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Negócios

Antes de Traçar Metas para 2026, Faça Esta Autorreflexão

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

À medida que 2025 chega ao fim, muitas profissionais passam a planejar o ano seguinte definindo metas, intenções e resoluções de ano novo. Esse olhar para o futuro pode ser valioso, mas muitas vezes pula uma etapa essencial: a autorreflexão.

Costumamos fazer algum tipo de autorreflexão durante as avaliações anuais de desempenho. No entanto, essas conversas raramente levam a percepções pessoais profundas. Elas tendem a se concentrar em resultados e entregas visíveis, em vez das dinâmicas internas e dos esforços invisíveis que moldam a sua confiança. Como resultado, a maioria sai dessas avaliações sabendo o que entregou, mas não como chegou até ali — nem o custo disso.

Antes de definir metas para 2026, faça uma auditoria interna

Esse processo de olhar para dentro ajuda a observar mais de perto como você conduziu o último ano: onde agiu, onde utilizou seus pontos fortes e onde a hesitação, a autossabotagem ou a aversão ao risco influenciaram seu comportamento. Esse nível de clareza facilita a definição de metas que fortaleçam tanto o desempenho quanto a confiança.

Essa auditoria também ajuda a entender o que realmente importa. Em vez de se fixar em alguns momentos desconfortáveis ou interações emocionalmente carregadas, você passa a enxergar padrões. Esses padrões contam uma história muito mais precisa sobre sua confiança e suas capacidades do que qualquer episódio isolado.

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Para conduzir uma auditoria interna, reflita sobre as cinco perguntas a seguir.

1. Quando agi antes de me sentir pronta?

Pesquisas indicam que muitas mulheres querem se sentir confiantes antes de agir. Mas a confiança não vem primeiro; ela é resultado da ação imperfeita.

Esperar até se sentir pronta geralmente significa esperar indefinidamente. A confiança cresce com a exposição. Cada vez que você age mesmo diante da incerteza, seu cérebro aprende que o desconforto não é uma ameaça e que você é capaz de lidar com mais do que imagina.

Ao refletir sobre 2025, identifique momentos em que você avançou antes de se sentir pronta:

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  • Quando compartilhou uma ideia antes de ela estar totalmente amadurecida?
  • Quando assumiu uma nova responsabilidade ou um desafio fora da sua zona de conforto, sem experiência prévia?
  • Quando defendeu a si mesma, suas ideias ou suas necessidades, mesmo se sentindo desconfortável?

A confiança cresce quando você enfrenta o medo diretamente, em vez de organizar sua vida para evitá-lo.

2. Em quais pontos fortes eu me apoiei de forma mais consistente?

Como a principal prioridade do cérebro humano é a sobrevivência, um viés de negatividade faz com que as pessoas deem ênfase desproporcional às suas fraquezas e erros percebidos, minimizando seus pontos fortes e contribuições. Isso é ainda mais comum entre mulheres. Embora essa sensibilidade ao erro faça sentido do ponto de vista biológico, ela distorce a forma como muitas profissionais avaliam seu desempenho no trabalho.

Os pontos fortes costumam ser negligenciados porque aparecem como facilidade ou consistência — dois pontos fáceis de serem subestimados. Com o tempo, muitas mulheres passam a acreditar que só geram valor quando estão lutando ou se esforçando excessivamente, em vez de reforçar aquilo que já fazem bem. Para superar esse viés e reconhecer o que a diferencia das outras pessoas, é importante examinar seus pontos fortes de forma intencional.

  • Que tipo de trabalho foi mais natural para você, mesmo sob pressão?
  • Em quais situações outras pessoas buscaram com frequência sua opinião, perspectiva ou apoio?
  • Quais habilidades ou qualidades foram centrais para sua eficácia neste ano?

Seus pontos fortes aparecem naquilo que você faz bem repetidamente, mesmo que isso pareça comum. Esses padrões apontam diretamente para onde está o seu valor.

3. Quando deixei de agir, mesmo sendo capaz?

A hesitação costuma parecer um problema de confiança. Na realidade, ela pode sinalizar muitas coisas, como expectativas pouco claras, dinâmicas de poder ou falta de segurança psicológica. Entender por que você hesitou é mais importante do que a hesitação em si.

Reflita sobre as seguintes situações:

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  • Quando hesitou em se posicionar, compartilhar uma ideia ou assumir a liderança?
  • Quando escolheu a opção mais segura, mesmo estando qualificada para algo maior?
  • Que fatores — como medo de julgamento, experiências passadas ou normas organizacionais — influenciaram essas decisões?

