é exatamente um livro que já foi escrito e que existe num outro formato. Ele não é uma história contada apenas no áudio. E com isso, ele traz aquela satisfação de que você está se educando e evoluindo. No começo do ano, as pessoas sempre fazem resoluções para ler tantos livros. Dificilmente alguém faz uma resolução para escutar tantos podcasts. A gente conta com o aprendizado e as oportunidades que os livros trazem.
Ao longo da sua trajetória, teve algum momento em que você pensou “cheguei lá”?
Quando fui selecionada para a Apple. Foi o primeiro lugar em que eu não fui por indicação de alguém. A Audible também foi assim. Foi através do LinkedIn que uma consultoria executiva entrou em contato para um recrutamento para uma vaga confidencial. Quem me contratou era gringo e nunca tinha ouvido falar de mim. E muita gente participou do processo.
No seu livro você fala sobre sua experiência na Apple, viajando e trabalhando muito logo depois de ter sua filha. Como foi esse momento?
Fiquei quase dois anos liderando o lançamento do iTunes à frente da parte de vídeo, com outros três executivos. Todos homens. O único com filhos tinha uma esposa que não trabalhava e era totalmente dedicada aos filhos, de 10 e 12 anos, e eu tinha uma bebê de um ano. Meu marido trabalhava tanto quanto eu no mundo de petróleo e gás. Minha mãe morava fora, então não tinha uma rede de apoio. Era uma loucura. Ficava baseada em Guarulhos (risos). Tinha vários endereços que eram muito mais reais do que a minha casa.
Como lidou com isso?
Na época, a gente (ou eu) tinha menos informação. Não existia burnout. Claramente eu estava ficando desequilibrada, fora do eixo. E ao invés de melhorar, as coisas iam piorando. Comecei a ter sintomas físicos, emagreci. Era tão intenso que eu nunca parava de trabalhar. Não me lembro de ter ido tomar um café com uma amiga ou até ter sentado com o meu marido para conversar porque simplesmente não tinha tempo. Em um mês, eram quatro viagens para lugares diferentes. Desde que eu tinha entrado na Apple, nunca tinha dormido mais de sete noites por mês no Brasil.
Ficava no fuso horário de cinco horas para frente, duas horas para trás, voltava para o Brasil. Ia para Espanha, México, Argentina e Colômbia, para a sede do iTunes internacional, em Londres, para offsites na Califórnia e em Miami. Mesmo que eu não tivesse minha filha, não sei se teria sobrevivido. Foram dois anos comendo mal, dormindo mal, em jet lag o tempo inteiro, sem fazer nenhum tipo de exercício e com uma bebê em casa, o que trazia uma frustração emocional de estar nessa vida.
Não é comum executivos falarem abertamente sobre burnout, demissão, erros, temas que você aborda no seu livro.
Todo mundo quer contar sobre os projetos legais; onde você errou a mão ninguém fala. Mas eu acho que é muito importante, porque o fato de ninguém falar faz com que você se sinta um lixo quando acontece com você. Parece que você é a única. Acho que é importante até para a evolução de quem vem ali na escada do corporativo, porque é muito traumático. Eu fui mandada embora da Nickelodeon por falta de inteligência emocional. Fui mandada embora da Apple talvez por falta de sensibilidade da gestão e por estar em um emprego incrível, mas num timing errado para o meu momento pessoal.
Falando de maternidade, como ela impactou sua vida e sua carreira?
Acho que é mais fácil falar como a maternidade não impactou a minha vida. Primeiro, a gente se torna mãe e automaticamente deixa de ser o centro da nossa própria vida. É como se a coluna vertebral passasse a estar num outro lugar e você passa a se preocupar com o outro de uma forma muito mais empática, e é um amor inexplicável. Claro, traz um milhão de desafios, principalmente para as mulheres. Eu vivi um momento de sair de licença-maternidade, quando voltei a empresa tinha se reestruturado, nem eu nem a empresa sabíamos mais qual era o meu lugar. É um caos muito especial e que traz um aprendizado que não tem preço, mas muda tudo.
Voltando para o início da sua carreira, você foi subindo muito rápido e muito jovem. Como foi isso?
