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Negócios

Igualdade de Gênero em Cifras: O Que Dizem os Dados sobre Remuneração de CEOs

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Em março celebramos o Dia Internacional das Mulheres e, assim como nos últimos anos, pautas relacionadas à luta pela igualdade de direitos e condições voltaram a ganhar espaço na mídia e nas redes sociais, acompanhadas de relatos de misoginia e preconceito no ambiente corporativo.

Esse não é exatamente um reflexo da minha experiência pessoal, mas é inegável que ainda temos um longo caminho a percorrer. Ao longo dos meus mais de 20 anos de carreira corporativa, já ouvi que eu só podia ser ou bonita ou inteligente, e que estavam surpresos por eu não estar apenas de forma cenográfica nas reuniões. Também já ouvi que precisavam de mim entre um grupo de líderes porque eu representaria a diversidade, por ser mulher (e não pelo que eu tinha a contribuir em termos de conhecimento).

Mas isso não reflete nem minimamente a minha história profissional, e não foi causa e nem consequência dos lugares que ocupo hoje, seja no meio corporativo, no ambiente acadêmico, como colunista ou como membro de comitês de pessoas.

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Liderança feminina avança

Mesmo que a percepção geral seja a de que a desigualdade entre homens e mulheres seja uma verdade absoluta e intransponível, os números nos mostram que as mulheres vêm alcançando maior destaque na liderança das organizações. É uma mudança lenta, mas real.

Vejamos, por exemplo, as empresas listadas na B3, que indicam um crescimento de 47% em 2024 para 52% das organizações tendo pelo menos uma mulher na diretoria estatutária em 2025. Parece um crescimento pequeno, mas em 2021 somente 39% das empresas tinham lideranças femininas. A presença de mulheres nos conselhos de administração também subiu de 66% para 69% no último ano.

É verdade que, destas empresas, 36% possuem somente uma mulher na diretoria, e que as posições de CEO ainda estão majoritariamente concentradas em perfis masculinos (aproximadamente 95% dos cargos). Mas a evolução está acontecendo.

A igualdade de gênero na remuneração

Além de saber se as mulheres estão conseguindo crescer na estrutura, é também preciso comparar a remuneração praticada para homens e mulheres nestas posições executivas. Infelizmente, a partir do Formulário de Referência, só é possível segmentar por gênero os dados de remuneração para a posição de CEO. E como a amostra de mulheres é muito pequena, a análise fica prejudicada. Mas já conseguimos ter alguns insights importantes.

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Contei com a ajuda da IA para comparar a remuneração de cinco mulheres, ocupando posições de CEO em grandes empresas de capital aberto, com a remuneração de CEOs homens em empresas de portes similares no setor privado. Nesta análise, excluí os programas de ILP (Incentivos de Longo Prazo) por terem características muito específicas, como por exemplo as diferenças de outorgas anuais vs mega grants.

Os gráficos a seguir indicam a Receita Líquida das empresas no eixo X e a remuneração dos CEOs no eixo Y, sendo que o primeiro considera somente a remuneração fixa e o segundo inclui o fixo + bônus anuais. Em ordem crescente de Receita Líquida, as empresas lideradas por mulheres são: Moura Dubeux, Alupar, Nubank, Banco do Brasil e Petrobras.

Fernanda Abilel
Fernanda Abilel

Os dados revelam que o maior gap salarial entre gêneros no topo das empresas de capital aberto não decorre necessariamente de uma política discriminatória direta, mas sim de uma distorção estrutural: as mulheres CEOs de maior visibilidade estão concentradas em estatais (Petrobras e BB).

Devido ao teto salarial do funcionalismo público, essas executivas gerem receitas bilionárias recebendo até 90% menos que seus pares masculinos que lideram empresas privadas de porte similar. Já nas 3 primeiras empresas do gráfico, que refletem dados do setor privado, esse gap fica numa média de 10% (dispersão dentro de padrões normais).

Quando faço essas análises na consultoria, comparando a remuneração de líderes dos dois gêneros que ocupam posições de complexidades equivalentes no setor privado, também não identifico grandes diferenças. E isso é motivo para comemorar.

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Essa análise me remeteu a um livro que recomendo fortemente: “Factfulness — O hábito libertador de só ter opiniões baseadas em fatos”, de Hans Rosling. O autor apresenta dados que desconstroem crenças instintivas e pessimistas sobre o mundo (muitas delas alimentadas por informações desatualizadas) e mostra como nossa visão costuma subestimar o progresso real.

Fiquei surpresa ao rever ideias pré-concebidas que eu mesma tinha sobre temas como a extrema pobreza no mundo e os anos de escolaridade de meninos e meninas em países de baixa renda. À luz desses insights e do que observamos sobre liderança e remuneração, arrisco dizer que a igualdade de gênero está entre as áreas em que o mundo tem, sim, avançado. Um passo de cada vez.

*Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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5 Fatos e Curiosidades para Conhecer Carlo Ancelotti, Técnico da Seleção Brasileira

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

Neste domingo (5), o Brasil entra em campo contra a Noruega em uma disputa pela vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.

Além do desempenho dos jogadores em campo, a atuação do técnico Carlo Ancelotti tem chamado a atenção dos torcedores. À frente da Seleção Brasileira há pouco mais de um ano, o treinador italiano mostrou, na vitória sobre o Japão, que conhece o elenco e tem capacidade para orquestrar e extrair o melhor de diferentes talentos. Decisões inicialmente questionadas acabaram se mostrando acertadas e fundamentais para o resultado.

Não é à toa. Com cinco décadas de carreira dedicadas ao futebol, mais de três delas como treinador, o Mister já fez história nas principais ligas da Europa. É o maior vencedor da história da Champions League, com cinco títulos como treinador, e agora busca ajudar o Brasil a conquistar o hexa – e também o maior título de sua trajetória.

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A seguir, confira cinco fatos e curiosidades para conhecer Carlo Ancelotti:

1. Das raízes no campo aos títulos como jogador

Nascido em Reggiolo, uma comunidade no norte da Itália com cerca de nove mil habitantes, Ancelotti ajudava a família na agricultura quando pequeno.

O futebol mudou seu rumo: como meio-campista, estreou aos 18 anos no Parma, foi transferido para a Roma (onde venceu o Campeonato Italiano) e encerrou a carreira de atleta no Milan em 1992, acumulando taças da Champions League e do Mundial de Clubes.

Logo após a aposentadoria dos gramados, iniciou os trabalhos como técnico.

Em 1986, Carlo Ancelotti atuava como jogador da Roma
Getty ImagesEm 1986, Carlo Ancelotti atuava como jogador da Roma

2. Ancelotti em uma final de Copa do Mundo contra o Brasil

A edição de 2026 marca a estreia de Ancelotti como treinador principal em um Mundial, mas esta não é sua primeira vez no torneio.

Em 1994, com 35 anos, ele era o auxiliar técnico de Arrigo Sacchi no comando da seleção italiana. A Itália chegou até a final, mas foi derrotada nos pênaltis pelo Brasil.

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3. Fluência além dos gramados

Com passagens por diversos países europeus, o treinador adquiriu o hábito de aprender a língua local para facilitar a convivência com as equipes e a imprensa. No Brasil não foi diferente: fez um curso intensivo de português antes de assumir a Seleção e aprendeu até mesmo a cantar o hino nacional.

Além do português, ele fala fluentemente italiano, espanhol, inglês e francês, e ainda se arrisca no alemão.

4. De treinador a autor de livros

Longe dos treinos, Ancelotti atua como escritor e já publicou quatro livros. Começou com a autobiografia “Prefiro a Taça” (2009).

Depois, com “Minha Árvore de Natal” (2013), passou pela análise tática e detalhou esquemas usados em suas equipes.

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Em “Liderança Tranquila” (2016), explica seus métodos não autoritários para lidar com equipes repletas de estrelas.

Mais recentemente, lançou “O Sonho” (2025), obra sobre sua relação com a Champions League.

5. Recordista das principais ligas europeias

Depois de iniciar a carreira como técnico no Reggiana e no Parma, Ancelotti construiu uma trajetória vitoriosa no comando de alguns dos maiores clubes da Europa, como Juventus, Milan, Chelsea, PSG, Bayern de Munique, Napoli e Everton.

Esse histórico fez dele o único treinador a vencer as cinco principais ligas nacionais da Europa: Itália, França, Inglaterra, Alemanha e Espanha.

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Nos torneios continentais, ele é o técnico com mais partidas na história da Champions League e o único a conquistar a competição cinco vezes à beira do campo.

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Da Copa do Mundo aos Negócios: Como Construir Times Vencedores, Segundo CEOs

Redação Informe ES

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

No último jogo do Brasil na Copa do Mundo, contra o Japão, muito se opinava sobre quem deveria entrar ou sair de campo para garantir a classificação da seleção para as oitavas.

As decisões do italiano Carlo Ancelotti, que à primeira vista pareciam não fazer sentido, se mostraram acertadas. Primeiro, manter Casemiro, já com um cartão amarelo, no segundo tempo da partida – o mesmo jogador que empatou o jogo. Depois, colocar Gabriel Martinelli, que acabou se tornando o herói da partida ao marcar o gol da vitória por 2 a 1.