Essa análise ajuda a diferenciar a autossabotagem interna de limitações externas, permitindo que você foque em resolver o problema certo.

4. Quais contribuições eu minimizei ou desvalorizei repetidamente?

A síndrome da impostora frequentemente leva mulheres de alta performance a subestimarem seu impacto e a supervalorizarem lacunas percebidas. Isso costuma aparecer na forma de minimizar elogios, reduzir a importância das próprias contribuições ou atribuir o sucesso à sorte ou ao momento certo. Com o tempo, esse padrão corrói a confiança e limita a visibilidade.

Reflita sobre onde isso apareceu para você:

  • Quais aspectos do seu trabalho você considerou como “o esperado” ou “nada demais”?
  • Quais conquistas você atribuiu à sorte, ao timing ou às circunstâncias, em vez de às suas habilidades?
  • Em que situações escolheu a segurança ou a invisibilidade em vez de ser vista e reconhecida?

Suas contribuições podem parecer comuns para você por estar muito próxima do trabalho. No entanto, o impacto acumulado delas é fundamental para que sua equipe alcance seus objetivos.

5. Quais crenças sobre mim mesma precisam mudar para apoiar minhas metas de 2026?

Essa última pergunta amarra toda a reflexão. Por trás de metas e comportamentos existem crenças limitantes e expectativas que moldam silenciosamente o que parece possível, arriscado ou digno de ser buscado. Quando essas crenças não são examinadas, novas metas acabam reforçando padrões antigos.

Ao se preparar para 2026, olhe além das metas que está estabelecendo:

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  • Quais histórias sobre você mesma parecem ultrapassadas, imprecisas ou incompletas?
  • Que crenças ou expectativas podem estar limitando silenciosamente as metas que você se sente confiante em perseguir?
  • Que nova crença daria mais suporte ao nível de impacto e confiança que você deseja alcançar no novo ano?

Quando crenças e expectativas mudam, novos comportamentos surgem com mais naturalidade, e as metas se tornam mais sustentáveis.

O valor de uma auditoria de confiança não está apenas no exercício de autorreflexão, mas na oportunidade de promover um realinhamento estratégico. Sem esse nível de reflexão, as metas costumam ser moldadas por suposições, crenças e expectativas não questionadas — e por lacunas de confiança que permanecem sem nome. Com o tempo, isso reforça justamente os padrões que muitas mulheres estão tentando superar.

Dedicando tempo para avaliar com cuidado como você se posicionou, o que sustentou sua confiança, o que a limitou e quais crenças você gostaria de atualizar, você entra no novo ano com informações mais claras sobre si mesma. Essa clareza leva a decisões mais fortes, metas mais alinhadas e ações mais intencionais, fortalecendo tanto seu desempenho quanto sua confiança.

*Kim Meninger é colaboradora da Forbes USA. É coach de liderança e palestrante, especializada em fortalecer a confiança de mulheres e jovens profissionais. 

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Zuckerberg Admite Erros na Substituição de Funcionários por IA

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, admitiu aos funcionários que a gigante das redes sociais cometeu erros durante a reestruturação de sua força de trabalho voltada para a inteligência artificial. A constatação faz parte de um memorando interno ao qual a agência Reuters teve acesso na última semana.

Zuckerberg vem injetando bilhões de dólares em IA na tentativa de remodelar o funcionamento interno da companhia em torno dessa tecnologia. A estratégia reflete um padrão mais amplo adotado este ano pelas principais empresas dos EUA, especialmente no setor de tecnologia.

Promessa de estabilidade

No memorando, o executivo descreve o ritmo acelerado dos avanços na área de IA e os desafios operacionais trazidos por esse boom tecnológico.

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“Dada a complexidade dessas mudanças, cometemos erros e quase certamente cometeremos mais”, afirmou Zuckerberg. Ele acrescentou, no entanto, que o foco agora é “fornecer o máximo de estabilidade possível” no que diz respeito a futuras mudanças organizacionais.

“Não quero prometer demais, porque o mundo está mudando de maneiras que fogem ao nosso controle”, pontuou o CEO. Apesar da cautela, ele reiterou que a Meta não prevê novas rodadas de demissões em massa este ano.

Realocação de equipes

A companhia tentará encontrar novas funções para os profissionais que haviam sido realocados para treinar modelos de IA. A decisão ocorre após a controladora do Facebook realizar uma reestruturação drástica em maio, que resultou no corte de 10% de sua força de trabalho global e na transferência de 7.000 funcionários para novas iniciativas ligadas aos fluxos de trabalho de inteligência artificial.