Além de eu não aparentar a idade que eu tinha, comecei cedo, então fiquei um pouco à frente da minha cronologia. Enquanto todo mundo começava um MBA ou pensava em aplicar com 26, 27 anos, com 25 eu já tinha terminado e estava trabalhando na NBC.
Como lidou com o fato de aparentar ser mais nova?
Parecia visualmente mais frágil, tinha essa cara de mais nova. As pessoas deviam pensar: “Como vou dar um projeto desse tamanho na mão dela? Fala para ela fazer a ata”. Mas naquela altura já tinha mestrado, já tinha trabalhado três anos em Nova York, era a única estrangeira trabalhando numa das três maiores emissoras abertas dos Estados Unidos, e eu tinha 25 anos. Fui uma das mestrandas mais jovens da NYU no departamento de comunicação.
É até ridículo dizer isso, mas durante muito tempo eu jogava a minha idade cronológica. Eu falava: ”‘Olha, hoje já nos meus 30 anos, eu vejo as coisas dessa maneira”. Usei esse artifício durante muito tempo. Até com 40 anos eu ainda jogava isso em cima da mesa.
Por que decidiu ir para Nova York logo depois da faculdade?
Na época, era apresentadora de televisão. Achava que para conseguir me destacar, seria importante ter um inglês muito bom e fazer um curso, um aperfeiçoamento que pudesse contribuir para o meu currículo, formalmente falando. Eu queria muito estudar artes dramáticas e direção de atores. Meu pai falou: “Mas nem pensar”.
Sempre fui apaixonada pela velocidade da cidade. Olhei tudo que tinha lá e na NYU e tinha um programa que era uma combinação de um MBA, com uma estrutura de negócios, e um lado criativo com direção de atores na lista de eletivas. Era perfeito. Nem fui para a minha colação de grau porque já estava no mestrado.
E como conseguiu um emprego na NBC em Nova York?
Precisava arrumar um emprego e comecei a mexer meus pauzinhos. Tive várias ideias criativas para destacar meu currículo. Comprei 15 brinquedos que era tipo um cineminha, coloquei meu currículo e disparei. Não deu resultados concretos, mas enquanto isso, desci para passear com meu bulldog e encontrei uma mulher com um boné da NBC. Começamos a papear, eu falei que seria um sonho trabalhar lá e ela levou meu currículo e me ligaram.
Mais tarde, como foi o retorno ao Brasil?
Quando eu voltei, achei que com esse currículo ia poder escolher onde trabalhar, mas não foi bem assim. Procurei um colega de escola que trabalhava no SBT. Era 2001, o momento econômico não era bom no Brasil. E aí ele falou que se fosse eu, tiraria o mestrado do currículo, ainda mais para tentar um emprego na TV aberta. “O chefe do meu chefe não tem um negócio desse”.
Ele mandou o meu currículo para a Elisabetta Zenatti, que era head e sócia da produtora RGB, que trouxe o CQC e programas como o Pop Stars e o Zapping Zone. Ela queria entender por que eu tinha trabalhado na NBC e eu precisei contar que foi pelo mestrado. Eu perguntei: “Você teria me chamado se soubesse”? Ela falou que não, mas me deu uma super oportunidade. Eu reportava para ela, aprendi pra caramba e foi bacana ver uma mulher liderando aquele tamanho de operação no SBT, e ela era muito jovem. Era uma idade meio próxima e isso também me incentivou muito. O Pop Stars foi um reality que tinha 17 mil meninas no Sambódromo na primeira eliminatória. Antes de acabar, eu fui recomendada para a Nickelodeon e aí eu entrei para o mundo corporativo. Fiquei 5 anos.
E de lá você foi para o Rio?
De lá eu fui para a Globosat fazer aquisição de conteúdo internacional. A empresa ficava na Avenida Brasil. Eu falei: “Imagina, vou a pé para o trabalho, o sonho de qualquer paulistano”. Aí fui parar no Rio de Janeiro.
Os canais da Globosat tinham pouca coisa feita no Brasil, era tudo comprado fora e dublado. Por exemplo, GNT tinha dois ou três programas brasileiros. O resto era Super Nanny de Londres, Super Nanny dos Estados Unidos, o Gordon Ramsay, Jamie Oliver – eu comprava esses programas. Foi uma oportunidade totalmente diferente do que eu conhecia.