O técnico demonstrou conhecer profundamente seus jogadores e orquestrar seus talentos para garantir o sucesso em campo. “Hoje, eu aposto muito mais no Ancelotti e na capacidade dele de desenhar uma estratégia resiliente do que em talentos individuais da Seleção”, afirma Dennis Herszkowicz, CEO da TOTVS. O maior evento esportivo do planeta é também um laboratório de liderança, gestão de talentos e tomada de decisão sob pressão.

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Enquanto torcem pela seleção brasileira, CEOs refletem sobre as chances do Brasil, o perfil de liderança de Ancelotti e as lições para construir equipes de alta performance, seja para vencer em campo ou no mundo dos negócios.

Para Ricardo Basaglia, CEO do Page Group, apenas o peso da camisa não garante vitória. “Olho a seleção brasileira com muito carinho, mas com realismo”, diz. “É um ponto que se conecta com o mundo corporativo: muitas vezes a gente confunde marca e história com a capacidade atual. Vejo que muitas empresas se apresentam como líderes de mercado, com aquela reputação que construiu dez anos atrás, enquanto os números de hoje contam outra história”.

“Eu nunca apostaria apenas em talento; organização e consistência costumam decidir”, afirma Ricardo Barbara, VP e general manager na América Latina da multinacional irlandesa Glanbia Performance Nutrition.

Mari Pinudo, country manager da Adobe, não deixa de sofrer (e de torcer) pela Seleção, assim como Rafaela Rezende, CEO da Decolar: “Como Brasileira, colocar outro país como favorito é nascer derrotada”.

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DivulgaçãoRafaela Rezende, CEO da Decolar

O apoio vem até mesmo do italiano Alberto Ceresa, country manager do Canva Brasil – para quem o tema é delicado, já que seu time ficou de fora da competição. “É a hora de o Brasil voltar ao topo”, diz.

A seguir, os executivos dizem o que é preciso para construir equipes vencedoras, dentro e fora de campo:

Da Copa do Mundo aos negócios: lições de liderança de CEOs

1. Coletivo acima do individual e ego de lado

    No esporte e no mundo corporativo, o resultado do time deve se sobrepor aos interesses individuais. “Os melhores resultados que já vivi vieram de equipes em que as pessoas colocavam o resultado coletivo acima do individual. Talento ganha jogos. Cultura consistente ganha campeonatos”, afirma Barbara.

    Isso exige desapego, como lembra Rezende: “Desapegar do ego é fundamental, pois escolher a melhor ideia pode significar escolher a ideia do outro, não a sua”. Ceresa resume o impacto da falta de conjunto: “Você é tão bom quanto o pior dos seus 11. Vimos muitas vezes que times com apenas um ou dois jogadores muito bons não funcionam”.

    Alberto Ceresa, country manager do Canva

    2. O poder da complementariedade

      Ninguém vence sozinho, e um time não se faz apenas de estrelas. “Performance é menos sobre a soma dos talentos individuais e mais sobre a combinação certa”, afirma Basaglia. “O time forte é o que tem menos gente disputando a mesma bola. O melhor jogador, mais do que o cara mais brilhante e talentoso, é o que faz exatamente aquilo que ninguém está fazendo, é o que chega para completar o time.”

      Mari Pinudo exemplifica: “Até mesmo o Romário, quando era o herói, tinha um time que colocava a bola no pé dele.”

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      Mari Pinudo, country manager da Adobe

      3. Autonomia e a liderança vulnerável

        Para o CEO da TOTVS, líderes não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. “Um time se torna imbatível quando os profissionais são altamente qualificados, confiam uns nos outros e têm autonomia para tomar decisões rápidas quando o cenário muda”, diz.

        Dennis Herszkowicz, CEO da TOTVS

        Criar esse ambiente exige uma postura mais humana da gestão. “Um líder que seja vulnerável: ouve, assume erros, reconhece que não tem sempre todas as respostas e convida para a construção coletiva”, diz Rezende.

        4. Inovação e estratégia orientada por dados

          No futebol e nos negócios, a inovação nasce de método. “Falta à Seleção um alinhamento de papéis mais rígido e uma cultura em que a técnica seja tão valorizada quanto o drible”, afirma o CEO da TOTVS. “Inovar no futebol é compreender seus pontos fortes e fracos, criando novos caminhos táticos para potencializar o que temos de melhor e mitigar as vulnerabilidades”.

          Nesse sentido, a intuição dá lugar aos dados. Inspirada pelo filme “O Homem que Mudou o Jogo”, estrelado por Brad Pitt, Mari Pinudo lembra que testar hipóteses guiadas por informações permite encontrar o formato ideal para cada desafio. “Temos muitas informações hoje, como nunca tivemos antes. Podemos pegar esses dados, testar hipóteses e transformar em resultado.”

          5. Resiliência no caos

            Um plano perfeito só sobrevive até o primeiro imprevisto. “Quem ganha a Copa é quem consegue transformar bons jogadores em um time que sabe o que fazer quando o jogo sai do plano”, diz Basaglia. “A consistência, aliada à capacidade de execução sob pressão extrema, é o que vira o jogo”, afirma Herszkowicz, da TOTVS.