“Ao criar novos papéis importantes para as pessoas, conseguimos reduzir o tamanho das equipes com a tranquilidade de saber que, se errássemos em algumas áreas, poderíamos realocar essas pessoas de volta”, justificou Zuckerberg no documento.

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Para melhorar o clima interno, a Meta planeja ampliar os investimentos em integração. Segundo o CEO, isso inclui orçamentos maiores para eventos corporativos e encontros externos. Além disso, a empresa está organizando um hackathon de grande escala em julho para promover a colaboração entre equipes e o desenvolvimento de seus modelos mais recentes.

Sobrecarga na gestão

Outro ponto crítico abordado por Zuckerberg foram as queixas sobre a ampliação das responsabilidades de supervisão exigidas dos gerentes. Ele afirmou ter tomado nota do problema e prometeu reduzir a sobrecarga.

Um reflexo dessa falha de gestão pôde ser visto na nova unidade de engenharia de IA aplicada da Meta, que operava sob uma estrutura excessivamente horizontal, chegando a registrar uma proporção de até 50 colaboradores individuais para cada gerente (50:1).

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5 Fatos e Curiosidades para Conhecer Carlo Ancelotti, Técnico da Seleção Brasileira

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Neste domingo (5), o Brasil entra em campo contra a Noruega em uma disputa pela vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.

Além do desempenho dos jogadores em campo, a atuação do técnico Carlo Ancelotti tem chamado a atenção dos torcedores. À frente da Seleção Brasileira há pouco mais de um ano, o treinador italiano mostrou, na vitória sobre o Japão, que conhece o elenco e tem capacidade para orquestrar e extrair o melhor de diferentes talentos. Decisões inicialmente questionadas acabaram se mostrando acertadas e fundamentais para o resultado.

Não é à toa. Com cinco décadas de carreira dedicadas ao futebol, mais de três delas como treinador, o Mister já fez história nas principais ligas da Europa. É o maior vencedor da história da Champions League, com cinco títulos como treinador, e agora busca ajudar o Brasil a conquistar o hexa – e também o maior título de sua trajetória.

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A seguir, confira cinco fatos e curiosidades para conhecer Carlo Ancelotti:

1. Das raízes no campo aos títulos como jogador

Nascido em Reggiolo, uma comunidade no norte da Itália com cerca de nove mil habitantes, Ancelotti ajudava a família na agricultura quando pequeno.

O futebol mudou seu rumo: como meio-campista, estreou aos 18 anos no Parma, foi transferido para a Roma (onde venceu o Campeonato Italiano) e encerrou a carreira de atleta no Milan em 1992, acumulando taças da Champions League e do Mundial de Clubes.

Logo após a aposentadoria dos gramados, iniciou os trabalhos como técnico.

Em 1986, Carlo Ancelotti atuava como jogador da Roma
Getty ImagesEm 1986, Carlo Ancelotti atuava como jogador da Roma

2. Ancelotti em uma final de Copa do Mundo contra o Brasil

A edição de 2026 marca a estreia de Ancelotti como treinador principal em um Mundial, mas esta não é sua primeira vez no torneio.

Em 1994, com 35 anos, ele era o auxiliar técnico de Arrigo Sacchi no comando da seleção italiana. A Itália chegou até a final, mas foi derrotada nos pênaltis pelo Brasil.

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3. Fluência além dos gramados

Com passagens por diversos países europeus, o treinador adquiriu o hábito de aprender a língua local para facilitar a convivência com as equipes e a imprensa. No Brasil não foi diferente: fez um curso intensivo de português antes de assumir a Seleção e aprendeu até mesmo a cantar o hino nacional.

Além do português, ele fala fluentemente italiano, espanhol, inglês e francês, e ainda se arrisca no alemão.

4. De treinador a autor de livros

Longe dos treinos, Ancelotti atua como escritor e já publicou quatro livros. Começou com a autobiografia “Prefiro a Taça” (2009).

Depois, com “Minha Árvore de Natal” (2013), passou pela análise tática e detalhou esquemas usados em suas equipes.

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Em “Liderança Tranquila” (2016), explica seus métodos não autoritários para lidar com equipes repletas de estrelas.

Mais recentemente, lançou “O Sonho” (2025), obra sobre sua relação com a Champions League.