Por que decidiu ir para o Rio?
Primeiro, eu disse: “não”. Aí depois de dois dias, eu me arrependi. Ainda estava traumatizada com a minha chegada no Brasil e a dificuldade de me colocar. Tudo era mais difícil sem o LinkedIn, sem conseguir se colocar numa vitrine, entrar em contato com as pessoas, não tinha essa dinâmica. A gente não ficava sabendo de vagas. Eu tinha muita energia para não colocar em lugar nenhum. E tinha a cobrança de ter o financeiro para poder me bancar e uma evolução de carreira.
Brilhou o meu olho o fato de ser uma coisa totalmente diferente. Eu era solteira, viajava o mundo inteiro, tinha umas sete viagens internacionais por ano.
Depois da Apple você foi criar o Food Network. Como foi essa transição?
Era sair da empresa e do cargo que todos os executivos almejavam. Naquela época, recebi um e-mail do LinkedIn dizendo que meu perfil estava entre os 1% de executivos mais visualizados da América Latina. Depois de trabalhar em grupos com vários canais, eu fui para um canal, o Food Network, em um momento em que a Netflix já estava no Brasil, então a TV por assinatura não era o último biscoito do pacote. Era o biscoito que estragou. Mas acabou sendo um projeto incrível.
A gente fez um lançamento totalmente ao contrário do que todo mundo fazia. Lançamos na internet, o que era um tabu gigantesco. Conheci pessoas maravilhosas, aprendi a cozinhar, porque até então não fritava um ovo – hoje faço até paella. A equipe era uma delícia e todo mundo trabalhava muito e feliz. Como o canal ainda não estava no ar, a gente não tinha pressão de números. Estávamos montando a parte legal do negócio. Não podia ser mais perfeito. Fiquei cinco anos. De lá eu fui para o Cartoon e depois para a Audible.
Ao longo da sua carreira, como enxerga a evolução da liderança feminina?
Subimos muitos degraus, mas ao mesmo tempo ainda temos um longo caminho pela frente. Hoje, a gente sabe e pesquisas mostram que o percentual de mulheres em conselhos está em torno de 13%, o que é muito pouco. As mulheres ocupam posições de destaque e de liderança em várias empresas, mas poderiam ser mais numerosas. A líder mulher não é nem melhor nem pior do que um líder homem, mas eu acho que a gente traz para mesa diferenciais que são muito importantes: uma leitura do ambiente mais clara, mais sensível, melhor comunicação, principalmente no feedback, que é um momento delicado.
A trajetória de Adriana Alcântara, country manager da Audible no Brasil
Primeiro cargo de liderança
Foi em 2001, como gerente de produção da Nickelodeon. Na época, a TV por assinatura estava começando no Brasil e eu voltei de Nova York de um cargo como contribuidora individual para liderar uma equipe. Ali eu tinha uma combinação do mundo corporativo e, ao mesmo tempo, uma gestão muito grande de produtoras externas que prestavam serviços. Era como se fosse uma uma equipe indireta que trabalhava diretamente sob a minha supervisão.
Quem me ajudou
Eu acho que eu não seria ninguém sem muitas pessoas. Nem posso citar nomes porque certamente deixaria alguém de fora. Mas eu acho que sempre tive o privilégio de ter gestores com quem eu pude aprender e que sempre confiaram no meu potencial, cada um à sua maneira. Não que a vida tenha sido sempre tranquila, fácil e perfeita, mas eu acho que até nos desafios eu aprendi muito. Mas mais do que isso, eu acho que sou quem eu sou pelas equipes que eu tive a sorte ou o talento de montar, e a forma como a gente conseguiu trabalhar em cada uma dessas empresas.
Turning point
O principal foi quando eu mudei para o outro lado da mesa. Eu vinha de uma carreira sólida e muitos anos trabalhando em canais de televisão e tive a oportunidade de trabalhar do lado do operador. Na Oi, eu também tive o desafio de trabalhar numa empresa onde as mulheres eram minoria. Uma telecom, com muitos homens, engenheiros, em sua maioria. Foi um desafio muito grande porque vinha de um DNA muito criativo, não era muito direta, concisa e baseada em dados e ali tive que aprender muito rapidamente como me comunicar para não perder o interlocutor quando estava defendendo um ponto de vista.