            Para se manter competitivo, a mudança não pode esperar a derrota chegar. “Você renova enquanto ainda está ganhando. Não acredito nessa história de ‘time que está ganhando não se mexe’. Quem espera começar a perder para mexer normalmente está mexendo tarde demais”, opina o CEO do Page Group.

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            DivulgaçãoRicardo Basaglia, CEO do Page Group

            O fenômeno Carlo Ancelotti

            Para os executivos, o técnico da Seleção Brasileira tem demonstrado habilidade em orquestrar os talentos do time. Segundo Basaglia, essa é a grande virtude de Ancelotti, que já treinou diferentes perfis e é o maior vencedor da história da Champions League, com cinco títulos conquistados como treinador. “Ele parece não ser aquela pessoa que parte da ideia de tentar encaixar todo mundo no mesmo molde. Consegue entender muito bem o talento de cada um, adapta o método e cria um ambiente em que os jogadores conseguem render sem o treinador virar o protagonista.”

            Ricardo Barbara corrobora: “O que mais admiro no Ancelotti é a capacidade de adaptar seu estilo às pessoas sem abrir mão dos resultados. Ele liderou diferentes gerações e grandes estrelas porque conquistou respeito antes de exigir desempenho. Tento fazer o mesmo”.

            DivulgaçãoRicardo Barbara, VP e general manager América Latina da GPN

            Os executivos dizem o que compartilham com o estilo de gestão do italiano. Para Herszkowicz, é o pragmatismo. “O Ancelotti é um exemplo de gestor que atua focado na realidade da execução”, diz. “Ser um líder significa entender de gerenciamento de riscos e saber exatamente como extrair a máxima eficiência do ecossistema que você tem nas mãos”.

            Rezende também acredita que liderar é potencializar os talentos com foco no coletivo. “E valorizar a autonomia com responsabilidade, delegando ao mesmo tempo em que estabelece metas claras, é orientado para resultados.”

            Basaglia chama a atenção para a necessidade de uma liderança também no gramado. “O Ancelotti trouxe uma serenidade de fora, o que ajuda, mas é fundamental que a gente tenha essa liderança também dentro do campo, aquela voz que segura o time quando a coisa aperta. Você pode trazer o melhor executivo do mundo para a cadeira principal, mas se faltar essa camada do meio, o resultado não vem”, alerta o CEO do Page Group.

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            Negócios

            Quando o futuro fica mais longo

            Redação Informe ES

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            Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

            Quando se fala em futuro, o olhar costuma recair sobre inteligência artificial, geopolítica ou novos modelos de negócio. Mas há uma transformação silenciosa em curso com potencial para impactar todas as outras: estamos vivendo muito mais. A longevidade é uma das forças de transformação econômica e social mais profundas do nosso tempo e deveria ocupar espaço central nas discussões sobre foresight, a antecipação estratégica.

            Durante a maior parte da história, o desafio foi sobreviver. Hoje, para parcela crescente da população, a questão é outra: como viver mais décadas de forma produtiva, relevante e financeiramente sustentável. O modelo tradicional de vida foi desenhado para quem estudava até os 20 e poucos anos, trabalhava por cerca de 40 e depois se aposentava. Quando uma pessoa saudável pode chegar aos 90, 100 ou mais, esse modelo quebra.

            A educação deixa de ser etapa para virar processo contínuo. A carreira deixa de ser linear e passa a reunir ciclos de reinvenção. A aposentadoria deixa de ser destino. O conceito de idade perde relevância diante do de capacidade – característica clássica de uma megatendência: algo que atravessa setores e gera impactos sistêmicos.

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            A longevidade influencia aspectos como mercado de trabalho, previdência, consumo, urbanização e educação. Empresas que segmentam clientes por gerações terão de repensar seus modelos quando parte da população estiver produzindo valor aos 70 ou 80 anos. Governos precisarão redesenhar políticas para uma população que viverá mais do que os sistemas atuais comportam. E os indivíduos terão de desenvolver uma competência rara: projetar uma vida de cem anos.

            Aí está a conexão mais poderosa entre longevidade e foresight. Antecipar não é prever o futuro, mas ampliar a capacidade de tomar melhores decisões no presente diante de múltiplos futuros possíveis. Que habilidades seguirão relevantes daqui a 30 anos?

            O maior erro talvez seja enxergar a longevidade apenas como consequência dos avanços científicos. Ela é também causa de transformação: um motor de novas demandas, mercados e tensões sociais. Quanto antes for tratada como questão estratégica, maior será a capacidade de construir futuros desejáveis.

            Saiba mais sobre a Singularity Brazil.

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