5. Recordista das principais ligas europeias

Depois de iniciar a carreira como técnico no Reggiana e no Parma, Ancelotti construiu uma trajetória vitoriosa no comando de alguns dos maiores clubes da Europa, como Juventus, Milan, Chelsea, PSG, Bayern de Munique, Napoli e Everton.

Esse histórico fez dele o único treinador a vencer as cinco principais ligas nacionais da Europa: Itália, França, Inglaterra, Alemanha e Espanha.

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Nos torneios continentais, ele é o técnico com mais partidas na história da Champions League e o único a conquistar a competição cinco vezes à beira do campo.

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Da Copa do Mundo aos Negócios: Como Construir Times Vencedores, Segundo CEOs

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

No último jogo do Brasil na Copa do Mundo, contra o Japão, muito se opinava sobre quem deveria entrar ou sair de campo para garantir a classificação da seleção para as oitavas.

As decisões do italiano Carlo Ancelotti, que à primeira vista pareciam não fazer sentido, se mostraram acertadas. Primeiro, manter Casemiro, já com um cartão amarelo, no segundo tempo da partida – o mesmo jogador que empatou o jogo. Depois, colocar Gabriel Martinelli, que acabou se tornando o herói da partida ao marcar o gol da vitória por 2 a 1.

O técnico demonstrou conhecer profundamente seus jogadores e orquestrar seus talentos para garantir o sucesso em campo. “Hoje, eu aposto muito mais no Ancelotti e na capacidade dele de desenhar uma estratégia resiliente do que em talentos individuais da Seleção”, afirma Dennis Herszkowicz, CEO da TOTVS. O maior evento esportivo do planeta é também um laboratório de liderança, gestão de talentos e tomada de decisão sob pressão.

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Enquanto torcem pela seleção brasileira, CEOs refletem sobre as chances do Brasil, o perfil de liderança de Ancelotti e as lições para construir equipes de alta performance, seja para vencer em campo ou no mundo dos negócios.

Para Ricardo Basaglia, CEO do Page Group, apenas o peso da camisa não garante vitória. “Olho a seleção brasileira com muito carinho, mas com realismo”, diz. “É um ponto que se conecta com o mundo corporativo: muitas vezes a gente confunde marca e história com a capacidade atual. Vejo que muitas empresas se apresentam como líderes de mercado, com aquela reputação que construiu dez anos atrás, enquanto os números de hoje contam outra história”.

“Eu nunca apostaria apenas em talento; organização e consistência costumam decidir”, afirma Ricardo Barbara, VP e general manager na América Latina da multinacional irlandesa Glanbia Performance Nutrition.

Mari Pinudo, country manager da Adobe, não deixa de sofrer (e de torcer) pela Seleção, assim como Rafaela Rezende, CEO da Decolar: “Como Brasileira, colocar outro país como favorito é nascer derrotada”.

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DivulgaçãoRafaela Rezende, CEO da Decolar

O apoio vem até mesmo do italiano Alberto Ceresa, country manager do Canva Brasil – para quem o tema é delicado, já que seu time ficou de fora da competição. “É a hora de o Brasil voltar ao topo”, diz.

A seguir, os executivos dizem o que é preciso para construir equipes vencedoras, dentro e fora de campo:

Da Copa do Mundo aos negócios: lições de liderança de CEOs

1. Coletivo acima do individual e ego de lado

    No esporte e no mundo corporativo, o resultado do time deve se sobrepor aos interesses individuais. “Os melhores resultados que já vivi vieram de equipes em que as pessoas colocavam o resultado coletivo acima do individual. Talento ganha jogos. Cultura consistente ganha campeonatos”, afirma Barbara.

    Isso exige desapego, como lembra Rezende: “Desapegar do ego é fundamental, pois escolher a melhor ideia pode significar escolher a ideia do outro, não a sua”. Ceresa resume o impacto da falta de conjunto: “Você é tão bom quanto o pior dos seus 11. Vimos muitas vezes que times com apenas um ou dois jogadores muito bons não funcionam”.

    Alberto Ceresa, country manager do Canva

    2. O poder da complementariedade

      Ninguém vence sozinho, e um time não se faz apenas de estrelas. “Performance é menos sobre a soma dos talentos individuais e mais sobre a combinação certa”, afirma Basaglia. “O time forte é o que tem menos gente disputando a mesma bola. O melhor jogador, mais do que o cara mais brilhante e talentoso, é o que faz exatamente aquilo que ninguém está fazendo, é o que chega para completar o time.”