O que ainda quero fazer
Eu acho que eu quero fazer quase tudo que eu não fiz, mas não é possível. Se tivesse que escolher, ainda tenho vontade de fazer teatro, porque também sou atriz de formação e é uma paixão muito grande. Também nunca trabalhei com cinema, nem em produção nem como atriz e roteirista, então também está na minha lista. Eu queria escrever um livro, mas realizei esse sonho no começo desse ano. Outra coisa que eu queria muito fazer é me dedicar mais a uma ONG que eu lidero aqui no Brasil, a Protect us Kids, que foca em segurança cibernética para jovens e crianças. E com a minha formação e as conexões que eu tenho, conseguir disseminar esses riscos de uma forma consistente, um pouco mais forte do que eu consigo fazer hoje. Gostaria de deixar como marca um mundo mais seguro no ambiente digital.
Causas que abraço
Primeiro, tudo que é relacionado a crianças. A infância é um momento muito mágico e ao mesmo tempo determinante do adulto que aquela pessoa vai virar. Segurança, acesso à educação, acesso à alimentação, a oportunidades, são coisas que mexem muito comigo.
Acabei trabalhando no Disney Channel, na Nickelodeon, no Cartoon Network, com a Protect us Kids, e isso se duplicou com a maternidade. Com uma filha mulher, que também acaba sendo um pouco mais sensível, essa é uma causa que me toca bastante.
Um livro ou audiolivro que inspira minha visão de gestão
Eu gosto muito de autores. Gosto do Adam Grant e das visões dele de mundo, de processos, de relacionamento. Sou uma pessoa mais do livro de autodesenvolvimento do que de ficção, mas graças ao audiolivro eu abri um espaço para a ficção. Agora eu estou finalmente me dedicando a escutar Colleen Hoover, e estou amando.
Um hábito essencial na rotina
Ter um momento para mim, normalmente relacionado às artes. O meu balé é muito essencial para me manter equilibrada e feliz. O próprio audiolivro é um momento em que eu me sinto produtiva e relaxada. Existem pessoas que se equilibram quando meditam, quando vão para um lugar sem internet ou trânsito. Eu funciono um pouco diferente. Para mim, relaxar é quase limpar a cabeça e abrir espaço para ver e aprender coisas novas. Acho que eu sou das poucas pessoas que vai para Nova York para relaxar. Não tem caos maior, mas estar sem horário, entrar no museu, olhar as pessoas e ter muitas referências pulsando, realmente sinto que eu volto descansada.
Um conselho que daria para mim mesma no início da carreira
Não se preocupe com o que os outros vão achar. Tente. Eu acho que eu consegui fazer metade disso. Consegui aproveitar na medida do possível as oportunidades que apareceram e agarrei sempre que eu pude com unhas e dentes, mas lembro que com 20 e poucos anos eu era muito autocrítica. Um pouco aquela coisa da crise da impostora.
Com 20 e poucos anos você não tem que entregar nada perfeito. Você está começando a carreira. Abaixa um pouco a exigência e foca em agarrar as oportunidades. Se com 51 anos eu estou longe de saber tudo e com 100 também estarei nesse lugar, porque alguém com 20 e poucos tem que se cobrar tanto? Talvez essa cobrança tenha minado a minha energia que poderia ter ido em outros lugares e me ajudado a crescer um pouco mais rápido.
Uma dica para mulheres que almejam posições de liderança
As mulheres podem tudo. Hoje é muito claro que a gente consegue ser ótimas executivas, ótimas gestoras. É inegável. Quanto mais a gente sobe, é importante que a gente valorize as mulheres dentro das organizações, que a gente não queira ocupar esse lugar sozinhas. Eu não acho que ser a única é um motivo de orgulho. Motivo de orgulho é ver que várias outras mulheres que trabalharam comigo hoje são diretoras, gerentes, estão evoluindo e numa jornada parecida.
A coluna Minha Jornada conta histórias de mulheres que trilharam vidas e carreiras de sucesso.
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Negócios
3 hábitos “preguiçosos” que, na verdade, revelam inteligência, segundo psicólogo
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A maioria de nós tem uma imagem mental bastante rígida de como é uma pessoa “inteligente”. Alguém impecável, sempre organizado, ágil nas respostas e com tudo sob controle. O tipo de pessoa que codifica a agenda por cores, responde e-mails imediatamente e parece render bem sob qualquer pressão. Essa imagem pode até ser atraente — e bastante popular –, mas está longe de ser precisa.
Além de irreal, essa visão de inteligência é totalmente insustentável. O cérebro humano não funciona como uma máquina que opera em capacidade máxima o tempo todo. Na prática, pessoas realmente inteligentes entendem que seus recursos mentais, físicos e emocionais são limitados. Para manter um bom desempenho no longo prazo, sabem que precisam preservar esses recursos com cuidado.
De fora, porém, esse comportamento pode parecer estranho — e, às vezes, até preguiça. A seguir, três hábitos “preguiçosos” que, na verdade, são respaldados por pesquisas sobre inteligência.
Evitar trabalho desnecessário
À primeira vista, isso parece contraditório. Como alguém inteligente poderia evitar o trabalho duro? Não seria justamente o oposto? Mas, olhando mais de perto, fica claro que não se trata de falta de esforço — e sim de evitar esforço desnecessário.
Atalhos, automação de tarefas ou a escolha do caminho mais simples muitas vezes são vistos como “fazer corpo mole”. Na prática, podem refletir algo mais sofisticado: eficiência.
Uma revisão clássica publicada em 2009 na revista científica Neuroscience & Biobehavioral Reviews explorou a chamada hipótese da eficiência neural. A teoria sugere que pessoas com maior inteligência tendem a apresentar menor ativação cerebral ao executar tarefas cognitivas. À primeira vista, isso pode ser confundido com desinteresse, mas, na realidade, indica que o cérebro está trabalhando de forma mais eficiente.
Pessoas inteligentes chegam ao mesmo resultado que as demais — só que usando menos recursos. Imagine dois profissionais resolvendo o mesmo problema. Um passa por todas as etapas possíveis, revisando cada detalhe. O outro identifica um padrão, elimina etapas redundantes e chega à solução na metade do tempo.
Para quem observa de fora, pode parecer que o segundo está se esforçando menos. Mas, na prática, ele apenas encontrou o caminho mais eficiente. É por isso que pessoas consideradas “preguiçosas” frequentemente são as que criam sistemas melhores. Automatizam tarefas repetitivas, questionam processos ineficientes e buscam ganhos de escala. O que parece preguiça, muitas vezes, é pensamento estratégico voltado a resultados — e não ao esforço pelo esforço.
Dormir (ou cochilar) bastante
Poucos comportamentos são tão associados à preguiça quanto dormir até mais tarde ou tirar cochilos ao longo do dia. Mas a neurociência conta outra história.
Um estudo de 2015 publicado na Scientific Reports investigou a relação entre inteligência fluida e padrões de sono — em especial, os chamados “fusos do sono” durante cochilos à tarde. Esses fusos são picos de atividade cerebral que ocorrem em determinadas fases do sono e estão ligados à consolidação da memória e ao aprendizado.
Os pesquisadores encontraram uma associação positiva entre a inteligência fluida e a duração desses fusos. Em termos simples: pessoas com maior inteligência apresentaram padrões de sono relacionados a um processamento cognitivo mais eficiente — inclusive durante cochilos.
Isso contraria a ideia cultural do “gênio incansável” que vira noites trabalhando em busca de produtividade. Na prática, profissionais de alto desempenho fazem o oposto: protegem o sono de forma rigorosa — e com razão.
Dormir está longe de ser tempo “perdido”. É um processo ativo e essencial para funções como memória, regulação emocional, criatividade e raciocínio complexo. Quando você está privado de sono, o cérebro simplesmente não funciona em plena capacidade: a atenção cai, as decisões pioram e o controle emocional fica mais difícil.
Por isso, quando alguém dorme mais cedo, acorda mais tarde ou tira cochilos com frequência, não é necessariamente sinal de indulgência. Para pessoas inteligentes, esse comportamento é um investimento consciente no próprio desempenho cognitivo.