      Mari Pinudo exemplifica: “Até mesmo o Romário, quando era o herói, tinha um time que colocava a bola no pé dele.”

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      Mari Pinudo, country manager da Adobe

      3. Autonomia e a liderança vulnerável

        Para o CEO da TOTVS, líderes não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. “Um time se torna imbatível quando os profissionais são altamente qualificados, confiam uns nos outros e têm autonomia para tomar decisões rápidas quando o cenário muda”, diz.

        Dennis Herszkowicz, CEO da TOTVS

        Criar esse ambiente exige uma postura mais humana da gestão. “Um líder que seja vulnerável: ouve, assume erros, reconhece que não tem sempre todas as respostas e convida para a construção coletiva”, diz Rezende.

        4. Inovação e estratégia orientada por dados

          No futebol e nos negócios, a inovação nasce de método. “Falta à Seleção um alinhamento de papéis mais rígido e uma cultura em que a técnica seja tão valorizada quanto o drible”, afirma o CEO da TOTVS. “Inovar no futebol é compreender seus pontos fortes e fracos, criando novos caminhos táticos para potencializar o que temos de melhor e mitigar as vulnerabilidades”.

          Nesse sentido, a intuição dá lugar aos dados. Inspirada pelo filme “O Homem que Mudou o Jogo”, estrelado por Brad Pitt, Mari Pinudo lembra que testar hipóteses guiadas por informações permite encontrar o formato ideal para cada desafio. “Temos muitas informações hoje, como nunca tivemos antes. Podemos pegar esses dados, testar hipóteses e transformar em resultado.”

          5. Resiliência no caos

            Um plano perfeito só sobrevive até o primeiro imprevisto. “Quem ganha a Copa é quem consegue transformar bons jogadores em um time que sabe o que fazer quando o jogo sai do plano”, diz Basaglia. “A consistência, aliada à capacidade de execução sob pressão extrema, é o que vira o jogo”, afirma Herszkowicz, da TOTVS.

            Para se manter competitivo, a mudança não pode esperar a derrota chegar. “Você renova enquanto ainda está ganhando. Não acredito nessa história de ‘time que está ganhando não se mexe’. Quem espera começar a perder para mexer normalmente está mexendo tarde demais”, opina o CEO do Page Group.

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            DivulgaçãoRicardo Basaglia, CEO do Page Group

            O fenômeno Carlo Ancelotti

            Para os executivos, o técnico da Seleção Brasileira tem demonstrado habilidade em orquestrar os talentos do time. Segundo Basaglia, essa é a grande virtude de Ancelotti, que já treinou diferentes perfis e é o maior vencedor da história da Champions League, com cinco títulos conquistados como treinador. “Ele parece não ser aquela pessoa que parte da ideia de tentar encaixar todo mundo no mesmo molde. Consegue entender muito bem o talento de cada um, adapta o método e cria um ambiente em que os jogadores conseguem render sem o treinador virar o protagonista.”

            Ricardo Barbara corrobora: “O que mais admiro no Ancelotti é a capacidade de adaptar seu estilo às pessoas sem abrir mão dos resultados. Ele liderou diferentes gerações e grandes estrelas porque conquistou respeito antes de exigir desempenho. Tento fazer o mesmo”.

            DivulgaçãoRicardo Barbara, VP e general manager América Latina da GPN

            Os executivos dizem o que compartilham com o estilo de gestão do italiano. Para Herszkowicz, é o pragmatismo. “O Ancelotti é um exemplo de gestor que atua focado na realidade da execução”, diz. “Ser um líder significa entender de gerenciamento de riscos e saber exatamente como extrair a máxima eficiência do ecossistema que você tem nas mãos”.

            Rezende também acredita que liderar é potencializar os talentos com foco no coletivo. “E valorizar a autonomia com responsabilidade, delegando ao mesmo tempo em que estabelece metas claras, é orientado para resultados.”

            Basaglia chama a atenção para a necessidade de uma liderança também no gramado. “O Ancelotti trouxe uma serenidade de fora, o que ajuda, mas é fundamental que a gente tenha essa liderança também dentro do campo, aquela voz que segura o time quando a coisa aperta. Você pode trazer o melhor executivo do mundo para a cadeira principal, mas se faltar essa camada do meio, o resultado não vem”, alerta o CEO do Page Group.

            O post Da Copa do Mundo aos Negócios: Como Construir Times Vencedores, Segundo CEOs apareceu primeiro em Forbes Brasil.

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