Deixar certas coisas passarem
Costumamos admirar quem está sempre reagindo: quem rebate, argumenta e tem uma resposta pronta para qualquer situação. Em contraste, alguém que releva, evita conflito ou diz “não me importo” pode parecer desinteressado ou apático.
Mas essa interpretação ignora um ponto importante: muitas vezes, escolher não reagir é um sinal de inteligência emocional — e não de indiferença.
Pesquisas recentes, incluindo um estudo de 2025 publicado na Frontiers in Public Health, indicam que pessoas com maior inteligência emocional lidam melhor com o estresse e conseguem regular suas emoções com mais eficiência. Um dos mecanismos por trás disso é o chamado “distanciamento psicológico” — a capacidade de se desligar mentalmente de fatores estressantes, especialmente fora do trabalho. Essa habilidade está associada a melhor saúde mental e bem-estar.
Pense em dois colegas que recebem uma crítica leve do gestor. Um passa o resto do dia remoendo a situação, revisitando o episódio e até elaborando respostas defensivas. O outro reconhece o comentário, extrai o que faz sentido e segue em frente.
Para quem observa de fora, o segundo pode parecer passivo ou desinteressado. Mas, na prática, ele tomou uma decisão estratégica: não gastar tempo e energia emocional com algo que não vale a pena.
Essa é a lógica de escolher as próprias batalhas. Nem toda frustração merece resposta. Nem todo problema exige solução imediata. Deixar certas coisas passarem, nesse contexto, é uma forma de priorizar. E, para pessoas inteligentes, isso é essencial para preservar energia mental para o que realmente importa.
Matéria originalmente publicada em Forbes.com
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De Lisboa a Miami: 8 Cidades Que Dominam a Rota dos Nômades Digitais

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
A creator economy e o movimento dos nômades digitais deixaram de ser tendências separadas — eles estão convergindo. Pesquisas recentes já começam a refletir essa sobreposição, apontando para uma conexão crescente entre trabalho independente de localização, trabalho remoto, empreendedorismo digital, negócios online e fluxos de renda baseados em conteúdo.
O que está surgindo é uma nova categoria de profissional: os empreendedores digitais, pessoas que constroem fontes de renda que são ao mesmo tempo flexíveis em termos de localização e nativas do ambiente digital.
Criadores precisam de mais do que audiência para gerar receita. Eles dependem de acesso a colaboradores, parcerias com marcas e canais de distribuição.
Nômades digitais estão tomando decisões semelhantes, priorizando ambientes que favorecem produtividade, conexões e sustentabilidade no longo prazo. Como resultado, ambos os grupos estão tomando decisões cada vez mais parecidas sobre onde viver.
Essa convergência está se acelerando. Só nos Estados Unidos, mais de 18 milhões de profissionais já se identificam como nômades digitais — um aumento de 131% desde 2019. Globalmente, esse número deve chegar a 45 milhões em 2026, com projeções que ultrapassam 60 milhões até 2030.
Ao mesmo tempo, o comportamento está mudando. Em vez de se deslocarem constantemente, muitos estão permanecendo mais tempo em um único lugar, construindo rotinas, relações e fontes de renda — movimento que passou a ser conhecido como “slowmading”. Essa mudança reflete uma realidade simples: embora o trabalho seja remoto, as oportunidades não estão distribuídas de forma uniforme.
Cada vez mais, criadores e nômades digitais estão se concentrando nas mesmas cidades — lugares que oferecem mais do que conectividade. Surge um padrão claro: as cidades que atraem empreendedores digitais compartilham um conjunto de condições, que vão de infraestrutura e comunidade até proximidade com oportunidades, tornando mais sustentável construir e gerar renda.
Os destinos favoritos de criadores e nômades digitais em 2026 (e o que eles têm em comum)
As cidades que hoje atraem criadores e nômades digitais não são aleatórias; elas compartilham características que favorecem a forma como as pessoas constroem, se conectam e ganham dinheiro.
No nível mais básico, isso inclui infraestrutura confiável: internet de alta velocidade, espaços de coworking e moradias pensadas para estadias mais longas. Mas, além da logística, os hubs mais fortes oferecem proximidade com oportunidades.
Nessas cidades, criadores estão mais próximos de marcas, colaboradores, redes de mídia e eventos que impulsionam visibilidade e receita. Ecossistemas integrados (de comunidades de criadores a programações culturais ao longo do ano) facilitam conectar, criar e monetizar em escala.
Para nômades digitais, esses mesmos fatores estão moldando a escolha de onde viver, com uma mudança do foco na flexibilidade pura para ambientes que apoiam tanto a produtividade quanto o crescimento.
Aqui estão oito cidades onde essas condições estão se alinhando:
Lisboa, Portugal: a capital europeia dos nômades digitais
Lisboa se consolidou como um dos principais hubs para nômades digitais e criadores, impulsionada em parte pelo visto D8 de Portugal e por um fluxo constante de trabalhadores remotos. O país figura consistentemente entre os destinos mais populares do mundo para nômades, com Lisboa no centro desse crescimento.
O diferencial da cidade está na infraestrutura. Lisboa oferece uma rede densa de espaços de coworking, comunidades de coliving e eventos ao longo de todo o ano, facilitando a integração tanto social quanto profissional. Para muitos, Lisboa não é apenas uma parada; é uma base.
Medellín, Colômbia: um dos hubs que mais crescem na América Latina

Medellín surgiu rapidamente como um dos destinos que mais crescem para nômades digitais e criadores, impulsionada pelo aumento de trabalhadores remotos internacionais e pelo visto de nômade digital de dois anos da Colômbia.
Antes negligenciada, a cidade agora aparece com frequência entre os principais hubs globais para trabalho independente de localização. Bairros como El Poblado e Laureles evoluíram para ecossistemas completos, com coworkings, cafés e comunidades criativas que facilitam conexões e colaborações.
Para criadores e nômades digitais, Medellín oferece dinamismo sem as dificuldades de mercados já saturados.
Chiang Mai, Tailândia: o hub original que continua relevante
Chiang Mai é considerado um dos hubs originais de nômades digitais, atraindo trabalhadores remotos e criadores há mais de uma década. A Tailândia continua entre os destinos mais populares globalmente, com Chiang Mai no centro desse ecossistema.
O que mantém sua relevância é a eficiência. A cidade concentra uma grande oferta de coworkings, cafés e opções de longa estadia, facilitando a criação de rotina e a produtividade. Para criadores e nômades digitais, Chiang Mai oferece algo simples, mas poderoso: um lugar para focar e manter consistência.
Da Nang, Vietnã: um hub costeiro em rápida expansão

Da Nang está emergindo rapidamente como um dos destinos que mais crescem no Sudeste Asiático para nômades digitais e criadores, atraindo profissionais que buscam equilíbrio entre produtividade e estilo de vida.
Internet confiável, crescimento no número de coworkings e uma forte cultura de cafés se combinam com a vida à beira-mar e um custo de entrada mais baixo do que em muitas cidades globais. Para criadores e nômades digitais, Da Nang oferece acesso antecipado a um ecossistema em crescimento.
Cidade do Cabo, África do Sul: onde estilo de vida e trabalho se encontram
Cidade do Cabo se tornou um destino de destaque para nômades digitais e criadores, combinando beleza natural com uma infraestrutura crescente para trabalho remoto. A cidade continua atraindo talentos internacionais, especialmente em bairros como Sea Point e Gardens.
Com acesso a praias, montanhas e uma cena cultural vibrante, oferece um estilo de vida que vai além do trabalho — sem abrir mão da conectividade.
Para criadores e nômades digitais, representa um hub onde trabalho e vida estão mais integrados.
Austin, Texas: um polo criativo onde tecnologia e capital se encontram
Austin se tornou um dos principais hubs dos Estados Unidos para criadores e nômades digitais, impulsionada pela proximidade com empresas de tecnologia, capital de risco e uma base crescente de profissionais independentes.
O momento atual torna a cidade especialmente atrativa. Após anos de crescimento acelerado, o mercado imobiliário começou a esfriar, criando um ponto de entrada mais acessível para quem quer se estabelecer.
Combinado a uma forte cultura de coworking e eventos durante todo o ano, Austin oferece acesso direto a capital e comunidade.
Miami, Flórida: onde riqueza, estilo de vida e economia dos criadores convergem

Miami emergiu como um hub para criadores que atuam na interseção entre finanças, empreendedorismo e lifestyle. A cidade tem recebido um fluxo constante de fundadores, investidores e empreendedores digitais, consolidando-se como um dos centros de negócios que mais crescem nos Estados Unidos.
Impulsionada por vantagens fiscais e pela chegada de indivíduos de alta renda, Miami se tornou um polo global de capital e negócios. Segundo o relatório Wealth Report, da Knight Frank, a região segue entre os principais mercados de crescimento no segmento de luxo.
Para criadores, essa proximidade se traduz em oportunidade — onde o conteúdo se torna porta de entrada para parcerias, investimentos e negócios no mundo real. Aqui, a economia dos criadores não se resume à visibilidade, e sim ao acesso.
Asheville, Carolina do Norte: um hub criativo baseado em comunidade e qualidade de vida
Asheville vem se destacando discretamente como destino para criadores e nômades digitais que buscam um ambiente mais estável e orientado à comunidade. Conhecida por sua cena artística e proximidade com a natureza, a cidade atrai criadores independentes que querem construir fora dos grandes centros urbanos.
Uma rede crescente de coworkings e comunidades criativas oferece a infraestrutura necessária para manter a produtividade, sem o ritmo acelerado das grandes cidades. Para quem prioriza foco, estilo de vida e comunidade, Asheville apresenta um modelo alternativo.
*Meggen Harris é colaboradora da Forbes USA. Ela é uma jornalista com quase uma década de experiência cobrindo histórias de empreendedores de sucesso e marcas inovadoras, além de temas como lifestyle, com foco especial em beleza, moda, viagens e bem-estar.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com
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Negócios
Os Segredos dos CEOs Que Constroem Legados

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Curiosidade, aprendizado contínuo e a capacidade de formar times de alta performance. Esses foram os temas que dominaram as conversas do Forbes CEO Insights apresentado por Range Rover em março – e não por acaso. Em um cenário de negócios cada vez mais volátil e competitivo, os executivos mais bem-sucedidos do Brasil convergem para os mesmos princípios quando o assunto é longevidade na liderança.
Cristina Palmaka, ex-CEO da SAP América Latina e Caribe e uma das executivas mais respeitadas do setor de tecnologia no país, foi direta ao apontar o que diferencia os profissionais que apenas sobrevivem às mudanças dos que as lideram: “Saber selecionar os tópicos relevantes, ter curiosidade e, principalmente, uma mentalidade de aprendizado constante são fatores fundamentais para qualquer profissional.”
A fala de Palmaka ressoa com uma geração de líderes que entendeu que o conhecimento técnico, por si só, já não é suficiente. Em um mundo onde a informação é abundante e o tempo é escasso, a habilidade de filtrar o que realmente importa – e de manter a mente aberta para o novo – se tornou uma vantagem competitiva tão valiosa quanto qualquer hard skill.
Na mesma direção, Pedro Zannoni, CEO da Lacoste no Brasil, reforçou outro pilar inegociável da liderança eficaz: as pessoas. “A formação de time, sempre foi e sempre vai ser, na minha opinião, um dos fatores mais importantes para você ter sucesso no seu negócio”, afirmou o executivo, com a convicção de quem construiu resultados à frente de uma das marcas de lifestyle mais icônicas do mundo.
Juntas, as perspectivas de Palmaka e Zannoni traçam um mapa claro para a alta gestão contemporânea: líderes que aprendem com consistência e que investem genuinamente nas pessoas ao seu redor não apenas constroem negócios sólidos – constroem legados.
Essas e outras reflexões fazem parte do Forbes CEO Insights apresentado por Range Rover, o quadro da Forbes Radio que reúne executivos reconhecidos na lista Forbes Melhores CEOs do Brasil para compartilhar as visões que moldam suas decisões. Um conteúdo objetivo, sofisticado e essencial para quem quer entender como os melhores líderes do país pensam.
Ouça o Forbes CEO Insights, apresentado por Range Rover, ao longo da programação da Forbes Radio – FM 105.7 em São Paulo ou pelo app Forbes Radio.
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